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Sete horas. Jornal das sete, na rádio Observador, uma edição do jornalista João Lourenço. João, começamos com eleições na política para a liderança do Partido Socialista e o único candidato já votou.

E para as 16h, José Luís Carneiro desvalorizou não ter concorrência nestas eleições internas, mostra-se feliz com a baixa taxa de rejeição e também pelo apoio que está a receber dentro do partido.

Grande aceitação, que aliás é um dos indicadores que estamos a receber, ou seja, há uma baixa taxa de rejeição, porque os militantes podem abster-se, podem votar em branco, e o que acontece é que os números, mesmo de voto em branco ou voto nulo, é muito baixo comparativamente a outros períodos anteriores. O que significa que há uma grande taxa de aceitação, que poderá andar acima dos 95%, o que significa que os nossos militantes estão a sentir-se representados no caminho e no modo de fazer oposição ao governo. Um elástico que esteja sempre esticado, perde a força. A mesma coisa tem que ser feita para quem tem de construir uma alternativa. Deve-se criticar quando deve ser criticado, mas devem-se apresentar propostas alternativas.

Em Baião, onde já foi presidente de câmara, o secretário-geral do PS ainda atirou ao governo. José Luís Carneiro refere que o executivo tem responsabilidades na resposta às vítimas do mau tempo.

Há cinco entidades diferentes que estão a pedir a mesma informação às famílias que perderam as suas habitações, aos empresários que perderam as suas empresas e às autarquias que querem recuperar as suas infraestruturas. Ou seja, há uma descoordenação, há uma incapacidade, e essa é uma das imagens que extraio deste diálogo que tive com todo o país, que é um desencanto, um desalento com o governo e, ao mesmo tempo, uma esperança que se vai constituindo e consolidando em relação ao Partido Socialista.

Secretário-geral do PS, que vai ser hoje reeleito para um segundo mandato. José Luís Carneiro tem uma declaração prevista para às 21h, depois de serem conhecidos os resultados destas eleições no PS.

E João, para a semana há nova subida de preços dos combustíveis. O PCP pede fixação de preços.

Um pedido realizado durante a manifestação pelo fim das ameaças e agressões dos Estados Unidos, organizado pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação, que decorreu esta tarde na cidade de Lisboa. O secretário-geral dos comunistas, Paulo Raimundo, faz uma chamada de atenção ao governo e a Luís Montenegro diz que quer medidas concretas para travar a subida dos preços.

É uma medida concreta, que é regular e fixar os preços. Nós estamos perante uma operação de especulação, com efeito na vida de cada um de nós. Fomos confrontados com o aumento dos combustíveis. Vamos ser confrontados com um novo aumento dos combustíveis na próxima semana, aquilo que é anunciado. O combustível que estamos a comprar agora foi comprado e pago há três ou quatro meses. É um ato de especulação. Portanto, fixar o preço é uma questão fundamental. Nós pagamos cada vez mais. O Estado abdica de receitas com a redução de impostos. E aqueles que têm milhões e milhões e milhões de euros, a Galp, a banca, a grande distribuição, qual é o contributo que dão para enfrentar este problema? Zero.

Paulo Raimundo, no registo captado pela Agência Lusa, o secretário-geral do PCP liderou a comitiva comunista numa manifestação nesta tarde.

E o mesmo pedido teve eco também no Bloco de Esquerda.

Pela voz do coordenador do partido, José Manuel Pureza, o bloquista quer um controlo assumido dos preços por parte do governo de Luís Montenegro.

Era necessário que, em termos internos, o governo controlasse assumidamente os preços dos combustíveis e que tabelasse os preços dos bens essenciais, porque quem está a pagar esta guerra é quem está a ter na inflação sobre bens essenciais e sobre combustíveis, uma espécie de imposto de guerra. São as pessoas que já tinham uma vida aflita, mais aflita vai ficar. Basta haver vontade política de o fazer e haver capacidade de, no Parlamento, criar as maiorias para esse efeito. O Bloco cá estará para esse efeito também.

José Manuel Pureza com a posição do Bloco de Esquerda, captado também pela Agência Lusa, em que defende ainda uma taxação extraordinária ao que diz serem os lucros obscenos das empresas na sequência do conflito no Médio Oriente.

Mudamos de tema nesta edição das sete e falamos das consequências do mau tempo. O presidente da Câmara de Leiria diz que recebeu milhares de chamadas nas primeiras horas de resposta à tempestade.

Foi uma resposta às declarações do ministro da Defesa, Nuno Melo, que criticou o autarca da cidade do Lis por não ter atendido o telefone, nem devolvido a chamada. Gonçalo Lopes, em entrevista à Sic Notícias, diz apenas que recebeu milhares de telefonemas e que não foi possível dar a resposta a todos.

Eu recebi milhares de chamadas naquela altura, efetuei as chamadas quando era possível e nem sempre conseguia receber ao mesmo tempo. Nós estamos numa sala de operação no momento em que temos que ser bastante ativos e operacionais no terreno. Só assim é que conseguimos dar resposta a tudo. O primeiro contacto que fiz foi com esse objetivo, de tentar perceber até que ponto é que os militares podiam entrar mais cedo. É dito que o quartel que existe em Leiria, assim como a Base Aérea de Monte Real, nós de imediato estabelecemos contactos logo no dia 28 e de facto estas duas unidades estavam com dificuldades. No entanto, quando entraram, entraram e colaboraram conosco de maneira exemplar

Gonçalo Lopes, entrevista à SIC Notícias com um ponto de situação também e essa resposta a Nuno Melo, numa entrevista à SIC Notícias. Durante esta semana, o autarca de Leiria já tinha anunciado um prejuízo de 243 milhões de euros nas infraestruturas públicas e coletivas no Conselho de Leiria.

E João Lourenço, falamos agora do Médio Oriente. O Ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão ameaça as empresas americanas na região e rejeita que Mojadba Kamanei esteja ferido e desfigurado.

E é uma resposta direta das autoridades de Teerão ao Secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pat Hezet. O elemento da administração Trump declarou, na passada sexta-feira, que o novo líder supremo do Irão, Mojadba Kamanei, estaria ferido e provavelmente desfigurado. Em entrevista ao MC Now, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano referiu, e passo a citar: "Vão ver em breve que não há problema com o novo líder supremo. Ele enviou a mensagem e está a cumprir os deveres de acordo com a Constituição e assim vai continuar". Já quanto às ameaças iranianas, é uma tentativa de retaliação contra as instalações de empresas americanas, caso as infraestruturas energéticas de Teerão sejam atacadas pelos Estados Unidos ou por Israel. A ameaça foi feita depois do ataque norte-americano à ilha de Carga. O ministro dos Negócios Estrangeiros, citado pelo The Times of Israel, diz que em causa estão não só as instalações de empresas americanas, mas também empresas em que os Estados Unidos da América detenham participações sociais.

E João, ainda sobre a situação no Médio Oriente, a Organização Mundial de Saúde que confirma a morte de 12 profissionais de saúde no ataque a um centro de saúde no Líbano.

Uma mensagem publicada na rede social X, o responsável da OMS realçou que ocorreram 27 ataques contra serviços de saúde libaneses desde 2 de março e que resultaram em, pelo menos, 30 mortos e 35 feridos. O responsável da Organização Mundial de Saúde referiu ainda que apenas depois de algumas horas, depois deste ataque que resultou em 12 mortes, dois paramédicos também perderam a vida em ataques a um centro de saúde em Al-Sawana.

E João Lourenço, este sábado está também a ser marcado pelas eleições no Sporting. Dez mil sócios já passaram pelo Pavilhão João Rocha para escolher o próximo presidente.

Foi uma confirmação dada na última hora por João Palma, presidente da Mesa da Assembleia Geral Leonina e também responsável por este ato eleitoral. Rumamos de imediato ao reduto verde e branco ao encontro do jornalista Martim Madeira. Martim, este número apresentado agora pelo responsável do Sporting já é superior ao valor total de 2022.

Sim, em 2022 o valor foi de 14 mil. Ora então, João Palma há pouco, às 18h, deu uma informação nova de que foi ultrapassado para os 16 mil. E então vamos ouvir as declarações de João Palma, que explica como é que isto aconteceu e o porquê de serem 16 mil, quando apenas 10 mil pessoas se deslocaram ao Estádio José de Alvalade.

10 mil votantes neste momento, há que acrescentar depois os votos por correspondência, que eu há pouco tinha me comprometido convosco a dar-vos a indicação. Portanto, em relação a isso. Chegaram por correspondência, foram enviados cerca de 25 mil envelopes para sócios que tinham essa possibilidade de votar por correspondência. Lembro que são os sócios todos do Sporting que residem fora da área metropolitana de Lisboa e os serviços em relação a isso tivemos que mandar votos por correspondência para todos eles. Recebemos 6233 votantes, a que responderão depois os votos que se verá depois no final da contagem. Portanto, neste momento, em termos gerais, exerceram o direito de voto cerca de 16 mil sócios.

Numa altura, aqui a explicação do presidente da mesa, João a fazer a explicação de que estes 16 mil votantes têm a ver também com as pessoas que fizeram o voto por correspondência e que neste momento há menos pessoas a vir. E até tenho comigo aqui um senhor que veio votar há cerca de meia hora. O processo foi rápido ou não?

Sim, o processo foi rápido. Um pouco impessoal, mas foi rápido.

E prevê que exista surpresas hoje?

Não, eu acho que vai ser mais do mesmo, por aquilo que se passou durante este período de campanha e que foi observado. Nota-se perfeitamente que vamos ter a continuidade do mesmo sistema.

Isso acha que tem a ver com a fluência, ou seja, por serem dois candidatos, vem menos gente também. Acha que tem a ver com isso ou por causa do tempo? O que acha que fez com que viesse 16 mil pessoas?

Eu penso que aquelas pessoas que não vieram votar e que vieram em outras vezes, que eram filas enormes, não vieram por uma razão simples, porque havia apenas dois candidatos e o candidato principal creio que irá dar continuidade àquilo que tem acontecido pela expectativa que houve anteriormente em termos de campanha.

Muito obrigado, aqui o esclarecimento de um votante que veio aqui votar para as eleições, que ainda decorrem e as urnas fecham dentro de uma hora. O dado é 16 mil votantes até agora.

Jornalista Martim Madeira, com estes novos dados das eleições do Sporting, o jornalista da Rádio Observador, que vai continuar nas imediações tanto do Pavilhão João Rocha como também do Estádio José de Alvalade, onde às 11 da noite espera-se então esses resultados finais e também, quem sabe, as primeiras declarações do vencedor deste ato eleitoral. Eleições do Sporting que serão para o quadriênio entre 2026 e 2030.

Ponto final nesta edição das 19h, com o João Lourenço que está de regresso às 19h30 para atualizar as notícias. João Lourenço, contamos contigo. Um abraço, até já.

Um abraço.