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As notícias. Jornal das 5, com edição de José Rafael Lopes e começamos com novos protestos em Lisboa e no Porto, marcados para esta hora, depois da carga policial desta madrugada.

Estas manifestações acontecem quer no Rossio, quer na Praça Dom João I, em Lisboa e no Porto. Está previsto que comecem a esta hora. Foram convocados na sequência da carga policial desta madrugada, quando a PSP voltou a avançar contra os manifestantes pela habitação, concentrados nas acampadas de Lisboa e do Porto. Estes movimentos e as pessoas concentradas nas duas praças prometeram regressar à rua, agora pela violência policial e também pela habitação. Os protestos estão agendados para esta hora. O braço de ferro entre a polícia e os manifestantes dura já há várias semanas e hoje ainda não é certo que rumo é que vão levar estes novos protestos no Rossio e na Praça Dom João I, contra o preço da habitação e também contra a violência policial.

E o INEM revela que assistiu 25 pessoas na sequência da carga policial levada a cabo pela PSP no Porto e em Lisboa.

A informação foi divulgada esta tarde. Diz o INEM que das 25 pessoas assistidas, nove foram mesmo transportadas para hospitais devido aos ferimentos. À agência Lusa, o Instituto Nacional de Emergência Médica diz que em Lisboa, nove pessoas foram assistidas pelo INEM, três tiveram de ser transportadas para o Hospital de São José. Já no Porto, foram 16 as pessoas assistidas, sendo que destas, seis foram levadas para o Hospital de Santo António.

E o ministro da Administração Interna diz que as imagens da carga policial são difíceis de ver.

Reação de Luís Neves à carga policial da madrugada, na Marinha Grande. O ministro da Administração Interna fala em sentimentos contraditórios, mas frisa que ninguém tem prazer em assistir ao que aconteceu e assegura, Luís Neves, que a permanência enquanto ministro está nas mãos de Luís Montenegro.

O meu lugar está permanentemente à disponibilidade do senhor primeiro-ministro. O que eu quero dizer é que nós estamos a fazer o nosso trabalho na esfera da segurança interna, em todas as suas áreas, das forças de segurança, na proteção civil, conforme hoje aqui tivemos, na questão dos incêndios, na questão da segurança rodoviária. Estamos muito motivados para fazer o nosso trabalho. E digo como comecei: ninguém gostaria que isto tivesse sucedido.

Luís Neves fala em imagens negativas, mas sai em defesa da polícia perante o que considerou ser uma pequena amostra que colocou, no entender do ministro, a ordem pública em causa.

Uma pequena franja, relativamente aos manifestantes, tem vindo de uma forma reiterada a pôr em causa o cumprimento da lei. É isto que aqui está em causa. Como todos se aperceberam, já no passado recente e no âmbito destas mesmas manifestações, no Porto, houve momentos em que os próprios manifestantes levantaram as tendas que previamente tinham colocado. Nestes dias, tem ocorrido, de uma forma absolutamente inédita, por parte das autoridades policiais, da Polícia de Segurança Pública, uma articulação, pedidos até de uma forma muito tranquila, demorada, de que as tendas não se podem manter conforme são montadas. E por isso, perante o incumprimento da lei, há a necessidade de se repor a ordem pública.

A reação de Luís Neves, aqui um registo da CNN Portugal, a garantir também que tem o lugar à disposição. A decisão está nas mãos de Luís Montenegro.

E o deputado do CDS João Almeida sai em defesa da carga da PSP e diz que os manifestantes não deixaram outra hipótese aos polícias.

Reação do partido à carga policial no Porto e em Lisboa, durante os protestos pela habitação. João Almeida lamenta os acontecimentos, ainda assim sublinha que a polícia agiu com ponderação.

Lamentamos também o que aconteceu do lado dos manifestantes, mas é muito importante salientar uma coisa: os manifestantes estavam no terreno por sua vontade e tiveram várias oportunidades de evitar o que aconteceu. A polícia estava no terreno por obrigação de cumprimento da lei e não podia, de maneira nenhuma, ter evitado o que aconteceu. Pelo contrário, durante quatro horas procurou evitá-lo.

O deputado do CDS João Almeida, em declarações aos jornalistas no Porto, aqui um registo da RTP, considerou ainda o deputado centrista irresponsáveis as declarações do líder do PS, que disse hoje que se fosse primeiro-ministro, já teria remodelado o governo.

E o Partido Socialista vai chamar com urgência o ministro da Administração Interna ao Parlamento para esclarecer os acontecimentos da última noite.

Em conferência de imprensa, José Luís Carneiro pede também a Luís Montenegro que convoque o sistema de segurança interna para garantir que este caso é acompanhado.

O primeiro-ministro deve também convocar, com caráter de urgência, o sistema de segurança interna, onde reúnem as forças e os serviços de segurança, com a presença dos representantes da Assembleia da República, para garantir que se faça o acompanhamento institucionalmente devido, mas também para que ocorra o escrutínio democrático em tudo o que se tem vindo a passar no país.

O secretário-geral do PS diz ainda que quer falar com o presidente da República sobre o tema.

Tenho a intenção de falar com o senhor presidente da República. Falei com ele, como se sabe, por sua convocatória durante esta semana. O senhor presidente da República, por aquilo que é do conhecimento do espaço público, tem estado em contacto com o governo e com aqueles que têm a responsabilidade máxima na condução política das circunstâncias que estamos a viver.

José Luís Carneiro diz ainda que se estivesse à frente do governo, já teria avançado com uma remodelação no executivo

E agora na atualidade internacional. Em França, o governo reviu em alta o número de manifestantes detidos durante os confrontos de ontem com a polícia.

O governo francês estima que quase 800 pessoas tenham sido detidas ao longo do dia de ontem. É o número final de detenções na sequência das manifestações no país. O dia ficou marcado pelo clima de tensão e confrontos entre os manifestantes e a polícia. As forças de segurança foram obrigadas a utilizar gás lacrimogêneo. Já ontem, o ministro da Administração Interna de França disse que a atuação policial nos protestos correu da melhor forma e deixou críticas aos que considerou serem grupos de vândalos que atacaram as forças de segurança com violência. Foram detidas essas quase 800 pessoas. Ainda assim, os números estão abaixo dos mais de 1300 detidos nas mobilizações do dia 24 do mês passado e das mais de duas mil detenções a 17 de outubro, um dia marcado por motins e saques em toda a França.

E o presidente israelita vai iniciar as conversações com os partidos. O objetivo é evitar novas eleições.

O chefe de Estado de Israel vai receber os resultados oficiais das eleições na próxima quarta-feira, mas tendo em conta que os resultados já são conhecidos, abre já as portas aos partidos e grupos parlamentares para que sejam iniciadas as consultas com o objetivo de construir um governo e evitar novas eleições no país. Isto depois de nenhum dos dois principais blocos partidários ter conseguido alcançar a maioria de 61 lugares no Parlamento para formar um governo no Parlamento israelita, que conta com 120 lugares. O presidente israelita Isaac Herzog salienta que os resultados constituem uma realidade que os líderes israelitas precisam aceitar.

E agora no desporto, o Benfica joga amanhã com o Alverca. Marco Silva diz que a equipa conseguiu preparar o encontro da melhor forma.

O encontro está marcado para às 20h15 da noite, no Estádio da Luz. É a décima jornada do campeonato. O Benfica entra neste encontro pressionado após as vitórias de Sporting e Futebol Clube do Porto nesta ronda. Na conferência de imprensa antes do jogo, Marco Silva, treinador da equipa encarnada, diz que os resultados do Benfica têm sido positivos e que a equipa quer manter a boa série.

Boas exibições ajudam-nos a sermos mais fortes e a ganhar jogos, sem dúvida. Nós acreditamos nisso e sermos fiéis àquilo que é a nossa identidade e a nossa forma de jogar. Há sempre um adversário pela frente, que por vezes nos complica e bem a tarefa. Portanto, o que é inegociável são características que nós temos que ter como equipa, quer na preparação durante os últimos dias, na preparação para o jogo e depois conseguir executá-la e sermos iguais a nós mesmos, termos uma boa versão de nós mesmos amanhã, porque vamos precisar para ganhar o jogo e para fazer uma boa exibição e para somar os três pontos que estão em disputa e para poderem os nossos adeptos também desfrutar daquilo que é uma boa exibição do Benfica.

Marco Silva, antes do jogo com o Alverca, marcado para amanhã. Do lado da equipa ribatejana, Sérgio Ferreira, o técnico, assume dificuldades e diz que o Alverca tem conhecimento da equipa com quem vai medir forças.

Temos completamente noção do que é a realidade e sabemos perfeitamente quem é que somos e contra quem vamos jogar, porque é importante. Pior do que enganar os outros, enganamo-nos a nós próprios e nós também não queremos cair nisso. E logicamente sabemos contra quem é que vamos jogar. Mas acima de tudo, temos que preparar o jogo exatamente da mesma maneira como preparamos todos os outros, com os cuidados que temos que ter em termos mais estratégicos. Em termos de ponto de partida, com suporte sempre à nossa ideia, não vamos abdicar disso, mas logicamente que há aqui alguns lances que mudam.

Sérgio Ferreira em conferência de imprensa. O Benfica-Alverca joga-se amanhã, começa quando forem 20h15. Há relato e análise aqui na Rádio Observador.

E assim que fechamos o jornal das 17h, edição do jornalista José Rafael Lopes. Está de regresso às 17h30. Até já!

Até já!