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Jornal das 7, com o jornalista Miguel Viterbo Dias. Miguel, começamos pelos desacatos a esta hora em Lisboa.
Desacatos que começaram em frente à Assembleia da República no final do desfile da CGTP. Já depois da manifestação da CGTP ter terminado, vários manifestantes provocaram desacatos. A PSP foi obrigada a intervir, está a tentar dispersar esses manifestantes que foram ficando e já deteve pelo menos cinco pessoas. Foram também incendiados pelo caminho alguns caixotes do lixo. Nesta zona do Palácio de São Bento, entre o Palácio de São Bento e Santos, em Lisboa, está o jornalista Miguel Pina Andrade. Miguel, como é que está a situação agora e se ainda se mantêm esses confrontos entre os manifestantes e a polícia?
A situação está mais calma agora, Miguel. Este rasto de destruição, desde a Assembleia da República até agora, onde os manifestantes foram dispersados, o Largo do Barão. Este rasto de destruição que também deste conta, os bombeiros foram apagando os focos de incêndio que estavam ativos, os caixotes do lixo, caixas de cartão com garrafas. Entretanto, os manifestantes foram encaminhados pela Rua dos Mastros para este largo, onde agora a polícia faz uma barreira de proteção. A Unidade Especial de Polícia. Estes nove detidos, na área da Assembleia da República, foram detidos três. Entretanto, foram detidos mais dois. Um deles foi detido por dois polícias à paisana, o outro vi que estava, durante estes confrontos com a polícia, com a cara tapada e a atirar tochas para os polícias. Agora os confrontos já estão mais calmos, mas os ânimos mantêm-se elevados, até porque os manifestantes continuam a cantar e a chamar nomes à polícia, que vai fazendo aqui uma barreira de proteção entre a Rua dos Mastros e o Largo do Barão.
O jornalista Miguel Pina Andrade, que está nesta zona de Lisboa, esteve no Palácio de São Bento a acompanhar a manifestação e assistiu também a este início dos desacatos, agora já dispersos pelas ruas de Lisboa, já na zona de Santos, depois da atuação da Polícia de Segurança Pública, que já deteve pelo menos cinco pessoas.
E Luís Montenegro desvaloriza a greve geral e critica a falta de contributos para o debate.
O Conselho de Ministros esteve reunido durante a tarde para um balanço da greve. No final, Luís Montenegro falou aos jornalistas e desvalorizou os números da adesão.
Estão a trabalhar nos seus locais de trabalho, a grande maioria. Estão a trabalhar à distância aqueles que têm funções conciliáveis com o teletrabalho. E, de uma forma geral, o setor privado não teve grande perturbação. É toda a informação que nos é carregada por variadíssimas entidades, confederações empresariais, empresas propriamente ditas, que nos transmitiram os índices de adesão e que são, eu diria, muito reduzidos, não quero estar a adjetivar, mas são muito reduzidos. E na administração pública, onde, em média, a taxa de adesão andará nos 23%.
O primeiro-ministro, numa declaração no Palacete de São Bento, em que lamentou ainda que os sindicatos insistam em greves gerais.
Apenas me parece, como cidadão, como português e como primeiro-ministro, que todos temos uma responsabilidade e a responsabilidade também integra aquilo que são as consequências dos nossos atos. A consequência desta greve, no final deste dia, parece-me que passou apenas por prejudicar a vida de muita gente, porque as posições políticas que queriam ser transmitidas já eram conhecidas, já eram afirmadas por estas estruturas há bastante tempo.
Luís Montenegro aos jornalistas depois de ter reunido o Conselho de Ministros durante a tarde.
E o secretário-geral da CGTP aponta dados no sentido inverso, diz que a participação na greve foi idêntica à de dezembro do ano passado.
Uma adesão significativa, diz Tiago Oliveira. Não há números globais. O líder da Intersindical fez apenas referência a alguns setores e empresas, mas também ao funcionamento do setor da saúde.
Hospitalização privada. Impactos significativos nos Lusíadas Amadora e Lisboa, no Hospital CUF em Sintra, no Hospital Luz em Lisboa. Setor do têxtil e calçado. Empresa Mabera, 99% de adesão, Tearfil, 95% de adesão.
Os números foram acompanhados de críticas dirigidas ao governo por parte de Tiago Oliveira por insistir neste pacote laboral.
André Ventura diz que o Chega vai tratar de pôr fim à reforma da lei laboral no Parlamento.
O presidente do Chega reagiu à greve geral na Assembleia da República. André Ventura diz que não são precisas mais paralisações porque agora compete aos deputados pôr fim à iniciativa do governo.
Eu quero dizer ao país que nós vamos resolver este assunto, que agora foi marcado já definitivamente a discussão e o agendamento desta proposta laboral. E eu quero tranquilizar todos, todos os que estão em casa, todos os que decidiram fazer greve, os que decidiram não fazer greve, mas uma ampla maioria do país que sabe que esta é uma má reforma laboral, que é uma má proposta laboral e que se ela continuar nestes termos, não é preciso mais rua nenhuma, não é preciso mais greves nenhumas. Esta lei laboral será derrotada onde tem que ser derrotada, que é no Parlamento. Se houver outras mudanças, outras alterações, outra lei laboral, o Parlamento também, mais uma vez, cá estará.
O presidente do Chega numa declaração aos jornalistas no Parlamento. À esquerda, o Paulo Raimundo marcou presença no desfile da CGTP e atirou a Maria do Rosário Palma Ramalho. Diz que se tornou na melhor funcionária dos patrões.
Há dez meses a esta parte que anda a ser a funcionária do mês das confederações patronais. Veio com uma linha de argumentação sobre a dimensão da greve, o impacto da greve, de quem vive no seu próprio mundo e ilude-se com a sua própria propaganda. Isso vai rebentar nas mãos, porque é compreensível. Não pode ser de outra maneira, é incompreensível e aceitável que os trabalhadores não possam aceitar este pacote laboral, porque isto ainda lhes fragiliza mais as suas vidas, aumenta a precariedade, aperta-lhes os salários, desregula ainda mais os horários de trabalho, quer introduzir o justimento da justa causa. Há algum trabalhador que pode aceitar uma coisa destas?
Secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, que acrescenta que o pacote laboral está mais perto de ser rejeitado do que implementado. Esta reforma vai ser discutida no Parlamento no dia 18 de junho.
E a partir de 2027, Portugal vai ocupar um dos lugares do Conselho de Segurança da ONU.
É um dos cinco membros não permanentes, eleito para o biênio de 2027 e 2028. Portugal foi eleito à primeira volta e já depois de conhecido o resultado, o primeiro-ministro Luís Montenegro elogiou o trabalho diplomático feito ao longo dos últimos anos.
Esta vocação universalista de Portugal foi, em nosso entendimento, crucial para o sucesso desta campanha. Portanto, agora cabe-nos a responsabilidade de em 2027 e em 2028 estarmos na mesa do Conselho de Segurança das Nações Unidas e aí podermos contribuir para as decisões que são hoje mais do que nunca reclamadas para assegurar a paz e a segurança internacional.
Luís Montenegro numa declaração no Palacete de São Bento. O Presidente da República também vincou a conquista do país, lembrando o papel de Cavaco Silva e de Marcelo Rebelo de Sousa para este resultado, que diz que reconhece Portugal como país credível, de confiança e com respeito na comunidade internacional.
E há outras notícias a marcar a tarde desta quinta-feira.