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Jornal das cinco, com o jornalista Luís Soares. Num almoço com mulheres, Marques Mendes pediu que acreditem na vitória perante as sondagens, que são para todos os gostos, diz o candidato.

Com a presença de várias ministras e figuras do PSD, como Leonor Beleza ou Teresa Morais, Luís Marques Mendes pede um esforço final para convencer os eleitores. Nesse almoço, que contou também com a presença de Manuela Ferreira Leite, a mulher do candidato foi o centro das atenções. Miguel Vítor Dias.

Num almoço de homenagem às mulheres, a ex-presidente social-democrata Manuela Ferreira Leite avisou ao que vinha.

A minha posição é um pouco enviesada, porque eu sou do PSD, mas além de ser do PSD, sou um bocado tifosi.

E o elogio maior foi para a mulher de Marques Mendes, Sofia.

Nunca vi nenhuma campanha, e já vi muitas, em que a mulher do candidato fosse tão presente. De tal forma que já me cheguei quase a comover.

Sofia Marques Mendes tem sido uma presença constante em toda a campanha, tem recebido elogios de todos os convidados. Sempre ao lado do candidato, fica grande parte das vezes à conversa com as pessoas com quem Marques Mendes foi interagindo em passo mais apressado. Mas, para o candidato, também houve elogios.

Durante os tempos que coabitámos no governo, poucas pessoas tomavam decisões sem saber qual era a opinião do doutor Marques Mendes.

Manuela Ferreira Leite a vincar a capacidade de leitura política de Marques Mendes, que destacou vários exemplos femininos na vida: a mãe, várias professoras e, claro, a mulher, pelo que lhe acrescentou.

A noção de generosidade e de solidariedade. Eu já tinha alguns ensinamentos. A minha mulher foi decisiva na sua consolidação.

A poucas horas do fim da campanha, um pedido para acreditar para lá dos números.

Exemplos de sondagens que falharam em eleições autárquicas recentes. É o pão nosso de cada dia. Aquilo em que eu verdadeiramente acredito é nesta sondagem com cada português.

Luís Marques Mendes na Sorveteria Trindade, local emblemático de almoços socialistas, num evento dedicado às mulheres.

Miguel Vítor Dias a acompanhar este almoço com apoiantes, sobretudo mulheres. Marques Mendes segue também para as docas de Santo Amaro, em Lisboa, para o comício de encerramento da campanha.

E na tradicional descida do Chiado, em Lisboa, André Ventura pediu ao PSD e à Iniciativa Liberal para que não sejam obstáculo na segunda volta.

Isto se a corrida for entre António José Seguro e o candidato apoiado pelo Chega. André Ventura continua a pedir a mobilização dos eleitores para conseguir uma vitória com uma margem confortável. E agora, depois de uma campanha marcada por pedidos de apoio na segunda volta, o candidato apoiado pelo Chega assume que simplesmente não quer obstáculos. Miguel Cordeiro.

André Ventura foi o primeiro a desafiar Luís Montenegro a definir quem apoia na segunda volta. Ontem fez o oposto e gritou num comício que se lixe Montenegro. Agora já tem outro pedido. O que eu espero do líder do PSD, da Iniciativa Liberal e de outros movimentos e de apoios mais conservadores e da direita é que não sejam, pelo menos, um obstáculo à vitória que impeça que o socialismo regresse ao Palácio de Belém. Portanto, eu acho que, sobretudo, se não quer apoiar o único candidato de direita na segunda volta, então que ao menos não obstaculizem. Uma corrida sem obstáculos, uma preferência por silêncio, porque Ventura repete que só quer um apoio. Tenha o apoio do povo português numa segunda volta, que fique claro que nós não queremos mais socialismo. E isso, como eu disse há uns dias atrás, deve ser uma questão de consciência para os líderes do PSD e da Iniciativa Liberal. Acompanhado de cerca de 200 apoiantes, a arruada no Chiado foi rápida e com apenas um incidente: um homem que por várias vezes gritou "fascista" e que acabou por ser ignorado pela comitiva do Chega. Sem obstáculos, Ventura segue confiante na vitória e reforça os apelos de mobilização. Se tivermos uma margem o mais possível alargada, podemos ter a esperança de começar uma luta novamente na segunda-feira, que seja de transformação do país.

Miguel Cordeiro, que acompanhou a descida do Chiado de André Ventura, o candidato presidencial fecha a campanha com um comício em Lisboa.

E João Cotrim Figueiredo diz ter a expectativa de conseguir o apoio de Luís Marques Mendes, se passar à segunda volta, independentemente da posição que venha a tomar o PSD.

Reação do candidato apoiado pela Iniciativa Liberal à notícia avançada pelo Expresso, que dá conta de que os sociais-democratas não devem apoiar nenhum candidato na segunda volta, se Marques Mendes não estiver presente. João Cotrim de Figueiredo acredita num cenário diferente. Diz que o candidato apoiado pelo PS pode ter outra ideia sobre a possibilidade de apoiar alguém na segunda volta.

É o voto dos progressistas.

Estamos com João Cotrim Figueiredo.

Hoje vem publicado na imprensa, embora com fontes não reveladas, de que há uma vontade do Partido Social-Democrata não indicar o voto para a segunda volta. É um direito legítimo do partido não o fazer, mas eu creio que o próprio candidato Marques Mendes acho que tem a responsabilidade suficiente e a experiência suficiente para acabar por vir recomendar o voto na minha candidatura, indo eu à segunda volta. Tenho essa consciência e tenho essa expectativa.

João Cotrim de Figueiredo, em declarações à margem de uma visita a uma fábrica têxtil em Guimarães. O candidato apoiado pela Iniciativa Liberal termina a campanha com um comício em Braga.

E de olhos postos num eventual frente a frente com André Ventura na segunda volta, António José Seguro procura agora alargar a possível base de apoio.

Com um objetivo simples, diz António José Seguro: travar quem se alimenta do ódio, ainda que nunca identifique exatamente a quem se refere. Ainda assim, o candidato apoiado pelo PS apela ao voto de todos os democratas.

É o voto dos progressistas, é o voto dos moderados, é o voto dos democratas, mas também é o voto dos humanistas Democratas cristãos, socialistas, sociais democratas, defensores de uma Europa livre. E por que é também o voto dos humanistas? Porque há forças políticas que há anos tentam dividir-nos, colocar portugueses uns contra os outros, porque se alimentam dos extremismos, dos radicalismos e do ódio.

António José Seguro num derradeiro apelo ao voto, que tem repetido por diversas vezes, foi durante um discurso em Vila Nova de Gaia, no almoço no quartel dos Bombeiros de Valadares, sendo que António José Seguro tem agora mais um apoio, o do cantor Pedro Abrunhosa.

E neste último dia de campanha, Gouveia e Melo deixa um alerta, diz que há um grande bloco de direita que deverá votar em Ventura numa eventual segunda volta. Por isso, avisa Gouveia e Melo: a democracia pode estar em risco.

Isto caso a segunda volta seja decidida entre André Ventura e António José Seguro. Diz o almirante que o risco de André Ventura chegar à presidência é menor se for o próprio Henrique Gouveia e Melo a passar à próxima fase da corrida a Belém.

Se a esquerda ganhar e passar à primeira volta, e o doutor passar à segunda volta, o doutor André Ventura, face às situações que nós trazemos mais uma vez da Assembleia da República e da necessidade de apoios da Assembleia da República, pode ter um voto não dirigido e pode captar muitos votos. Se o PSD der a liberdade de voto, por exemplo, a Ariel já disse que apoia o CHEGA. Nós estamos numa situação verdadeiramente perigosa para o sistema democrático.

Sugere Henrique Gouveia e Melo que as possibilidades de Ventura chegar a Belém diminuem se for o almirante a chegar à segunda volta, tendo em conta a que antecipa que vai conseguir ir buscar muitos votos ao bloco de eleitores de direita.

E Jorge Pinto, por seu lado, pede aos portugueses que distingam os candidatos presidenciais que defendem a Constituição daqueles que estão contra a lei fundamental.

Um apelo feito na estação Santa Apolónia, em Lisboa, em declarações aos jornalistas. O candidato apoiado pelo Livre lembra que não é o único que dá garantias de respeitar a Constituição.

No debate comigo, o próprio Henrique Gouveia e Melo disse que iria defender a Constituição de uma maneira até mais aguerrida do que outros candidatos disseram. Eu não me arrogo no único defensor da Constituição. Aquilo que eu digo é que as pessoas oiçam quem quer defender a Constituição e, sobretudo, que oiçam também quem está contra a Constituição, porque isso também é o que está em cima da mesa. São aqueles que claramente dizem, e dizem-no por atos, porque já o fizeram enquanto deputados, querem alterar drasticamente a Constituição.

O alerta de Jorge Pinto, que já tinha sublinhado que outras candidaturas, como a de António José Seguro, estavam a despertar para o risco de uma revisão constitucional.

E ao último dia de campanha, entrou em cena o atual presidente, Marcelo Rebelo de Sousa, para dizer o quê, Luís?

Para dizer que o sucessor não vai ter tarefa fácil. Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, ele vai ter um mandato bem mais complicado.

O mundo está mais imprevisível, a Europa está mais imprevisível e isso torna a política mais difícil, torna as decisões econômicas e sociais mais difíceis, obriga as pessoas, elas próprias, ao pensar na sua vida, a terem preocupações maiores do que tinham antigamente. Portanto, olhando para o presidente que vai ser eleito este fim de semana, pelo menos a primeira votação será este fim de semana, é mais difícil a tarefa que ele tem do que aquela que teve o anterior presidente.

É a previsão de Marcelo Rebelo de Sousa para quem o suceder no cargo em Belém.

E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 16 de janeiro.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaça aplicar tarifas aos países que sejam contra a anexação da Gronelândia. Numa conferência de imprensa sobre o financiamento da saúde no interior dos Estados Unidos, Donald Trump desviou-se do assunto e deixa um aviso aos europeus.

"Eu talvez coloque tarifas em qualquer país que se oponha à nossa ideia da Gronelândia, porque nós precisamos da Gronelândia pra segurança nacional, mas isso é outra história."

O aviso de Donald Trump nesta conferência sobre o financiamento da saúde nos Estados Unidos. O presidente norte-americano promete também que o país vai ter os medicamentos mais baratos do mundo. Já foi reaberta a Torre dos Clérigos, no Porto, que tinha sido parcialmente evacuada devido a um curto-circuito ao início da tarde. O incidente aconteceu numa bateria situada no piso superior, causou um incêndio que não fez feridos. A situação foi rapidamente resolvida pelos elementos de segurança, sendo que a torre já foi então reaberta ao público. Foram registados menos casos de gripe em Portugal na última semana. Os internamentos nos cuidados intensivos também diminuíram. Contudo, a mortalidade continua com valores acima do esperado. São dados divulgados no habitual relatório do Instituto Nacional de Saúde, doutor Ricardo Jorge. E há uma notícia em destaque no The Guardian sobre um dos candidatos presidenciais portugueses. Não sei se já tiveram a oportunidade de ver, sabem de quem eu estou a falar?

Seguro? Ventura?

Não. Manuel João Vieira.

Uhum.

Um artigo do The Guardian que tem como título "Ferraris para todos e vinho à vontade: o candidato satírico que agita as eleições presidenciais em Portugal".

E há entrevista ou não?

Não há entrevista. O artigo é escrito em inglês, naturalmente, mas por uma jornalista portuguesa, Catarina Fernandes Martins. Acompanha uma ação de campanha do candidato em Campo de Ourique, no mercado. A jornalista teve a oportunidade de falar com alguns dos apoiantes de Manuel João Vieira e, claro, o artigo conta também todas as promessas que o candidato Vieira tem feito aos portugueses desde que se candidatou à Presidência da República.

Mas eu acho que ele deixou cair aquela promessa de alcatifar os túneis, não é?

Já não parece há muito tempo.

Eram...

Por causa dos ácaros, eu acho.

Sim, mas os aspiradores também evoluíram. Eu acho que era uma boa medida, mas pronto, cá estou eu. O Luís Soares vai regressar às 17h30 para atualizar as notícias.