Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Jornal das sete, com edição de Miguel Viterbo Dias. O governo está disponível para acolher as exigências do PS sobre a revisão constitucional e a Segurança Social.
Ao que o Observador apurou, o governo não terá dificuldades para responder a duas das maiores exigências do Partido Socialista para o orçamento do Estado. O Executivo preferia que o PS não misturasse a negociação de questões setoriais com o orçamento, mas fonte da AD garante ao Observador que Luís Montenegro sempre quis incluir o PS no projeto da revisão constitucional. Também na Segurança Social, apesar do relatório pedido ao economista Jorge Bravo sobre a sustentabilidade da Segurança Social, a ministra já disse que não está prevista nenhuma mudança estrutural nesta legislatura, pelo que Montenegro pode dar garantias ao PS que não vão existir mexidas nesta área. As outras duas exigências dos socialistas estão relacionadas com a Lei de Bases da Saúde e com a resposta que o governo deve dar à recuperação dos territórios mais afetados pelas tempestades do início do ano.
O professor universitário e antigo ministro das Finanças, Luís Campos e Cunha, elogia as melhorias no relacionamento entre a AD e o PS.
Campos e Cunha diz que as exigências dos socialistas são um bom desenvolvimento, que mostra que o PS quer ser o parceiro preferencial da AD nas questões mais relevantes para o país.
O partido da oposição, Partido Socialista, posto numa posição de condições políticas para viabilizar um orçamento, eu acho que é um bom desenvolvimento e uma boa ideia. Repare-se que este conjunto de propostas, do meu ponto de vista, é quase estender o tapete ao governo para que o Partido Socialista seja o parceiro principal, não do governo, mas da AD.
Campos e Cunha, no explicador da tarde política, em que fala ainda do sistema de pensões, diz que diminuir a idade da reforma é uma má medida para um sistema que já está sob forte pressão.
O antigo ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, pede a Luís Neves que se apresse nas explicações.
Eduardo Cabrita, que desempenhou as mesmas funções do Luís Neves, diz que para bem do prestígio da Polícia Judiciária e também do Estado, o ministro deve responder rapidamente às dúvidas que se levantaram nas últimas semanas.
Eu pediria ao doutor Luís Neves, para bem dele, mas sobretudo para bem do sentido de autoridade do Estado, que neste momento está posto em causa, e também para o prestígio da Polícia Judiciária, que não voltasse a dizer que é amanhã ou que é daqui a uns dias. É que com a máxima urgência, aí associo-me ao pedido feito pelo Duarte Pacheco, com a máxima urgência, preste todos os esclarecimentos necessários.
Eduardo Cabrita no explicador da Rádio Observador, em que o antigo deputado do PSD, Duarte Pacheco, admite que o comportamento do Luís Neves está a dar espaço à indignação do Chega.
Se viesse à praça pública dar as explicações, não dava azo a que o Chega fizesse esse tipo de comportamento. O doutor Luís Neves teve uma ação muito importante, até ainda como diretor da Polícia Judiciária, de evidenciar que aquela grande mensagem do Chega, que associava a imigração à criminalidade, não era correta, mas agora está precisamente a fortalecer o Chega pela sua ausência de esclarecimentos.
Duarte Pacheco, que ainda assim admite que é contra a banalização das comissões de inquérito. O Chega anunciou hoje que vai avançar com o inquérito parlamentar à liderança de Luís Neves na Polícia Judiciária. O PS acusa André Ventura de fragilizar a PJ e relaciona esta intenção com as investigações da polícia a movimentos de extrema-direita. Já a iniciativa liberal quer ouvir o ministro, mas numa reunião da Comissão Permanente da Assembleia da República, é o órgão em funcionamento durante o período de férias do Parlamento.
E o ministro Luís Neves, confrontado com esta proposta do Chega de avançar com uma comissão parlamentar de inquérito, agradece.
Agradece a oportunidade para esclarecer tudo e também para mostrar o legado que deixou na Polícia Judiciária. E garante Luís Neves que não tem medo desta comissão de inquérito.
Ainda bem. Conforme já disse anteriormente, estou totalmente disponível para em todos os fóruns prestar todos os esclarecimentos. É uma boa altura para saber e para se conhecer o meu legado à frente da Polícia Judiciária. Portanto, conforme já disse, no meu tempo próprio prestarei os esclarecimentos, cá há pouco me foi colocada aqui a questão pela RTP, que os portugueses merecem.
A reação de Luís Neves ao anúncio do Chega de avançar com o inquérito parlamentar em setembro, esta pressão da oposição que aumenta no dia em que há novos desenvolvimentos sobre os casos que envolvem o ministro Luís Neves, que não entregou as declarações de rendimentos ao Tribunal Constitucional quando era diretor nacional da PJ. A notícia foi avançada pela TVI, CNN e pelo Nascer do Sol. Também no caso do outro lado, o Expresso adianta que a Polícia Judiciária não encontrou documentos que justifiquem o transporte do veículo do Seixal para Barcelos.
E na Educação Livre, PCP e Bloco de Esquerda concordam com uma comissão parlamentar de inquérito ao processo de como decorreu esta época de exames nacionais.
Posição vincada na manifestação convocada pelos estudantes para criticar o processo de classificação das provas, no dia em que termina também a segunda fase, em que o ministro assegura que a digitalização está a decorrer com normalidade, sem os mesmos constrangimentos da primeira fase. A acompanhar esta manifestação no Ministério da Educação está o jornalista Hugo Fortunato Oliveira. Hugo, à esquerda do PS, todos defendem uma comissão de inquérito?
Muito boa tarde. Sim, esse é um pedido unânime. Começamos por António Filipe, o histórico do PCP, que foi o primeiro a deixar bem presente essa posição.
Esta questão tem que ser levada muito a sério para a Assembleia da República e usar os meios regimentais de que dispõe
Para que o governo assuma as responsabilidades que tem que assumir perante o Parlamento e perante o país. Portanto, aquilo que foi anunciado, a realização do inquérito, obviamente, não é de descartar e pode fazer sentido. Para já, é preciso que o governo não fuja aos esclarecimentos que são necessários sobre este problema, que não faça como tem feito até aqui, que é procurar atirar as responsabilidades para todos, menos para o próprio governo, que é o verdadeiro responsável pela situação que está criada.
O pedido de António Filipe, do Livre, o antigo porta-voz do partido, acompanha também esta posição.
Acompanhamos, porque nos parece que se trata de uma questão que é transversal ao Ministério da Educação, a criação de um caos onde não havia. Quer dizer, nós estamos habituados a outras dificuldades na educação, seja na colocação de professores, seja no início do ano letivo. O que este ministro conseguiu fazer foi inventar um caos novo no Ministério da Educação, que é de facto uma coisa inédita e que tem que ser explicada e não vai lá com auditorias por empresas privadas.
A posição de Rui Tavares, o antigo porta-voz do Livre, que cola também o ministro da Educação à iniciativa liberal. O Bloco de Esquerda, aqui pela voz de Fabian Figueiredo, também deixou vincado que está disponível para uma comissão parlamentar de inquérito e traça as prioridades.
Há outra coisa que o ministro tem de uma vez por todas explicar. Um: como é que vai funcionar o ressarcimento às famílias. Dois: como é que vai ser pago o trabalho suplementar aos professores. Terceiro: que deixe de ser teimoso e que reveja desde já o calendário do acesso ao ensino superior.
Declarações de Fabian Figueiredo aqui nesta tarde, nesta manifestação, uma manifestação que está ruidosa e que nos últimos instantes alastrou-se também para a estrada. Os manifestantes pedem, Miguel, nesta altura, a demissão do ministro da Educação, Fernando Alexandre.
O jornalista Hugo Fortunato Oliveira a acompanhar esta manifestação dos estudantes no Ministério da Educação. O PS que acena com a possibilidade de avançar com uma comissão de inquérito se Fernando Alexandre não der respostas até setembro. Os socialistas querem ter resposta a duas perguntas, uma sobre uma questão do exame de Português, que poderá ter sido idêntica a uma pergunta que estava num dos livros de apoio, e querem também mais informações sobre as correções dos exames nacionais. Caso estas questões não sejam respondidas, o PS assegura que vai avançar para uma comissão de inquérito em setembro.
O Partido Socialista espera que essa resposta venha até ao início do mês de setembro e se a resposta não vier ou não for esclarecedora, a resposta a esse conjunto de questões, terminado que esteja o processo de acesso ao ensino superior, o Partido Socialista tomará a iniciativa de lançar uma comissão parlamentar de inquérito no Parlamento.
O aviso deixado por Eurico Brilhante Dias na sede do PS. Ainda hoje, o grupo parlamentar socialista vai enviar as perguntas por escrito a Fernando Alexandre.
E há outras notícias a marcar a tarde desta sexta-feira, 24 de julho.
Mais de 40 mil pessoas tiveram de ser retiradas de casa devido a incêndios nas regiões de Madrid e Ávila, em Espanha. Segundo as autoridades locais, os incêndios ainda não se encontram controlados, o que obrigou à retirada preventiva de milhares de pessoas. Em declarações aos jornalistas, o delegado do governo espanhol na região de Madrid diz que as autoridades não descartam que existam mais pessoas retiradas das habitações nas próximas horas. Estes incêndios estão a afetar as regiões de Madrid e Ávila desde o dia de ontem, levaram já o governo de Espanha a declarar situação de emergência e a acionar o mecanismo europeu de proteção civil. A presidente do Executivo de Madrid disse ao final da manhã que a região enfrenta os piores incêndios da história. A fechar, e porque estamos em período de férias, para uns mais perto do que para outros, fica uma sugestão, Ricardo, se quiseres. Os duques de Sussex escolheram a Comporta como destino de férias. A Meghan Markle partilhou várias fotografias a aproveitar os dias em Portugal, ao lado do príncipe Harry e dos filhos. Os duques que têm casa na Comporta há três anos, onde já investiram também outros nomes fortes de Hollywood, como Sharon Stone ou a Princesa Eugenie. E portanto, se fores para essa zona, corres sempre o risco de te encontrares com eles.
Uma pessoa não pode estar descansada, não é?
Sim. Não dá para estar sossegado.
Não, é um prato de caracóis para mim e para o príncipe.
Não se pode pedir um espadinho aqui assim à vontade.
Eu acho que a Meghan não gosta da espada de em cima.
Mas pronto, nem tudo é mau.
Mas o príncipe se calhar ainda bebe uma Imperial e uns caracóis à saída da praia.
Mas também é assim, nem tudo é mau, porque os príncipes já não estão por lá. Já estiveram, já não estão.
Quer dizer que quem for neste férias já não corre esse risco.
Sim, já não corre esse risco, porque já pode estar à vontade e os caracóis, porque entretanto Meghan Markle e o príncipe Harry foram até ao Reino Unido. Estiveram com o rei Carlos III e com Camilla no primeiro encontro do rei com o príncipe Harry em quatro anos.
Sim, mas a praia na Comporta é melhor.
Se calhar agora voltam, porque precisam descansar desse encontro sempre tenso.
E tu vais voltar às 19h30.
Eu vou às 19h30.