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Agora vamos às notícias . Edição das 16h com Miguel Cordeiro. A Comissão Permanente confirma o plenário de amanhã para debater e votar a moção de censura do Chega.

Aprovado por unanimidade, já está convocado para amanhã esse plenário para debater e votar a moção de censura do Chega ao Governo. A reunião da Comissão Permanente é um órgão que funciona fora do período de funcionamento efetivo da Assembleia da República. Esta reunião durou três minutos, serviu apenas para votar as substituições de deputados e a deliberação sobre a convocação do plenário para esta terça-feira. Foi aprovado por unanimidade. O debate da moção de censura começa amanhã, às 15h. A votação acontece no final do debate.

E vai poder acompanhar tudo aqui na Rádio Observador ao longo do dia. Fernando Negrão, antigo diretor da Polícia Judiciária, considera que os casos relacionados com Luís Neves estão a desgastar a PJ.

Declarações à Rádio Observador em que Fernando Negrão, que liderou a PJ e que foi vice-presidente da Assembleia da República, explicou que este arrastar da situação está a ter impacto direto na PJ.

Não desgastou nas primeiras semanas, mas desgasta pelo evoluir do tempo em que tudo isto se viu envolvido, sem ninguém tomar nenhuma medida. A partir de determinada altura, começou a desgastar a própria Polícia Judiciária, o que, naturalmente, e é unânime na população portuguesa, é um aspeto muito negativo.

Opinião de Fernando Negrão, deixada hoje na Rádio Observador.

E Miguel, o governo prepara medidas para ajudar o setor da agricultura. O ministro da Economia diz que o preço do gasóleo agrícola é particularmente preocupante.

Diz o ministro que o governo tem estado atento ao aumento dos combustíveis e que o Executivo avalia todos os dias a possibilidade de novas medidas, para além do desconto no ISP que está em vigor. Agora, promete para muito brevemente o anúncio de medidas para proteger os agricultores. Foi isto que disse hoje o ministro Manuel Castro Almeida aos jornalistas. Lembra o aumento do preço do gasóleo agrícola, também conhecido como gasóleo verde, diz que tem uma consequência direta no preço dos produtos no supermercado e nos mercados. E, por isso, diz o ministro que o governo está agora a trabalhar numa proteção especial ao gasóleo utilizado por agricultores.

Há um dado que é particularmente preocupante, tem a ver com o gasóleo na agricultura, porque os agricultores não podem poupar no gasóleo, nos tratores e nas máquinas agrícolas, portanto, não há um serviço onde se possa poupar. Eles têm que ter essa despesa e essa despesa depois vai-se refletir também no supermercado e por isso uma proteção especial ao gasóleo agrícola tem esta dupla vantagem. E é nisso que agora estamos a trabalhar e eu penso que muito brevemente o governo vai tomar medidas para proteger o gasóleo dos agricultores.

Ainda assim, o governo não concretiza para que data é possível esperar estas medidas. O governo diz que para muito brevemente vai anunciar medidas para proteger os agricultores.

A Confederação dos Agricultores precisamente critica o governo por não anunciar medidas concretas para o setor, Miguel, e avisa que, sem apoios do Estado, os agricultores portugueses têm cada vez mais dificuldades em conseguir competir com os espanhóis.

É a reação a este anúncio feito pelo ministro da Economia. Luís Mira, secretário-geral da CAP, lamenta que ainda não sejam conhecidas medidas concretas e usa a calculadora para criticar os escassos apoios do governo nos últimos meses.

Nós não sabemos qual é o montante da medida. Eu lhe queria deixar aqui muito claro que hoje fizemos umas contas e desde que em março o preço dos combustíveis se agravaram, o setor agrícola teve um aumento de custos de 60 milhões de euros e a compensação que o governo deu foram seis milhões.

Luís Mira sublinha a dificuldade que o setor sente com o aumento do preço dos fertilizantes. Sugere ao Executivo de Luís Montenegro que olhe para a Espanha, onde o governo espanhol, de acordo com Luís Mira, tem garantido uma forma mais eficaz de apoio aos agricultores e diz que esta discrepância faz com que o mercado português esteja a perder, todos os dias, competitividade.

Os espanhóis atribuíram uma compensação de 1.100 milhões. Estamos numa diferença de 40 vezes menos, quando Espanha é cinco vezes maior. Portanto, há aqui um diferencial muito grande e está a provocar um aumento de competitividade dos agricultores espanhóis, que se está a refletir nas exportações de produtos agrícolas de Espanha para Portugal. Espanha é o nosso parceiro comercial privilegiado. E essa situação, se o governo não tomar medidas, vai se agravar.

Posição da Confederação dos Agricultores Portugueses, depois de o governo ter dito esta manhã que está a preparar uma bonificação do gasóleo agrícola para compensar a subida dos combustíveis.

A Confederação Portuguesa das Micro, Pequenas e Médias Empresas pede uma fixação do preço dos combustíveis.

É uma outra medida para responder a este aumento consecutivo do custo com combustíveis. Jorge Pisco, à Rádio Observador, diz que os descontos no ISP não são suficientes.

É um blefe puro e simples aquilo que o governo anuncia e que, na realidade, nós o que vemos verificando é os aumentos desmesurados em termos de combustíveis, no aumento do gás. E aquilo que nós defendemos é um controle efetivo e urgente do mercado energético, garantindo transparência na formação dos preços, impedindo práticas especulativas que penalizam empresas e consumidores, a fixação de preços que trave a especulação e proteja as empresas e os consumidores. E isto é que é necessário que o governo tenha, nomeadamente, a atribuição de apoios financeiros do Estado a fundo perdido às empresas e às explorações agrícolas mais expostas ao agravamento dos preços dos combustíveis líquidos e do gás

Jorge Pisco considera que é urgente travar a escalada do custo com combustíveis.

Miguel Cordeiro, vamos agora ao Parlamento. André Ventura falou há minutos.

Falou aos jornalistas já depois da Comissão Permanente confirmar o plenário de amanhã para debater e votar a moção de censura do Chega. Essas declarações de André Ventura foram acompanhadas pelo repórter Miguel Vitor Dias, agora em direto. Miguel, o que disse o líder do Chega, há minutos, aos jornalistas?

Para além da insistência nas críticas a Luís Neves, uma garantia para o futuro de que o Chega não vai cortar relações com o governo. Diz até André Ventura que recebeu hoje um pedido de reunião para discutir a proposta de orçamento de Estado para 2027 e, por isso, o partido continuará a falar com o executivo de Luís Montenegro sobre assuntos importantes para os portugueses, apesar de discordar totalmente da continuidade de Luís Neves no governo e de não confiar no Ministro da Administração Interna. André Ventura, que falou aos jornalistas para antecipar um pouco o debate de amanhã da moção de censura, marcado agora formalmente para às 15h, diz que o problema de Luís Neves só não está resolvido por teimosia do primeiro-ministro, mas deixa também uma outra questão, sobre o Ministério da Justiça. Pergunta por que o Ministério da Justiça mentiu ao Chega nas respostas por escrito que deu sobre a destruição dos barris com amoníaco. Diz que o Ministério da Justiça mentiu para encobrir Luís Neves. Num arremate final, também uma reação aos resultados da AFD na Alemanha para dizer que é um abrir de olhos, criticar o trabalho dos jornalistas pela forma como fazem a cobertura destas eleições ao apelidar o partido de extrema-direita e garantindo que o Chega é muito diferente da AFD, mas que esse resultado na Alemanha revela um abrir de olhos por parte da população.

Palavras de André Ventura há minutos, na Assembleia da República.

E vamos avançar para o desporto, até porque o Futebol Clube do Porto regressa amanhã à Champions League, recebe o Manchester City no Estádio do Dragão. Francesco Farioli diz que este é o momento certo para o regresso à Liga Milionária.

O Futebol Clube do Porto ainda não jogou este novo formato da Liga dos Campeões, não participa na prova milionária há três épocas e Farioli fala de um clube com vontade de provar o que vale.

Penso que estrear-me aos 37 anos é bom. Estarmos motivados amanhã vai ser muito fácil, mas isso não chega. A chave para amanhã será a abordagem que tivermos, a capacidade para executar não só o plano geral, mas as tarefas individuais de alto nível. Nós vamos jogar contra uma das melhores equipes do mundo e o que vamos fazer é tentar tornar a vida deles muito difícil.

Palavras de Francesco Farioli, que se estreia como treinador amanhã na Liga dos Campeões. Quanto à ausência de Frold e Bendtner, diz Farioli que é uma oportunidade para o resto do grupo se afirmar. Diogo Costa também falou na antevisão a este jogo. Admite que já tinha saudades desta competição. O guarda-redes diz que pelo histórico do Futebol Clube do Porto na competição, é normal apontar aos quartos de final, mas reforça também que é preciso humildade.

Obviamente, pela história, como disse o nosso presidente, é normal que a gente chegue aos quartos de final, mas nós temos a humildade de perceber contra quem vamos jogar, temos a humildade de perceber que temos que jogar jogo a jogo. Mas tal como disse, nós queremos muito competir, queremos deixar uma amostra muito forte do que é o Futebol Clube do Porto, o nosso ADN. E, no fim e ao cabo, é isso, queremos ir o mais longe possível.

Palavras de Diogo Costa na antevisão ao jogo com o Manchester City. Duelo amanhã no Estádio do Dragão, começa às 20h, é para acompanhar com relato em direto na Rádio Observador.

Dez minutos para as 16h, Miguel. Vamos ainda a outras notícias em destaque a esta hora.

Reação do chanceler alemão aos resultados eleitorais na Saxônia-Anhalt. Merz diz que está chocado com a derrota da CDU e fala numa derrota eleitoral severa. A pior em largas décadas, é o que diz Merz. O chanceler alemão faz essa análise aos resultados, em que a CDU perdeu mais de metade dos votos, conseguiu apenas 17% dos votos e reuniu-se hoje com governadores da CDU para discutir os resultados destas eleições. No final, assumiu que o resultado eleitoral não pode ser ignorado. Em Portugal, a Ministra do Trabalho voltou a afastar hoje uma reforma estrutural da Segurança Social nesta legislatura, mas admite um entendimento futuro se houver um pacto de regime. Rosário Palma Ramalho diz que este é o momento para refletir sobre estas propostas. A fechar, foi inaugurada a ponte rodoviária que liga a Rússia à Coreia do Norte. A ponte atravessa o rio Tumen e começou a ser construída há cerca de dois anos. Essa nova ponte resulta de uma parceria estratégica. O acordo foi assinado em junho de 2024 por Vladimir Putin, juntamente com Kim Jong-un, e centrava-se, esse acordo, em parte na expansão da cooperação militar. A ponte foi agora inaugurada, uma ponte que liga a Rússia à Coreia do Norte.