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Jornal das 7, na Rádio Observador, com edição de Miguel Cordeiro. O incêndio em Santo Tirso obrigou a retirada de todos os moradores de uma urbanização e levou ainda ao corte da Estrada Nacional 105.

Foi o que disse a Proteção Civil à Agência Lusa nos últimos minutos. Centenas de moradores tiveram de ser retirados da urbanização do Vale do Pisão. Isto aconteceu já depois das 16h30. Este incêndio está, neste momento, muito próximo do Aeródromo de Vilar de Luz, no concelho da Maia, o Aeródromo da Maia, e já começou a ameaçar algumas habitações. De acordo com a página da Proteção Civil, estão no terreno mais de 200 operacionais, estão a ser apoiados por 59 viaturas e estão também no combate às chamas seis meios aéreos. O fogo começou às 15h, neste momento tem duas frentes ativas e já obrigou também, como dizias, Ricardo, esse corte da Estrada Nacional 105.

Em Nova York, Trump e Zelensky estão reunidos.

O presidente dos Estados Unidos da América começou o encontro a elogiar a relação com Zelensky. Zelensky agradeceu este encontro e pediu ajuda para terminar a guerra. "Muito obrigado pela nossa reunião", foi o que disse Zelensky. Estão reunidos à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas, que arrancou hoje em Nova York. Trump falou numa boa relação com Zelensky e disse que têm muito para falar. Questionado sobre cedências territoriais na Ucrânia, Trump não respondeu, mas disse que os combatentes ucranianos podem estar orgulhosos do que fizeram até este momento. O líder norte-americano disse apenas que quer terminar com a guerra e que o presidente russo, Vladimir Putin, também está na mesa das negociações nesta fase.

António Guterres discursou hoje pela última vez na Assembleia Geral da ONU. Enquanto secretário-geral da ONU, atacou as superpotências. Trump falou a seguir para garantir que a América está de volta.

Foi um longo discurso de Trump, com mensagens para o Irão, para a Rússia, para Cuba e, na verdade, para todo o mundo, quando disse "America is back". O presidente norte-americano quis mostrar trabalho e, Martim Madeira, Trump puxou dos galões para se posicionar como a maior superpotência do mundo.

"Digo com grande orgulho que a América está de volta e mais forte do que nunca".

A América está de volta é a principal mensagem de Donald Trump. Num discurso de 30 minutos, mais ou menos, que mais pareceu um Estado da Nação, Trump tocou em vários pontos sobre a guerra no Irão. Afirma que tem uma decisão difícil em mãos.

"Tenho uma grande decisão a tomar. Será que se chegará a um acordo com o Irão que lhes permita reconstruir e criar um país muito maior do que alguma vez foi? Ou devo aniquilar a República Islâmica e fazê-lo rapidamente, sem lhes dar nunca a oportunidade de voltar a matar e destruir pessoas e países?"

Do Irão, Trump passou a Cuba para garantir que a liberdade vai chegar ao país.

"O comunismo não vai chegar à América, mas a liberdade vai chegar a Cuba".

E de Cuba passou à Ucrânia com a garantia de que o conflito vai acabar mais rápido do que se pensa.

"Acho que o conflito na Ucrânia vai ser resolvido mais rápido do que se pensa".

Ainda sobre guerras, desta vez uma pessoal, com uma organização independente, o presidente norte-americano afirma que os Estados Unidos não se vão reger pelo Tribunal Criminal Internacional.

"Nunca permitiremos que militares norte-americanos ou qualquer outra pessoa sejam investigados ou submetidos a julgamentos farsa por um tribunal antiamericano sem jurisdição sobre nós. São um grupo de pessoas maléficas".

Por fim, Trump fala na inteligência artificial para garantir que os Estados Unidos estão a vencer a corrida.

"Quem ganhar a superinteligência, ganha, e nós estamos a vencer".

Um discurso em Nova York que serviu para Trump engrandecer os Estados Unidos e com direito a um pedido final, para que a inteligência artificial passe agora a chamar-se superinteligência.

O Martim Madeira com os destaques deste discurso de Donald Trump. Antes discursou António Guterres. Disse que as superpotências não conseguem resolver todos os problemas e apelou à cooperação entre os diferentes países. Falou dos conflitos em curso e voltou a criticar também a atuação de Israel nos territórios palestinianos.

E à margem da Assembleia Geral da ONU, os Estados Unidos e a Dinamarca assinaram esta tarde um acordo de defesa para a Gronelândia.

O objetivo é mesmo esse: reforçar a segurança comum no Ártico e também no Atlântico Norte. Prevê este acordo uma presença militar norte-americana nesse território, na Gronelândia. O acordo já tinha sido anunciado no fim de semana. Foi esta tarde assinado pelos chefes de Estado da Gronelândia e da Dinamarca, bem como por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos da América.

Por cá, há anúncios de nova concentração nas urgências. Depois das urgências de obstetrícia, agora o governo avança com a mesma medida para a especialidade de ortopedia e traumatologia.

Serve para as urgências metropolitanas e regionais na região de Lisboa e Vale do Tejo. É um modelo muito semelhante ao que aconteceu com as urgências de obstetrícia. A ministra da Saúde explicou a medida esta tarde no Parlamento.

Não podemos continuar a organizar urgências com base na dispersão de recursos que não existem. É precisamente esta aprendizagem que vamos levar agora para a restante rede nacional de urgência e emergência. Em junho, o Governo criou um grupo de trabalho para a atualização desta rede. E digo-vos com toda a clareza: vamos avançar para a concentração de urgências metropolitanas e regionais de ortopedia e traumatologia e noutras áreas em que a evidência técnica demonstre que essa concentração é necessária, com prioridade em Lisboa e Vale do Tejo.

Nova concentração de urgências, mais medida deste governo. Já tinha acontecido para obstetrícia e agora acontece para ortopedia e traumatologia.

O Chega acusa o PS de apenas fazer recomendações, não tomar medidas concretas, isto para responder ao aumento do custo de vida.

O coordenador do partido na Comissão de Orçamento, Eduardo Teixeira, diz que o PS é que tem que escolher o caminho que quer fazer. O Chega vai levar a debate esta semana duas propostas de lei para colocar o IVA do cabaz alimentar a zero e para baixar os impostos sobre os combustíveis. Apesar de serem projetos de lei, caso sejam aprovados, só podem ser aplicados no próximo ano. O PS optou por uma estratégia diferente. Apresenta um projeto de lei que recomenda ao Governo a descida do IVA, tanto no cabaz alimentar como nos combustíveis. Só que Eduardo Teixeira critica essa postura dos socialistas.

O PS é que tem que saber se quer com coragem aplicar medidas que sejam importantes para salvar os portugueses deste galopar da forma como se vive em Portugal ou se quer continuar a ser o partido fofinho das recomendações. Se o PS quiser continuar a ser o partido fofinho das recomendações, deixa de ser um partido com capacidade para governar Portugal.

Declarações de Eduardo Teixeira esta tarde no programa "Sofá do Parlamento", já está disponível em podcast.

Paulo Raimundo atira novamente críticas às grandes empresas e ao Governo e avisa os trabalhadores sobre novas tentativas do que diz ser aprovar um novo pacote laboral. Pede, por isso, o secretário-geral do PCP, um murro na mesa.

Participou esta tarde numa iniciativa do PCP com trabalhadores do comércio sobre salários, direitos e horários. Esteve no Centro de Trabalho Vitória, em Lisboa. Paulo Raimundo ouviu as reivindicações dos trabalhadores e no final deu uma palavra a todos os que estavam presentes. Classificou o aumento do custo de vida como uma brutal injustiça que deve ser travada e criticou as grandes empresas e os patrões.

Há uns que vão dentro do carrinho e há outros que empurram o carrinho que nunca mais acaba. E o que é incrível é que são estes que vão dentro do carrinho, não são os que empurram, são os que vão dentro do carrinho, são os que choram todos os dias. Vem aqui esta expressão: "Ai, não, que a loja vai fechar. Ai, não, que não se aguenta. Há 11 anos que andamos nisto sempre preocupados que a loja fecha, não há dinheiro para salários." É sempre a mesma choradeira.

Paulo Raimundo esta tarde a pedir um murro na mesa por parte de quem trabalha.

E há outras notícias a marcar esta tarde, a começar pelo trânsito na Grande Lisboa.

De facto, o trânsito muito complicado no IC 19, sentido Lisboa-Sintra. Um acidente antes da saída para o Palácio de Queluz provocou uma longa fila de trânsito. Já reabriu neste momento a circulação. Esteve interrompido durante vários minutos esta tarde, mas a situação já foi resolvida e o trânsito começa agora a escoar no IC 19. Ainda assim, longas filas de trânsito que se estendem até à segunda circular, até à zona do estádio do Sport Lisboa e Benfica. Fechamos com o velório de Jorge Palma, que vai acontecer amanhã na Voz do Operário, em Lisboa. Vai ser das 15h até às 22h. O funeral acontece na quinta-feira às 15h.