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As notícias. Jornal das cinco, com a edição da Laura Figueiredo. Laura, os candidatos presidenciais mais à esquerda estão em consenso quanto ao pacote laboral do governo. António Filipe e Catarina Martins consideram que a lei não deve avançar.

Ambos na corrida à Belém, António Filipe e Catarina Martins marcam presença esta tarde na manifestação da CGTP em Lisboa. Uma manifestação que começou por volta das 15h, junta milhares de manifestantes que, a descer a Avenida da Liberdade, protestam por mais salários, menos horas de trabalho e também contra o anteprojeto do governo para a reforma laboral. Ora António Filipe diz que se trata de uma proposta que vira o direito do trabalho ao contrário e passa a ser um instrumento contra os trabalhadores. Como candidato à Presidência da República, diz que, caso fosse eleito, não deixaria passar uma lei como esta.

O papel do Presidente da República faz sentido, exercendo, eventualmente, o seu direito de veto ou suscitando, junto do Tribunal Constitucional, eventuais inconstitucionalidades que existam em propostas aprovadas. E, portanto, creio que é esse o papel do Presidente da República e, pela minha parte, sendo eleito Presidente da República, não deixarei de exercer todas as competências que a Constituição confere ao Presidente da República, no sentido de evitar retrocessos, designadamente quando estamos perante direitos constitucionalmente consagrados, como são os direitos dos trabalhadores.

Na mesma linha, a candidata presidencial Catarina Martins afirma que o novo pacote laboral se traduz numa alteração profunda que aumenta a precarização.

A alteração é de tal forma profunda que os despedimentos serão completamente facilitados, mesmo os despedimentos sem justa causa, e existirá uma precarização de todo o trabalho. O que quer dizer que nenhuns dos direitos que está no Código do Trabalho vão valer. Direitos de horário, direitos de maternidade, parentalidade, nenhum direito vale quando os contratos ficam todos precários. Quer dizer que os patrões, as empresas, vão ter todo o poder de chantagear para horas muito longas, para horários desregulados, e as pessoas não têm nenhuma defesa porque podem simplesmente ser despedidas.

E ainda à esquerda, Paulo Raimundo reitera que esta lei é o reflexo de objetivos traçados por vários partidos políticos. Também presente na manifestação, o secretário-geral do PCP rejeita a proposta do executivo e diz que os trabalhadores precisam é de melhores condições.

O governo dá voz, mas não são objetivos do governo só, são objetivos do governo e são objetivos de todos os partidos que suportam esta política, nomeadamente o Chega, o Iniciativa Liberal e, claro, um grande sonho patronal para tentar aumentar a exploração. Isto não é um pacote patronal, é um pacote da exploração. O que estes trabalhadores precisam não é de mais exploração, não é de mais horas de trabalho, não é de mais precariedade. Precisam é de mais salários, melhores condições de trabalho, reconhecimento dos seus direitos, mais tempo a viver. Assim é que o país avança. O país não avança com cinco milhões de trabalhadores a recuarem nas suas vidas.

Paulo Raimundo, que se junta assim também aos dois candidatos presidenciais de esquerda, que condenam as medidas propostas, que consideram ser uma forma de exploração dos trabalhadores.

Em dia de manifestações da CGTP, José Luís Carneiro avisa que o governo está a usar as propostas sobre amamentação e luto gestacional como um truque negocial.

Num discurso na cerimónia de abertura da Escola de Verão das Mulheres Socialistas, em Almada, o secretário-geral do PS lançou farpas ao executivo de Luís Montenegro. José Luís Carneiro diz que as propostas de alteração à legislação laboral apresentadas pelo governo não lembram ao diabo e que os sindicatos estão preocupados.

Aquilo que nós temos sentido é que os próprios sindicatos tradicionais estão receosos do que está para passar. Por quê? Porque há aqui um truque. O truque tem a ver com as questões ligadas à amamentação e ligadas ao luto gestacional. Esses dois elementos foram trazidos para a discussão para que fossem depois deixados cair em processo negocial como prova de boa fé negocial da parte do governo.

José Luís Carneiro considera que se trata de um truque para entrar em matérias fundamentais e substantivas da legislação laboral. O líder socialista sublinha também que as alterações à legislação são um ponto crítico para o PS, porque representam um retrocesso.

E Laura, o incêndio que começou esta madrugada no Conselho de Montalegre está perto de entrar em fase de resolução.

É o que revela à Rádio Observador o oficial de operações do Comando Nacional da Proteção Civil. O fogo, que começou pouco depois da 01:00, propagou-se com duas frentes, uma das quais em direção à Espanha. Apesar das condições adversas, Alberto Fernandes considera que nas próximas horas o incêndio vai estar dominado.

No local, neste momento, encontram-se 16 meios terrestres, 78 operacionais e cinco meios aéreos, sendo que alguns são meios aéreos espanhóis. O incêndio tem apenas uma frente ativa em mato. O combate decorre favoravelmente, estando a cer aos meios, ou seja, praticamente todo o perímetro está em resolução. Neste momento não temos previsto algo, mas esperamos que, como as trabalhos estão a decorrer favoravelmente, que nas próximas horas o mesmo seja dado como dominado.

Alberto Fernandes, oficial de operações do Comando Nacional de Proteção Civil, a fazer um ponto de situação do incêndio que começou esta madrugada no Conselho de Montalegre.

Vamos ao desporto. Começa daqui a uma hora o Benfica vs AVS, o primeiro jogo de José Mourinho à frente dos encarnados 25 anos depois.

AVS e Benfica têm encontro marcado a partir das 18h, em Vila do Conde. José Mourinho estreia-se assim no comando técnico do Benfica, na visita ao AVS, a contar para a sexta jornada e com o treinador a regressar à primeira liga de futebol mais de 21 anos depois de ter saído de Portugal. A esta hora já são conhecidos os 11 da partida. Vamos saber quais são, com a ajuda do Ricardo Loureiro, que vai fazer o relato do jogo aqui na Rádio Observador e que já está no Estádio do Desportivo das Aves. Boa tarde, Ricardo. Quais são os 11 para este Benfica Aves?

Muito boa tarde a todos. O som que vos chega é já do interior do Estádio do Clube Desportivo das Aves, portas abertas há coisa de meia hora. A casa deverá estar muito perto da lotação máxima às 18h para este Aves-Benfica. O regresso de José Mourinho no banco do Benfica, 25 anos depois. Benfica, que vem dois jogos sem vencer entre campeonato e Liga dos Campeões, tem pela frente uma equipe que também não tem tido muitos motivos para sorrir, que nos últimos dias também viu cair o treinador José Mota. Hoje no banco, e ainda a título temporário, será Fábio Espinho o homem do leme desta equipa do Aves. Em relação às equipas, no Benfica, entre quarta-feira e hoje, há uma alteração. Sai da equipa Andreas Schjelderup, entra Ivanović. É um Benfica que vai a jogo com Trubin, é o guarda-redes, depois Tal para a esquerda, à direita Dedic, António Silva e Otamendi como dupla de centrais, Enzo, Bah, Richard Rios e Álex no meio-campo, a frente de ataque com Sudakov, Ivanović e Pavlídis. É este o primeiro 11 de José Mourinho, que regressa ao banco de suplentes do Benfica 9036 dias da última vez que esteve sentado no banco de suplentes do Benfica, a 3 de dezembro de 2000. Aves traz Simão Bertelli para a baliza, é o guarda-redes, depois Sidibé como lateral-direito, à esquerda Kiki Afonso, Cristian Devenís e Paulo Vítor formam o quarteto defensivo, Grau, Ángel Algobia e ainda Bruno Lourenço na zona intermédia do relvado, Babatunde Akinsola e Óscar Perea no apoio ao homem mais adiantado, que é Tomane. O árbitro é o minhotto de Viana do Castelo, Bruno José Costa. O jogo arranca às 18h. Uma onda de adeptos que acompanhou a chegada do autocarro do Benfica. Eram 16h30, horário em que foram também abertas as portas da plateia avense para assistir a este embate da sexta jornada da Primeira Liga Portuguesa. Uma tarde de sol no norte do país, com o mercúrio acima dos 18°C. Às 18h arranca este embate. A rádio também vai cá estar.

Ricardo Loureiro, em direto a partir do Estádio do Desportivo das Aves. Benfica Aves começa às 18h. A emissão especial aqui na Rádio Observador arranca às 17h35.

Notícia de fecho do Jornal das Cinco.