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E arrancamos o jornal das 17h pela questão dos helicópteros. O Ministro da Defesa garante que os helicópteros de emergência que o governo decidiu comprar são muito bons e rejeita que não possam aterrar na maioria dos heliportos.

Nuno Melo presidiu há pouco à cerimónia dos 50 anos da Polícia Judiciária Militar, em Lisboa, e foi lá que foi confrontado com a notícia do jornal Público, a dar conta que os quatro novos helicópteros de socorro Black Hawk só podem aterrar num dos heliportos hospitalares que existem no país. Laura Figueiredo, agora em direto. O ministro rejeita que assim seja.

Precisamente. Diz Nuno Melo que estes helicópteros já aterraram em mais de 20 heliportos só a norte do Tejo. Aponta também outras razões. Diz, por exemplo, que Portugal já tinha Black Hawks e, portanto, já havia pilotos treinados, já havia estoques de peças. Portanto, de certa forma, faz algum sentido comprar mais helicópteros destes. Nuno Melo aponta também que a Força Aérea já tem outros helicópteros com outras características e que estes novos vêm, de certa forma, complementar apenas as aeronaves já existentes na Força Aérea. O Ministro da Defesa lembra também que estes novos helicópteros foram comprados com o investimento do PRR e diz que é um processo que é preciso pensar antes de comprar. Ele lembra que há prazos a cumprir e que estes helicópteros, os que fossem comprados, teriam de ser entregues até ao final de agosto do próximo ano e aponta que estes eram então os únicos possíveis dentro desse prazo. Nuno Melo lembrou também a avaliação feita pelo INEM destes helicópteros, que considerou que eram muito versáteis e polivalentes e, portanto, aponta esta avaliação objetiva do INEM. Foram os principais pontos apontados por Nuno Melo, aqui no Forte de São Julião da Barra, onde esteve o ministro a propósito da cerimónia dos 50 anos da Polícia Judiciária Militar.

E o resumo feito pela Laura Figueiredo, com essas garantias dadas pelo Ministro da Defesa há poucos minutos.

Antes destas declarações de Nuno Melo, o Presidente da República já parecia convencido com a primeira justificação que tinha sido avançada pelo Ministro da Defesa, que tinha salientado que o próprio INEM deu parecer favorável à compra destes helicópteros.

Marcelo Rebelo de Sousa considera compreensível a posição do governo, pelo menos tendo em conta o que Nuno Melo lhe explicou.

Sendo helicópteros para fins militares, no entanto, eram também utilizáveis, preenchendo os requisitos considerados mais do que mínimos para tarefas de substituição ou pontuais no domínio sanitário. Foi isso que o senhor ministro disse e pareceu-me compreensível. Do que eu conheço de helicópteros, uma coisa é o fim militar prioritário, outra coisa é a capacidade de utilização para outros fins, que são também cumpridos pelas Forças Armadas, e bem cumpridos, em termos de proteção civil.

Marcelo Rebelo de Sousa, que está em Angola nas comemorações dos 50 anos da independência.

E de Luanda para Lisboa, o Executivo de Carlos Moedas na Câmara da Capital toma posse a esta hora e arrisca, como assim Vanessa Cruz, não eleger Margarida Mano para presidente da Assembleia Municipal.

É que o Ricardo PS não desiste de apresentar também uma candidatura. Por norma, apenas o maior grupo parlamentar apresenta essa candidatura à assembleia municipal, à presidência, mas desta vez, o partido que lidera a coligação mais votada, o PSD, não é o que tem mais deputados, é o PS. João Gama, agora em direto da Gare Marítima de Alcântara, onde vai decorrer esta cerimónia de posse. As contas podem complicar-se esta tarde para o presidente da Câmara.

Exatamente, como dizias, Vanessa. Na prática, são 24 deputados municipais eleitos pelo Partido Socialista, 22 eleitos pelo PSD, além dos parceiros das respetivas coligações pré-eleitorais. Aliás, uma fonte próxima de Carlos Moedas, em declarações ao Observador, acusou mesmo o Partido Socialista de querer impor aos lisboetas uma solução que foi recusada nas urnas. A verdade é que as negociações falharam entre os dois maiores partidos e por isso todas as atenções estão viradas para o Chega, porque com os votos do partido de André Ventura, da Iniciativa Liberal e do CDS, o PSD consegue uma maioria absoluta na Assembleia Municipal com 38 deputados municipais, ou seja, por margem de um deputado municipal. Já o PS precisa dos votos de toda a esquerda, incluindo da CDU, que rejeitou uma coligação pré-eleitoral com Alexandre Leitão, como sabemos, e ainda um deputado municipal do campo da direita. Por isso as contas são mais fáceis de fazer à direita, sendo que temos duas listas para liderar a Assembleia Municipal e ainda não se sabe qual será o desfecho.

Reportagem do João Gama. Aguardaremos essa votação para a Assembleia Municipal de Lisboa, que acontece depois da tomada de posse marcada para esta hora. Carlos Moedas pode ter já esta tarde o primeiro problema em mãos no segundo Executivo camarário que lidera.

E as autoridades vão mesmo investigar o caso dos cartazes de André Ventura na corrida presidencial. O líder do Chega repete o que disse ontem: só retira os cartazes se for obrigado.

O Ministério Público decidiu abrir um inquérito. Há dois cartazes que estão replicados pelo país com a cara de André Ventura e estas frases: "Isto não é o Bangladesh" e "Os ciganos têm de cumprir a lei". Inquérito aberto depois de dezenas de queixas de associações, de uma ação judicial que deu entrada na última sexta-feira e das reclamações que foram remetidas também para a CNE, a Comissão Nacional de Eleições. Já ontem André Ventura tinha antecipado uma reação, dizendo que há uma tentativa de judicialização da política. Agora, numa ação de campanha em Odivelas, o candidato do Chega, João Lourenço, em direto. André Ventura diz-se injustiçado.

Precisamente, Vanessa, André Ventura volta a reforçar a ideia de que estes cartazes não devem ser retirados e reforça também que esse ato de retirar estes anúncios de campanha por parte de André Ventura, da candidatura presidencial de André Ventura, só vão ser retirados caso a Justiça o diga.

Eu recuso-me, a menos que a Justiça me dê outra indicação, porque eu cumpro as leis do meu país, eu recuso-me a tirar cartazes que dizem que os ciganos têm que cumprir a lei e que os imigrantes não devem receber subsídios. Recuso-me, a menos que a Justiça me dê uma outra indicação. Ficarei desapontado, mas obviamente cumprirei, porque eu cumpro a lei.

André Ventura também voltou a recusar comentar o caso que envolve o deputado Filipe Melo e a deputada do PS, Eva Cruzeiro, sobre algumas altercações dentro do Parlamento. André Ventura, que começou esta ação de campanha para as presidenciais na sede dos Bombeiros Voluntários de Odivelas e que prossegue pelas ruas de uma das cidades da área metropolitana de Lisboa.

Uma ação de campanha do candidato do Chega às presidenciais, acompanhada por João Lourenço. Este inquérito aos cartazes de André Ventura é conduzido pelo Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa.

E dois adversários de Ventura na corrida a Belém reagiram já a este inquérito aberto pelo Ministério Público ao caso dos cartazes. São eles os candidatos Gouveia e Melo e Marques Mendes, Vanessa.

O candidato apoiado pelo PSD, começamos com esta reação, diz que o caso é iminentemente político. Marques Mendes considera que o recurso aos tribunais é um favor que é feito ao Chega. Já Henrique Gouveia e Melo enfatiza a possibilidade de todos contribuírem para um discurso político que seja mais elevado.

E por estes dias de pré-campanha, os candidatos pronunciam-se sobre tudo um pouco e o candidato presidencial Luís Marques Mendes considera que a UGT deveria ser tratada com outro respeito pelo governo de Luís Montenegro.

É uma reação do candidato presidencial à declaração do primeiro-ministro sobre a greve marcada para o próximo dia 11 de dezembro, a defender que a paralisação serve interesses partidários de PCP e PS. Ora, Marques Mendes diz que no caso da UGT, a União Geral dos Trabalhadores não merece ser alvo desse tipo de acusação.

O governo tem dado pouca atenção à UGT e devia dar mais. E sobretudo por isto: a UGT não é uma central sindical qualquer. Já fez vários acordos sociais no passado. A CGTP não fez nenhum. Quem, como a UGT, tem tido grande sentido de responsabilidade, merece ser tratada com outra atenção, com outro respeito, com outra abertura e com outro equilíbrio da parte do governo.

Para além de Marques Mendes, também o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, vem pedir o mesmo a Luís Montenegro, respeito pela UGT.

Aquilo que o governo disse e que disse o primeiro-ministro, foi uma atoarda contra valores consagrados há 50 anos. A UGT é uma instituição que merece o respeito. Recordo ao primeiro-ministro que a UGT e a sua composição têm trabalhadores sociais democratas, que já se pronunciaram publicamente contra as intenções do governo.

Pela primeira vez em 12 anos, é convocada pelas duas confederações sindicais, UGT e CGTP, uma greve geral dia 11 de dezembro.

E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira.

Está a chegar a depressão Cláudia, muita chuva e vento, às vezes trovoada. A Proteção Civil deixa um apelo à população. Vamos aqui ouvir o comandante Paulo Santos.

Recomendamos a tomada de medidas preventivas para garantir a desobstrução de sistemas de escoamento, fixar eventualmente estruturas soltas, que existem muitas vezes nas esplanadas, ter cuidado quando circulamos, quer em zonas arborizadas, quer na orla costeira, evitando também atividades no mar. E já agora, quem tem que conduzir, que adote uma condução defensiva.

O oficial de operações da Proteção Civil, entrevistado pela jornalista Teresa Freire, o tempo começa a piorar de norte para sul ao final do dia de hoje. Esta depressão, Cláudia, vem para ficar alguns dias até o fim de semana. O pico deve fazer-se sentir depois de amanhã, na quinta-feira. O médico dermatologista Miguel Alpalhão aprovou e codificou as próprias cirurgias mais de 350 vezes. Trata-se do clínico que ganhou mais de €700 mil em três anos de cirurgias adicionais no Hospital de Santa Maria. É o que conclui o relatório da Inspeção Geral da Saúde. De acordo com a Agência Lusa, apenas 1% das propostas cirúrgicas entre 2022 e março deste ano não foram emitidas e aprovadas pelo mesmo médico. Seguiram hoje para Belém os decretos do Parlamento sobre a Lei da Nacionalidade. A informação consta no site da Assembleia da República. Um dos decretos revê a legislação, outro prevê a perda da nacionalidade como pena acessória. Foram ambos aprovados por PSD, Chega, IL, CDS e JPP. O presidente tem agora oito dias para se pronunciar. Está suspenso o julgamento da Operação Marquês até o próximo dia 4 de dezembro. Até lá, a ideia é que José Sócrates contrate um novo advogado, depois da renúncia de Pedro Delilo na semana passada. José Sócrates foi representado na última sessão por um advogado oficioso. Ainda um apelo nesta edição: dádivas de sangue precisam-se.

É sempre preciso, e sobretudo agora, do tipo O positivo.

É isso. E é por isso que a Federação de Dadores pede horários alargados para que as pessoas possam dar sangue.

Está na altura própria da senhora ministra, do senhor secretário de Estado, do Instituto Português de Sangue, assentar a federação como representante das suas associadas. É bom ter hospitais a fechar às 15h? São os hospitais que precisam de sangue para tratar dos seus doentes. Não é o IPST, não são as associações. É este grande apelo que eu deixo à tutela, que deixo aos dadores, que com as dificuldades que vão surgindo, possam aparecer para fazer a sua dádiva o mais urgente possível.

Alberto Mota, presidente da Federação de Dadores, pede ainda que seja alterado o intervalo de idades em que se pode dar sangue, atualmente entre os 18 e os 65 anos. Quer a federação que as pessoas mais velhas possam também fazê-lo.

Fica esse apelo. Quem puder doar sangue, que o faça. Não custa assim tanto como se julga. À 17h30, vamos atualizar as notícias.