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Jornal das quatro, edição com Miguel Cordeiro. Miguel, as buscas à TAP não devem constituir um entrave ao processo de privatização da companhia aérea portuguesa, é uma posição deixada esta tarde por Marcelo Rebelo de Sousa.

Reação do presidente da República às buscas do Ministério Público, buscas relacionadas com o processo de venda de 2015, na altura, venda de 61% do capital social da companhia aérea portuguesa aos empresários David Neeleman e Humberto Pedrosa. Neste momento, há um novo processo de privatização em curso e para Marcelo Rebelo de Sousa há que saber separar os casos.

É vantajoso para a privatização da TAP, em geral, que tudo o que houver a investigar seja investigado cabalmente, mas também rapidamente, porque uma operação como a privatização da TAP implica candidaturas, implica interesse de vários candidatos e quanto menor for a dúvida sobre o que se passou, sobretudo há muito tempo, melhor é para a posição de Portugal.

A atual venda não deve ser afetada pela investigação do Ministério Público, palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, um registo captado pela CNN Portugal. O presidente da República espera uma investigação rápida e decisiva.

O Partido Comunista Português tem uma posição oposta e pede ao governo para que tire ilações da investigação que levou a estas buscas na TAP e que abandone o processo de privatização.

Este apelo é feito através de um comunicado. O PCP saúda a investigação, que é liderada pelo Departamento de Investigação e Ação Penal, e espera que produza resultados o mais depressa possível. O partido diz também que há muito que o PCP denuncia indícios sobre a suspeita de crimes relacionados com o processo de privatização da companhia aérea e diz que são evidências que podem ser encontradas nas conclusões da Comissão Parlamentar de Inquérito à TAP e também na auditoria feita pela Inspeção-Geral de Finanças.

Na origem das buscas lideradas pelo Ministério Público está essa privatização da TAP em 2015.

E há dúvidas sobre a forma como David Neeleman obteve o financiamento necessário para a recapitalização da empresa, um dos requisitos do negócio. Estas diligências acontecem a poucos dias de estar concluída a primeira fase da nova privatização da TAP. No sábado, termina o prazo para a manifestação de interesses por parte dos potenciais candidatos.

Voltamos a Marcelo Rebelo de Sousa, porque o atual presidente da República acredita que os debates entre os candidatos a Belém vão contribuir para que haja um esclarecimento cabal dos eleitores.

E confessa Marcelo Rebelo de Sousa que assistiu ao frente a frente entre António José Seguro e André Ventura ontem à noite. O presidente considera que ontem começou o período pré-eleitoral, um período que considera curto, mas muito rico.

Eu acho que são muitos debates. Ao todo, são mais de 20 debates durante mais de um mês, mas são de candidatos tão variados e num leque tão amplo que eu penso que serão importantes para o esclarecimento. Entrou-se num período, a partir de ontem, que é um período verdadeiramente pré-eleitoral. Um período aparentemente muito curto, mas muito rico e eu estou convencido que vai haver um esclarecimento cabal.

A opinião de Marcelo Rebelo de Sousa foi deixada esta tarde na Universidade Nova de Lisboa.

Nesta campanha presidencial, Luís Marques Mendes não respondeu hoje às acusações de Gouveia e Melo, acusações que foram feitas em entrevista aqui na Rádio Observador.

O almirante, na Rádio Observador, insistiu na ideia de que a candidatura que protagoniza enfrentou um bloqueio enquanto ainda era chefe do Estado-Maior da Armada e refere, agora, que esse bloqueio tinha como propósito beneficiar outro candidato a Belém, Luís Marques Mendes.

Era uma impressão que eu tinha e continuo a ter.

Mas continua a ter a impressão de que não queriam esta candidatura presidencial.

Sim, é uma impressão minha, que é sempre subjetiva, como é evidente, mas era a minha impressão e transmiti essa impressão.

Com a impressão de que o governo não queria, de facto, que esta candidatura avançasse. Não queria por quê? Para proteger Luís Marques Mendes?

Eu acho que isso, em termos políticos, é óbvio. E podia, não é preciso ser um grande analista para se perceber nas diversas ações e comentários ao longo do tempo, até enquanto era chefe do Estado-Maior da Armada, que havia essa resistência à minha candidatura.

Perante estas declarações de Henrique Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes, em campanha pelo Montijo, respondeu assim:

Acham que eu estou nesta campanha agora para comentar o que é que dizem os outros candidatos. Não, nem pensar. Cada um tem direito à sua opinião. Eu diria que há mais vida e há mais país para além das entrevistas do candidato A, B ou C. Não, eu estou aqui para tratar do país.

Declarações de Luís Marques Mendes aos jornalistas durante uma visita a um lar de idosos no Montijo. O candidato presidencial apoiado pelo PSD disse também que está satisfeito com a sondagem que foi divulgada ontem e que o coloca à frente na corrida a Belém, apesar de estar em empate técnico nessa sondagem com Henrique Gouveia e Melo.

Já não é a primeira sondagem em que me dá em primeiro lugar, mas esta confirma. Há uma coisa, em qualquer circunstância, que eu devo dizer-vos. O poder não me sobe à cabeça. Não vou ficar deslumbrado com a melhor das sondagens, como esta é. E, portanto, vou continuar a trabalhar como até aqui, com muita humildade, com muito respeito pelos portugueses e, sobretudo, falando das questões que interessam ao país.

E hoje Luís Marques Mendes vai ter o primeiro debate presidencial, o candidato apoiado pelo PSD vai estar frente a frente com António Filipe, que é o candidato apoiado pelo Partido Comunista Português.

Na entrevista desta manhã de Gouveia e Melo ao Observador, o almirante assumiu a hipótese de fazer apenas um mandato.

Cenário que não descarta caso venha a ser eleito.

Todos os presidentes tiveram um primeiro mandato melhor do que um segundo mandato. No segundo mandato, acho que passou para além do que seriam as suas funções normais enquanto presidente.

Isso quer dizer que só se vai candidatar a um mandato?

Correm menos bem. Isso é uma análise que eu terei que fazer se for eleito.

Mas admite só fazer um mandato?

Sim, admito. Não estou a dizer que só quero fazer um mandato. Mas admito fazer um mandato. Depende da análise que terei que fazer na altura.

Nesta entrevista à Rádio Observador, Henrique Gouveia e Melo garantiu também que se não passar à segunda volta, não vai declarar apoio a nenhum candidato.

A ministra da Administração Interna recusa as acusações de inação que foram feitas pelos sindicatos quanto à valorização das carreiras dos polícias.

Maria Lúcia Amaral garante que o governo mantém o contato com as associações sindicais para melhorar as condições salariais da Polícia de Segurança Pública. Alguns sindicatos da polícia têm acusado o governo de adiar as negociações. A ministra não concorda com esse ponto.

Não creio que os senhores sindicalistas continuem a falar de falta de vontade política, porque as reuniões, que são reuniões de diálogo, de conversação, de pré-negociação, têm sido bastante fluentes. Mas é isso que eles dizem, que não querem diálogo, mas querem, sim, uma proposta concreta sobre aquilo que foi estabelecido na negociação. Eu sei. As propostas concretas aparecerão.

No final do mês. Propostas concretas do governo para melhorar a carreira dos profissionais da polícia, garantia da ministra Maria Lúcia Amaral, que esteve hoje no aniversário número 158 do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP e ouviu do diretor Luís Elias uma queixa. Queixa de que existem esquadras com falta de condições. A ministra diz que tem conhecimento deste problema e alerta que a resolução demora tempo.

Vamos ao futebol, Miguel. Portugal venceu o México, está assim nos quartos de final do Campeonato Mundo de sub-17.

Chapa cinco. 5 x 0 frente ao México, gols de Rafael Quintas, Anísio Cabral, Ziga, Miguel Figueiredo e Yoane Pereira. Na reação ao resultado, o selecionador Albino Massenz acredita que Portugal sabe aproveitar as condições que o jogo vai dando e, neste caso, soube aproveitar as expulsões na equipe do México.

Pusemos em vantagem, depois com a expulsão, acho que ficou um pouquinho mais fácil para nós e acabamos por aproveitar bem essa situação. É que ali podíamos ter feito um pouquinho as coisas melhores, mas parabéns à minha equipa. Quem ganha por 5 x 0 num jogo deste gênero, tem que estar completamente satisfeito e os meus jogadores deram mais uma vez uma prova da sua qualidade.

Romário Cunha é o guarda-redes desta equipa e considera que Portugal foi uma equipa muito compacta.

A equipa esteve muito bem, muito compacta. Mantivemos nossos princípios mais uma vez. Vamos fazer tudo para continuar a manter assim a equipa, estável, consistente. E foi um jogo muito bom da nossa parte e estou muito feliz pela equipa também.

Albino Massenz e Romário Cunha, à boleia do Canal 11, nos quartos de final. Portugal vai jogar com a Irlanda ou com a Suíça.

Seguimos com outras notícias que também estão a marcar a atualidade a esta hora.

A qualquer momento, Cristiano Ronaldo vai estar na Casa Branca. Donald Trump vai receber uma comitiva do príncipe da Arábia Saudita, onde está incluído Cristiano Ronaldo. O encontro está agendado para esta hora na Casa Branca. Já há tudo preparado para receber essa comitiva saudita. Vamos acompanhar esse momento aqui na Rádio Observador ao longo desta tarde informativa. O Conselho Económico e Social considera insuficiente o grau de clareza das transferências internas na Segurança Social. No parecer sobre a Conta-Geral do Estado de 2024, o CES alerta que não é clara a origem, nem o destino das verbas transferidas do orçamento do Estado para a Segurança Social. O organismo defende que o relatório deve passar a incluir dados detalhados sobre a Caixa Geral de Apresentações e recomenda que as medidas excepcionais devem ser sempre financiadas pelo orçamento do Estado. O Conselho pede também que sejam discriminadas as contas dos diferentes sistemas da Segurança Social. O Ministério das Finanças, a fechar, diz que está bastante confiante de que o país vai alcançar este ano um excedente orçamental de, pelo menos, 0,3% do PIB. Joaquim Miranda Sarmento marcou presença na conferência "O Orçamento do Estado para 2026", uma conferência organizada pela Ordem dos Economistas, e quis recordar que no segundo trimestre de 2025, Portugal teve o terceiro maior saldo orçamental da zona euro. Apesar de admitir que os saldos orçamentais em trimestres variam muito, apontou que os dados que já existem levam o governo a estar confiante que vai conseguir um excedente orçamental de, pelo menos, 0,3% do PIB este ano.