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Rádio Observador.

Jornal das quatro, com edição da Laura Figueiredo. Laura, na região de Coimbra há, nesta altura, dois incêndios ativos.

Um em Saboga e outro na Murganheira. No combate ao fogo estão envolvidos 13 meios aéreos e mais de 500 bombeiros. À Rádio Observador, Telmo Ferreira, comandante da Proteção Civil, assegura que não há habitações em risco.

Não há habitações em risco, porque o incêndio decorre na metade superior das serras e as aldeias são mais abaixo. A previsão é que os ventos possam intensificar-se agora para o final da tarde e a qualquer minuto a situação pode alterar. Neste momento, à hora que eu lhe estou a falar, não existe.

Telmo Ferreira, comandante da Proteção Civil, que explica ainda que os dois incêndios estão bastante perto.

A criar aqui mais preocupação à Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil. São realmente dois incêndios muito próximos um do outro, distam dois quilómetros um do outro, apesar de ser na região de Coimbra e ser em concelhos distintos, Vila Nova de Poiares e Arganil, os incêndios distam apenas dois quilómetros um do outro. São dois incêndios que evoluíram muito rapidamente, em zona de orografia difícil, em zona de serra. Estão neste momento a empenhar os dois incêndios, no total, 383 operacionais, apoiados por 111 veículos e por 13 meios aéreos.

Declarações de Telmo Ferreira, comandante da Proteção Civil, à Rádio Observador.

E o primeiro-ministro insiste no equilíbrio das contas públicas, diz que não quer ser o pai da austeridade.

Foi a expressão utilizada por Luís Montenegro esta manhã, questionado pelos jornalistas sobre o porquê de não ir mais longe nas ajudas à população e às empresas. Ora o primeiro-ministro diz que não troca o bom estado das contas públicas por um grande anúncio de ajudas aos portugueses e volta a frisar que não quer repetir erros do passado.

Se eu trocasse isso por uma medalha destinada a premiar uma grande ajuda que eu pudesse dar hoje às famílias e às empresas portuguesas, significaria, no futuro, sacrifícios, cortes, aquilo que o país conheceu lá atrás como políticas da austeridade. E há uma coisa que eu prometo aos portugueses: eu não vou ser o pai da austeridade, não vou mesmo, de nenhuma maneira.

Luís Montenegro, esta manhã em Esposende, primeiro-ministro que rejeitou comentar as palavras de Pedro Passos Coelho, que ontem pediu mais ousadia ao governo.

A Iniciativa Liberal exige esforço ao Estado para que os portugueses vivam melhor.

Neste sentido, a líder da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, defende a proposta do partido que diz que permitiria pagar menos 30 cêntimos por litro de combustível.

Temos uma proposta aprovada. Fizemos a nossa parte, conseguimos aprovar a proposta, agora depende do governo implementá-la. E portanto, já tentámos resolver essa parte, aliviando no imediato as famílias do aumento do preço dos combustíveis. Estamos a falar de uma diferença de menos 30 cêntimos por litro. Faz muita diferença na vida das pessoas.

Declarações da presidenta da Iniciativa Liberal, à margem da Academia Liberal da Juventude, que decorre hoje em Viseu. Mariana Leitão falou ainda sobre os fundos comunitários, desde que Portugal não está preparado para o impacto que a redução deste tipo de fundos vai ter na economia do país.

E na primeira conferência do Instituto Progresso, o deputado socialista e presidente da iniciativa, Miguel Costa Matos, rejeita que o novo think tank seja uma forma de oposição interna ao PS.

O Instituto Progresso realiza esta tarde o primeiro evento público, onde vai ser apresentada a primeira publicação dedicada à inteligência artificial. Entre os oradores está Mário Centeno, antigo ministro das Finanças e ex-governador do Banco de Portugal. Centeno tem sido crítico de algumas propostas do PS, como o IVA zero e a descida do IRS. Já pediu, inclusivamente, ao partido de José Luís Carneiro que tenha paciência para não transformar utopias em distopias. Declarações que foram usadas pelo PSD para criticar os socialistas. Ora Miguel Costa Matos rejeita, ainda assim, qualquer desconforto no PS com a presença de Centeno no evento do think tank.

Se causasse, não seria um espaço plural. Nós somos um espaço onde cabem pessoas de diferentes partidos e com diferentes ideias e queremos permitir que este seja um espaço onde essas ideias possam ser publicadas e desenvolvidas. Acreditamos que é através do debate das ideias, desse confronto de diferentes perspetivas no detalhe, aprofundando as ideias, que elas podem ser melhoradas e portanto, estamos perfeitamente disponíveis para ouvir ideias diferentes em relação à atualidade e perspetivas diferentes também em relação aos partidos. É por isso temos que há pessoas desde o PSD, do PS, do Livre e de outros partidos.

O deputado socialista garante que o Instituto Progresso não vai passar ao lado dos problemas do dia a dia, como o custo de vida.

Se causasse. Nós iremos abordar, naturalmente, os temas que preocupam os portugueses. Neste momento, estamos a apresentar este estudo sobre inteligência artificial. Temos em vista que um próximo estudo possa ser sobre o Estado social e as pessoas compreenderem os seus direitos, compreenderem como funcionam os serviços públicos e compreendermos também como os podemos melhorar. E seguramente iremos chegar também ao tema do custo de vida.

Declarações de Miguel Costa Matos, deputado socialista e presidente do Instituto Progresso, na primeira conferência do think tank.

A Igreja Católica garante que está disponível para colaborar numa auditoria interna aos processos de abusos sexuais.

Ontem, a Associação Coração Silenciado foi recebida pelo Presidente da República, a quem pediu apoio para uma auditoria do Estado ao processo de compensações. A associação, que representa as vítimas de abusos sexuais na Igreja, relatou, sobretudo, a falta de transparência nos processos. Em resposta à Conferência Episcopal Portuguesa, sublinha que respeita o direito das vítimas de apresentarem às entidades do Estado as preocupações e reitera que mantém total disponibilidade para prestar todos os esclarecimentos solicitados e colaborar no combate aos abusos sexuais No desporto, o Futebol Clube do Porto e Benfica defrontam-se amanhã no primeiro clássico do campeonato. Os dragões jogam em casa, num jogo onde procuram manter o primeiro lugar do campeonato. Antevisão ao jogo, o treinador do Futebol Clube do Porto, Francesco Farioli, deixou elogios ao Benfica e ao treinador Marco Silva. Farioli acrescenta que o técnico dos encarnados conseguiu implementar o estilo de jogo pretendido e que já provou aquilo que vale.

Existem algumas semelhanças nesta equipa do Benfica com a do ano anterior. Muitos dos jogadores são os mesmos, claro que têm mais um ano de experiência, muitos deles a atuarem num nível muito alto. E também com a mudança de treinador, que eu acredito que já provou o seu valor, ao encontrar a maneira certa de implementar o seu conceito e o seu estilo de jogo na equipa. Portanto, vai ser certamente um jogo desafiador, que vai exigir de nós uma performance de alto nível.

Do lado dos encarnados e perante um jogo onde o Benfica procura chegar ao lugar mais alto da tabela, o treinador diz que não existem favoritos num clássico com esta dimensão. Lembra, contudo, que o Porto teve mais tempo para preparar o jogo.

Em clássicos, normalmente, independentemente de momentos ou não, de classificação ou não, não há favoritos. É difícil encontrar um favorito por tudo o que acarreta um jogo desta dimensão. Há sempre pequenas vantagens. Quando eu olho para clássicos, vejo uma pequena vantagem, que é o jogar em casa, é sempre importante. E há aqui uma condicionante, que foi o Porto ter a semana toda para preparar e nós não termos tido. Portanto, são as duas pequenas questões que podemos colocar aqui. Em relação a favoritismos, não vou por aí, não encontro neste tipo de jogos esse tipo de questões.

Antevisão de Marco Silva e Francesco Farioli ao encontro de amanhã no Estádio do Dragão. O jogo começa às 20h30 vai contar com relato e análise aqui na Rádio Observador.