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Jornal das seis, com Luís Soares. André Ventura admite avançar com uma comissão parlamentar de inquérito potestativa, ou seja, não precisa de votação para avançar. Já em setembro, uma comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer. Isto, Luís Soares, se o PSD insistir em chumbar esta iniciativa do Chega.
Uma iniciativa que o Chega apresenta ainda esta semana. O PSD fez saber que não vai viabilizar essa comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer, o caso que envolve o antigo primeiro-ministro António Costa. O PSD entende que a política não deve invadir o espaço que cabe à Justiça. André Ventura foi confrontado esta tarde com esta posição do PSD e não exclui avançar com o pedido potestativo, ou seja, obrigatório, na próxima sessão legislativa. Vasco Maldonado Correia.
André Ventura quer obrigar o PSD a explicar por que não aceita uma comissão parlamentar de inquérito à Operação Influencer.
Têm que dizer aos portugueses por que não querem esta comissão de inquérito. E por que é que não é só esconderem-se atrás do cortinado.
O Chega vai, por isso, levar a proposta ao plenário ainda esta semana. Se for chumbada, aí sim, a alternativa, e o partido usa o direito potestativo para forçar a comissão parlamentar em setembro.
Quer dizer isso, é isso que quer dizer. Para má notícia dos meus adversários e dos nossos adversários, é isso que quer dizer. Mas é negativo que tenha que ser assim.
O líder do Chega fala num conluio entre PSD e PS.
Eu acho que nós criamos em Portugal, nos últimos anos, uma cultura de proteção mútua, em que os maiores interesses se protegem entre si e se protegem para si e para aqueles que acham que protegendo outros, estão a proteger a si próprios. E é o caso do Partido Socialista e do Partido Social Democrata.
Para se protegerem agora e também no futuro.
Eu não quero fazer ao António Costa agora, porque não vá o PS lembrar-se de fazer ao Luís Montenegro daqui a uns meses.
E até já sabe quem quer ouvir no Parlamento.
Seja o ex-primeiro-ministro António Costa, seja o atual secretário-geral do Partido Socialista, José Luís Carneiro, seja todos os outros, como João Galamba, Pedro Nuno Santos e outros que tiveram naquele governo um poder de decisão relevante, que é importante para chegarmos à transparência ou há vacas sagradas em Portugal.
No fim de contas, para o Chega, o objetivo é evitar nova novela judicial a envolver um primeiro-ministro socialista.
Nós vimos o que está a acontecer com a Operação Marquês e com o engenheiro José Sócrates. Nós não podemos deixar que a Operação Influencer se torne no novo Marquês.
André Ventura, de passagem por Arroios, recusa que a existência de uma investigação judicial seja suficiente para chumbar uma comissão parlamentar de inquérito.
André Ventura, o líder do Chega, que insiste também que caso as questões relacionadas com a nacionalidade que foram chumbadas pelo Tribunal Constitucional não sejam reconfirmadas no Parlamento, admite e insiste nessa ideia de que poderá propor um referendo sobre essa matéria.
E sem surpresa, a Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública apela à participação na greve geral e quer ainda um aumento intercalar dos salários dos funcionários públicos.
Foi numa conferência de imprensa que ocorreu momentos depois da CGTP ter apresentado o pré-aviso para a greve geral do dia 3 de junho. O coordenador da Frente Comum, afeto à CGTP, Sebastião Santana, pede aos trabalhadores que se juntem à luta contra o pacote laboral.
A Frente Comum, sendo uma estrutura representativa, a mais representativa de trabalhadores da administração pública, o que vos queremos passar hoje é que não apenas nos solidarizamos com a greve geral promovida pela CGTP, pela central sindical CGTP-Intersindical Nacional, como vamos apelar a todos os trabalhadores da administração pública e a todos os sindicatos da Frente Comum que subscrevam avisos prévios de greve no sentido de se juntarem a esta luta.
Sebastião Santana acusa o Executivo de inação face às necessidades dos trabalhadores. Lembra que entregou um pedido de negociação de um aumento intercalar de salários, uma medida que, segundo a Frente Comum, é necessária ainda este ano, mas até o momento não obteve qualquer resposta por parte do governo.
E a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação, a FNE, diz que o Ministério da Educação mostrou abertura para integrar propostas do sindicato nas negociações sobre o novo estatuto da carreira docente.
Os sindicatos de professores estiveram hoje reunidos com o Ministério da Educação para discutir esse novo modelo de recrutamento dos docentes. A reunião teve como tema central perceber que alterações vão ser feitas no recrutamento e na admissão de professores no novo estatuto da carreira docente. De acordo com os sindicatos, o documento que foi apresentado hoje garante que todo o processo de colocações vai continuar a ser feito sob a tutela do Ministério da Educação e não por outras entidades, possibilidade que chegou a ser discutida. O secretário-geral da FNE, Pedro Barreiros, diz que, no entanto, falta ainda debater alguns pontos, ainda que considere que a reunião foi positiva.
Conseguimos fechar já grande parte do articulado. O que ficou em aberto foi o artigo sexto, que é precisamente este das prioridades. Quanto aos outros artigos, foram aceites alterações propostas pela FNE ao articulado, muitas vezes questões que são palavras, mas são palavras que para nós são importantes. Posso dizer que o processo negocial está a decorrer de uma forma normal. As propostas e os contributos estão a ser devidamente acolhidos.
O secretário-geral da FNE, à RTP, garante também que o sindicato não vai marcar presença na manifestação organizada pela FENPROF no sábado. Já o secretário-geral da FENPROF, Francisco Gonçalves, enumera várias exigências, sublinha que está nas mãos do Executivo alterar o motivo da manifestação de professores.
Vai ficar nos artigos que o ministério propõe para o estatuto relativamente a esta questão dos concursos, que nós continuamos a ser um corpo especial, que os quadros de pessoal docente vão constar, que temos habilitação profissional e habilitação própria com esse registro, a graduação, se resolve os problemas das prioridades, se calhar no sábado estaremos a manifestar, não no sentido do protesto, mas no sentido de celebração.
Francisco Gonçalves, secretário-geral da FENPROF, num registro também da RTP. A proposta da tutela é que os concursos do novo estatuto da carreira docente sejam realizados de forma contínua e automática ao longo do ano, permitindo que os docentes se candidatem em qualquer momento, permitindo também aos recém-diplomados encontrar trabalho assim que terminam a formação.
E há outras notícias a marcar a tarde desta segunda-feira, 11 de maio.
Donald Trump afirma que o cessar-fogo com o Irão está em modo suporte de vida. Declarações do presidente norte-americano na Casa Branca. Donald Trump foi questionado sobre o estado do cessar-fogo no Médio Oriente e responde que está no ponto mais fraco que alguma vez esteve.
O cessar-fogo está incrivelmente fraco. Depois de ler aquele lixo que nos enviaram, que eu nem sequer terminei de ler, porque disseram que ia perder o meu tempo a lê-lo, diria que está num dos pontos mais fracos neste momento. Está mesmo em suporte de vida.
Nestas declarações, Donald Trump torna a referir-se à proposta de cessar-fogo iraniana, uma proposta que classifica de estúpida, diz que o grande plano que tem em mente passa por não deixar o Irão ter uma arma nuclear. A União Europeia impôs sanções a 16 cidadãos e sete entidades russas pelo sequestro de crianças ucranianas, acusa-os de violarem o direito internacional e tentarem comprometer a preservação das gerações futuras. As sanções foram aprovadas durante a reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27, em Bruxelas. O ministro português, Paulo Rangel, considera que há condições pra que a União Europeia comece a dialogar com a Rússia. Paulo Rangel diz que houve da parte de Moscovo uma mudança, mas salienta que há ainda sinais contraditórios vindos do Kremlin.
Há três fatores diferentes e que podem dar sinais que não são todos convergentes no mesmo sentido. Três sinais. O primeiro é que as negociações mediadas pelos Estados Unidos estão num certo impasse, não têm progredido. E há, ao mesmo tempo, abertura dos Estados Unidos para que a Europa ou a União Europeia possam ter aqui um papel ou pelo menos começar a conversar. Depois, há alguns sinais da Federação Russa de que esse diálogo podia ser feito. Até essa proposta desse nome adianta que estão a considerar diálogo com a Europa. Depois, há, de facto, ou tem havido no terreno sinais que desmentem um pouco, pelo menos a disponibilidade para aceitar, não tanto para falar, mas para aceitar fazer progressos.
O ministro português dos Negócios Estrangeiros garante também que a União Europeia não vai relaxar no apoio à Ucrânia. O Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças admite que podem surgir mais casos de infecção por hantavírus nas próximas semanas entre os ex-passageiros e também a tripulação do navio onde aconteceu este surto. É o aviso deixado em comunicado pelo ECDC, que mantém essa ideia de que permanecem ainda algumas incertezas. Amanhã, o primeiro-ministro espanhol e o diretor-geral da OMS vão reunir-se no Palácio da Moncloa para analisar a situação provocada pela crise do hantavírus. De acordo com El País, os dois devem reunir-se depois da conclusão do processo de desembarque dos passageiros do cruzeiro holandês. Esta semana, Ricardo, é semana da Eurovisão e bem sabemos que a edição deste ano está-
Começam as semifinais.
As semifinais, exatamente. E a edição deste ano, bem sabemos, está repleta de polémicas, não é verdade?
Sim, muitos pedidos de boicote por causa de Israel participar no concurso.
Mas há mais coisas, há mais polémicas, Ricardo. A organização do concurso pediu ao representante da Noruega para reconsiderar a atuação em palco porque considerou a coreografia demasiado sexy. Aos jornalistas, um representante da Noruega disse que a organização lhes pediu para atenuar o sex appeal, porque dizem que não é adequado para toda a família.
Já sabes como eu e a Judite nos sentimos. Porque há demasiado sex appeal.
É meter política.
Depois dá nisto. Mas por que essa coreografia é assim então? A Judite está a dizer que não com a cabeça. Está a dizer: "Não tenho paciência para ti". O que é que aconteceu? Era inspirada em Elvis Presley?
Não sabemos bem, porque ele também não adiantou mais detalhes, mas admitiu que vão ser feitas algumas alterações ainda antes da transmissão em direto. Sabemos então que a primeira semifinal é amanhã, a segunda na quinta-feira, a final é no sábado. Amanhã, Portugal participa com os Bandidos do Cante nesta primeira semifinal.
É já amanhã.
Amanhã, às 20h.
Vamos saber se vamos ou não à final. Já o Luís Soares regressa às 18h30 para atualizar as notícias. Daqui a pouco, "e o Vencedor é", com a Judite França, a Filomena Martins e a Raquel Abecasis.