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Começa agora o Jornal das 6, edição do jornalista José Rafael Lopes. José Luís Montenegro diz que é preciso garantir que as escutas em Portugal são feitas dentro da legalidade.
O primeiro-ministro ressalva que esse cenário se aplica a todos os portugueses e não apenas a quem é ou foi primeiro-ministro. É a reação de Luís Montenegro ao fato de a Procuradoria-Geral da República ter reconhecido que foram identificadas escutas em que o ex-primeiro-ministro António Costa era interveniente, mas que não foram participadas da forma devida ao Supremo Tribunal.
Nós temos de ter todos a certeza, em Portugal, que as escutas que são feitas pelas autoridades de investigação são escutas feitas dentro da legalidade. Isto é válido para todos os portugueses, sejam ou não primeiros-ministros. No caso de um primeiro-ministro, acresce a tudo isto a circunstância do primeiro-ministro tratar de assuntos do Estado e, portanto, para além de ter também conversas privadas, tem também o segredo do Estado, que partilha em virtude da função que desempenha. Temos de ter, ainda de forma reforçada, mais a convicção de que a legalidade é assegurada.
Luís Montenegro sobre as escutas que envolvem António Costa em Angola. O primeiro-ministro falou ainda sobre a TAP. Diz Luís Montenegro que o PS está com saudades do ministro Miguel Pinto Luz e assegura que o ministro das Infraestruturas irá ao Parlamento, com todo o gosto, prestar todos os esclarecimentos sobre a privatização da TAP.
Creio que há 10 anos que o Partido Socialista faz esse tipo de declaração e desde que o engenheiro Pinto Luz é ministro das Infraestruturas e Habitação, já por variadíssimas ocasiões foi interpelado, ainda foi há poucas semanas no Parlamento e também sobre esse dossiê. Mas o Partido Socialista já está com saudades do engenheiro Pinto Luz, quer ouvi-lo outra vez. O engenheiro Pinto Luz vai ao Parlamento, com certeza, com todo o gosto, prestar todos os esclarecimentos sobre o processo de privatização da TAP.
Garantia de Luís Montenegro. Aqui um registo da Agência Lusa, feito depois do PS ter anunciado que ia chamar Miguel Pinto Luz ao Parlamento para esclarecer se tem condições para tutelar o processo de privatização da TAP. Também Luís Montenegro vai ser chamado pelos socialistas.
Luís Montenegro falou ainda sobre a guerra na Ucrânia. Diz que o plano norte-americano para a paz não preenche requisitos mínimos.
O primeiro-ministro defende que a articulação com a União Europeia é obrigatória neste processo negocial. Luís Montenegro pede mais velocidade em todas as negociações para alcançar a paz na Ucrânia, mas deixa a ressalva de que o plano norte-americano pode não ser o caminho certo.
A meu ver, não preenche aqueles que são os requisitos mínimos que salvaguardam uma paz justa e duradoura para a Ucrânia, enquadrada também no objeto de termos um horizonte de segurança na Europa e, portanto, diria que, como também já foi afirmado, é uma base, mas é uma base que é ainda muito insuficiente para aquilo que são os objetivos europeus.
Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas em Luanda. Ainda assim, o primeiro-ministro salienta que todos os esforços de mediação da guerra são bem-vindos.
Luís Marques Mendes considera que o plano de paz de Donald Trump é um prêmio para a Rússia.
O candidato presidencial, apoiado pelo PSD, lamenta que o plano de paz apresentado pela Casa Branca tenha mais em conta os interesses russos. Marques Mendes deixa mesmo um aviso: se a Ucrânia perder a guerra, também a Europa está em risco.
Se a Ucrânia perder esta guerra, a Europa está em risco. Se a Ucrânia perder esta guerra, é a coerência da Europa que pode estar em causa. Este plano de paz apresentado nos Estados Unidos parece um plano de paz escrito em Moscou. Este plano de paz apresentado nos Estados Unidos é o prêmio para quem foi o agressor e o invasor da Ucrânia, porque nesta guerra há o agressor e há o agredido. Este plano de paz, pois é ganho a mente, é uma exigência, uma exigência para a Ucrânia e uma exigência para os ucranianos.
Luís Marques Mendes, no almoço com apoiantes em Pombal, o candidato presidencial em declarações captadas aqui pela Agência Lusa.
E José, já foi divulgada parte da contraproposta europeia para o plano de paz para a Ucrânia.
A Agência Reuters revelou na última hora alguns pontos da contraproposta europeia. Inclui um limite para a dimensão do exército ucraniano, não pode ultrapassar os 800 mil soldados em tempo de paz. Estabelece ainda que a entrada da Ucrânia na NATO depende de existir um consenso no bloco de países e ainda que a Ucrânia seja compensada financeiramente pela Rússia, com a garantia de que não tentará recuperar território ocupado. Estes são alguns dos pontos que fazem parte da contraproposta apresentada pela Europa para um possível acordo de paz na Ucrânia.
Voltamos agora aos candidatos presidenciais. João Cotrim Figueiredo diz que o Serviço Nacional de Saúde é corrupto, irresponsável e pede uma reforma.
O candidato presidencial considera que o adiamento de reformas está a corroer a confiança dos portugueses na democracia. João Cotrim Figueiredo diz que os mais recentes casos de irregularidades no SNS são sinais de falta de escrutínio.
O sistema de saúde em Portugal está corrupto. Está corrupto no sentido legal do termo. Quando funcionárias nos centros de saúde numa freguesia com 3700 habitantes recebem dinheiro para inscrever 10 mil imigrantes ilegais, 500 dos quais residentes no mesmo andar, do mesmo prédio, da mesma rua, em Lisboa, a 291 km de distância, e tal não é detectado durante anos. Isto é inaceitável
João Cotrim Figueiredo, em declarações aos jornalistas. O candidato esteve em Gaia na apresentação do compromisso eleitoral para as eleições presidenciais do próximo ano.
E António Filipe defende mesas de voto em associações portuguesas no estrangeiro.
O candidato presidencial está em Londres numa ação de pré-campanha. Foi lá que deixou este apelo para a multiplicação das mesas de voto no estrangeiro. O candidato comunista admite que mais locais de voto, sem ser em consulados e embaixadas, pode ser um ponto positivo para as eleições presidenciais do próximo ano. Isto para limitar, no entender de António Filipe, deslocações desnecessárias.
O que era necessário era haver mais locais de voto. Deveria haver a possibilidade de abertura de assembleias de voto, obviamente, quando se trata de um voto presencial, haver mais assembleias, especialmente em associações portuguesas. Há muitas associações portuguesas muito ligadas à comunidade e seria possível, havendo até alguma colaboração dos municípios locais, eu creio que isso, por exemplo, em França ou na Suíça, seria perfeitamente possível, poder abrir mais assembleias de voto para que as pessoas não tivessem de se deslocar todas ao consulado ou à embaixada para exercer seu direito de voto.
António Filipe reitera ainda a importância do presidente da República contactar de forma regular as comunidades portuguesas, de modo a acompanhar as dificuldades sentidas pelas mesmas. O candidato falou no fim de uma viagem de pré-campanha eleitoral em que passou por Genebra e Paris, além de Londres.
Mudamos agora de tema. A seguradora Fidelidade diz que as indenizações às vítimas do elevador da Glória vão demorar, mas garante que o apoio vai chegar.
O atraso deve-se à falta de definição sobre os valores envolvidos. É a situação que está a provocar mais demora neste processo. Quem o diz é Rogério Campos Henriques, presidente-executivo da Fidelidade, a seguradora da Carris, em entrevista ao Jornal de Negócios e à Antena Um. Sobre o valor total das indenizações, o dirigente não avança nenhum número em específico, diz apenas que vão ser vários milhões de euros. O presidente-executivo da Fidelidade esclareceu também que já foram pagas as despesas hospitalares e de viagens aos familiares de todas as vítimas. Importa recordar, o descarrilamento do elevador da Glória aconteceu a 3 de setembro, provocou 16 mortos e duas dezenas de feridos.
Na atualidade internacional, o presidente do Brasil assegura que Jair Bolsonaro vai cumprir a pena de prisão que foi determinada pela Justiça.
Garantia de Lula da Silva, que recusou comentar a decisão do Supremo Tribunal de colocar o antigo presidente em prisão preventiva. Em conferência de imprensa, Lula da Silva diz que Jair Bolsonaro foi julgado de forma justa e que a Justiça cumpriu a função que tem na sociedade brasileira. Acrescentou ainda Lula da Silva que foram mais de dois anos de investigação que levaram a esta decisão sobre a pena de prisão de Jair Bolsonaro.
Eu não faço comentário sobre uma decisão da Suprema Corte. A Justiça tomou uma decisão, ele foi julgado, ele teve todo o direito à presunção de inocência. Foram praticamente dois anos e meio de investigação, de delação, de julgamento. Ou seja, então a Justiça decidiu, está decidido, ele vai cumprir com a pena que a Justiça determinou e todo mundo sabe o que ele fez.
As palavras de Lula da Silva, aqui um registo da CNN Brasil, surgem depois de ontem Jair Bolsonaro ter sido detido preventivamente por risco de fuga. Isto na véspera de começar a cumprir pena, sendo que já estava em prisão domiciliária há quase quatro meses.
E assim fechamos o Jornal das Seis, edição do jornalista José Rafael Lopes. Até já.
Até já.
Até amanhã.