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Notícias. Começamos este jornal das 16h com dados da execução orçamental. Até novembro, Portugal registou um excedente de quase 2.800 milhões de euros.

Estes dados foram divulgados esta tarde. É uma melhoria no caso da execução orçamental face ao mesmo período do ano passado, de cerca de 600 milhões de euros. Até novembro, Portugal registou um excedente de quase 2.800 milhões de euros. Para o acréscimo verificado, contribui uma melhoria significativa na Segurança Social, de quase 1.500 milhões de euros, e também na administração local, uma melhoria a rondar os 470 milhões de euros.

Até novembro, também subiu a receita fiscal do Estado.

Subida de 6,5%. O Estado soma 57 mil milhões de euros de receita fiscal até novembro. Esses dados são da síntese da execução orçamental, que foi divulgada esta tarde. O ritmo de crescimento da receita acumulada acelerou no mês de novembro. Nos 11 primeiros meses do ano, ficou cumprido mais de 90% da execução da receita de impostos que estava prevista para este ano.

Ainda nestas contas agora divulgadas, os pagamentos em atraso recuam para 720 milhões de euros até novembro.

Pagamentos em atraso das entidades públicas, há um recuo de 140 milhões de euros face ao mesmo período do ano passado.

Deixamos os números. O Sistema Europeu de Controlo de Fronteiras para cidadãos extracomunitários vai estar suspenso durante três meses no aeroporto de Lisboa.

O Ministério da Administração Interna anuncia, em comunicado, um reforço das medidas de contingência no Aeroporto Humberto Delgado, como resposta ao agravamento dos constrangimentos na zona das chegadas de passageiros não europeus, provenientes, neste caso, de fora do espaço Schengen. É uma situação que se agravou com a evolução do novo sistema intitulado Entry/Exit System da União Europeia. Perante os constrangimentos atuais, o Ministério da Administração Interna determinou três alterações: a suspensão imediata por três meses da aplicação desse sistema informático, ao abrigo de regulamentos europeus, o aumento de cerca de 30% da capacidade de equipamentos eletrônicos e físicos de controle de fronteiras externas, e um reforço de militares da GNR nas operações de controle de fronteiras. Três medidas decretadas pelo governo. A PSP já confirmou, entretanto, à RTP que vai receber nos próximos dias militares da GNR nas operações de controle de fronteiras do aeroporto.

Vamos às presidenciais. Os candidatos à esquerda respondem a um apelo lançado por José Luís Carneiro para uma união da esquerda em torno de Seguro. António Filipe fala em desespero e diz que este apelo mostra a fragilidade do candidato apoiado pelo Partido Socialista.

E garante António Filipe que não desiste. Critica a posição do líder do PS.

Quando há um apelo tão desesperado a que outros desistam para que um candidato possa ter esperanças de ir à segunda volta, eu acho que diz tudo sobre a insegurança que o líder do Partido Socialista tem no candidato que apoia. Eu acho que esse discurso de apelar aos candidatos à esquerda para desistirem, para além de ser um claro sinal de fragilidade de uma candidatura. Ou seja, quando uma candidatura pensa que só lá vai se os outros desistirem, muito mal vai essa candidatura.

António Filipe rejeita a possibilidade de desistir, também porque considera que tem uma candidatura insubstituível, que se distingue dos candidatos do consenso neoliberal. O candidato apoiado pelo PCP, em declarações aos jornalistas, à margem de uma reunião com a Associação Nacional dos Centros de Cultura e Desporto dos Trabalhadores da Segurança Social e dirigentes sindicais.

Catarina Martins diz também que não desiste e aponta posições passadas de Seguro e do PS para justificar essa decisão.

Considera Catarina Martins que António José Seguro, no passado, durante a governação de Pedro Passos Coelho, quando Seguro era líder da oposição, líder do PS, nessa altura, Seguro viabilizou o Orçamento do Estado contra a Constituição.

Cada vez que nós desistimos de ter respostas fortes, com medo que venha alguma coisa pior, na verdade, o nosso país só enfraquece. E como sabem, António José Seguro, quando foi o tempo da Troika, preferiu viabilizar orçamentos que até iam contra a Constituição da República Portuguesa. E, portanto, não me podem pedir para eu não cumprir aquele que é o mandato primeiro de quem se candidata à Presidência da República: cumprir a Constituição Portuguesa, defender as instituições do Estado de Direito Democrático, defender o país, defender a população.

Catarina Martins, que nessas declarações reforçou também que tem como prioridade para esta campanha, que começa já na próxima semana, a saúde e a habitação.

A Procuradoria-Geral da República informou hoje que a investigação à Gouveia Melo, por ajustes diretos na Marinha, já está na fase final e que o almirante não é arguido.

João Cotrim Figueiredo reagiu a este caso, bem como outros candidatos presidenciais, como Marcos Mendes e André Ventura. No caso de Cotrim Figueiredo, há elogios para a rapidez de esclarecimento por parte da PGR.

Registo apenas com agrado a velocidade com que a Procuradoria-Geral da República tem vindo a esclarecer a situação em que cada um dos candidatos, neste caso, se tem vindo envolvido, para que as suspeitas não fiquem no ar. E talvez possamos, agora que estamos no final de 2025, desejar que 2026 seja o ano em que definitivamente a campanha não passe pela discussão permanente dos casos. Que, por um lado, os candidatos esclareçam tudo o que tenham a esclarecer, isso é evidente, acho que os eleitores têm esse direito, mas que depois os temas de campanha sejam coisas mais relevantes para a vida dos portugueses.

Visita de Cotrim Figueiredo à Casa dos Animais, em Lisboa.

Marcos Mendes foi confrontado com este caso nos Açores e diz que há mais vida para além de Gouveia Melo.

Falou em São Miguel, recusou comentar a investigação e diz que tem outras prioridades neste período de pré-campanha.

A minha preocupação é falar do país. País, país, país. Açores, Açores, Açores. Com toda a franqueza, há mais vida para além de Gouveia e Melo, há mais vida para além do Ministério Público e há um país que quer saber o que é que os candidatos presidenciais pensam. E eu estou centrado no país. Acho bem que falem de mim, mas eu falo do país.

Declarações de Luís Marques Mendes a partir dos Açores.

Já André Ventura critica as investigações em tempo de eleições.

André Ventura considera que existem mais investigações em período eleitoral e diz que não deveria ser assim.

O que é desejável é que não seja assim e que as investigações ocorram, quer haja eleições, quer não haja eleições. Eu acho que essa tem que ser a boa regra. Porém, quando elas surgem, já surgiram em todas, nestas e noutras eleições e noutras situações. Quando a coisa se torna pública e há a notícia pública de uma investigação criminal, é importante que quem esteja do outro lado tenha verdade e transparência. Neste caso, tanto quanto me é dado a saber, houve também hoje uma informação do Ministério Público, dele próprio, e acho que isso é importante para uma campanha mais elevada agora nos próximos dias.

André Ventura, ao final desta manhã, no Barreiro.

Vamos ainda a outras notícias que estão a marcar a atualidade.

Volodymyr Zelensky anuncia que a Coligação das Vontades vai voltar a reunir-se a 6 de janeiro, em França. Um anúncio feito nas redes sociais depois do encontro de hoje do grupo de apoio a Kiev. Zelensky revela também que antes da reunião da Coligação das Vontades, os conselheiros de segurança da coligação vão também reunir-se. Hoje, na reunião que aconteceu esta manhã, o chanceler alemão Friedrich Merz disse no final que estão a fazer progressos no processo de paz para a Ucrânia. Os transportes urbanos de Coimbra vão ter circuitos gratuitos na noite de fim de ano. São quatro linhas de autocarros que vão ligar a zona ribeirinha a diversos pontos do concelho. Os horários são entre as 21:30 e as 23:00 de amanhã. E às 02h00 e 03h30 da madrugada do primeiro dia do ano, também há esse transporte. A Comissão de Defesa da Linha do Oeste critica a supressão de 79 comboios este mês, nos troços Santa Apolónia-Caldas da Rainha e Caldas da Rainha-Coimbra B. A Comissão de Defesa da Linha do Oeste considera urgente a adoção de um plano de contingência para este troço ferroviário, que é afetado devido à falta de material circulante.