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José Rafael Lopes. Boa tarde, José. Mais uma vez começamos esta edição com as declarações da ministra do Trabalho, que acredita que ainda será possível recomeçar o processo de reforma laboral e critica a postura dos partidos da oposição no processo de negociação da proposta do governo.
Proposta que foi ontem chumbada no Parlamento com votos contra de toda a esquerda e também do Chega. Numa intervenção no Congresso do PSD, Maria do Rosário Palma Ramalho volta a falar numa oportunidade perdida. Além dos dois maiores partidos da oposição, a ministra acusa também sindicatos de má-fé.
Todos conhecem as vicissitudes deste projeto, a transparência que lhe imprimimos, as dezenas de reuniões, o grau incrível de desinformação sistemática e a politização do sindicalismo nacional. E todos conhecem bem os nossos adversários. Uns que por não suportarem não estar no governo, fizeram desta reforma uma afronta pessoal e outros que votam em função da sondagem do dia e das tendências do TikTok.
A ministra do Trabalho agradece o apoio do primeiro-ministro ao longo do processo e não descarta que a reforma volte para cima da mesa das prioridades do governo.
A reforma laboral foi, como sabem, um projeto do governo. À ministra do Trabalho apenas coube apresentá-la e defendê-la em nome do governo, o que procurei fazer o melhor que sei e o melhor que consegui. Mas queria agradecer publicamente o total empenho e comprometimento do senhor primeiro-ministro neste projeto e o suporte total e público que deu a esta ministra em todas as etapas deste processo. Muito obrigada, senhor primeiro-ministro. E se bem o conheço, lá iremos outra vez fazer esta e outras reformas pelos portugueses e por Portugal.
Maria do Rosário Palma Ramalho, a ministra do Trabalho, que subiu ao púlpito esta tarde para discursar no Congresso do PSD, em Anadia.
E também Anadia, o ministro das Infraestruturas assume que o Executivo está disponível para governar em duodécimos, se a situação se colocar, e recusa que o chumbo do pacote laboral venha criar um cenário de bloqueio.
Miguel Pinto Luz assume que o pacote laboral tinha um simbolismo importante para o governo. Na entrevista na Rádio Observador, o ministro das Infraestruturas rejeita, ainda assim, que a governabilidade tenha sido posta em xeque.
O pacote laboral tinha um peso especial? Tinha.
Dado pelo próprio governo.
Era importante, sim. O governo colocou peso nesse pacote, sim, mas coloca também peso noutras dimensões das reformas que temos feito. E estamos a encontrar plataformas. Olhem, desde logo, a reforma do novo estatuto do Tribunal de Contas, a privatização da TAP, onde existe um enorme consenso à volta da habitação, dos investimentos na habitação. Temos encontrado plataformas e passamo-las. Olhe, a simplificação urbanística, absolutamente essencial para o país, foi no Parlamento que nós conseguimos esse ganho de causa. Nós temos conseguido esse ganho de causa permanente. Agora, vamos dizer que temos um pântano, um cenário de ingovernabilidade, por um dos pacotes ter falhado? Por amor de Deus.
Sem disponibilidade para falar em crise política, o ministro das Infraestruturas assume que governar em duodécimos não seria um problema.
O governo está disponível, em democracia, para governar nas condições que o povo e que a Assembleia da República lhe conceder. Não vai abandonar o barco. Os portugueses não aceitariam o abandono do barco. Faz-me quase lembrar o irrevogável. Na altura, um primeiro-ministro de Portugal também disse: "Não vos abandono." E agora este primeiro-ministro, que se chama Luís Montenegro, diz a mesma coisa aos portugueses: "Não vos abandonamos."
Miguel Pinto Luz, em entrevista na Rádio Observador, a dar conta dessa disponibilidade para governar em duodécimos.
Uma entrevista para ouvir na íntegra aqui na Rádio Observador, depois das 18h30. Para já, seguimos com o líder do PS, que considera ridículas, José Rafael Lopes, as alegadas insinuações do PSD sobre uma coligação entre os socialistas e o Chega.
Reação de José Luís Carneiro às declarações de Luís Montenegro sobre o chumbo do pacote laboral do governo. O primeiro-ministro falou na abertura do Congresso do PSD para deixar críticas quer ao PS, quer ao Chega. Isto no rescaldo do chumbo das reformas ao Código do Trabalho. José Luís Carneiro respondeu às críticas de Luís Montenegro para inverter essa acusação.
Todos entendem que isso é ridículo. Então alguém que andou dias e dias a encontrar-se, a reunir, a dialogar, a negociar, num autêntico jogo de máscaras, como aliás eu pude dizer, agora senti-se desfeiteado por parte desse partido e vem dizer que é o PS que está coligado com o Chega. O PS nunca teve qualquer coligação. Pelo contrário, nós temos é liderado muitas propostas e há aqueles que votam essas propostas.
José Luís Carneiro considera ainda que o país assistiu a uma tentativa de entendimento formal à direita, que acabou por falhar no momento da votação da reforma laboral. O líder socialista critica também as palavras de André Ventura sobre um alegado acordo com o primeiro-ministro para alterar a idade da reforma.
As coisas são de tal maneira graves, porque o doutor André Ventura veio mesmo publicamente dizer que tinha chegado a um acordo com o primeiro-ministro para alterar a idade da reforma e também em relação à PSU, e que iria passar a escrito esse acordo. E esse acordo teria implicações até ao fim de 2028. É muito importante que haja o cuidado de recuperar aquilo que as pessoas dizem.
As críticas do líder do PS, José Luís Carneiro, na Póvoa de Varzim, no dia após o pacote laboral ter sido chumbado na Assembleia da República.
Do lado da Iniciativa Liberal, um conselho para o governo, para que perceba que o Chega não é um parceiro reformista.
Sugestão deixada pela presidente do partido no Conselho Nacional da IL, em Lisboa, Mariana Leitão dividiu o Parlamento em dois blocos, um reformista e outro socialista, diz a líder da Iniciativa Liberal, que o bloco socialista é o bloco da estagnação.
Do lado do bloco socialista estão todos os que preferem a estagnação à mudança. O PS de José Luís Carneiro conseguiu virar ainda mais à esquerda e entregou a política laboral ao braço sindical do PCP, sequestrando todos os trabalhadores portugueses. E o Chega, que se apresenta como força de rutura, mas votou com toda a esquerda quando chegou o momento de decidir. Para salvar o país, André Ventura tem de o destruir primeiro
As palavras de Mariana Leitão na reunião do Conselho Nacional de hoje. A presidente da IL anunciou ainda que o partido vai apresentar uma proposta de reforma da Lei de Bases da Proteção Civil.
Noutras notícias que estão a marcar a atualidade nacional, começamos pelo Rock in Rio, que já começou e está a condicionar acessos na zona do Parque das Nações, em Lisboa.
Sendo que a esta hora já começam os concertos na Cidade do Rock. São esperadas cerca de 100 mil pessoas no evento, sendo que há um cenário forte de constrangimentos à circulação. Fonte do Comando Metropolitano da PSP disse à Rádio Observador que o cenário é de fortes constrangimentos na circulação. Sublinha que, nos últimos dias, a PSP avisou que tinham sido feitos vários avisos pelas autoridades e pela Junta de Freguesia do Parque das Nações para minimizar o incômodo a quem vive e trabalha naquela zona da cidade. Os moradores e comerciantes do Parque do Rio devem circular com o dístico fornecido pela organização do festival, tratado há semanas pela organização do Rock in Rio. Já para quem vai participar e está a participar, a PSP deixa conselhos, pede que sejam utilizados os transportes públicos e que se dirijam ao recinto com antecedência. Os festivaleiros devem também verificar quais são os itens proibidos no acesso ao Rock in Rio.
Declarações emitidas em Miami, que estão também a marcar a atualidade nacional. Diogo Dalot revela que os jogadores da Seleção Nacional reuniram antes do Mundial para discutirem e prepararem a possibilidade de serem alvo de críticas durante o Mundial.
Uma reunião que terá acontecido ainda em Lisboa. O Observador já confirmou que foi uma reunião promovida pelos jogadores e que todos os futebolistas estiveram presentes. Na conferência de imprensa, Diogo Dalot foi questionado sobre as críticas e polémicas que têm surgido nas redes sociais e foi aí que revelou esta preparação do grupo dos jogadores portugueses.
Obviamente, quando tens um plantel, ainda para mais, quando tens o Cristiano dentro do plantel, temos que estar preparados já para um alarido um cadinho diferente do normal. E como é lógico, não fugiu à regra, mais uma vez. E eu acho que o facto de termos tido essa conversa pré-Mundial para nos prepararmos também para estes momentos, fez com que quando essa altura chegasse, daí a mensagem, daí o facto de nós dizermos que o grupo estava blindado, porque sabíamos que isto ia acontecer.
Na conferência de imprensa antes do treino de hoje da Seleção Nacional, Diogo Dalot reconhece também que a equipa tem conhecimento que há milhões de pessoas que apoiam a equipa, mas há também quem esteja contra Portugal.
Criou-se uma grande expectativa, e bem. Eu nunca escondi, nem quero que a Seleção se esconda a essa responsabilidade de perceber a qualidade que temos e que podemos ir longe na competição. Mas uma coisa é a expectativa que se cria, outra coisa é aquilo que nós fazemos na realidade. E quando a dificuldade chega e quando estes momentos chegam e quando o momento aperta e quando o coração, a pulsação começa a subir, aí é que nós temos que perceber se vamos ter essa capacidade ou não. Se eu acho que temos? Sem dúvida alguma. Se nós estamos a fazer por isso? Claro.
Diogo Dalot foi ainda questionado sobre o grau de favoritismo de Portugal neste Campeonato do Mundo. O defesa diz que a exibição com a República Democrática do Congo ajudou a resfriar as expectativas.
Temos milhões de pessoas que querem que Portugal ganhe. Temos algumas pessoas e muitas pessoas que provavelmente não querem que Portugal ganhe. Agora, se quiserem remar conosco, nós vamos remar, o barco não vai parar, estamos todos no mesmo barco e é isso que nós queremos passar como grupo para fora. Agora, eu bem entendo e sei, e já estou há anos suficientes também no futebol para perceber de que a crítica vai fazer parte e vai ser sempre parte do processo. Não podemos fugir, nem queremos fugir.
Palavras de Diogo Dalot antes do treino da seleção portuguesa. Portugal está neste momento a preparar o jogo com o Uzbequistão. Destaque para Tomás Araújo, que continua a treinar à parte da Seleção Nacional.
E a marcar a atualidade internacional, o Irão voltou a fechar este sábado o Estreito de Ormuz.
Informação dada hoje pelo exército iraniano, fala numa retaliação contra ataques de Israel no sul do Líbano. O tráfego marítimo está encerrado a todos os navios, asseguram as forças iranianas, que sublinham que se a agressão israelita continuar, outras medidas vão ser planeadas e implementadas para obrigar o inimigo a cumprir o que ficou acordado entre Estados Unidos e Irão no memorando de entendimento.
Ponto final nesta edição das 17h, na Rádio Observador, com o José Rafael Lopes, que está de regresso às 17h30 com a informação atualizada e resumida. Um abraço, até já.
Até já.