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Das notícias. Jornal das quatro, edição com Miguel Vidara. Miguel, o preço do gás e do barril de petróleo continua a subir.
Sim, o barril de Brent, que serve de referência para Portugal, estava há pouco a valorizar cerca de 7%. O mesmo acontece com o gás. O metro cúbico estava a ser negociado a quase €58, uma valorização superior a 8% face à última sessão.
E o Ministro das Finanças acredita que Bruxelas não vai levantar objeções ao desconto aplicado no Imposto sobre Produtos Petrolíferos.
O ISP. Joaquim Miranda Sarmento adianta que deu conhecimento à Comissão Europeia do desconto de três cêntimos e meio no ISP e não está à espera de problemas, porque, sublinha o ministro, o contexto é especial.
Este desconto é extraordinário e temporário. Este desconto acode a uma situação crítica, mas é uma situação que nós esperamos que se possa resolver a curto trecho, e quando voltarmos à normalidade dos preços da semana passada, nós reverteremos este desconto.
O Ministro das Finanças acredita, de resto, que todos os outros países do bloco comunitário vão ter de tomar medidas semelhantes se o conflito se prolongar.
É a segunda vez numa semana. Foi interceptado um míssil no espaço aéreo da Turquia.
E as autoridades turcas adiantam que o míssil foi disparado a partir do Irão. Disso mesmo dá conta também o porta-voz da NATO: o míssil foi abatido, caiu num campo aberto no sul do país, não há registo de vítimas.
Entretanto, a presidente da Comissão Europeia diz que o velho continente não deve ter pena do regime iraniano.
Na edição deste ano da Conferência de Embaixadores, em Bruxelas, Ursula von der Leyen recordou que o regime do Aiatolá foi responsável pela morte de 17 mil pessoas. A presidente da Comissão Europeia pede que os países do velho continente não mostrem compaixão com o regime iraniano.
Quero deixar claro: não devemos derramar lágrimas pelo regime iraniano, que inflige morte e repressão ao próprio povo. Eles massacraram 17 mil jovens iranianos e este regime causou devastação e desestabilização em toda a região, com a ajuda dos seus aliados armados com mísseis e drones.
Ursula von der Leyen sublinha também que a Europa já não pode ser a guardiã da velha ordem mundial.
Sempre defenderemos o sistema baseado em regras que ajudamos a construir com os nossos aliados, mas não podemos confiar mais nele como a única forma de defender os nossos interesses, nem presumir que as regras nos vão proteger das complexas ameaças que enfrentamos. Portanto, precisamos de construir o nosso próprio caminho europeu e de encontrar novas formas de cooperar com os nossos parceiros.
Sendo que a presidente da Comissão Europeia não detalhou que caminho é este que sugere seja trilhado pela Europa comunitária.
Mudamos de tema. Abriram há pouco ao público os jardins do Palácio de Belém.
A coincidir com o dia em que António José Seguro foi empossado presidente da República, o chefe de Estado já esteve à conversa com alguns dos visitantes. Antes, ofereceu um almoço ao presidente cessante, Marcelo Rebelo de Sousa, e aos convidados que participaram na sessão solene que decorreu esta manhã na Assembleia da República e foi no Parlamento que António José Seguro prometeu contribuir para a estabilidade política. Quer o novo presidente evitar o que define como o frenesim eleitoral entre apelos ao compromisso. Um discurso que começou, Miguel Vidara Dias, com uma palavra dirigida a Marcelo Rebelo de Sousa.
Primeiro, o cumprimento ao antecessor.
Ninguém pode negar-lhe o amor a Portugal. Fica a gratidão, o afeto de um país que sentiu sempre a sua presença.
Para logo depois ditar o tom político, bem longe da doutrina seguida por Marcelo Rebelo de Sousa.
A rejeição da proposta de lei do Orçamento de Estado não implica automaticamente a dissolução da Assembleia da República. A experiência do passado recente de ciclos eleitorais de dois anos não é desejável. Tudo farei para estancar esse frenesim eleitoral.
António José Seguro, que deixou um longo cumprimento aos convidados internacionais, o rei Filipe VI e os presidentes dos países da CPLP, dedicando ainda palavras à situação internacional para logo avisar que, apesar de defender a estabilidade, há metas a cumprir.
A estabilidade não é um fim em si mesmo, muito menos significa estagnação e imobilismo. A estabilidade é uma condição para a mudança, nunca uma meta.
Uma das prioridades é a saúde, com Seguro a adiantar que vai convocar os partidos.
Um compromisso que ultrapassa ciclos governativos, com metas, políticas, medidas, orçamentos plurianuais.
Era uma das prioridades da campanha, com o Presidente da República a pedir maturidade e a deixar linhas vermelhas.
Portugal não está imune a risco igual, perturbador do nosso sistema democrático, do soltar confronto de ideias e do normal funcionamento dos contrapoderes instituidos. Em nenhuma circunstância admitirei que sejam ultrapassadas estas linhas vermelhas.
Ainda assim, garante tratar todos por igual, reconhecendo que nem sempre terá o apoio da maioria.
Sou livre. Tratarei todos os partidos por igual. Sei que as minhas decisões não agradarão a todos.
O discurso de tomada de posse de António José Seguro numa manhã na Assembleia da República.
Uma intervenção aqui sintetizada pelo jornalista do Observador, Miguel Vidara Dias.
Ele que mais logo depois das 17h05 traz os passos perdidos e vai mostrar também os bastidores deste dia especial no Parlamento. Seguimos, Miguel, com esses partidos representados na Assembleia da República, que entretanto foram reagindo ao longo do dia ao discurso do novo chefe de Estado.
Sim, da esquerda à direita, há votos de um bom mandato para o novo inquilino do Palácio de Belém, sendo que José Rafael Lopes há quem lance alguns desafios ao novo presidente da República.
Desafios e desejos para o mandato do novo presidente da República, mas António José Seguro começou por ouvir Hugo Soares afirmar que há alinhamento entre os palácios de Belém e de São Bento.
Pareceu-me, sinceramente, uma mensagem muito alinhada com aquilo que tem sido dito pelo governo e pelo PSD.
Já André Ventura, que perdeu a corrida para António José Seguro, falou num discurso sem confrontos.
Acho que foi um discurso equilibrado, não confrontacional, nem com o seu adversário, nem com o partido que representa o seu adversário.
José Luís Carneiro elogiou o discurso focado em estabilidade. António José Seguro pode ter um aliado no PS nesse sentido, mas sem carta branca.
Nós estaremos sempre do lado da estabilidade, mas essa estabilidade tem de corresponder aos objetivos do desenvolvimento nacional.
Por parte da IL, chega o primeiro desafio na voz de Mariana Leitão.
Que ele seja um impulsionador dessas reformas, dessas alterações que é preciso serem feitas no país, e não uma força de bloqueio.
Ainda à direita, Paulo Núncio, do CDS, tem um destaque do discurso bem definido.
O fato de ter confirmado que Portugal precisa de estabilidade política.
À esquerda, mais desafios para António José Seguro, como o que foi deixado por José Manuel Pureza.
O país espera do presidente António José Seguro uma posição firme, contrária à aprovação do pacote laboral.
Já Rui Tavares fala num bom discurso por parte do novo Presidente da República.
É um discurso que salienta os pilares fundamentais das relações externas de Portugal.
Paulo Raimundo insistiu no tema da estabilidade política.
A estabilidade política serve para quê? Para resolver isto ou para acentuar isto? Se for para resolver, é bem-vinda.
Para o PAN, há também boas-vindas a dar pela voz de Inês de Sousa Real.
Acima de tudo, um período de grande estabilidade para que o país possa recuperar, possa progredir, possamos ter progresso.
Progresso, desafios e também alguns elogios. É a visão do Parlamento sobre o novo Presidente da República. Reações dos partidos representados na Assembleia da República, aqui trazidas pelo jornalista José Rafael Lopes.
Os guardas prisionais da cadeia de Vale de Judeus, nas Ambusas, estão em greve a partir da manhã.
O estabelecimento prisional de onde fugiram cinco reclusos, entretanto capturados. O Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional esteve reunido com a Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais. Em causa, a falta de condições de segurança na prisão de Vale de Judeus. O presidente do sindicato explica que a greve foi marcada na sequência desta reunião. Frederico Morais diz que nada mudou desde a fuga de 2024.
As redes nos pátios dos reclusos que tanto foram pedidas por nós, a limpeza das matas à volta da cadeia, que até compraram um trator de € 80 mil, mas continua lá as matas. Também a rede elétrica, que nunca foi reparada em condições. Temos os inibidores que ainda não estão a funcionar e também temos o gerador do estabelecimento prisional que está constantemente a ir abaixo. Ou seja, daquelas medidas que eram as mais importantes a tomar a seguir à fuga, nenhuma foi tomada.
A caixa de Frederico Morais, presidente do Sindicato Nacional do Corpo da Guarda Prisional, que justifica desta forma a greve que começa amanhã. Consequência prática desta greve: os reclusos vão passar 22 horas por dia dentro das celas. A paralisação dura até o final do próximo mês de abril, mas o sindicato admite a possibilidade de prolongar o protesto, caso não surja uma mudança de posição por parte da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.
Vamos ainda a outras notícias em destaque a esta hora.
Upa, upa! Está mais caro construir casas. Dados do Instituto Nacional de Estatística referentes ao mês de janeiro indicam que os custos de construção aumentaram 3,7%. A contribuir para este aumento, a subida do preço da mão de obra, 7,2%. O valor dos materiais também ficou mais caro, mas menos 0,8%. De seguida, a dar conta que as salas de cinema acolheram mais de 800 mil espectadores em fevereiro, o que representa um aumento de 6% face a igual mês de 2025. É um dado revelado há pouco pelo Instituto do Cinema e Audiovisual.