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Jornal das 7, com o jornalista Miguel Viterbo Dias. Portugal é um dos oito países europeus que vai enviar ajuda para a Venezuela.

A informação foi confirmada pela presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, na rede social X. A líder da Comissão Europeia confirmou que Espanha, Itália, República Checa e também a França, a Alemanha, o Luxemburgo e os Países Baixos vão enviar ajuda imediata para a Venezuela. A estes junta-se Portugal. Ursula von der Leyen acrescenta ainda que a União Europeia está preparada para enviar mais ajuda, incluindo assistência médica. O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, que já tinha disponibilizado uma equipe de 50 elementos da Proteção Civil à presidente venezuelana Delcy Rodríguez. Já durante a tarde, o ministro dos Negócios Estrangeiros deu conta de que o envio deste apoio estava a ser coordenado com o Mecanismo Europeu de Proteção Civil.

Portugal está a organizar já um voo, já tem 53 pessoas escaladas, em que também estão seis pessoas do INEM, dois médicos, dois enfermeiros, dois tripulantes de ambulâncias. Temos a Unidade de Emergência e Socorro da GNR, temos pessoas da Proteção Civil, todos estão já em estado de prontidão. Portanto, esta manhã estivemos a tratar disso. Pode demorar algum tempo. A Venezuela estava, disse o meu ministro, a ativar o Mecanismo Europeu de Proteção Civil, o que, obviamente, nos permite, quer nacionalmente, quer em termos europeus, responder mais agilmente.

Paulo Rangel, em entrevista à TVI sobre o envio de ajuda portuguesa para a Venezuela. Entretanto, o presidente da Assembleia Nacional Venezuelana dá conta de um aumento das vítimas mortais. São agora 188 mortes confirmadas e mais de 1520 pessoas feridas até o momento.

Entretanto, o presidente do Governo Regional da Madeira dá conta de duas vítimas mortais, mas o Ministério dos Negócios Estrangeiros, Miguel, ainda só confirmou oficialmente uma morte de um português.

Miguel Albuquerque diz ter uma informação não oficial de que existem dois lusodescendentes com ligações à Madeira que morreram na sequência dos sismos na Venezuela.

Aqui a Madeira SA.

A fonte oficial que tenho é que há duas vítimas lusodescendentes. Vem de contactos pessoais. A situação está muito complicada, é uma situação muito constrangedora. É possível, neste momento, em termos de apuramento de vítimas, que haja mais lusodescendentes entre as vítimas. Felizmente, algumas delas reapareceram agora no meio dos escombros. Ainda há pouco tivemos o acontecido de uma amiga que não saiu dos escombros, mas a situação é muito constrangedora.

Miguel Albuquerque, em declarações à SIC, a dar conta de que há muitas pessoas com ligações à Madeira que ainda não responderam às tentativas de contacto. Para já, o Ministério dos Negócios Estrangeiros ainda só confirmou uma vítima mortal. Pouco depois da confirmação, o ministro da Presidência, António Leitão Amaro, adiantou que o homem ainda foi retirado com vida dos escombros.

Com grande tristeza, naturalmente, que há poucos minutos foi identificada a primeira vítima mortal de nacionalidade portuguesa, uma pessoa residente na Venezuela, que ainda foi retirada dos escombros com vida, mas perdeu a vida no caminho para o hospital. Sofrimento, dor, angústia relativamente a mais portugueses. Temos informação, são pessoas que ainda não foi possível contactar.

O ministro da Presidência, depois do Conselho de Ministros, sobre os restantes portugueses residentes na Venezuela, Leitão Amaro diz que ainda não foi possível apurar mais informações.

A Assembleia da República aprovou, por unanimidade, um voto de pesar para com as vítimas da Venezuela.

E guardou um minuto de silêncio com as vítimas. O voto de pesar apresentado pelo presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco, motivou o voto a favor de todas as forças políticas. Destacou a especial preocupação com os cidadãos portugueses e lusodescendentes. Ao voto de pesar, associou-se também o governo, através da presença do ministro dos Assuntos Parlamentares.

E a Assembleia da República aprovou esse voto por unanimidade, mas houve outra votação em destaque esta tarde. É um dos temas da política nacional dos últimos dias. Foi aprovada de forma definitiva a criação da Prestação Social Única.

Com os votos a favor da AD e a abstenção do Partido Socialista e da Iniciativa Liberal, o Chega e a restante esquerda votaram contra. A acompanhar esta votação esteve o jornalista Ricardo Lopes. Ricardo, os partidos quiseram justificar o sentido de voto no final?

Exatamente, Miguel. Quiseram, esta votação final global dá luz verde ao governo para avançar com a PSU, mas ainda assim foram deixados alguns recados. O texto que foi hoje aprovado foi um texto de substituição, que resulta da negociação de ontem entre os sociais-democratas e os socialistas. Alcançaram um acordo que viabilizou a proposta na especialidade. O texto que foi hoje a voto já incorpora, inclusive, várias alterações negociadas entre os dois partidos, como é o caso da eliminação do canal de denúncias, uma bandeira vermelha dos socialistas. Ainda assim, o PS não votou a favor, absteve-se, o que foi suficiente para aprovar o documento. Ora, Eurico Brilhante Dias, líder da bancada parlamentar, explica por quê.

Não votamos a favor. Não votamos a favor porque é uma autorização legislativa, porque o processo legislativo merecia ter tido mais espaço, mais tempo. Mas com esta autorização legislativa, com esta proposta de lei, foi salvaguardado o essencial da proteção daqueles que precisam de políticas de inclusão. O combate à pobreza está presente neste documento. O humanismo está presente neste documento final.

Aqui Eurico Brilhante Dias, a valorizar esta segunda versão do documento negociado entre o PS e o PSD. Já o Chega, que hoje votou contra, ontem também tinha ficado já de fora deste entendimento, viu rejeitadas as principais propostas que apresentou durante as negociações. André Ventura, antes da votação, disse que o Chega é que não quis negociar. No final, a deputada Cristina Rodrigues explicou o que pretendia o partido.

Aquilo que o Chega queria era simples. Para além de, obviamente, quem é imigrante e vem para Portugal tem que descontar antes de ter acesso a apoios sociais. Cinco anos, tal como acontece em Itália, cinco anos, tal como acontece na Alemanha, aliás, na Dinamarca são nove anos. E eu pergunto: será Portugal um país mais rico do que algum destes três que eu mencionei?

Aqui a deputada Cristina Rodrigues a explicar que o tempo da contribuição dos imigrantes à Segurança Social foi o principal entrave às negociações. Quanto ao lado escolhido para negociar por parte do PSD, Hugo Soares, líder da bancada parlamentar, explica que quis negociar tanto com o PS como com o Chega, mas só com um foi possível.

Conversamos, negociamos e dialogamos com os partidos com representatividade parlamentar, designadamente com os dois que podiam constituir a maioria necessária para que acontecesse aquilo que hoje aconteceu, que foi a aprovação da Prestação Social Única. Não tenho nenhuma razão de deslealdade em nenhum dos diálogos. Foi possível chegar a um acordo com o Partido Socialista, ainda bem, não foi com o Chega.

Hugo Soares, que acusa também o Chega de se ter alinhado à extrema-esquerda. Já terminaram os trabalhos aqui no plenário. Miguel, já saíram todos os deputados. Votação feita, o governo tem assim luz verde do Parlamento para criar a Prestação Social Única.

Ricardo Lopes a acompanhar esta votação final global da PSU. Já António Leitão Amaro, ministro da Presidência, criticou os partidos que ficaram fora do acordo, diz que são inúteis para o país e confessa também que o governo preferia a proposta inicial, mas que os ajustes feitos não comprometem os objetivos.

E outras notícias a marcar esta tarde.

O treino da Seleção Nacional, que foi cancelado depois de um alerta de tempestade, foi ativado o protocolo em vigor nos Estados Unidos, quando uma tempestade se aproxima do centro de treinos. Antes desta decisão, Pedro Neto falou aos jornalistas. O avançado português diz que a Colômbia é um adversário difícil e que o ambiente no estádio é um fator a favor dos sul-americanos. Diz também que os recordes de Cristiano Ronaldo são um incentivo para todo o grupo. Mas a fechar, e ainda sobre a Seleção Nacional, há uma competição que Portugal já venceu. No caso, Pedro Neto foi considerado o jogador mais bonito desta edição da Copa do Mundo. Não estava à espera deste troféu.

E o próprio estava.

De mãos a abanar já não saímos. O próprio estava e com toda a humildade diz que nem o grupo estranhou.

Acho que não é nada de admiração, uma coisa completamente normal. E acho que nem foi tema no balneário, porque o grupo estava todo com uma opinião unânime sobre eu ser o mais bonito.

Pedro Neto diz que ninguém estranhou ele ter sido considerado o mais bonito e que a prova que o prêmio foi bem atribuído é que ninguém na seleção reclamou.

É um prêmio justíssimo, não é?

Portanto, e para Cristiano Ronaldo não reclamar de não ter ganho um prêmio.

Exato, até o próprio esquece. O Miguel Vitor Dias vai atualizar as notícias às 19h30.