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Da República. Jornal das 8, com a Vanessa Cruz. E, Vanessa, desta vez, UGT, patrões e Ministra do Trabalho saem otimistas do regresso à mesa de negociações para a reforma laboral.
Saem todos mais otimistas. Uma atitude diferente nas negociações, é esta a forma como o encontro de hoje é descrito pela UGT, que se congratula com a postura do governo, depois do apelo feito pelo presidente da República para os parceiros não desistirem do processo. Mário Mourão diz que esse apelo de António José Seguro surtiu efeito e assume que houve progressos para uma aproximação de posições, apesar de ainda faltar muito para se chegar a um acordo.
Houve mais vontade negocial de todas as partes. Nós estivemos, de facto, a analisar os pontos mais fraturantes. Houve progressos no sentido de tentar nos aproximar. As propostas foram para cima da mesa, nós temos as propostas, vamos avaliar se há ou não condições para um acordo.
É a posição do secretário-geral da UGT, que na semana passada tinha sido acusado pelo Ministério do Trabalho e pelos patrões de falta de vontade política para chegar a um acordo.
E o presidente da Confederação Empresarial de Portugal, a CIP, diz que hoje foi um dia bom.
E que se avançou com algumas propostas de alteração à lei laboral. Armindo Monteiro foi também questionado sobre se a CGTP devia ter estado nesta reunião.
Hoje creio que foi um dia bom. Gostaria de ter visto a CGTP com uma postura de negociação. Se a postura de negociação é: retirem o projeto, isso não é uma postura de negociação. Uma postura de negociação é analisar medida a medida, e foi exatamente isso que fizemos, temos estado a fazer, e neste momento estamos mais próximos do que estávamos na semana passada. É um esforço feito por todos, incluindo o governo, incluindo as confederações empresariais, incluindo a UGT.
É a posição de Armindo Monteiro, depois da CGTP ter feito uma manifestação à porta do Ministério do Trabalho e exigir ser recebida neste encontro, a sentar-se à mesa das negociações. Tiago Oliveira, o secretário-geral da CGTP, acabou por ser recebido pelos chefes de gabinete da Ministra do Trabalho e também por um representante do secretário de Estado, mas não entrou na sala de reuniões, não foi convidado para este encontro. Na mesma linha da CIP, o presidente da Confederação do Turismo, Francisco Calheiros, garante que hoje se deram passos importantes, mas ao mesmo tempo lembra que para haver consenso total ainda falta.
Não há acordo para nada ou há acordo para tudo até se chegar ao fim. Avançámos em todas as medidas que estivemos a analisar. Se no fim isto vai ser aprovado ou não, só no final é que se pode dizer. Não vale a pena ver um a um, porque o que é hoje verdade, amanhã pode não ser.
Avanços, mas prudência é o que pede o presidente da Confederação do Turismo.
E, Vanessa, falta ouvir a Ministra do Trabalho.
Vamos, por isso, Filipa, em direto até ao ministério, na Praça de Londres, em Lisboa. Está por lá o Ricardo Lopes. Ricardo, a ministra também sai mais otimista deste encontro.
Sim, Vanessa, a ministra começa por lembrar que o processo negocial tinha atingido um ponto de rutura na semana passada, mas que António José Seguro pediu para que as partes se voltassem a sentar à mesa. Esse pedido do Presidente da República foi tido em conta. Sobre esta reunião, à semelhança do que disseram os parceiros e a UGT, a ministra destaca uma atitude negocial diferente, mas como já foi referido, e bem, não é desta que há acordo. O governo, empresários e a UGT vão reunir mais uma vez para continuar a negociar a revisão da legislação laboral. No entanto, a ministra do Trabalho, Maria do Rosário Palma Ramalho, não adianta para quando será marcada essa reunião. Diz apenas que será para breve e admite que gostava que tudo ficasse esclarecido, mas não garante que tal aconteça.
O governo tem a convicção de que o acordo é possível ou não estaríamos neste processo. E uma próxima reunião será marcada oportunamente e com rapidez.
Mas acredita que basta mais uma reunião para chegar a um consenso?
Depende muito da dinâmica da reunião. As matérias são complexas, os pontos que nos separam são obviamente os mais difíceis. Portanto, depende da dinâmica da reunião. Eu gostava.
Neste momento, com todos os contributos, a ministra diz que esta é uma proposta já bastante diferente, a que está em cima da mesa é muito diferente da inicial. Fala inclusive de uma nova proposta. Debateram-se aqui hoje entre 10 a 15 tópicos, não quiseram especificar quais é que foram tratados. Os restantes ficarão então para a reunião seguinte. Sobre a CGTP, Maria do Rosário Palma Ramalho diz que o comportamento da central sindical foi sempre o mesmo, desde o início, garante que tiveram sempre uma postura de que o pacote laboral não era possível de negociar e que, portanto, a CGTP não é parceira do governo nestas negociações, porque ficou refém das suas próprias palavras. Foram estas as palavras utilizadas pela ministra. Diz que não foi escolha do governo ter a CGTP à margem, garante que não foi feito qualquer pedido formal ao ministério para se juntar à ronda negocial de hoje, mas não descarta que voltem a sentar-se à mesa.
Se a CGTP, apesar da posição que teve no início, resolver mudar de posição e vir querer negociar este anteprojeto, que é isso que estamos a fazer, naturalmente será bem-vinda para o fazer. Se não, nós continuaremos a ter em conta os contributos diversos que ela já apresentou.
Declarações de Maria Palma Ramalho nesta que foi a 50ª reunião entre o governo, os patrões e a UGT, as centrais sindicais, aliás. Tudo está mais perto, mas continuamos sem um consenso definitivo.
Ricardo Lopes, em direto do Ministério do Trabalho, com estas declarações da ministra Rosário da Palma Ramalho. Haverá novo encontro com UGT e patrões, ainda sem data definida, mas para breve. Quanto à CGTP, se quiser discutir o anteprojeto do governo, este anteprojeto do governo, também é bem-vinda.
Vanessa, o secretário-geral do PS vai conversar com o líder do PSD e primeiro-ministro sobre as eleições para os órgãos externos da Assembleia da República. José Luís Carneiro recusa que seja retirada a representação do PS do Tribunal Constitucional.
Está à espera dessa conversa, ainda sem data, com Luís Montenegro. José Luís Carneiro rejeita que o PS não queira nomes do Chega no Tribunal Constitucional, mas não abdica da representação socialista. Esse ponto é inegociável.
A representação no Tribunal Constitucional deve respeitar a representação política que garante a defesa dos valores constitucionais e do equilíbrio que sempre houve, desde 1976, para a defesa dos valores constitucionais. E foi isso que nós procuramos transmitir, mas continuaremos empenhados para que se encontre uma solução.
José Luís Carneiro, à entrada para a apresentação de um livro em nome próprio, em Lisboa, garante que o PS está empenhado numa solução para o Tribunal Constitucional e promete um diálogo construtivo para se chegar a acordo. Apesar de André Ventura atribuir culpas ao PS por este impasse, José Luís Carneiro diz que o PS não é o responsável. Ora, vamos ouvir já André Ventura, porque culpou diretamente o Partido Socialista pelos sucessivos adiamentos a que temos assistido. André Ventura contraria a ideia de que o PS esteja empenhado, diz que os socialistas estão, sim, a rejeitar integrar o Chega nestes órgãos de soberania.
A informação que tenho, no momento, é de que o Partido Socialista rejeita que o Chega possa integrar, por exemplo, o Tribunal Constitucional ou até de participar na lista conjunta que fizemos há dois anos atrás para integrar o Conselho de Estado, órgão consultivo do Presidente da República e onde estão, como se sabe, cinco membros eleitos pelo Parlamento.
O líder do Chega acusa ainda o PS de ignorar as vontades dos eleitores e de querer paralisar as instituições.
O PS quer ignorar que dois terços do eleitorado votaram no centro-direita e na direita. O PS quer ignorar que politicamente os eleitores escolheram outro caminho, mas quer amarrar as instituições à sua própria presença e ao seu próprio domínio. O PS quer continuar a manter-nos na mesma paralisia de instituições, porque sabe que neste momento não tem representatividade para as poder preencher.
André Ventura, na sede do Chega, depois de o Partido Socialista ter pedido o adiamento das eleições para os órgãos externos da soberania.
Mudamos de tema. Dois apelos em poucas horas. Donald Trump acusa a NATO de fraqueza por não ajudar no desbloqueio do Estreito de Hormuz.
O presidente dos Estados Unidos quer a ajuda dos aliados. Portugal e Alemanha já vieram recusar o envio de meios militares para o Estreito de Hormuz, onde passa grande parte do petróleo mundial. Tem estado bloqueado desde quase o início do conflito no Médio Oriente. A França, de acordo com Donald Trump, está disposta a ajudar. Num primeiro apelo em tom de ameaça, o líder norte-americano tinha avisado a NATO que ia ter um futuro muito mau se não ajudasse. Esta tarde reforçou o apelo, dizendo que há 40 anos que os Estados Unidos ajudam os aliados, estavam agora à espera do mesmo.
No desporto, o Sporting recebe amanhã o Bodø/Glimt. Rui Borges afirma que o Sporting tem de fazer um jogo perfeito para passar à próxima fase.
A antevisão deste jogo foi feita há pouco. João Lourenço, em direto do Estádio de Alvalade. Rui Borges pede uma equipa muito concentrada e apela à ajuda dos adeptos.
Uma equipa praticamente perfeita. É isso que Rui Borges pede aos seus jogadores para esta segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Relembrar que o Sporting perde nesta eliminatória por três bolas a zero, ou seja, para seguir para a próxima fase, Rui Borges pede uma partida praticamente sem erros por parte dos leões.
Quer muito dar outra imagem, quer muito mostrar que é capaz de fazer e de continuar a marcar a história do Sporting de forma positiva, fazer algo inédito, extraordinário, e sabemos que temos que fazer um jogo quase que perfeito. Vamos à procura disso. A ambição da equipa é enorme e eles têm-no demonstrado desde sempre, desde o primeiro dia que eu cheguei ao Sporting. E é isso que amanhã acontecerá com toda a certeza.
Os erros da primeira mão já ficam para trás, é o que diz Rui Borges. Fala nessa correção de várias falhas que ocorreram na Noruega, como por exemplo, a falta de intensidade dos jogadores leoninos. Rui Borges fala ainda numa equipa do Bodø/Glimt bastante capaz de seguir em frente.
Estamos a falar de uma equipa capaz, verdadeiramente capaz. E nesse sentido, não me surpreendeu. Agora, mais surpreso, se calhar, claro, fiquei eu, ou ficamos nós, não termos sido capazes de dar uma resposta diferente perante a equipa do Bodø. Não sei se em algum momento achamos, e isso é muito sentimento, mais do que a parte estratégica ou tática, porque estava definida, tem muito a ver com aquilo que é a tarefa e a intensidade, eu disse isso no fim do jogo também, a intensidade com que fazemos a tarefa, individual e coletivamente.
Essa tarefa que tem que ser executada por vários jogadores, concretamente Pedro Gonçalves, o número oito leonino, diz que a equipa tem que estar atenta a vários contra-ataques da equipa norueguesa. No entanto, a missão principal e o principal foco da equipa leonina, já amanhã, é marcar golos.
João Aches.
Sabemos que temos que entrar muito fortes, pressionantes, para tentar chegar ao gol o mais rapidamente possível, porque são três golos, não é só um. Então é difícil marcar três golos. Temos que entrar logo muito fortes. E é isso. Sabemos também que o adversário tem um contra-ataque muito forte. Fizeram-nos um golo, penso eu, em contra-ataque. Por isso sabemos que o número 10 é muito forte a conduzir os contra-ataques deles. Chegam com muita gente à área.
Partida marcada amanhã para às 17h45 para ouvir aqui na Rádio Observador.
Com a emissão especial a começar logo depois das 17h30. Vanessa Cruz com o Jornal das 8.