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Notícias agora aqui na Rádio Observador, com a edição de Maria Miguel Duarte, edição das 19h. E para já começar com António José Seguro. É oficialmente candidato a Belém, o antigo secretário-geral do PS vinca que esta candidatura não é partidária.

Nem vai ser, é o que garante António José Seguro, que apresentou hoje a candidatura à Presidência da República numa sala cheia, no Centro Cultural das Caldas da Rainha. O candidato presidencial, que ainda não recebeu o apoio socialista, começa por se distanciar do PS e assumir que a candidatura é apartidária.

As pessoas estão fartas de promessas vazias, de jogos partidários e discursos que nada resolvem. Eu não venho da política tradicional, do jogo da intriga, dos joguinhos de poder. Venho com vontade de servir Portugal com seriedade, com independência e com ação. Sou livre, vivo sem amarras. Esta candidatura não é partidária, nem nunca será.

António José Seguro, que também deixa algumas críticas à forma de atuar de Marcelo Rebelo de Sousa, afirma que o chumbo do Orçamento do Estado não implica novas eleições.

Também quero deixar claro que o chumbo do Orçamento de Estado não implicará automaticamente dissolução do Parlamento. O país não pode andar de eleições em eleições, de ano e meio em ano e meio. Nem ter governos a prazo. Governos a prazo conduzem Portugal a prazo e nós não queremos isso.

António José Seguro, que para além do atual presidente da República, também se distancia do almirante Gouveia e Melo e garante que já vem preparado para o cargo.

Portuguesas e portugueses, o próximo presidente da República tem uma missão muito exigente. Tudo está em mudança, tudo é incerto. As ameaças surgem de todos os lados, de dentro e de fora. Conheço o país real, conheço a Europa, sei o que está em jogo e sei como defender Portugal com firmeza e respeito. Não preciso de aprender no cargo. Chego preparado.

António José Seguro, neste discurso, pede também cautela no que toca aos gastos com a defesa. Quer também proporcionar entendimentos para trazer progresso, melhores salários e melhores pensões. Mas, acima de tudo, o socialista diz que volta para unir Portugal.

Entretanto, Maria de Belém considera que o PS devia apoiar a candidatura de António José Seguro, embora admita também que a corrida à presidência tem um caráter individual.

Foi uma candidatura que pode unir o partido, é o que considera a socialista, que também foi candidata à presidência em 2016. Maria de Belém considera, no entanto, que o PS ainda tem tempo para ponderar.

Não devem ser candidaturas partidárias. O PS, a seu tempo, decidirá o que fazer. Se entender apoiar António José Seguro, acho bem, para que não haja divisões. Mas esta candidatura tem uma força muito para lá do Partido Socialista, que é uma candidatura unificadora, não é divisiva.

Maria de Belém enaltece o caráter de António José Seguro, tal como Álvaro Beleza. O histórico socialista diz que Seguro traz decência para a política.

As pessoas que vieram aqui, eu acho que vieram aqui porque sentiram que é preciso decência na política, na Presidência da República, ter alguém decente, íntegro, moderado, ao centro e genuíno. Teve todos os lugares na vida política, só não foi primeiro-ministro. Tem experiência, mas, sobretudo, eu acho que é a procura da decência, da confiança nos políticos, porque há muitos políticos sérios, honestos, há gente muito boa, patriota, que quer o melhor para o país, e é preciso resgatar essa República.

Declarações de Álvaro Beleza e Maria de Belém no final da cerimônia de apresentação de António José Seguro como candidato à Presidência da República.

Ainda na política nacional, o presidente do PS acusa o primeiro-ministro de seduzir a Iniciativa Liberal e Chega com o programa de governo.

Pergunta Carlos César se o primeiro-ministro viverá com essa escolha. O presidente socialista admite que a AD deve governar, por ter vencido as eleições, e por isso o PS não deve aprovar a moção de rejeição anunciada pelo PCP. No entanto, acusa a AD de se chegar para o lado da Iniciativa Liberal e do Chega com a promessa de medidas que considera negativas e às quais garante, o PS vai opor-se. Numa publicação nas redes sociais, Carlos César lembra que há matérias que foram omitidas da campanha e que agora aparecem no programa de governo. Diz, por isso, que ao Partido Socialista cabe fazer uma oposição maior do que previsto.

Entretanto, Maria, hoje centenas de pessoas estão concentradas em solidariedade com o ator Adérito Lopes.

O ator do grupo de teatro A Barraca foi agredido na passada terça-feira por um grupo neonazi. Foram agendadas duas manifestações em solidariedade com Adérito Lopes, uma em Lisboa, em frente ao teatro A Barraca, onde estão centenas de pessoas concentradas em protesto, e também uma no Porto, na Praça da Batalha, que está repleta de manifestantes que gritam que não querem viver no país do medo.

E o deputado socialista Pedro Delgado Alves e a coordenadora também do Bloco de Esquerda pedem responsabilização pelos atos de violência praticados por grupos de extrema-direita nos últimos dias.

Foram declarações captadas pela SIC em Lisboa, durante a concentração nesta manifestação. Pedro Delgado Alves afirma que são necessárias respostas para encarar o problema da violência extremista, que tem vindo a crescer nos últimos anos.

Mas há uma liberdade que a extrema-direita agressiva e violenta sente e, portanto, é preciso uma resposta judicial e institucional. Ou seja, o Parlamento e o Governo precisam de encarar de frente o problema, não esconder ou tentar relativizar, escamotear a escala do problema, porque ele, de facto, é um problema novo. Portugal viveu durante 50 anos sem violência extremista. Isto está a recrudescer nos últimos anos, assim aqui como noutros pontos da Europa, e por isso é que é importante que não se desvalorize e que se tenham medidas preventivas, pedagógicas e de repressão também.

Nesta mesma manifestação, Mariana Mortágua responsabiliza o governo por estes atos, uma vez que o executivo de Luís Montenegro, diz Mariana Mortágua, retirou a ameaça terrorista dos grupos de extrema-direita do relatório de segurança interna.

Ela é grave porque é gratuita, porque é uma ação organizada e porque reflete um momento, um movimento, um processo de crescimento da extrema-direita e da violência de extrema-direita. E a extrema-direita faz isto, e os movimentos radicais fazem isto, porque sentem que têm essa legitimidade, porque há no Parlamento quem legitime e repita esse discurso racista, contra minorias, contra imigrantes, e o Governo também permite que isso aconteça.

A coordenadora do Bloco de Esquerda numa concentração em solidariedade com o ator Adérito Lopes, que está a acontecer esta tarde em Lisboa e no Porto.

Agora no plano internacional e, nomeadamente, no Médio Oriente, nos últimos minutos, o Irão voltou a lançar uma vaga de mísseis contra Israel.

As sirenes soaram novamente um pouco por todo o país, mas especialmente na região de Tel Aviv e de Jerusalém. As Forças de Defesa de Israel avisam que foram detetados mísseis lançados a partir do Irão em direção ao território israelita. O exército israelita apela às pessoas para que se dirijam para zonas protegidas. Esta foi uma retaliação que surgiu depois de uma nova vaga de ataques contra o Irão. Hoje, o Ministério da Saúde iraniano adiantou que morreram cerca de 128 iranianos nos últimos dois dias, vítimas de ataques israelitas. O porta-voz do ministério indica que os números são provisórios, uma vez que as equipas de resgate ainda estão à procura de vítimas debaixo dos escombros.

Quanto a Donald Trump, vetou o plano israelita para matar o líder supremo do Irão.

A informação foi avançada pela agência Reuters, que cita duas fontes oficiais da administração norte-americana. Israel terá apresentado nos últimos dias um plano aos Estados Unidos para assassinar o líder supremo do Irão. No entanto, este plano terá mesmo sido vetado pelo presidente dos Estados Unidos.

Quanto ao desporto, o Futebol Clube do Porto estreia-se daqui a pouco no Mundial de Clubes frente ao Palmeiras.

O campeonato arrancou esta madrugada. Os Dragões entram hoje em campo às 11 da noite, hora de Lisboa, para enfrentar o clube brasileiro Palmeiras. Na antevisão do encontro, o técnico dos Dragões, Martín Anselmi, alerta para um adversário capaz de criar diferentes dificuldades.

O Palmeiras é uma equipa que gosta de ter bola, mas que também sabe conviver sem ela. São muito bons nas transições e quando é preciso defender, também o fazem. Nem sempre é uma equipa super pressionante, por isso temos de ser inteligentes e saber lidar com as duas facetas do jogo. Quando formos pressionados e quando nos derem a bola para tentarem apostar no contra-ataque.

Do lado do Palmeiras, Abel Ferreira sublinha a importância da competição e levanta dúvidas sobre o estado do relvado. O Futebol Clube do Porto entra em campo pelas 11 da noite, em Nova Jérsia, um jogo que vai ter relato em direto aqui na Rádio Observador.

Entretanto, quase que empatava o Bairro do Nik, que acabou agora com o Oakland City. Empataram 10 a 0.

Já parece futsal.

Por falar em futsal, entretanto, já arrancou também a segunda parte do primeiro jogo de apuramento de campeão. Em Alvalade, o Benfica está a ganhar ao Sporting, exatamente em Alvalade, por três dois, três minutos e meio. Agora da segunda parte. Maria Miguel Duarte volta daqui a pouco, às 19h30, a seguir à primeira parte do Pop Up. Até já!

Até já!