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Jornal das 5, com Luís Soares. A seleção portuguesa de futebol já está no estádio em Houston para o jogo de estreia no Mundial, frente à República Democrática do Congo. A esta hora, Luís, já se conhece o 11 inicial?

Já sim, para o jogo marcado para daqui por uma hora, Ricardo Loureiro. Vamos agora conferir então as escolhas do Roberto Martínez.

Não estamos em condições nesta altura para ouvir o Ricardo Loureiro, mas posso-lhes já adiantar que o 11 de Portugal conta com Diogo Costa na baliza, João Cancelo, Pepe, Mazariujo, Renato Veiga, Nuno Mendes, Vitinha, João Neves, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Pedro Neto e também Cristiano Ronaldo, para as escolhas de Roberto Martínez para o primeiro jogo de Portugal. Ora vamos agora até ao estádio onde está o enviado especial do observador, Miguel Cordeiro. Miguel, onde a chuva e o calor vão desafiando os adeptos que se dirigem para o estádio.

Sim, agora muito calor. Há pouco eu descrevia chuva torrencial, agora já estamos numa situação de muito calor. O sol fez toda a gente tirar os casacos, os quispos, os chapéus de chuva foram guardados, mas o que se vive nas imediações do estádio é uma autêntica festa, principalmente promovida pelos adeptos do Congo. É um regresso 52 anos depois. Há bandeiras, camisolas, cânticos. É uma autêntica festa na entrada deste NRG Stadium. E depois continua a saga da dificuldade de encontrar mesmo portugueses a apoiar a seleção portuguesa, porque de facto há muitas camisolas de Portugal, mas é difícil encontrar adeptos portugueses. E eu vou tentar exemplificar isso. Vou tentar falar com alguns adeptos que estão com a camisola de Portugal. Olá, Portugal?

Portugal, yeah.

Where are you from?

From Nicaragua.

From Nicaragua. You came just for the game?

Hã?

You came just for the game?

I'm speaking Spanish, bro.

Has venido solo para o juego?

Nicaragua. Ve, de Portugal.

Gracias. Portanto, um adepto com a camisola Portugal, de Nicarágua. Vou tentar falar com mais um. Olá, é português?

English.

English. So you came for this game?

Yes, we're here to see Ronaldo, hopefully.

Only for see Ronaldo?

I love both teams. I'm from Africa too, from Egypt, so I do like both teams, but I love Ronaldo. Real Madrid, come on.

Obrigado. Thank you. Portanto, um adepto inglês, com a camisola Portugal, que veio para ver Cristiano Ronaldo. Eu vou continuar esta saga, vou tentar mais um adepto, vou tentar encontrar um adepto português, não está fácil. Vamos tentar aqui. Hello. Português? Portugal?

No, from Mexico.

From Mexico. You came for this game?

Yeah, exactly.

So, what are your expectations?

I'm from team Messi, so I don't know. So I expect like a 4-1.

But you have a Portuguese team.

Yeah, I know.

A Portuguese shirt, sorry.

Yeah. I support the Argentinian team, but I came to this match because I got the ticket.

How much did you pay for the ticket?

Like, $200.

Thank you. Thank you very much. Sortudo, $200 por um bilhete, é o bilhete mais barato que encontrámos nas duas horas em que aqui estamos.

Não te deixes enganar pelas camisolas vermelhas.

É isso mesmo. Nós estamos a olhar para as camisolas, estamos a tentar encontrar algum português e tem sido difícil. Eu vou tentar aqui. Eu acho que estamos a falar aqui de adeptos que podem ser portugueses. Vamos tentar. Olá, portugueses?

No.

Where are you from?

From here.

From here, from Houston?

Yes, that's correct.

And you came to see Portugal, to see Ronaldo? What's your expectation?

Of course, Portugal and Ronaldo. You know, last World Cup for him, so of course.

How much have you paid for a ticket?

What was our ticket? 1600? 1600.

$600 por bilhete. Thank you. Obrigado. Portanto, eu tentei.

Miguel, tenta os de bigode.

Tinha bigode, posso garantir, e foi isso que me fez levar esta pessoa. Bem, eu vou tentar mais um. Permitam-me tentar mais um adepto.

Vamos lá.

Vamos tentar aqui. Olá, é português?

Olá.

Quase.

Não. Where are you from?

Centroamérica, El Salvador.

Ah, El Salvador. You came to see Portugal?

Portugal, 100%.

Por quê?

Porque es el mejor equipo del mundo.

Obrigado. Aqui a confiança de mais um adepto que tem a camisola da seleção, camisola vermelha, já tentei as camisolas azuis. Bem, não está fácil.

O apoio não vai faltar, em várias línguas.

Eu vou continuar esta saga. O apoio vai ser muito para Portugal, vai ser em várias línguas garantidamente. Já apanhei adeptos da China, Indonésia, que fizeram viagem da Indonésia de propósito para ver Cristiano Ronaldo, norte-americanos, mexicanos em grande peso. Já encontrei alguns portugueses, sim, mas não está fácil.

Um abraço aí para Houston.

Junto ao estádio em Houston. Vamos recuperar agora o contato com o Ricardo Loureiro. Eu já elenquei aqui o 11 de Portugal. Não estamos em condições para ouvir o Ricardo Loureiro. Vamos seguir em frente. Depois na emissão especial vamos detalhar melhor esse 11 de Portugal.

Vamos ver se outro dos repórteres que temos hoje no terreno, neste caso no Terreiro do Paço, tem mais sorte do que o Miguel Cordeiro e vai conseguir encontrar adeptos portugueses.

Acredito que sim. Em Lisboa está no Terreiro do Paço o João Costa e Silva. João, para além de encontrar ou não portugueses, também o calor será certamente um grande desafio por aí esta tarde.

É verdade, Luís. Muito calor neste momento na cidade de Lisboa, mas como dizia muito bem o Ricardo Conceição, a minha tarefa é muito mais simples. Há um mar de gente aqui no Terreiro do Paço neste momento. Eu tive bastante dificuldade para me deslocar aqui neste momento. Há pouco também se falava em trânsito e ele também já se faz sentir aqui para arranjar aqui um pequeno espacinho para ver no ecrã gigante o grande jogo entre Portugal e Congo, que marca e dá o pontapé de saída desta participação portuguesa no Campeonato do Mundo. Comigo tenho duas adeptas, uma delas portuguesa, outra brasileira, Lívia e Inês. Lívia, tu estás cá em Portugal há sete anos e torces por Portugal.

Sim, vim para torcer por Portugal, com muito amor, muito orgulho.

E torces por Portugal e pelo Brasil ou apenas por Portugal?

Torço pelos dois, mas se tiver uma partida Portugal e Brasil, vou torcer por Portugal, que tem o time melhor.

Qual é a perspectiva para o jogo de hoje, para aquilo que se vai ver no relvado? É o primeiro jogo, jogo de estreia com Ronaldo a titular. O que esperas deste jogo que começa daqui a instantes?

Eu espero um jogo nervoso no início, porque Portugal está estreando, mas acho que no final vai dar Portugal, apesar que vai ser um jogo difícil, porque o Congo também não é um time fácil.

Inês, nós sabemos que Mbappé marcou dois gols, Haaland também marcou dois, Messi já marcou três. Ronaldo vai partir para este jogo com uma certa raiva e a querer responder também a estes rivais dentro de campo.

Eu acho que sim, eu acho que deve sim marcar os dois gols. Se não marcar os dois, que marque um e o Bruno Fernandes marque outro. Mas para mim, placar é 2 x 1 para Portugal. Como a Olívia disse, não vai ser um jogo muito fácil. Os africanos estão a vir com tudo nesta Copa, por isso eu acho que vai ser nervoso, mas vamos ganhar, vamos dar a volta e vamos ganhar.

E neste momento estou com guarda-chuva por causa do sol, não é? Está muito calor aqui.

Está muito calor mesmo. Eu já vim preparada com tudo. Trouxe água, trouxe guarda-chuva e trouxe o protetor solar também. Já vim preparada para este tempo, mas agora já está um cadinho fresquinho. Mas está muito calor mesmo.

Bom jogo para vocês. Dando apenas nota de reportagem que, além de camisolas de Portugal, também vejo por aqui muitas camisolas do Brasil e Cabo Verde, à semelhança do que aconteceu nos outros jogos, também estes adeptos estão a torcer por Portugal e estão aqui nesta fan zone, Luís.

E o João Costa e Silva também vai continuar no Terreiro do Paço. No Porto, na Praça Dom Luís I, está o Miguel Pinheiro Correia. E Miguel, com a hora do jogo a chegar, também a praça aí vai enchendo.

É verdade, Luís, há cada vez mais pessoas na Praça Dom João I. E se ao início se iam sentando nas escadas para tentar aproveitar a sombra, agora e também para antecipar a enchente que se prevê e que já se sente aqui na Praça Dom João I, que está bastante preenchida, as pessoas vão se chegando mais pra frente, para perto do palco, para perto do ecrã gigante. Há muitas pessoas sentadas no chão e estamos aqui com o Rafael Gomes. Rafael, foste um dos primeiros. Estás aqui vestido a rigor, tens um chapéu de Portugal, uma camisola de Portugal e uma bandeira de Portugal. Vieste equipado e vieste com mantimentos.

Vim, vim. Para estes jogos, para começar com o pé direito, para ver se esta taça é nossa, tem que se cumprir o manto, que é as cores vermelho, verde e amarelo.

E vieste com mantimentos, tinhas ali uma mochila, vieste prevenido para se o jogo durar várias horas.

Sim, eu vim aqui já para fazer a festa depois, portanto trouxemos desde queijo, presunto, batata, água, um bocadinho de cerveja, que nunca pode faltar. E o objetivo é trazer mais para um desconhecido, que à nossa beira, festeja o gol, passa a ser amigo e família.

E esta é a forma ideal de ver os jogos, sobretudo de Portugal?

É. É trazer família, trazer amigos, vir toda a gente para aqui para todos os minutos nós celebrarmos, sofrermos e levarmos a nossa equipa, que está do outro lado do mundo, mas aqui, pelo menos no Porto, levá-la um passo mais à frente.

E falavas nesse sofrimento. Qual é a expectativa para o jogo de hoje? Muito sofrimento ou não? E também para o Mundial.

Sinto que o sofrimento é mais antes do jogo começar. O primeiro jogo é uma página em branco, acho que é isso que assusta, mas acredito na qualidade dos nossos jogadores, acredito no nosso treinador e sei que eles, independentemente da seleção, vão brilhar, vão fazer um grande jogo.

Muito bem, Rafael, obrigado. O Rafael que fez aqui um compasso de espera conosco para vir falar, sendo que afastamo-nos um pouco de onde ele tinha o lugar, porque a coluna, entretanto, já começaram a testar o som, por isso há cada vez mais barulho. Afastamo-nos um pouco e agora o Rafael está a correr para o lugar para ver se ninguém lhe roubou os mantimentos.

Miguel Pinheiro Correia, que está no Porto e vai acompanhar também lá a expectativa e o jogo que começa daqui a menos de uma hora, jogo de estreia de Portugal no Mundial de Futebol.

Mas há mais para ver e ouvir esta tarde. No Parlamento, o debate quinzenal desta tarde acabou por ser uma espécie de antecâmara da discussão da reforma laboral que acontece amanhã à tarde no Parlamento.

Mas nesse caso, sem o primeiro-ministro e por isso a oposição aproveitou o dia de hoje para colocar em cima da mesa as críticas e as condições para negociar. A poucas horas da estreia da seleção no Campeonato do Mundo, foram muitas as metáforas sobre futebol numa discussão, Miguel Vítor Dias, em que apesar de ainda haver caminho para fazer, tardam a surgir aproximações.

Só faltaram os calções e as chuteiras.

Tive a ocasião de me despedir dos nossos heróis do mar, transmitindo o apoio de todos. Para ganhar, é preciso ousar e fazer. Esta é também a mentalidade que vos proponho.

Debate marcado por alegorias futebolísticas, com André Ventura a repetir, agora em público, as exigências que fez em privado a Luís Montenegro.

Se o governo está ou não disponível para corrigir coisas em áreas fundamentais. Cite a amamentação. Nós não podemos tirar direitos a quem amamenta. Se está disponível para valorizar quem trabalha por turnos.

O primeiro-ministro está disponível para negociar, mas avisa que primeiro é preciso viabilizar a proposta.

Só teremos oportunidade de fazer essa aproximação, esse diálogo e de sermos consequentes com ele se este instrumento for viabilizado na Assembleia da República.

O PS colocou três deputados a falar antes de José Luís Carneiro rematar assim:

Para quem prometia jogar a Ronaldo, senhor primeiro-ministro, eu espero que o Ronaldo jogue melhor no Mundial, porque senão será mesmo uma desgraça.

O líder do PS está desiludido com o governo na resposta ao aumento do custo de vida, na saúde e na habitação. Mas perante intervenções de Mendonça Mendes, Vieira da Silva e Luís Testa, Montenegro respondeu.

A equipa continua a rodar E os gols na própria baliza também.

Já Mariana Leitão, da Iniciativa Liberal, também pediu uma garantia ao primeiro-ministro.

Vai ou não vai ceder ao Chega na baixa da idade da reforma?

Sabe que nós não defendemos essa proposta.

A dúvida sobre a proposta do Chega. À esquerda, Rui Tavares respondeu ao desafio de Montenegro para negociar a reforma laboral, pedindo propostas concretas, e Paulo Raimundo ouviu o chefe do governo colar André Ventura em iniciativas do PCP.

É o mais socialista dos deputados do Chega, mas ele às vezes até tem um travo comunista. O que junta o senhor deputado André Ventura ao senhor deputado Paulo Raimundo? Acharem que é possível fazer tudo e dar tudo a todos ao mesmo tempo.

Um debate quinzenal apressado pela estreia da seleção portuguesa.

Miguel Vieira Dias e o resumo do debate quinzenal desta tarde. Já o debate sobre a reforma laboral propriamente dito arranca amanhã às 14h no Parlamento.

E claro que vamos acompanhar aqui em pormenor na Rádio Observador. E há outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira, 17 de junho.

O Ministério Público oficializou o arquivamento do processo Monte Branco, 15 anos depois da abertura do inquérito, de acordo com a nota publicada no site da Procuradoria-Geral da República. Apesar do arquivamento, a investigação permitiu recuperar mais de 34 milhões de euros. O Ministério Público considera que havia indícios insuficientes da prática de alegados crimes ou de que os valores tivessem uma origem ilícita. Também justifica a decisão com a anistia e regularização de ilícitos fiscais até o fim de 2010, bem como a regularização voluntária pelos arguidos. O memorando de entendimento entre Estados Unidos e Irão poderá ser assinado ainda durante o dia de hoje e não na sexta-feira, como está programado. É o que avança o portal Axios. Washington, Teerão e os mediadores estão a ponderar que a assinatura aconteça já hoje, de forma remota, segundo uma fonte diplomática consultada pelo portal. As discussões para acelerar o calendário estão relacionadas com o facto da reabertura do Estreito de Ormuz estar prevista para antes de sexta-feira. Quer o acordo seja assinado hoje ou não, as delegações iranianas e norte-americanas vão ainda assim encontrar-se na Suíça.

E daqui a instantes arranca o especial de esporte para acompanhar a estreia da seleção portuguesa no Mundial. Eu sou o Ricardo Conceição, estou de saída. Se está ainda preso no trânsito a esta hora, calma, respirar, porque vamos transmitir o jogo em direto na rádio com o relato do Ricardo Loureiro.