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Notícias. Jornal das cinco, com edição da Laura Figueiredo e começamos pela actualidade internacional. Emmanuel Macron considera que um plano de paz só pode ser finalizado com a Ucrânia e os europeus sentados à mesa.
O presidente francês reitera que a Ucrânia é o único país com legitimidade para falar de território e defende que também os países europeus têm um papel a desempenhar nas negociações mediadas pelos Estados Unidos. Na declaração feita na conferência de imprensa conjunta com Volodymyr Zelenskyy, no final do encontro entre os dois chefes de Estado no Palácio do Eliseu, Macron anunciou ainda ter finalizado o trabalho sobre as garantias de segurança, com alusão aos contactos importantes para a segurança ucraniana e europeia.
"Terminámos o trabalho sobre as garantias de segurança. Como eu mencionei, são importantes para a segurança dos europeus, dos franceses e dos ucranianos. Os próximos dias vão dar lugar a discussões essenciais entre os responsáveis americanos e a coligação de boa vontade para perceber a participação americana nessas garantias, de acordo com o que decidimos na semana passada. Em paralelo, as discussões vão ser feitas para que a Rússia possa ser clara junto dos mediadores americanos sobre a sua vontade de paz".
Já Volodymyr Zelenskyy frisa que deve ser garantido que a Rússia não sinta que está a ser recompensada pela guerra.
"Precisamos de garantir que a Rússia não saia a ganhar e que não receba uma recompensa pela guerra. A guerra não deve ser uma questão de lucro para que outros não repitam esse passo. O agressor deve pagar pela agressão".
Depois do encontro com o presidente francês esta manhã, Volodymyr Zelenskyy tinha já reiterado que a guerra deve terminar o mais rapidamente possível. Zelenskyy aponta que muito depende agora do envolvimento de todos os líderes. Durante o encontro desta manhã no Palácio do Eliseu, os dois chefes de Estado conversaram com líderes europeus e com negociadores americanos e ucranianos. Para amanhã está agendada uma reunião entre o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e Vladimir Putin em Moscovo.
Na atualidade nacional, o governo espera que os serviços mínimos sejam cumpridos na greve geral do dia 11 de dezembro. A Ministra do Trabalho diz que para já não há razões para avançar com uma requisição civil.
Até porque é algo que o governo não pode fazer antes de verificar se os serviços mínimos estão ou não a ser cumpridos. O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil já disse que não ficaria surpreendido se o governo avançasse com uma requisição civil, rompendo com os serviços mínimos que estão a ser negociados. Críticas rejeitadas pela ministra Maria do Rosário Palma Ramalho. Em Bruxelas, a ministra do Trabalho assegura que o diálogo com os sindicatos continua.
Estranho um pouco essas declarações, porque ainda no ano passado nós no lapso de tempo mais curto sempre, concluímos um acordo também que envolveu a UGT. Mas em todo o caso, sempre direi que estas matérias ganham em ser tratadas do ponto de vista técnico, porque o que está em questão é nós termos melhores relações de trabalho, que satisfaçam mais os trabalhadores, que aumentem os seus direitos e garantias, mas que também permitam às empresas prosseguir o seu papel. É pena que nós quando olhamos para estas matérias, pensemos de uma forma só política. Já estamos, se calhar, todos um bocadinho cansados de greves marcadas por razões políticas, como é o caso desta.
A ministra Maria do Rosário Palma Ramalho, em declarações aos jornalistas em Bruxelas, deixa ainda um aviso: espera que os serviços mínimos sejam cumpridos de forma criteriosa para tornar desnecessária qualquer requisição civil.
E o ministro da Defesa anunciou hoje o maior investimento de uma vez só nas Forças Armadas.
Um investimento de quase seis mil milhões de euros. Em causa está a candidatura formal de Portugal ao programa europeu de empréstimos para a defesa Safe, aprovada na sexta-feira em Conselho de Ministros. Esta manhã, nas cerimónias do primeiro de dezembro, na Praça dos Restauradores, em Lisboa, Nuno Melo detalhou o investimento que promete que vai também alavancar a economia nacional.
Ontem lançamos o maior programa de investimento de uma só vez nos três ramos das Forças Armadas. 5,8 mil milhões de euros mobilizados para a aquisição de navios, veículos blindados, satélites, defesas antiaéreas, reservas de munições, drones, muito mais, para que as Forças Armadas, dentro e fora, continuem a fazer aquilo que se espera delas ao serviço da pátria e do povo e do lado dos nossos aliados. Um investimento que também alavancará a economia nacional e chamará as indústrias nacionais, que serão envolvidas na produção destes equipamentos e na manutenção destes equipamentos ao longo de todo o seu ciclo de vida.
Nuno Melo remete para os próximos dias mais detalhes sobre os equipamentos em que Portugal vai investir no âmbito deste programa europeu para a próxima década. A cerimónia do primeiro de dezembro contou com a presença de Marcelo Rebelo de Sousa, a última enquanto presidente da República. Já o primeiro-ministro não esteve presente e ouviu, por isso, críticas por parte de José Ribeiro e Castro, antigo líder do CDS, que diz também sentir-se embaraçado por ter votado na AD.
O panorama de declínio dos apoios governamentais não é só de agora. Vem de governos anteriores desde há 25 anos. Tínhamos esperança, porém, de que agora fosse definido um quadro novo. Apesar dos nossos esforços, isso não está a acontecer. O governo responde à indiferença com indiferença. Perdoar-me-ão se vos disser que antes poderia refugiar-me na ideia de que não tenho culpa, não votei PS, mas agora embaraço-me ao dizer aos meus botões: "Eu tenho culpa, eu votei AD".
José Ribeiro e Castro, que é também o actual presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal e que discursou nas cerimónias do primeiro de dezembro, onde criticou a ausência de Luís Montenegro, conta que encontrou uma senhora que queria levar um presente ao primeiro-ministro e que ficou desiludida por não o encontrar.
"Ó senhor Ribeiro e Castro, vim para aqui toda contente e já estou chateada. Vou-me embora. Fico aqui com isto e se estiver com o senhor primeiro-ministro, dê-lhe esta bandeira com o símbolo dos 900 anos. O senhor Ribeiro e Castro deve ter muitas, mas esta era minha para o senhor primeiro-ministro. E digo-lhe também outra coisa da minha parte: não deve faltar onde faz falta. No dia que representa a independência de Portugal, não vejo coisa mais importante para o primeiro-ministro do que estar na celebração da independência de Portugal."
José Ribeiro e Castro, antigo líder do CDS, com duras críticas ao primeiro-ministro. E João Cotrim de Figueiredo alerta para a necessidade de acautelar a situação de mais de 500 mil portugueses e lusodescendentes que vivem na Venezuela. Um alerta deixado na sequência do bloqueio aéreo determinado pelos Estados Unidos à Venezuela, à margem de uma ação de campanha no Porto, o candidato presidencial lembra a quantidade de portugueses no país. Ainda assim, admite que o Presidente da República e o Ministério dos Negócios Estrangeiros têm tomado precauções.
Há mais de meio milhão de portugueses e de lusodescendentes cuja situação tem que ser acautelada. Portanto, antes de grandes declarações ou proclamações sobre o que é o direito internacional e as intervenções que qualquer país pode ter sobre outro, ter a certeza, e isso devo dizer com algum agrado, que parece-me que quer o actual Presidente da República, quer o Ministério dos Negócios Estrangeiros, têm feito a preparação necessária para que essa comunidade esteja minimamente salvaguardada, sendo certo que aquele número de pessoas não poderá ser objecto de evacuação, por exemplo, portanto, tem que ser acautelado de outra forma, sabendo, por exemplo, exactamente o que é que pode estar em risco nesta fase e em que regiões da Venezuela.
João Cotrim de Figueiredo falou ainda sobre a revogação da licença da TAP para voar no espaço aéreo da Venezuela e deixa críticas tanto ao presidente venezuelano como ao Partido Comunista Português.
Acho que é mais um abuso de Nicolás Maduro, de onde já não surpreende, e que tem conduzido uma oposição interna cada vez mais vocal, incluindo de alguns que no início apoiavam a sua ditadura, como o Partido Comunista Venezuelano, que já fez críticas até ao Partido Comunista Português de não perceber o que se está a passar na Venezuela. Portanto, mais uma vez, o nosso Partido Comunista Português a ser muito lento a sentir os ventos da história e não se pôr do lado certo da história.
O candidato presidencial João Cotrim de Figueiredo, apoiado pela Iniciativa Liberal, em declarações aos jornalistas durante uma visita ao mercado natal da Cordoaria, no Porto. É assim que fechamos este jornal das 17h.