Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Hoje, com o arranque, à imagem e semelhança do espaço que acolhe esta emissão, estamos, Vanessa Cruz, no Beato Innovation District.
Mais especificamente, na fábrica de unicórnios do Beato, que acolhe atualmente 14 empresas, exemplos de empreendedorismo e inovação que nasceram na cidade de Lisboa e de que temos vindo a falar ao longo do dia.
Neste dia em que o Presidente da República se fez ouvir para dizer que sobre o INEM é preciso apurar responsabilidades sobre as mortes de pelo menos 11 pessoas até às últimas consequências, doa a quem doer.
E o governo já respondeu. O ministro da Presidência, António Leitão Amaro, sublinha que o Executivo está empenhado em esclarecer o que aconteceu e que consequências ficam reservadas para o momento das conclusões.
Temas do presente a que se juntam as histórias de tempos idos, trazidas a esta tarde política pela mão da Judite França.
Judite, boa tarde. O que foste hoje desencantar ao teu baú de memórias para a edição desta quinta-feira de Cassete 60 Especial?
Boa tarde, Vanessa. Boa tarde, Miguel. Hoje vou recordar dois ministros, um do PS e outro do PSD. Estes estão mais frescos na memória porque são mais recentes, ainda assim, já têm quase 20 anos. Portanto, o caso do socialista Manuel Pinho e os seus famosos indicadores junto à testa, e o caso de Henrique Chaves, que saiu ainda antes do governo de Santana Lopes cair e já esse foi muito curto.
Para escutar logo a seguir à edição das 17h.
E depois das 17h30, vamos passar pelo semáforo político. Hoje junta-se à Judite França o Pedro Jorge Castro, diretor adjunto do Observador.
Agora são 17h no continente e na Madeira, menos uma hora nos Açores. Vamos atualizar as notícias.
Responsabilidades, só depois. O governo respondeu ao presidente da República. Marcelo Rebelo de Sousa pediu esta tarde que os problemas no INEM não passem em branco. As responsabilidades políticas devem ser apuradas.
Já vamos ouvir a resposta do ministro da Presidência. Antes, recuperamos o apelo do chefe de Estado.
O número de entidades envolvidas é pequeno. É o INEM e é o Ministério da Saúde. E depois, naturalmente, as testemunhas não penso que demorem muito tempo. E havendo apuramento de factos, e havendo, de tamanho, detetar responsabilidades, sejam assumidas. Eu uma vez usei, a propósito do caso Tanques, uma expressão que é: "doa a quem doer". No fundo, quer dizer, vendo quais são os planos em que se devia ter agido ou não agido, em que se agiu mal ou agiu tardiamente.
É preciso apurar responsabilidades, doa a quem doer, diz Marcelo Rebelo de Sousa.
Ora, esta tarde, depois da reunião do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro respondeu. O ministro da Presidência diz que sim, as responsabilidades são para apurar, mas só depois de concluído o inquérito.
Tudo o que se possa extrair de conclusões a partir das conclusões dessas investigações serão realizadas nesse momento, que é o momento de retirar conclusões da avaliação realizada. O foco tem que ser resolver os problemas concretos.
Cada coisa a seu tempo, diz António Leitão Amaro, que aproveitou também para falar sobre os constrangimentos desta manhã na linha de atendimento do INEM. Uma falha informática afetou os mecanismos automáticos de triagem e acionamento de meios de socorro.
O ministro da Presidência diz que a culpa dos constrangimentos registados esta manhã é dos governos anteriores.
Não houve problemas com o acionamento dos meios de emergência. Portanto, foi uma situação resultante de um desinvestimento ou uma falta de investimento passada.
António Leitão Amaro, no briefing do Conselho de Ministros.
Contas certas em risco. O Conselho das Finanças Públicas deixa um alerta ao governo. O país não suporta taxas de aumento da despesa superiores a 10%.
Ouvida esta tarde no Parlamento, a presidente do Conselho de Finanças Públicas manifestou-se preocupada com a evolução da despesa pública no último ano. Nazaré Costa Cabral explica que, ao contrário do período entre 2021 e 2023, em que os gastos subiram pouco mais de quatro pontos percentuais, no próximo ano estima-se que sejam mais do dobro.
Para a presidente do Conselho das Finanças Públicas, desta forma é impossível manter contas certas.
Eu estou, de facto, preocupada com o comportamento da despesa. Aquilo que eu desejo é que este comportamento da despesa este ano seja um comportamento verdadeiramente excecional, anómalo e que não se torne, de facto, um padrão de crescimento, porque o país não suportaria taxas de crescimento de despesa anuais na casa dos dois dígitos. Não é possível manter isto para a sanidade e a salubridade das contas públicas.
A presidente do Conselho das Finanças Públicas sublinha que, de acordo com a previsão do governo, no próximo ano a despesa vai voltar a descer para os 6,6%. No entanto, alerta que, ainda assim, é um valor que continua acima da média dos últimos anos.
Não, não tem falta de peso político. O ministro da Economia recusa ser um governante de segunda linha. Diz que tem aparecido muito nas fábricas. Pedro Reis respondeu às críticas do Partido Socialista, que diz que a economia está subjugada ao Ministério das Finanças.
Foi uma acusação feita pelo PS no arranque da audição do Orçamento do Estado, pela voz do deputado Hugo Costa.
Por isso temos esperança, mas até agora é uma total inexistência da economia. Certamente, todos os portugueses concordam que este ministério é um dos com menos peso político do governo. Ou porque centramos o debate sempre nas finanças, como as próprias propostas que o senhor ministro aqui colocou, ou porque o senhor ministro governa desde abril, mas, novamente, além de um programa e de PowerPoints, nada apresenta para resolver realmente os problemas.
Hugo Costa, do PS, a acusar o ministro da Economia de ter desiludido os portugueses pela falta de peso político.
Ora, Pedro Reis respondeu. O ministro diz que tem aparecido pouco na televisão, mas muito onde as empresas precisam.
Não avalio o trabalho que nós estamos a fazer pelos momentos que aparecemos. Se assim for, eu percebo a pergunta: onde é que andam? Olhe, andamos a trabalhar, andamos nas empresas, andamos nos mercados externos. De facto, estamos a aparecer pouco na televisão, mas estamos a aparecer muito nos armazéns, nas fábricas.
Ouvíamos Pedro Reis, ministro da Economia. Alerta que no próximo ano vão manter-se as dificuldades no que toca às exportações, dada a continuidade dos conflitos internacionais. Aponta para uma inflação a rondar os 2%.
"Uma vergonha." André Ventura não se conforma com o adiamento para dezembro da discussão da moção de censura ao executivo de Miguel Albuquerque.
O líder do Chega lembra o prazo legal de adiamento depois da apresentação do documento.
Na Região Autónoma da Madeira, é o oitavo dia da sua apresentação.
André Ventura, deixe-me interromper.
Deixe-me só dizer.
O regimento prevê que a conferência de líderes possa adiar essa votação ao mérito da obrigatoriedade.
Não, dentro do prazo que está previsto dos oito dias. É o que acontece aqui. A moção tem que ser discutida em 48 horas, a conferência de líderes pode ajustá-la dentro desse prazo.
André Ventura aos jornalistas na Assembleia da República. Ainda esta manhã, Miguel Albuquerque falou sobre o tema para dizer que não ficou surpreendido com a decisão do partido Juntos pelo Povo, que vai aprovar a moção de censura. O JPP é um partido regional, terceira força política na Madeira. O presidente do governo madeirense reitera que não vai sair pelo próprio pé e lembra que é o povo que decide quem quer liderar a região.
Está agora na altura de conhecermos outras notícias que estão a marcar a atualidade a esta hora.
A Conferência Episcopal Portuguesa prolongou o prazo para que as vítimas de abusos sexuais no seio da Igreja Católica apresentem pedidos de indenização. Podiam ser apresentados até o final deste ano, o prazo estende-se agora até março de 2025.
A Conferência Episcopal Portuguesa prevê que todos os processos de compensação financeira estejam resolvidos até o final de 2025.
Mau tempo. A região do Algarve foi hoje palco de inundações, na sequência da chuva forte. Quinze ocorrências, pelo menos. Albufeira foi a cidade mais afetada, Miguel.
Assim foi. Uma situação que está nesta altura normalizada. É isso que explica à Rádio Observador, Juande Jesus, da Proteção Civil do Algarve.
Não houve necessidade de reforço ao nível municipal. Todas as situações já estão resolvidas com recurso ao corpo de bombeiros. Não há vítimas a registar no âmbito desta situação meteorológica. Todas as situações que foram registadas já estão resolvidas.
Tudo resolvido, a situação resolvida no Algarve, mas a Proteção Civil alerta ainda assim para o agravamento do estado do tempo nos próximos três dias. Granizo, trovoadas e vento forte são esperados, sobretudo no centro e sul do país.
Com base nas previsões do Instituto do Mar e da Atmosfera, a Proteção Civil alerta para a possibilidade de inundações, derrocada de terras e arrastamento de estruturas soltas.
Em Moçambique, um dirigente da Frente de Libertação de Moçambique, a FRELIMO, foi morto durante os protestos na sequência das eleições de 9 de outubro. O incidente ocorreu na vila de Mocúbe, a 19 km de Quelimane, a província da Zambézia.
Foi ainda procurado outro membro da FRELIMO, funcionário do comitê provincial. Como não o encontraram, raptaram a mulher. Está em parte incerta nesta altura. A administração de Mocúbe, a vila onde ocorreram estes desacatos, acabou por fugir.
O jornalista e ativista Zito Suma avisa que a revolta pode repetir-se noutros locais. Diz também que Moçambique pode estar perante o início de uma guerra civil.
Penso que o rastilho já foi acendido. Mais uma semana nesta tonalidade, não é difícil acreditar que Moçambique volte à guerra civil.
Mas o outro lado não tem armas.
Sim, mas a guerra dos 16 anos também, a maioria das pessoas não tinham armas. Na guerra colonial também não tinham armas. Eram as sagaias e outros instrumentos.
Zito Suma, entrevistado pela jornalista do Observador, Dulce Neto. Pela segunda vez, a circulação na principal fronteira entre Moçambique e a África do Sul foi cortada pelos manifestantes.
Apesar da presença das Forças de Defesa e Segurança, um grupo de apoio ao candidato presidencial Venâncio Montelão travou a passagem de veículos pesados de mercadorias.
No Brasil, foram encontrados explosivos na casa do autor do ataque ao Supremo Tribunal Federal esta quarta-feira, informação avançada pela Polícia Militar Brasileira.
O homem de 59 anos morreu ontem no ataque suicida na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Foram ouvidas duas explosões. O atacante era membro do Partido Liberal, liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Esta tarde, o ministro do Supremo Tribunal Federal afirmou que o incidente não foi um ato isolado. Alexandre de Moraes seria um dos alvos do ataque.
À imprensa brasileira, o responsável considera que as explosões são resultado do ódio político que se instalou no país nos últimos anos.
É um contexto que se iniciou lá atrás, quando o gabinete do ódio, o famoso gabinete do ódio, começou a destilar discurso de ódio contra as instituições, contra o Supremo Tribunal Federal, principalmente, contra a autonomia do Judiciário.
Alexandre de Moraes a atirar responsabilidades para o anterior governo, liderado por Jair Bolsonaro.