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Jornal das seis, com Miguel Videira. Portugal acaba de conquistar mais uma medalha nos Europeus de Natação de Pista Coberta. Já levamos, para já, o relato de um português que vive há três anos na Colômbia e que recorda à Rádio Observador os momentos que seguiram ao terremoto que ontem abalou a Colômbia.
Um sismo que, de acordo com o novo balanço conhecido há instantes, provocou a morte a 240 pessoas, mais 16 face à última atualização. Não há vítimas portuguesas. Perto de 830 cidadãos nacionais estão inscritos nos cadernos consulares, mas apenas 120 residem de forma permanente no país. Bento Martins é um deles. É engenheiro geógrafo, vive em Bogotá. Ao jornalista Hugo Fortunato de Oliveira, recorda os momentos do abalo e relativiza os impactos do sismo na capital.
Em Bogotá está tudo normal. As pessoas aqui já estão habituadas. Como não houve grandes danos, as pessoas encararam com naturalidade. Por volta de 7h30, por acaso estava ao telemóvel e recebi uma notificação da Google a dizer que havia um sismo. Como eu já tinha visto notícias da Venezuela, sabia que tinha que me pôr logo a andar. Então desci as escadas a correr, sentei-me no banco do jardim. Era impressionante, porque parecia que estava num barco em terra firme.
Tendo em conta o abalo, o movimento do terremoto, o testemunho de um português a viver na Colômbia. Bento Martins dá ainda conta de dificuldades nos contactos com quem vive nas regiões mais afetadas pelo sismo.
Tenho conhecimento de pessoas que tinham familiares e demoraram bastante tempo até conseguir contactar os familiares. Acho que aqui foi ou em Manizales ou em Pereira, que demoraram, sabiam que se passou algo, mas tentavam contactar e não conseguiam, porque não havia comunicações. Então ficaram preocupadas, se era por falta de comunicação da pessoa ou se era geral. Mas felizmente, passado uns minutos, viram que era mesmo falta de comunicação. Uns minutos não, umas horas, conseguiram ver que era comunicações no local e mais tarde conseguiram contactar com outras pessoas.
Bento Martins, este português residente em Bogotá, vive na Colômbia há três anos, foi entrevistado há instantes pelo jornalista do Observador, Hugo Fortunato de Oliveira.
E seguimos agora com a notícia que faz manchete a esta hora em observador.pt. O Ministério Público entende que os crimes de corrupção relacionados com a Operação Marquês só prescrevem em 2028.
Em particular, os crimes de corrupção associados ao negócio do empreendimento de Vale do Lobo. A defesa dos dois administradores acusados de corrupção ativa consideram que os crimes de que são acusados já prescreveram. Apresentaram requerimento nesse sentido ao coletivo de juízes que apresenta o julgamento da Operação Marquês. O Ministério Público vem agora contrariar essa tese. O jornalista do Observador, João Paulo Gudinho, da Editoria de Justiça, explica que para as defesas, a transferência de uma verba para os corrompidos em 2008, relacionada com um alegado ato de corrupção, marca o início da contagem do prazo de prescrição. O Ministério Público defende que esse prazo só deve começar a contar mais tarde.
Para a defesa, era aquela transferência de abril de 2008, que em última instância, eles até acediam a uma possibilidade de junho de 2008, onde há também uma outra transferência, que é quando vem da conta de Joaquim Barroca para as sociedades que estavam indiretamente ligadas a Armando Vara e a José Sócrates. A questão é que o Ministério Público diz que não basta essa transferência. Tem a ver com a última disponibilização, a última colocação dessas verbas, dessas contrapartidas, à disposição dos arguidos.
Explicação do jornalista João Paulo Gudinho, que assina a notícia que está a esta hora em manchete no site do Observador.
O Presidente da República esteve esta manhã na Covilhã, no âmbito do Dia Mundial da Juventude, que amanhã se assinala. Foi na Covilhã, cidade que está mais perto de Espanha do que do mar, que António José Seguro defendeu que é preciso criar condições para que os jovens, se assim o entenderem, possam ficar no interior.
Devem, pelo menos, e esta a ideia vincada pelo chefe de Estado, ter essa opção, assim sejam criadas as necessárias condições.
Considero que o interior não é um fardo. O interior é um potencial de oportunidades. E ontem tive a oportunidade, em Foz Côa, e hoje estar aqui na Covilhã, também no interior, projetar o futuro com jovens que não desistem do interior e que sabem que o interior precisa de uma oportunidade, porque não há territórios dispensáveis no nosso país. Somos um único país.
O papel do Estado, sublinha o Presidente da República, é essencial.
Se houver uma visão estratégica, investimento público que potencie o investimento privado, há condições para que os jovens depois façam as suas opções e possam ficar, se quiserem, possam ir em mobilidade para outras zonas de Portugal ou do mundo e regressar. O que não podemos aceitar é que passados 60 anos, se volte a emigrar ou a migrar dentro de Portugal por necessidade.
Por falta de condições e oportunidades nesta faixa do território, declarações do Presidente da República esta manhã na Covilhã, onde almoçou com grupo de jovens, antes encontrou-se com representantes de organizações políticas de juventude.
Foi detido um dos suspeitos do disparo que atingiu uma turista sueca na baixa de Lisboa.
O incidente que ocorreu ontem, o homem foi detido no âmbito de mandato de detenção, fora de flagrante delito, por violência doméstica. À Lusa, fonte da PSP diz que o suspeito foi identificado após o recurso a imagens de videovigilância e relatos de testemunhas oculares que assistiram a este episódio. A turista foi atingida por uma bala perdida depois de um desacato entre dois grupos ligados ao tráfico de droga. Foi transportada para o Hospital São José, em Lisboa. Operada, encontra-se fora de perigo. A polícia ainda está a identificar outros suspeitos de envolvimento neste caso.
No seguimento deste desacato, a PSP e a Polícia Municipal de Lisboa reforçaram o policiamento na baixa da cidade.
Disso mesmo dá conta o Ministério da Administração Interna. Vai ser reforçado o policiamento e a fiscalização de atividades ilícitas na baixa e outras zonas turísticas de Lisboa. O ministério tutelado por Luís Neves afirma que, desde junho, a Polícia de Segurança Pública reforçou a presença e visibilidade policial nestas zonas, através de elementos do corpo de intervenção. O dispositivo vai ser mantido e ajustado em função das circunstâncias.
E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira.
Nos Europeus de Natação, medalha para Portugal. Camila Rebelo conquistou a prata nos 200 metros costas, com recorde nacional à mistura, 2 minutos e 7 segundos. Já na final dos 50 metros mariposa, Diogo Ribeiro ficou em quinto lugar. Nesta tarde, há mais portuguesa em prova. Francisca Martins vai participar nos 800 metros livres. Na última hora, a terra voltou a tremer na Colômbia. As equipas de resgate em Los Tambos, sul de Cali, tiveram de evacuar a zona depois de uma nova réplica de magnitude 3.8. O Serviço Geológico Colombiano já registou, desde o terramoto de ontem, quase uma centena de réplicas, a maioria imperceptíveis, quase todas com epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó, precisamente onde ocorreu o sismo.
Miguel Vidara vai regressar às 18h30 para atualizar as notícias aqui na Rádio Observador. Daqui a pouco, eu venho sóret.