Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Agora, 05h00. Jornal das 5, edição de José Rafael Lopes. Donald Trump diz que a ofensiva no Irão está a correr melhor do que era esperado.
O presidente dos Estados Unidos mostra-se satisfeito com o trabalho das forças militares norte-americanas. Em declarações à Fox News, Donald Trump assegura que a operação está a correr da melhor forma e até mais rápido do que estava previsto. O presidente norte-americano insiste ainda que o regime de Teerão tem de cair e que o povo iraniano merece uma liberdade diferente. Donald Trump declarou ainda que os ataques norte-americanos e israelitas mataram, de uma só vez, 48 líderes iranianos.
São declarações que surgem depois dos Estados Unidos afirmarem que não há danos em nenhum porta-aviões.
O USS Abraham Lincoln terá sido alvo de um ataque por parte do Irão, mas não foi registrado nenhum dano no porta-aviões. É o que avança o centro de comando dos Estados Unidos da América. As forças de segurança norte-americanas contaram à agência Al Jazeera que o ataque com mísseis iranianos não atingiu o porta-aviões, nem causou qualquer dano. Dizem mesmo que os mísseis lançados pelo Irão nem sequer chegaram perto do porta-aviões, que neste momento continua, dizem os Estados Unidos da América, a missão de dar apoio à campanha contra o Irão.
E, entretanto, há baixas norte-americanas devido a ataques iranianos.
Três militares norte-americanos foram mortos. O Comando Central Norte-Americano diz que há três baixas militares e ainda cinco feridos graves a registrar. É o resultado de ataques feitos por parte do Irão. O Comando Central Norte-Americano não detalha como morreram estes militares, mas admitem as primeiras baixas norte-americanas depois do início dos ataques ao Irão.
E no Irão, o ataque no oeste do país matou mais de 40 pessoas.
Informação dada pela Al Jazeera. Estas mais de 40 pessoas terão sido mortas num ataque a um quartel-general de um regimento fronteiriço na cidade de Mehran. A mesma agência diz que o ataque terá sido levado a cabo por agentes dos Estados Unidos e também por agentes de Israel.
E o governo do Irão diz que o novo líder do país pode ser escolhido dentro de um ou dois dias.
O processo já estará em marcha, é o que dizem fontes do executivo iraniano a várias agências de notícias. A estes ecos juntam-se também palavras do ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão. Abbas Araqchi acredita que a decisão vai ser rápida, após ter sido confirmada a morte do Aiatolá Ali Khamenei. O governante iraniano diz ainda que os ataques de Israel e dos Estados Unidos não atingiram os objetivos e não vão conseguir fazê-lo nos próximos dias.
Entretanto, o estreito de Ormuz mantém-se bloqueado pelo Irão.
E pelo menos 150 navios petroleiros estão ancorados no mar Arábico. O estreito de Ormuz é a rota mais importante de exportação de petróleo do mundo. Passam por lá mais de 16 milhões de barris por dia. O especialista em Direito Internacional, Francisco Pereira Coutinho, admite que este fecho do porto pode não aumentar o preço dos combustíveis.
Claro que isto vai ter algum impacto, eu não estou a dizer que não, mas verdadeiramente, quem se abastece mais desses petroleiros possivelmente iriam pra China. Os Estados Unidos são autossuficientes, não é? E, portanto, Donald Trump tem esta vantagem neste momento, que outros presidentes americanos no passado não tinham, que é poder intervir, lançar esta agressão, sem temer uma espiral nos preços do petróleo e da gasolina nos Estados Unidos. Isso seria um impacto direto nos seus eleitores, que estão constantemente a queixar-se do aumento do custo de vida.
Francisco Pereira Coutinho admite que é complicado prever a duração desta ofensiva norte-americana e sublinha que Donald Trump não vai querer manter esta guerra até às eleições intercalares e que o presidente norte-americano deve ainda muitas explicações ao povo norte-americano.
E precisamente já a seguir temos gabinete de guerra pra analisar os últimos desenvolvimentos desta guerra no Médio Oriente. Recebemos o historiador Bruno Cardoso Reis. E na atualidade nacional, André Ventura propôs a criação de uma comissão no Parlamento dedicada à reforma do Estado, presidida por Pedro Passos Coelho.
O líder do Chega quer que o antigo primeiro-ministro regresse ao Parlamento para liderar essa comissão de reforma do Estado no Parlamento. O líder do Chega admite publicamente que gostava de ver Pedro Passos Coelho abordar questões fiscais, de administração pública, de energia e de habitação. André Ventura diz mesmo que é um cenário possível se existir consenso entre Chega, PSD e Iniciativa Liberal.
Nós temos o Ministério da Reforma do Estado, criado por Luís Montenegro, que não tem funcionado. Ainda agora, no debate que tivemos no Parlamento, na sexta-feira, ficou claro, na minha perspectiva, que não têm existido reformas. As reformas não têm existido e o Ministério da Reforma do Estado não tem funcionado. Por que não termos no Parlamento uma comissão de reforma do Estado e, por que não, essa comissão pudesse ser presidida por Pedro Passos Coelho, por exemplo?
São declarações à margem da feira de turismo BTL, em Lisboa. Aqui um registro da Agência Lusa. André Ventura diz que o Ministério da Reforma do Estado não tem funcionado no executivo de Luís Montenegro.
E o líder do Chega falou ainda sobre a guerra no Médio Oriente.
Para sublinhar que espera uma mudança de regime no Irão, André Ventura lamentou ainda que a diplomacia não tenha conseguido alcançar os objetivos.
O Irão também foi o grande responsável de termos chegado aqui, porque o regime queria ter armas nucleares para ameaçar o mundo, como aliás a Coreia do Norte e como aliás outros países que temos assistido. No caso do Irão, era particularmente grave, porque como sabemos, quer o Hamas, quer o Hezbollah, quer a Jihad Islâmica, vivem diretamente do Irão. Ora, eu acho que toda a gente mais ou menos informada compreende que um país assim não pode ter armas nucleares. E, portanto, nós tínhamos que impedir que o Irão tivesse armas nucleares e aí o Irão teve uma certa culpa. Independentemente de ter tudo falhado, a diplomacia e enfim, e o Irão. Foi mau termos chegado a esta situação. Eu espero que agora isto seja rápido. Espero que o conflito possa passar rapidamente pra uma fase mais diplomática. E já agora, se me é permitido dizer, espero que o regime mude.
André Ventura, em declarações em Lisboa, na BTL, a sublinhar que espera uma mudança de regime no Irão
No Barreiro, mais de 500 pessoas protestaram hoje contra o encerramento da urgência de obstetrícia e ginecologia no Hospital do Barreiro.
A decisão de encerrar este serviço é do governo, que pretende agregar as urgências de obstetrícia e ginecologia do Hospital do Barreiro ao Hospital Garcia de Orta, em Almada. Mais de 500 pessoas mostram-se contra, sendo que o grupo inclui utentes, médicos e autarcas. Protestam a decisão e acusam a Ministra da Saúde de não consultar autarcas, comissões de utentes e bombeiros antes de avançar com a medida. A Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro espera que a ministra ainda possa mudar de ideias. É o que defende Antonieta Fortunato.
Confirmou-se aquilo que já há algum tempo viemos a dizer que não é possível. Contudo, com esta mancha humana que tivemos aqui hoje, ainda estamos convictos que Ana Paula Martins volta atrás, até porque o Garcia de Orta não tem condições para receber todas estas grávidas que vão chegar.
O grupo de manifestantes, na voz da Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro, lembra o investimento de mais de € 2 milhões levado a cabo recentemente no Hospital do Barreiro. Já o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Federico Rosa, adianta que os autarcas da região vão deslocar-se já amanhã ao Ministério da Saúde para serem ouvidos por Ana Paula Martins.
Vamos às 08h30, os vários autarcas da Península. A Península de Setúbal é feita por nove concelhos. Vamos lá de viva voz para poder dizer à senhora ministra: "Estamos aqui, marque uma reunião, oiça-nos, porque ao ouvir-nos a nós, está a ouvir esta população e perceba o erro crasso que vai fazer."
As palavras do presidente da Câmara do Barreiro, Federico Rosa, a dar conta da intenção de marcar uma reunião já amanhã com a Ministra da Saúde.
E no desporto, o Benfica joga amanhã contra o Gil Vicente, mas a conferência de imprensa de José Mourinho ficou marcada pelo tema Prestianni e a acusação de racismo.
O treinador do Benfica assume que se tem mantido imparcial desde o início deste caso, mas garante que não há espaço no Benfica para racismo. Como tal, José Mourinho diz que se as acusações a Prestianni forem verdadeiras, as acusações de racismo, o jogador não tem futuro no Benfica.
Também digo se, e repito, se muitas vezes, se o meu jogador não respeitou estes princípios, que são os meus, e não são só os meus, são os do Benfica também, esse jogador, a sua carreira com o treinador que se chama José Mourinho ou num clube que se chama Sport Lisboa e Benfica, este jogador, a sua carreira chega a um fim.
José Mourinho a abordar as acusações de racismo que estão pendentes sobre Prestianni e aconteceram durante o jogo entre o Benfica e o Real Madrid para a Liga dos Campeões. O jogador argentino foi acusado de ter chamado macaco a Vinicius Júnior, jogador da equipe espanhola. A UEFA tem uma investigação em curso. Já sobre o jogo com o Gil Vicente, marcado para amanhã, José Mourinho espera um adversário com qualidade. O treinador do Benfica diz que a equipa está bem, mas não a 100% depois da eliminação da Liga dos Campeões.
Eu penso que há ali um grande trabalho a nível estrutural, mas depois um mister que tem sabido potenciar ao máximo os seus jogadores e fazer da sua equipa uma grande equipa. Já sabemos que vai ser um jogo difícil pelo adversário. Esperemos que seja só difícil pelo adversário, mas é seguramente um jogo difícil. A equipa está bem, não estará ótima, porque fomos eliminados da Champions League.
As palavras de José Mourinho em conferência de imprensa antes do jogo entre Gil Vicente e Benfica, que está marcado para amanhã.
E foram as notícias das 17h da Rádio Observador, com edição de José Rafael Lopes. Já de seguida temos Gabinete de Guerra. Deixe-se ficar conosco. Até já.