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As notícias. Jornal das 4 com José Rafael Lopes. José, depois de concluído o plano de reestruturação da TAP, o Ministro das Infraestruturas e Habitação diz que a TAP está totalmente preparada para a privatização.

A companhia aérea anunciou hoje que foi oficialmente concluído o plano acordado com a Comissão Europeia em 2021, após finalizar a alienação das participações em duas empresas, na Cateringport e na SP DH. Foram já devolvidos quase €25 milhões ao Estado, no âmbito de uma operação de redução de capital social deliberada no dia 5 de junho pela única acionista da TAP, que é a República Portuguesa, através da Entidade do Tesouro e Finanças. O presidente-executivo da TAP, Luís Rodrigues, diz que esta conclusão do plano marca o momento em que o grupo pode continuar com o processo de transformação. O ministro das Infraestruturas e Habitação concorda. Numa resposta enviada à Agência Lusa, Miguel Pinto Luz considera que o processo é positivo e que a TAP está totalmente preparada para a privatização parcial que está a ser trabalhada.

Ainda não foi desta que foi eleito o novo Provedor de Justiça. O cargo está vago, José, há um ano.

Luísa Neto falhou a eleição. É a segunda vez, depois de já ter também sido chumbada a eleição de Tiago Antunes. A candidata Luísa Neto foi indicada pelo Partido Socialista com apoio do PSD, mas obteve apenas 131 votos favoráveis. Precisava de uma maioria de dois terços para ser eleita. É já a segunda tentativa frustrada no sentido de eleger o substituto de Maria Lúcia Amaral, que saiu da Provedoria de Justiça para o governo em junho do ano passado.

Em sentido contrário, sem surpresas, estão eleitos os quatro novos juízes para o Tribunal Constitucional.

Depois de meses de impasse, a Assembleia da República aprovou a lista conjunta do PSD, do Chega e do PS. 176 votos a favor. Ficam por isso eleitos Joaquim Cardoso da Costa, antigo secretário de Estado e atual diretor do Centro Jurídico do Estado, e também a professora catedrática Maria Paula Ribeiro Faria, estes dois nomes sob indicação do PSD. A candidata pelo PS é Gabriela Cunha Rodrigues, juíza desembargadora e chefe do gabinete do presidente do Supremo Tribunal de Justiça, agora também ela eleita para o Tribunal Constitucional. O mesmo acontece com Luís Filipe Brites Lameiras, o nome proposto pelo Chega, ele que foi juiz desembargador nos Tribunais da Relação de Lisboa e do Porto.

E uma falha informática está a paralisar hospitais e centros de saúde de norte a sul do país. Os profissionais de saúde não estão conseguindo prescrever receitas eletrónicas nem aceder a processos clínicos.

Em causa está uma falha de energia que provocou a interrupção de vários sistemas informáticos. Uma situação que foi confirmada pelos serviços partilhados do Ministério da Saúde ao longo desta manhã e também durante a tarde. Os sistemas e serviços continuam a ir abaixo. Houve uma altura em que estavam a ser repostos, mas acabaram por cair. O presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, Xavier Barreto, dava conta disso mesmo, desses constrangimentos nos hospitais e centros de saúde.

Neste momento está a condicionar a atividade não só nos hospitais como também nos centros de saúde, um pouco por todo o país, e portanto teremos que aguardar até a SPMS nos dizer quando é que vai conseguir repor o sistema. Neste momento, os clínicos não têm acesso à informação clínica, têm acesso apenas a uma pequena parte. Alguns médicos estão a conseguir fazer receitas em papel, mas quando não têm a informação clínica que é relevante para o caso, quando não conseguem aceder a essa informação clínica no processo eletrónico, obviamente que a consulta não pode acontecer em condições de segurança.

O ponto de situação de Xavier Barreto, presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares. O apagão no SNS estende-se também às farmácias. A presidente da Associação Nacional de Farmácias, Emma Paulino, diz que na maioria dos casos, os utentes estão a ser aconselhados a regressar mais tarde para levantar a medicação.

A informação que nós vamos dando às pessoas é que no caso de ser possível, para voltarem à farmácia mais tarde para procedermos à dispensa dos medicamentos. A grande maioria das receitas hoje em dia são eletrónicas e, portanto, não podendo aceder a essa base de dados, também não conseguimos aceder à base de dados que determina qual é a comparticipação dos medicamentos para aquela pessoa em particular e portanto não conseguimos fazer essa dispensa. É verdade que nós conseguimos continuar a garantir a continuidade dos tratamentos em situações de urgência e porque continuamos a dispensar os medicamentos e regularizamos eletronicamente depois.

Emma Paulino, é presidente da Associação Nacional de Farmácias, com os constrangimentos provocados por esta falha informática no SNS, está a obrigar hospitais e centros de saúde a regressarem ao papel.

E os agricultores portugueses afetados pelas tempestades vão receber 30 milhões de euros de Bruxelas.

Fundos provenientes da Reserva Agrícola Europeia, um mecanismo destinado a responder a perturbações do mercado, flutuações de preços e crises que afetem a produção ou distribuição de alimentos. É a primeira vez que Portugal pede à Comissão Europeia para acionar este instrumento de crise, que conta com uma dotação anual de 450 milhões de euros. A Comissão Europeia determinou que este ano Portugal fique com a maior fatia deste pacote extraordinário de apoio. Além de Portugal, também a Croácia, o Chipre, a Roménia e a Eslovénia vão receber fundos da Reserva Agrícola Europeia. Portugal fica com 30 milhões de euros para agricultura. O total dos apoios distribuídos pelo setor chega aos 475 milhões.

António José Guterres acredita que a Madeira não é uma periferia da Europa, mas sim uma das suas âncoras atlânticas.

O presidente da República esteve na Madeira para assinalar os 50 anos da autonomia regional e os 50 da adesão de Portugal à União Europeia. No discurso feito em terras madeirenses, o chefe de Estado português pediu a Bruxelas para que não se esqueça das necessidades de quem vive em regiões insulares, como é o caso dos madeirenses.

Porque a Madeira não é uma periferia da Europa, é uma das suas âncoras atlânticas. Esta declaração que hoje assinamos não é apenas uma celebração, é o simbolismo do lugar onde estamos, um compromisso pela paz e pelo respeito dos direitos do homem Uma afirmação de que a ordem internacional que respeita o direito das nações e dos povos é uma conquista que exige esforço permanente para a sua preservação. É também um hotel à Europa, para que proteja os seus cidadãos numa perspetiva ampla, desde a autonomia em bens essenciais, como por exemplo, medicamentos, energia, tecnologias avançadas, até à proteção específica dos cidadãos que vivem nas regiões ultraperiféricas, cujos custos de insularidade são reais e cujas especificidades exigem respostas que o mercado sozinho nunca dará.

Palavras do Presidente da República nesta cerimônia que culminou com a assinatura da declaração do Funchal, aqui um registo da Agência Lusa.

E a Seleção Nacional está de partida para o Mundial. Antes de embarcarem rumo aos Estados Unidos, receberam uma palavra de apoio de Luís Montenegro.

O primeiro-ministro apela aos jogadores da Seleção Nacional que ousem sonhar e diz que espera vê-los regressar a Portugal com a taça. Luís Montenegro citou mesmo Cristiano Ronaldo para pedir o melhor rendimento possível.

Eu lembro muitas vezes das palavras do grande capitão Cristiano Ronaldo para o João Moutinho quando teve que o incentivar a assumir a responsabilidade de marcar um pênalti decisivo. E a mensagem dele foi: "Não tenhas medo de errar, porque para ganhar, para conseguir, é preciso ousar, arriscar e fazer". E é isso que eu desejo que façam. Tenho a certeza, em nome do povo português, que é o que vão fazer.

O incentivo de Luís Montenegro, o primeiro-ministro, traçou uma estratégia para a vitória portuguesa no Mundial em três eixos: diversão, coragem e, por fim, a ambição. Luís Montenegro otimista. Antes da partida de Portugal para o Campeonato do Mundo, o primeiro-ministro recebeu a Seleção Nacional no Palácio de São Bento.

José, vamos atualizar também as notícias. Aliás, vamos a outros temas em destaque a esta hora.

Donald Trump acusa o Teerão de desonestidade. Foi através de uma publicação na rede social Truth Social, um dia depois de ter anunciado que um acordo com o Irão estava praticamente concluído. O presidente norte-americano alega que as descrições iranianas da proposta não correspondem ao que foi negociado. Os meios de comunicação estatais do Irão divulgaram vários detalhes do possível acordo, incluindo que Teerão não se comprometeria a abdicar da gestão do Estreito de Ormuz. O Conselho da Europa ameaça Portugal com novas ações caso não sejam feitos progressos no combate à superlotação prisional. O organismo critica o adiantamento do fecho do estabelecimento prisional de Lisboa para 2028 e exige um plano de ação com medidas concretas, metas e um calendário de execução. Portugal tem até setembro do próximo ano, altura em que será feita uma reavaliação da situação das prisões em Portugal. As plataformas da Meta, como o Instagram, o Messenger e o Facebook estão embaixo em vários países, incluindo Portugal. Segundo o Down Detector, a plataforma que monitoriza em tempo real o estado de sites e plataformas, centenas de milhares de utilizadores reportaram problemas. Os relatos começaram por volta das 14h40. Até o momento, a empresa de Mark Zuckerberg ainda não se pronunciou sobre o que está a causar esta instabilidade.

Notícia de fecho do Jornal das Quatro.