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As notícias. Jornal das quatro, com José Rafael Lopes, e começamos com o incêndio num restaurante português na Suíça. Subiu para quatro o número de mortos.
Informação dada pela polícia local em comunicado. Depois de, no sábado, terem sido encontrados dois corpos nos escombros, foram hoje encontrados outros dois, elevando para quatro o número de vítimas mortais. Na sexta-feira, a polícia avançou que estavam cinco pessoas desaparecidas. Uma delas foi, entretanto, encontrada com vida. A polícia suíça assinalou que a identificação das vítimas mortais ainda não está concluída. O incêndio neste restaurante português na Suíça causou ainda oito feridos, dois dos quais em estado grave. Entre os feridos há dois portugueses, um com ferimentos graves, outro com ferimentos ligeiros. É o que informa o Ministério Português dos Negócios Estrangeiros.
O Presidente da República diz que cada órgão de soberania tem de assumir responsabilidades.
Resposta de António José Seguro quando questionado pelos jornalistas sobre as mais recentes polémicas em torno do Ministro da Administração Interna. O chefe de Estado quer que as investigações em curso sejam também concluídas o mais rapidamente possível.
Eu reafirmo aquilo que já disse. Eu sou um presidente muito atento aos factos. Falo com quem devo, onde devo e quando entendo que devo falar. E respeito também muito as instituições. E a nossa Constituição é muito clara quanto às competências e às atribuições de cada órgão de soberania. E aquilo que eu desejo é que cada um assuma a sua responsabilidade. E também desejo outra coisa, que os inquéritos, as auditorias, as investigações que estão a ser feitas decorram o mais rapidamente possível para nós conhecermos as conclusões.
António José Seguro, em declarações aos jornalistas em Vila Nova de Cerveira, onde o Presidente da República aproveitou a ocasião para dizer que um país coeso não se mede pelas forças das capitais, mas sim pela vitalidade de todos os territórios.
O presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior diz estar preocupado com o número de estudantes mais pobres, com a colocação na primeira fase do Concurso Nacional de Acesso.
José Moreira diz que representam apenas 3% dos quase 50 mil colocados na primeira fase de acesso ao ensino superior e que o contexto socioeconômico das famílias continua a determinar o acesso de muitos jovens ao ensino superior. Em particular, diz José Moreira, dos cursos mais competitivos.
Há uma correlação direta nos últimos anos entre aquelas formações que exigem uma nota de entrada mais elevada e a classe socioeconômica dos alunos que entram para estas formações. Portanto, isto quer dizer que estamos a ter aqui um filtro que tem a ver com a capacidade econômica das famílias. O que é preciso é encontrar modelos de funcionamento da escola pública em que os alunos sejam estimulados e as aprendizagens sejam estimuladas na escola pública, sem ser necessário recorrer a ajudas externas, como é o caso das explicações.
José Moreira diz ainda que é uma situação alarmante e que o ensino secundário precisa melhorar a forma como prepara os alunos.
Eu diria que, de facto, este é o número mais alarmante. E esse número tinha diminuído. Este ano subiu, mas subiu marginalmente, sobretudo quando comparamos com o número de candidatos que foram colocados. E nós cremos que isso acontece sobretudo pelo facto de o ensino secundário não estar a dar as respostas mais adequadas a estes estudantes. E o que é que quer dizer com isto? Não quer dizer com isto que as escolas e os profissionais das escolas não tentem fazer e não façam com sucesso em alguns casos, mas é preciso reforçar o apoio à qualidade do ensino secundário.
Declarações do presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior, a dar conta da importância do contexto socioeconômico para que os alunos entrem no ensino superior. Aqui um registo da Agência Lusa, as colocações da primeira fase já foram conhecidas. Os estudantes têm até 27 de agosto para realizar as matrículas. As candidaturas à segunda fase do concurso decorrem entre 24 de agosto e 20 de setembro.
O bombeiro ferido em Arouca, que está em estado crítico, vai ter nova cirurgia hoje.
É o bombeiro que apresentou o pior quadro clínico depois ter ficado ferido num acidente num carro que seguia a caminho de um incêndio. Esse carro despistou-se por uma ravina com 150 metros de profundidade. De acordo com o Hospital de São Sebastião, o homem está em estado grave, daí essa nova cirurgia. Além desse bombeiro de 54 anos, três outros homens ficaram feridos. Um já teve alta hospitalar, está a recuperar em casa. Outros dois continuam internados. Este acidente aconteceu num contexto de combate ao incêndio em Arouca, que no auge nos trabalhos teve mais de 650 operacionais no terreno.
A adesão à greve dos trabalhadores da Ren Atlântico é de 100% nos primeiros dois turnos do protesto. A informação foi dada à Agência Lusa por uma fonte oficial.
Os trabalhadores que asseguram a operação do terminal de gás natural liquefeito de Sines iniciaram hoje um protesto para exigir uma pré-reforma que compense o desgaste do trabalho por turnos. De acordo com Rogério Silva, da estrutura intersindical, a adesão até agora é total. Esta greve vai durar até à próxima terça-feira. Entre as reivindicações, além do acesso à pré-reforma, está também a correção das desigualdades salariais entre trabalhadores que desempenham as mesmas funções. A estrutura sindical sustenta que a Ren dispõe de condições econômicas e financeiras para responder às reivindicações apresentadas pelos trabalhadores.
Olhamos agora para o mau tempo. Quatorze distritos estão hoje em aviso amarelo por risco de aguaceiros e trovoada. A chuva vem para ficar.
Durante toda a semana, apenas Beja, Évora, Faro e Portalegre escapam ao aviso amarelo do Instituto Português do Mar e da Atmosfera. Depois do calor do verão, é uma mudança significativa das condições meteorológicas motivadas Motivada por uma depressão que está a atingir o continente, a meteorologista do IPMA, Patrícia Gomes, explica que este cenário vai se manter nos próximos dias.
Vamos continuar sempre com precipitação, que não significa que seja uma precipitação persistente. Não estará sempre a chover, mas chove todos os dias, por assim dizer, com períodos em que não ocorre precipitação. Tudo indica que essa precipitação será essencialmente, ou em especial, nas regiões Norte e Centro. A região Sul sempre com quantidades menores de precipitação e o vento com alguma intensidade apenas nas terras altas.
As explicações da meteorologista Patrícia Gomes, na Rádio Observador, o IPMA prevê chuva que pode ser acompanhada de trovoada e granizo com vento forte. O sol só deve voltar no final de agosto.
Nos Estados Unidos, Donald Trump acusa o Canadá de querer ter os benefícios de um estado norte-americano. Os dois países estão em guerra comercial.
Donald Trump escreve que o Canadá quer obter benefícios do mercado norte-americano de forma abusiva e diz que o país vizinho tem sujeitado os agricultores dos Estados Unidos a muitas tarifas durante vários anos. Esta é a reação de Donald Trump ao anúncio de que o Canadá vai avançar com tarifas aduaneiras de 50%, que é o mesmo valor imposto pelos Estados Unidos desde a manhã de ontem, depois do falhanço das negociações entre os dois países. A especialista em relações internacionais, Liliana Reis, considera que esta nova guerra de tarifas pode ter consequências para o Partido Republicano nas eleições intercalares do final do ano.
Este aumento das tarifas por ambos os lados pode também ter consequências políticas dos dois lados da fronteira. E naturalmente, que também poderá prejudicar Donald Trump relativamente às eleições que terá em breve, as midterm elections, que o próprio Partido Republicano também começa a contestar, não o próprio presidente, mas algumas das medidas, sobretudo do ponto de vista económico, terão reflexo inevitavelmente nos bolsos dos norte-americanos. Pode efetivamente também contribuir para um desgaste, não apenas do presidente, mas também do Partido Republicano.
A análise de Liliana Reis, Mark Carney, o primeiro-ministro do Canadá, diz que o país foi atacado pelos Estados Unidos e garante que alertou Trump para a importância crucial do país enquanto fornecedor de energia para os Estados Unidos.
A fechar, a Ucrânia está a trabalhar numa alternativa ao Starlink, o sistema de rede fornecido pela SpaceX.
E esse trabalho está a ser feito em conjunto com um país europeu, a garantia é dada por Volodymyr Zelensky, que não revela que país é esse. Ainda assim, apesar desta alternativa já estar em fase de testes, os ucranianos preveem continuar a utilizar a rede de satélites do grupo de Elon Musk. O acesso à rede Starlink foi cortado aos russos na Ucrânia em 2025, numa decisão que, segundo vários especialistas, contribuiu para o sucesso dos contra-ataques ucranianos contra a Rússia. O presidente da Ucrânia diz que Kiev vai continuar a trabalhar com o Starlink e espera até convencer Elon Musk a permitir utilizar essa rede de satélites para realizar ataques precisos na Rússia com a aprovação de Washington.
Notícia de fecho do Jornal das Quatro.