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São 8 horas. É o Jornal das 8, edição de José Rafael Lopes e a começar com o incêndio no Conselho de Aljustrel, que mobilizou mais de 100 bombeiros.

Uma centena de ativos acompanhados por 30 viaturas terrestres e seis meios aéreos. Há, neste momento, três frentes ativas com chamas de grande intensidade. A confirmação é feita pelo Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo. Em declarações à Rádio Observador, o comandante José Horta explica como está a situação em Aljustrel.

O incêndio é um incêndio ativo, com três frentes a evoluir com grande intensidade, já dentro de uma mata de eucaliptos, mato e pasto. Estamos a reposicionar meios e a deslocar ainda meios para o teatro de operações. Neste momento temos 109 operacionais, 34 meios terrestres, seis meios aéreos e temos, neste momento, a Autoestrada do Sul que está cortada ao trânsito, temos os sentidos e a Estrada Nacional 263. Não há feridos, não há habitações em perigo, não há animais, somente está a evoluir dentro de uma mata. Estamos a tentar reposicionar meios.

As explicações do comandante José Horta, do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Baixo Alentejo. Devido às chamas, a Autoestrada número 2, A2, está cortada ao trânsito nos dois sentidos. Não há, para já, feridos, também nenhuma habitação está em risco.

Olhando agora para a política e sobretudo para a Madeira, onde o Juntos pelo Povo acusa o PSD Madeira de tentar destabilizar a população. São críticas depois de ontem ter anunciado o voto contra o programa do governo.

Hélvio Sousa fala mesmo numa tentativa de narrativa de medo construída pelo PSD Madeira em torno de uma eventual rejeição do programa de governo. Acusa os sociais-democratas de enganar a população com ideias infundadas de que a queda do governo na região da Madeira implica suspender obras e também apoios à população. O Juntos pelo Povo sublinha que é preciso tranquilizar a população. Numa iniciativa partidária, Hélvio Sousa reafirma que o Juntos pelo Povo vai votar contra o plano de governo na Madeira. Assegura que a crise política na região é da responsabilidade de Miguel Albuquerque.

E perante este cenário, Zé, a Madeira pode estar prestes a enfrentar novas eleições. A politóloga Teresa Ruel insiste que cabe à Assembleia Regional encontrar uma solução, caso o programa de governo de Miguel Albuquerque acabe por ser chumbado.

Com votos contra, já anunciados pelo Juntos pelo Povo, pelo PS e pelo Chega, a aprovação do programa de governo está em risco. Ainda hoje, o líder do PS Madeira veio responsabilizar diretamente Miguel Albuquerque pela instabilidade na região e o Chega reitera que só vota a favor do programa se o governo não for liderado por Miguel Albuquerque. Eleições só podem ser convocadas daqui a seis meses e, caso seja esse o cenário, a politóloga madeirense Teresa Ruel atribui responsabilidade a todos os deputados regionais.

Se queremos continuar neste bloqueio institucional, serão convocadas eleições apenas daqui a seis meses e, portanto, o governo de Miguel Albuquerque fica em gestão, o que torna, de alguma forma, se quiser, usando esta palavra, irresponsável, os próprios deputados não encontrarem aqui uma alternativa.

A politóloga Teresa Ruel, ouvida esta tarde aqui na Rádio Observador sobre a crise política que está prestes a estalar na Madeira.

E ainda na Madeira, um autocarro com turistas incendiou-se.

O veículo foi consumido pelas chamas na cidade do Funchal. A bordo do autocarro da empresa RC Turismo estavam quatro turistas que saíram ilesos. Já o motorista, um homem de 62 anos, foi transportado para o hospital com uma irritação nos olhos provocada pelos químicos do extintor que foi utilizado para combater o incêndio. No local estiveram 13 elementos e cinco viaturas dos bombeiros sapadores do Funchal, que conseguiram extinguir as chamas. Para já, as causas do incêndio são desconhecidas.

E agora na atualidade internacional, a cimeira para a paz na Ucrânia conseguiu aprovar uma declaração final, mesmo sem unanimidade.

Assinada por 86 dos 101 países e organizações representados. Ainda assim, há ausências de destaque. O Brasil e a Arábia Saudita não assinaram esta declaração conjunta. Em sentido contrário, quatro países de língua portuguesa assinaram o documento. São eles: Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe e também Timor-Leste. E a declaração defende, João Gama, a integridade territorial da Ucrânia, mas não só. Na declaração final, pode ler-se que os princípios de soberania, independência e integridade territorial de todos os Estados, incluindo a Ucrânia, devem ser respeitados. O documento apela à inclusão de todas as partes no processo de paz e destaca, para isso, três pontos. No que toca à energia nuclear, os líderes mundiais defendem que o controle da central de Zaporizhzhia deve voltar para as mãos dos ucranianos e avisam que qualquer ameaça com armas nucleares é inadmissível. O abastecimento de cereais ucranianos está também em cima da mesa. Os signatários insistem que os produtos agrícolas ucranianos devem poder ser fornecidos de forma segura a países terceiros e que os ataques a portos civis e a navios mercantes não são aceitáveis. O documento fala sobre a libertação de prisioneiros de guerra. Pode ler-se que todas as crianças e civis ucranianos que foram ilegalmente deslocados devem voltar à Ucrânia, mas há omissões. Na declaração conjunta, não constam quaisquer discussões para a entrada da Ucrânia na NATO durante ou depois da guerra. O jornalista João Gama com a declaração final acordada na cimeira para a paz na Ucrânia.

São agora 08:05 e viramos atenções para o Conselho Europeu. O antigo presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, acredita que António Costa é o melhor nome para o cargo.

Fala no ex-primeiro-ministro como a pessoa certa para o Conselho Europeu. Considera Durão Barroso que António Costa é quem gera mais consenso dentro e fora das famílias socialistas. São posições defendidas numa entrevista ao jornal El Español. O antigo presidente da Comissão Europeia diz ainda que em Portugal existe uma tradição de apoio entre socialistas e sociais-democratas para candidaturas a nível europeu. É importante recordar que o próprio António Costa, enquanto eurodeputado, apoiou a eleição de Durão Barroso para a Comissão Europeia.

E agora vamos ao desporto. Portugal joga na terça-feira, estreia no Campeonato da Europa frente à República Checa. Na antevisão da partida foi João Cancelo, diz que está à espera de um adversário forte e vai criar problemas. O lateral-direito afirma ainda que a seleção nacional quer chegar cedo a um gol neste encontro com a República Checa. O objetivo é ter uma estreia tranquila no Campeonato da Europa.

Espero uma Chéquia muito agressiva. São jogadores muito altos, com uma grande condição física, que nos vão dificultar bastante quando tivermos a bola para depois sair no contra-ataque. E nós vamos ter que estar organizados na perda da bola. Vamos ter que, quando a tivermos, manter ao máximo para tentar desorganizar a defesa deles e tentar, se possível, fazer um gol cedo para tranquilizar um bocado o nosso jogo.

Declarações de João Cancelo a lançar o Portugal-República Checa, o primeiro jogo da seleção no Euro 2024. O lateral-direito falou a partir do quartel-general da seleção portuguesa, minutos antes do treino de hoje da seleção. Cancelo deixa ainda elogios a Roberto Martinez.

O Roberto Martinez é um treinador que desde o primeiro dia me fez sentir à vontade, tanto a nível desportivo como pessoal. É um treinador muito próximo dos jogadores, é um treinador que tem muito boas ideias, um treinador que gosta de atacar, gosta de um futebol ofensivo e atrativo e isso identifica-se perfeitamente comigo, porque eu penso da mesma maneira. E eu acho que é mais fácil trabalhar assim no meu ponto de vista, porque adapta-se perfeitamente ao meu futebol e acho que todos os meus colegas pensam da mesma maneira.

As palavras de João Cancelo a assumir que também não há jogos fáceis neste Europeu, mas acredita o defesa-direito que a seleção nacional é uma das favoritas à conquista do Campeonato da Europa. E agora a continuar a falar também do Campeonato da Europa e nesta altura já arrancou o Sérvia-Inglaterra.

Encontro do grupo C deste Campeonato da Europa arrancou às 20h. O jogo está a ser acompanhado pelo jornalista Diogo Varela. Diogo, há já algum destaque para já?

Para já, José, a superioridade da Inglaterra, como seria de esperar, a seleção orientada por Gareth Southgate tem tido mais bola, tem tentado colocar nessa frente de ataque temível, com nomes à cabeça como o Phil Foden, Bukayo Saka, o próprio Jude Bellingham ou o capitão Harry Kane. A verdade é que a Sérvia apenas com bola aérea a bombear para a área da equipe inglesa, a seleção dos Três Leões, como assim é conhecida esta equipe britânica, que para além do Campeonato do Mundo de 1966, nunca mais conseguiu um título, seja ele mundial ou europeu. Portanto, tenta neste Campeonato da Europa de 2024, alcançar o primeiro Europeu da história depois desse mundial de 66. Quanto à Sérvia, e é conhecida como os Orlovi, as Águias, estão a fazer toda ela, os jogadores, a fazer estreia em Europeus e daí também a diferença entre as duas seleções, enquanto que em Inglaterra, apenas Alexander-Arnold e Marc Guehi fazem estreia em Campeonatos da Europa, todo o onze sérvio está em estreia, portanto aqui a diferença também de experiência e de maturidade entre a Sérvia e Inglaterra, jogo do grupo C. Já se sabe que há o empate entre a Dinamarca e a Eslovénia, foi o primeiro desta edição. Divisão de pontos para já na arena de Gelsenkirchen, o resultado segue com 0x0.

O jornalista Diogo Varela com as informações do jogo entre Sérvia e Inglaterra, um encontro que arrancou às 20h, neste momento a aproximar-se dos 10 minutos, ainda sem qualquer gol. Este dia de Campeonato da Europa fica ainda marcado pela vitória dos Países Baixos sobre a Polónia, um triunfo por 2x1 no primeiro jogo do dia. Já a Eslovénia e Dinamarca empataram a um gol, é para já a única igualdade nesta edição do Campeonato da Europa.

Pegando ainda neste campeonato europeu, também aqui a notícia de última hora que é lançada pela própria BBC. Dois grupos separados, sete adeptos da Sérvia foram para já presos, um deles sujeito a crime grave, uma vez que tinha com ele uma catana. Isto é inacreditável. E também, entretanto, em Hamburgo, a polícia teve que disparar e feriu também uma pessoa, segundo se sabe, albanesa. Portanto, os albaneses também estiveram envolvidos durante toda a tarde com os adeptos da Sérvia e da Inglaterra. Portanto, é um autêntico caldeirão aquilo que está a acontecer e que aconteceu e vamos lá ver o que irá acontecer também quando terminar a partida. Agora, a parte boa é falar de desporto pela positiva e com o nosso Fernando Pimenta volta a conquistar a medalha de ouro em K1 5000 m.

Uma conquista no Campeonato da Europa de Canoagem, que está a decorrer na Hungria. É a terceira vez que Fernando Pimenta se sagra campeão da Europa. É também a terceira medalha nestes campeonatos do atleta de Ponte de Lima. Já tinha sido medalha de prata em K1 500 m, bronze em K1 1000 m e agora conquista a medalha de ouro em K1 5000 m. Fernando Pimenta deixou para trás Adam Varga, atleta húngaro, que é vice-campeão do mundo, e também o dinamarquês Mads Pedersen, atual campeão do mundo. Feito de Fernando Pimenta, sagrou-se campeão da Europa. Já foi felicitado quer pelo presidente da República, quer pelo primeiro-ministro, ambos a deixarem uma mensagem de felicitações ao atleta português.

E agora a fechar uma página sobre a cultura e termina hoje a Feira do Livro de Lisboa. A Associação Portuguesa de Editores e Livrários faz, Zé, um balanço positivo.

Pedro Sobral, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livrários, destaca a maior adesão das gerações mais novas na edição deste ano. Como tal, o balanço é positivo e com vários exemplos de diversidade.

Tivemos aqui mais de 3 mil eventos. E eu acho que aqui o que é importante é a diversidade desses eventos, porque tivemos, como lhe disse, sessões de autógrafos, tivemos debates, tivemos conversas, tivemos workshops, tivemos show cookings, muitos. Tivemos muitas ações para crianças, tivemos as ditas gravações de podcasts ao vivo. E eu acho que é essa diversidade que é importante, é essa diversidade que atrai muita gente, porque há qualquer coisa para todo o gosto e isso, obviamente, é muito relevante para manter.

Pedro Sobral diz ainda que a feira contribui para a promoção da língua portuguesa e para o aumento dos índices de leitura e literacia em Portugal. Contudo, fala em medidas que poderiam ser implementadas para complementar.

Agora é importante que este esforço tremendo, porque é um esforço tremendo e difícil muitas vezes, seja complementado com políticas públicas estruturais a médio e longo prazo, porque obviamente, se não tivermos políticas públicas que são capazes de ancorar estes trabalhos que editores e livreiros já fazem, obviamente que depois acabamos que podemos perder parte daquele trabalho que é feito. E quando falo de políticas públicas, falo desde a execução do cheque-livro a um investimento finalmente capaz no Plano Nacional de Leitura, o reforço dos acervos do livro nas bibliotecas municipais e públicas, o livro preço fixo, enfim, há muita coisa para fazer, porque foi pouca coisa feita.

Pedro Sobral, presidente da Associação Portuguesa de Editores e Livrários, em entrevista à Rádio Observador esta tarde. Quem quiser, Nuno, ainda pode ir hoje ao Parque Eduardo VII para acompanhar a Feira do Livro, que fecha hoje a partir das 22h.

Edição das 20h com José Rafael Lopes. Vaga de zagaeiro, porque está frio, está vento e estão nesta altura 17°C em Lisboa. Não está propriamente um dia de verão. Informação de regresso às 20h30, pode ser?

Pode ser, claro. Vamos a isso.