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Boa viagem, bom regresso a casa. Vamos ter o jornal das 19h já daqui a pouco com a jornalista Vanessa Cruz. Quais são as notícias em destaque, Vanessa?

A UGT continua desconfortável com as últimas alterações ao pacote laboral. Mário Mourão, o secretário-geral, foi recebido pelo Presidente da República em Belém e reagiu também à notícia d'O Observador, que dá conta de acusações dentro do próprio Secretariado Nacional de que Mário Mourão esteja a ocultar a evolução do processo tal como ele efetivamente aconteceu. Mário Mourão respondeu também a isso. Vamos em direto até ao Palácio de Belém.

E depois deste jornal das 19h, logo a seguir, temos novo episódio da "Realpolitik". Sérgio Sousa Pinto e Miguel Pinheiro conversam hoje sobre a guerra no Irão, o comportamento de Donald Trump e ainda sobre o pacote laboral. Depois das 20h, do jornal das 20h, vamos abrir um especial de esporte para acompanhar a segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal, um Porto-Sporting no Dragão. Os Leões levam de Lisboa uma vantagem de 1 x 0, vitória na primeira mão. Há instantes, o autocarro da equipe do Sporting saiu do hotel e está, nesta altura, a caminho do Estádio do Dragão. Quanto ao estado do tempo, amanhã podemos contar com sol, sem chuva. Vamos olhar para as máximas previstas. Porto 20, Viseu 24, Aveiro 19, Coimbra 23, Leiria 22, Santarém 26, Lisboa 22, Setúbal 20 e Faro 21. Eu sou Ricardo Conceição e esta é a tarde política da Rádio Observador. Jornal das 19h com a Vanessa Cruz. O secretário-geral da UGT rejeita em absoluto a ideia de que esteja a esconder do Secretariado Nacional pormenores e a forma exata como evoluíram as negociações do pacote laboral.

Declarações de Mário Mourão à saída de um encontro em Belém, promovido pelo Presidente da República com os vários parceiros sociais. Vamos até lá em direto, Martim Madeira. É amanhã a votação do Secretariado Nacional da UGT para estas últimas alterações ao Código do Trabalho. Mário Mourão baixa as expectativas.

Mário Mourão diz não estar ainda confortável com a proposta em cima da mesa para a reforma laboral. Afirma ainda que tem indicações de que o governo continua disponível, ainda a fazer aproximações, embora a ministra do Trabalho tenha dado a discussão como encerrada. Quando questionado pela Rádio Observador sobre a notícia de que foi acusado de ocultar a evolução das negociações, Mário Mourão nega totalmente e desafia ainda Francisco Clemente Pinto a trazer a segunda versão do documento. Vamos ouvir essas declarações.

É uma tolice essas afirmações. A UGT, quando analisa os documentos, são os últimos documentos. E, portanto, este é também o último documento. Não, nunca houve duas versões. Há uma versão. Eu espero que ele amanhã leve outro documento diferente e que me confronte com o documento diferente.

Então não há mesmo?

Eu e julgo que os colegas, membros da tendência dos Trabalhadores Social-Democratas, esperamos que esse senhor traga o documento diferente. Eu não tenho, nem esteve em cima da mesa.

O secretário-geral da UGT diz ainda que não está a adiar a reforma laboral para o dia 1º de maio.

Entretanto, já vamos também ouvir, Martim Madeira, o que dizem os patrões, mas primeiro estas declarações que foram feitas por Francisco Clemente, da UGT, à Rádio Observador, a confirmar que há documentos diferentes e a encontrar também uma explicação para isso.

A pressão relativamente à UGT é demasiado grande e o processo negocial, como é diário, nós no Secretariado Nacional só reunimos uma vez por mês. O que acontece? Acontece que quando a informação chega até nós, rapidamente é ultrapassada no dia seguinte. É evidente, verifico e constato que temos documentos diferentes apresentados ao final pelo governo e documento apresentado pela UGT.

Mas em que é que diferem esses documentos? Em que é que difere a informação que consta desses documentos?

O secretário-geral da UGT entrega-nos o documento sobre aquilo que está transcrito, e o que eu diz mesmo, que está transcrito e que está vertido no papel, e dizendo que há elementos ainda em negociação.

Francisco Clemente Pinto, ex-membro do Secretariado Nacional da UGT, entrevistado pelo jornalista Miguel Videira. Escutamos também na abertura deste jornal, o líder da UGT, Mário Mourão, a refutar estas declarações. Voltamos agora a ti, Martim Madeira, em direto do Palácio de Belém, porque os patrões também têm sido recebidos por António José Seguro. O que dizem à saída deste encontro?

Quem também se reuniu com António José Seguro foi a Confederação do Turismo. O presidente Francisco Calheiros não acredita que a UGT está pronta para assinar um acordo. Vamos ouvir as declarações de Francisco Calheiros, que fala numa never-ending story.

Eu respeito muito a opinião dos outros, os constrangimentos, tudo o que seja. Mas que seja claro se a UGT está ou não está em condições de assinar o acordo. Eu acho que não. E era mais simples dizê-lo. Nunca vi, por parte da UGT, qualquer cedência. E por parte do governo e das entidades empregadoras, vi bastantes. Umas com algumas cedências e outras com cedências totais. Isto é um never-ending story, não podemos continuar nisto.

Por agora, já acabou a reunião da Confederação do Comércio. Já só falta a CIP, a Confederação das Empresas Portuguesas, que já se encontra reunida com o Presidente da República.

E vamos dar conta das conclusões desse encontro, o último do dia, nas próximas edições. O Martim Madeira vai continuar no Palácio de Belém.

E o antigo líder da UGT, Carlos Silva, espera que Mário Mourão apresente ao Secretariado Nacional

Todas as últimas versões, ou a mais recente versão, com total clareza sobre o que foi negociado com o governo.

Carlos Silva diz que é da responsabilidade do secretário-geral da UGT tornar públicas essas últimas propostas do executivo, sejam elas escritas ou verbais.

Ao Mário Mourão caber-lhe-á, naturalmente, apresentar em conjunto com o cidadão presidente da UGT da Tendência Sindical Democrata, caber-lhes-á a ambos apresentar amanhã no Estral Nacional os prós e os contras do acordo e, sobretudo, apresentar aquilo que foram, verbal ou por escrito, as últimas propostas do governo e, portanto, cada um assumirá a sua responsabilidade.

Carlos Silva antecipa um não da estrutura sindical.

José Luís Carneiro considera difícil que a UGT aprove as alterações às leis laborais.

O secretário-geral do PS não está confiante no voto favorável por parte da Central Sindical, pela forma como o governo tem encarado o assunto. José Luís Carneiro diz ainda que é preciso esperar pelo fim do diálogo e também diz que quando as pessoas querem, as coisas acontecem.

Vejo que o ponto de situação não é o ponto adequado a haver um acordo, mas há que esperar sempre pelo fim do diálogo. À luz do posicionamento da própria ministra e das declarações públicas e da forma como o governo tem encarado o assunto, parece-me difícil. Mas quando as pessoas querem, as coisas acontecem.

É difícil, mas pode acontecer. José Luís Carneiro numa entrevista à Agência Lusa. Já o primeiro-ministro Luís Montenegro defende que a UGT tem todas as razões para subscrever um acordo e que se isso não acontecer, será por razões de natureza política. É o que diz Luís Montenegro. O Secretariado Nacional da Central Sindical vai votar amanhã pela segunda vez as alterações ao Código do Trabalho. Da primeira vez, chumbou.

E há outras notícias a marcar a tarde desta quarta-feira.

O prolongamento do cessar-fogo no Irã deve durar três a cinco dias. Terá sido essa a janela temporal que os Estados Unidos deram a Teerão para retomar as negociações e responder a uma proposta de acordo. É uma informação que está a ser avançada pela estação de televisão israelita Canal 12, a citar três autoridades norte-americanas. Esta tarde, a Reuters noticiava que Washington não tinha definido até quando é que ia durar este cessar-fogo. Entretanto, o Irã rejeita por completo a reabertura do estreito de Ormuz. O principal negociador de Teerão, o presidente do Parlamento iraniano, diz que reabrir a passagem é impossível, tendo em conta as violações do cessar-fogo por parte dos norte-americanos. A Air France, KLM e a Lufthansa devem ser convidadas pelo governo português a apresentar propostas vinculativas para a TAP. É essa a recomendação da Parpública, é o que está a avançar a Bloomberg. As duas companhias aéreas foram as que decidiram avançar neste processo de privatização para ficarem com uma posição minoritária da TAP e devem passar agora à próxima fase. A ministra da Saúde diz que o SNS deu uma boa resposta ao país durante o inverno. Foram 10 mil episódios de urgência revelados por Ana Paula Martins no debate que foi pedido pelo LIVRE na Assembleia da República, precisamente sobre a situação no SNS. A ministra anunciou logo no início deste debate que o governo aprovou 50 milhões de euros para requalificar serviços de urgências e esse despacho já está assinado. Entretanto, há hospitais com dificuldades na compra de dispositivos, como luvas e sacos, por causa da guerra no Médio Oriente. É um alerta deixado pela Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares, apesar de referir que os hospitais não estão nesta altura em crise, há um estoque de segurança. E fechamos com o cinema português em destaque. Ricardo, já imaginaste ter um filme português em competição num dos principais festivais do mundo? Por vezes acontece.

Em Cannes, Berlim.

Cannes, neste caso. Sim, na Liga dos Grandes. O filme "Algumas Coisas que Acontecem ao Lado de um Rio", de Daniel Soares, é um dos 10 filmes na competição da curta-metragem que tem estreia mundial no festival francês. É um filme português escolhido entre mais de 3 mil candidaturas, é preciso dizer, de 136 países, sendo que Daniel Soares até já tinha recebido uma menção honrosa em 2024, também neste festival.

E há mais ou é só este?

Há mais. "Onde Nascem os Pirilampos" também foi selecionado para a secção La Cinef, destinada a filmes de escolas de cinema. Também uma curta de Clara Vieira, da Escola Superior de Teatro de Cinema.

Então, Portugal vai ter três filmes.

São dois filmes. Este filme, "Onde Nascem os Pirilampos", é uma curta de Clara Vieira, se calhar não nos percebe aqui muito bem. Mas são dois filmes portugueses, num dos maiores palcos do cinema mundial. 12 e 13 de maio.

Em Cannes, 12 e 13 de maio. Vanessa Cruz, regressa antes, regressa às 19h30.