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Na Rádio Observador. Jornal das quatro, edição do jornalista Rui Casanova. Rui, rumo ao Mundial 2026. A Seleção Nacional joga esta tarde contra o Chile, no Estádio do Jamor. Começam a chegar cada vez mais adeptos, numa altura em que se aproxima o apito inicial.

O Portugal-Chile começa às 18h45, no Estádio do Jamor. Já falta pouco. É o primeiro de dois jogos de preparação para o Mundial de Futebol. No Estádio Nacional já está o repórter Miguel Pina Andrade. Miguel, uma vez mais em direto, falta menos de uma hora para as portas do Estádio Nacional abrirem. Já está mais composta a mata do Jamor a esta hora?

Sim, Rui, os adeptos continuam a chegar. Já se sente mais o clima de festa antes deste, que é o primeiro jogo de preparação pro Mundial de 2026. Estão também muitos adeptos aqui na fan zone montada no lado norte do Estádio Nacional. Há jogos para os mais novos rematarem contra uma baliza, um placar para os adeptos deixarem assinaturas. Portanto, muitas atividades. É aqui um dos sítios onde se vai fazendo a festa. Está comigo o Jorge Bagão, veio de Alvito, distrito de Beja, com um grupo muito grande de pessoas. A que horas saíram? Conte mais sobre esta vinda ao Jamor.

Saímos por volta de 12h30 de Alvito, apanhamos depois a população em Vila Nova da Baronia. Viemos por autoestrada e chegamos cá há coisa de 15 minutos. Somos um grupo de adeptos que recebeu a oferta da Federação Portuguesa de Futebol no programa que é o Portugal numa Bancada. Eles oferecem 50 bilhetes. Trouxemos 50 pessoas que foram através do autocarro da própria Câmara Municipal e acho que é tudo.

O que está a achar do ambiente aqui no Jamor? É a primeira vez ou já cá tinha vindo antes?

Já tínhamos ido a alguns jogos de Portugal, mas tinha sido no Estádio da Luz e no Estádio do Alvalade. Aqui no Estádio do Jamor é a primeira vez que vim com este grupo. Acho que está aqui um ambiente muito engraçado, o pessoal está todo a divertir, é tudo a puxar por o mesmo e estamos à espera que realmente comece o jogo para depois podermos puxar por Portugal, todos juntos.

E puxar por uma vitória. Qual é que é a perspectiva para o jogo de hoje?

Embora o Martini, o nosso treinador, tenha dito que isso nem importa, nós não estamos para perder nem feijões, por isso acho que estamos aqui todos com fé que vamos ganhar por dois a três gols de diferença, com certeza.

E este é o mote para o Mundial. Acha que Portugal vai fazer uma boa campanha nos Estados Unidos?

Temos essa expectativa, estamos entre os favoritos e nós estamos sempre esperançosos de fazer uma boa prestação. É importante começar com o pé direito e nos jogos de preparação acho que é igual, por isso estou com fé que isso vá acontecer.

Muito obrigado, Jorge Bagão, um dos muitos adeptos que está aqui hoje no Estádio Nacional para ver o jogo. Veio de Alvito, no distrito de Beja, como disse, com um grupo grande de adeptos. Há pouco, Rui, passei pela entrada principal do estádio, que também já tinha muita gente. O clima agora já é de festa. Ouve-se o ruído das vuvuzelas, veem-se bandeiras. No ar está um cheiro a churrasco, está uma verdadeira festa da taça que faz lembrar aqui o final da Taça de Portugal. As portas do Estádio do Jamor, como disseste, Rui, abrem daqui a menos de uma hora, quando faltarem 15 minutos para as 17h. Espera-se uma casa composta, cheia até, porque os bilhetes para este primeiro jogo de preparação estão esgotados. As bancadas do Estádio Nacional vão estar pintadas com as cores da seleção portuguesa.

Rumo ao Mundial 2026. Reportagem em direto aqui do Miguel Pina Andrade, no Estádio Nacional do Jamor. O Portugal-Chile é o primeiro de dois jogos de preparação para o Mundial. A Seleção Nacional joga também na quarta-feira em Leiria, frente à Nigéria. Como ouvimos há pouco neste direto, o selecionador nacional realçou que a prioridade nestes jogos de preparação não é a vitória, mas sim testar e preparar os jogadores.

Portugal-Chile arranca às 18h45, com emissão especial a arrancar às 18h30, com relato e comentários em direto numa emissão especial de desporto que começa às 18h30. O ministro da Agricultura admite que o apoio de 20 milhões de euros anunciado pelo governo para os agricultores é insuficiente e exige mais ajudas europeias.

Um apoio anunciado recentemente pelo governo para que os agricultores consigam mitigar o aumento dos custos de produção no setor, custos esses que estão associados aos atuais conflitos internacionais. Em causa estão, sobretudo, fertilizantes e também a energia. O ministro José Manuel Fernandes sublinha que Portugal ainda está à espera de financiamento adicional da União Europeia, mas admite que estes 20 milhões de euros vão ter de ser reforçados.

Não considero que seja suficiente, porque nós não vamos dispensar o apoio que também vai vir da União Europeia, ainda não sabemos o montante, para este objetivo. E no mercado interno, sem fronteiras, é importante que soluções europeias existam para estas dificuldades, que também são europeias, e para não haver uma concorrência desleal.

José Manuel Fernandes, esta tarde, na Feira Nacional de Agricultura, em Santarém. O ministro admite também que há muita burocracia neste tipo de apoios, embora garanta que o governo tem vindo a simplificar cada vez mais os habituais procedimentos administrativos.

E o presidente da República defende que sociedades mais fortes se constroem pela capacidade de acolher e aponta o Luxemburgo como um feliz exemplo dessa qualidade.

António José Seguro fala num país que abriu as portas a gerações de portugueses ao longo dos anos. O chefe de Estado está a cumprir uma visita oficial ao Luxemburgo, no âmbito das celebrações do Dia de Portugal, e participou esta tarde numa sessão no Parlamento do país. Perante os deputados luxemburgueses, destacou e elogiou a comunidade portuguesa no Luxemburgo, uma comunidade que, diz Seguro, só existe graças à hospitalidade deste país.

Este é um país que abriu as suas portas e o seu coração a gerações de portugueses. Há mais de meio século, os meus compatriotas chegaram a esta terra em busca de um futuro melhorEncontraram-no, mas também deram o melhor de si para o construir convosco. Num tempo em que tantas fronteiras se erguem e tantas portas se fecham, este exemplo de abertura, de confiança mútua e integração merece ser reconhecido e valorizado. É uma demonstração e um feliz exemplo de que as sociedades mais fortes se constroem pela inclusão, pelo respeito mútuo e pela capacidade de acolher aqueles que desejam contribuir para um bem comum.

Declarações de António José Seguro, que esta manhã convidou os grão-duques do Luxemburgo a visitar Portugal num futuro próximo. Ainda hoje, mais logo à noite, vai jantar com o primeiro-ministro luxemburguês, jantar no qual vai também marcar presença Luís Montenegro, que viaja entretanto para o Luxemburgo. A visita de Estado de António José Seguro no âmbito do 10 de Junho termina amanhã com dia dedicado à diáspora portuguesa.

Destaque neste jornal ainda para o conflito no Médio Oriente. O Irão volta a acusar os Estados Unidos de violar o cessar-fogo.

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão fala em sucessivas violações do acordo e afirma que tal é prova da falta de vontade dos Estados Unidos em reduzir as tensões no Médio Oriente. O governante avisa mesmo que estas ações dos Estados Unidos vão ter consequências e afirma também que Donald Trump é o principal responsável por este novo escalar do conflito entre Estados Unidos e Irão.

E o Papa apela à Europa para que abandone as narrativas que dividem e pede aos políticos para que sejam um farol do multilateralismo e do diálogo.

Declarações do Papa Leão XIV no primeiro discurso oficial na visita a Espanha, uma visita oficial que está a decorrer. Num discurso com carga política em Madrid, o Papa pede aos governantes, especialmente os governantes europeus, para que evitem os discursos simplistas num mundo marcado por guerras e conflitos.

"Convido todos, pelo amor da verdade, a abandonarem as narrativas divisivas e polarizadoras da realidade social e da história, para passarem das simplificações estéreis à apreciação fecunda da complexidade. Vejo aqui uma vocação específica da Europa, da qual Espanha é protagonista original e fundamental. É o presente que o velho continente pode dar ao mundo se quiser permanecer jovem, porque os jovens são aqueles que sentem que têm um futuro e uma missão que ainda desafiam".

O Papa Leão XIV, num discurso com apelo aos líderes europeus. O líder da Igreja Católica foi esta manhã recebido por Felipe VI e a rainha Letizia no Palácio Real, em Madrid. Também já falou sobre os casos de abusos sexuais na Igreja Católica. Admite que é uma ferida ainda aberta no Vaticano. Esta noite há também uma vigília com fiéis em Madrid. A visita oficial do Papa a Espanha vai também passar por Barcelona e pelas Ilhas Canárias.

E é assim que fechamos o Jornal das Quatro, edição do jornalista Rui Casanova.