Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.
Muito boa noite. Agora 8h37, já com as notícias, atualizando com a Laura Figueiredo. Laura, a começar com Carlos Moedas, recusa ter faltado à verdade quando disse que o antigo ministro Jorge Coelho se demitiu após a queda da Ponte de Entroncamentos, por ter conhecimento prévio de problemas.
Depois do chumbo da moção de rejeição, o autarca de Lisboa respondeu às críticas do PS sobre a referência feita a Jorge Coelho. À saída da Assembleia Municipal de Lisboa, Moedas tentou retratar-se, diz que não queria ofender a memória do antigo ministro Jorge Coelho.
Minha intenção era elogiar Jorge Coelho, um homem de coragem e que teve a coragem de assumir a sua responsabilidade política naquela altura, perante factos, numa situação muito diferente daquela que estamos a viver hoje. Não era minha intenção ofender, era minha intenção honrar a coragem daquele homem e da sua responsabilidade política, e ele fez exatamente isso.
Carlos Moedas, à saída da reunião em que viu ser chumbada a moção de censura apresentada pelo Chega, a propósito do acidente com o elevador da Glória, que provocou 16 mortos. Ainda antes da rejeição, Bruno Mascarenhas, deputado municipal e candidato do Chega às autárquicas, acusou o autarca de Lisboa de ter falhado em toda a linha. Na intervenção que dirigiu aos deputados municipais, Carlos Moedas defendeu-se com o investimento que garante ter feito ao longo dos últimos quatro anos.
Tive a responsabilidade política de decidir fazer o plano de drenagem de Lisboa para evitar as cheias na cidade. Sim, tive a responsabilidade política de lançar um plano de saúde para dar acesso a médico aos mais idosos. Sim, tive a responsabilidade política de investir quase três vezes mais no Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa, que hoje, pela primeira vez, tem mais de mil elementos. Tudo isto foi responsabilidade política, tal como foi o investimento que fizemos nos transportes públicos em Lisboa nos últimos quatro anos. Sou o responsável político. Sou o responsável político por ter investido mais na Carris. O orçamento da Carris é o mais alto de sempre. São 188 milhões de euros, mais 30% do que há quatro anos.
Em resposta às críticas da oposição, diz que liderar não é ir a correr falar às televisões.
Manuel Alegre não pede a demissão de Carlos Moedas, diz que é um problema de consciência do autarca.
Depois de António Costa, também de vários antigos-ministros de António Guterres e ainda de José Sócrates, foi a vez do histórico socialista criticar as declarações de Moedas sobre o caso da queda da Ponte de Entroncamentos, em 2001, caso que motivou a demissão do antigo ministro Jorge Coelho.
É algo que me abstenho de classificar, na maneira como se referiu Jorge Coelho, que não está cá para se defender e teve uma atitude muito nobre, muito digna, quando se demitiu depois daquele acidente. Ele fez aquilo num ato digno, num ato puro. Não peço a demissão, isso é um problema da consciência dele.
Declarações de Manuel Alegre esta tarde na Fundação Champalimaud.
E Laura, também Sócrates condenou as palavras de Carlos Moedas.
Esta tarde, à saída do Campus de Justiça, onde está a ser julgado no âmbito do processo da Operação Marquês, o antigo primeiro-ministro sublinhou que o falecido dirigente socialista se demitiu por ter sentido de responsabilidade política.
E ele insistiu na sua demissão por causa dessa única razão. A responsabilidade política vai para além disso, é preciso um bode expiatório, o país precisa disso, de certa forma, e eu compreendo o que ele fez. Mas não, não tinha nenhuma consciência de culpa ou objetiva ou de responsabilidade objetiva, isso nunca existiu. Infelizmente, se alguém disse isso, faltou à verdade.
José Sócrates, que na altura era ministro do Ambiente e do Ordenamento do Território, nega que Jorge Coelho estivesse a par de problemas no equipamento, ao contrário do que disse o presidente da Câmara Municipal de Lisboa este fim de semana em entrevista à SIC.
Agora, 08h19. Vamos então à atualidade internacional. Sébastien Lecornu é o novo primeiro-ministro francês, foi nomeado esta tarde pelo presidente Emmanuel Macron.
A informação foi confirmada em comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu. Lecornu, de 39 anos, liderou o Ministério da Defesa dos últimos cinco governos, desde 2022, incluindo o último de François Bayrou, a quem agora sucede. Antes disso, ocupou os cargos de secretário de Estado da Ecologia, ministro das autoridades locais e também ministro dos Territórios Ultramarinos. No comunicado, o presidente francês assegura ter dado instruções a Lecornu para realizar consultas com as forças políticas representadas no Parlamento para se conseguir chegar a um acordo nacional para que seja aprovado o próximo orçamento do Estado. Sébastien Lecornu é agora o quinto primeiro-ministro francês desde a reeleição de Macron em 2022.
Seis mortos é o novo balanço do ataque aéreo de Israel no Catar. Cinco das vítimas pertenciam à Hamas.
No comunicado citado pela Reuters do Hamas, confirma que duas das vítimas mortais são o filho e o diretor de gabinete do líder do grupo. O Hamas acrescenta que Tel Aviv falhou na tentativa para matar os elementos que compunham a delegação de negociações dos palestinianos. Apesar disso, considera que se trata de uma prova de que o governo israelita não quer alcançar um cessar-fogo. Entretanto, o Catar nega que tenha sido informado pelos Estados Unidos sobre o ataque. Na rede social X, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Catar diz que receberam o telefonema dos Estados Unidos sobre o ataque no momento em que se ouviam explosões em Doha.
Vamos agora também ao desporto, é intervalo nesta altura, Portugal empatado um a um frente à Hungria, na Hungria.
A seleção nacional visita os húngaros na segunda jornada do apuramento para o Mundial 2026 e procura dar continuidade à goleada na Arménia. Aos 21 minutos, a seleção húngara marcou o primeiro gol do jogo, feito por Márk Barnabás Varga, mas aos 31, os portugueses conseguiram igualar com o gol de Bernardo Silva. A segunda parte começa já a seguir. Conta com o relato e análise aqui na Rádio Observador.
E agora para fechar Laura Figueiredo, é tempo de atualizar toda a informação de âmbito local.
Em Setúbal, a Guarda Nacional Republicana deteve dois homens de 20 e 21 anos, suspeitos de diversos roubos sob ameaça de arma branca e arma de fogo na localidade de Azeitão. Os dois detidos já foram presentes a primeiro interrogatório judicial no tribunal do município, foi-lhes aplicada prisão preventiva. A Estrada Nacional 114 vai estar cortada durante cerca de uma semana na localidade de Securilho, entre Santarém e Rio Maior. Em comunicado, a Infraestruturas de Portugal adianta que o corte do trânsito acontece devido a obras numa passagem hidráulica localizada ao quilômetro 68. A empresa sugere a Estrada Nacional 1142 ou a Estrada Nacional 3 como percursos alternativos. A Câmara Municipal de Estarreja assinou protocolos de colaboração financeira com as sete fábricas das igrejas paroquiais, tendo em vista a conservação e reabilitação do património de valor histórico e cultural no município. De acordo com uma nota municipal, a autarquia vai investir mais de €600 mil. O objetivo é apoiar intervenções em edifícios religiosos reconhecidos. Em Matosinhos, os passageiros dos autocarros da rede Unir já podem aceder gratuitamente à internet durante as viagens. A nova funcionalidade está disponível em cerca de 70 veículos e permite navegar, comunicar ou trabalhar em trânsito, sem custos nem necessidade de registro. De acordo com o comunicado da Câmara Municipal, a medida visa melhorar a experiência dos utilizadores, promover a inclusão digital e também adaptar a mobilidade urbana às necessidades atuais do cotidiano. A Festa do Livro da Amadora assinala uma década de existência com um programa de três dias, que acontece entre sexta-feira e domingo, integrada nas comemorações do aniversário do município. A iniciativa inclui uma feira de livro, debates, espetáculos e também um jantar literário, é o que detalha a autarquia num comunicado. Em Pombal, vai haver uma oficina de esculturas de papel no dia 20 deste mês, no Museu de Arte Popular Portuguesa. É uma iniciativa das Jornadas Europeias do Património. Em comunicado, o município revela que o evento tem início às 14h e é para maiores de seis anos.
Laura Figueiredo, ponto final nesta edição de notícias. No intervalo entre Portugal e Hungria, vai voltar quando terminar exatamente o encontro. Até já.
Até já.