Esta transcrição foi gerada automaticamente por Inteligência Artificial e pode conter erros ou imprecisões.

São as notícias das 20h, com o jornalista João Gama, da Rádio Observador. João, Catarina Martins diz que é absurdo que se criem suspeitas sobre os trabalhadores que vão aderir à greve geral do próximo dia 11 de dezembro.

A candidata presidencial, apoiada pelo Bloco de Esquerda, lamenta que se tenha chegado ao dia de hoje sem que o governo tenha recuado para impedir a greve geral. E quanto à possibilidade de o executivo decretar requisição civil, Catarina Martins diz que a solução é outra: fazer cair a reforma laboral.

As greves gerais são excepcionais e, em momentos, de uma enorme preocupação sobre os direitos de quem trabalha. O governo não tem nada que criar nenhuma suspeição sobre os trabalhadores que planeiam fazer greve e que sempre cumpriram os serviços mínimos para que as funções fundamentais do Estado não estivessem em causa. Sempre foi assim. E, portanto, o governo estar a criar suspeições sobre os sindicatos, sobre quem trabalha, é um absurdo. O governo precisa sim de compreender que tem de recuar. Que num país em que já se trabalha mais do que na média europeia, mas o salário é mais baixo, propor uma alteração da lei do trabalho, em que ainda se vai trabalhar mais horas e em que o salário ainda vai baixar mais, é um absurdo.

As críticas de Catarina Martins às posições do governo, aqui num registo captado pela RTP.

Já o governo espera que os serviços mínimos sejam cumpridos na greve geral. A ministra do Trabalho diz que, para já, não há razões para avançar com uma requisição civil.

Uma hipótese que foi levantada pelo Sindicato Nacional do Pessoal do Voo e da Aviação Civil, mas é um cenário rejeitado pela ministra Maria do Rosário Palma Ramalho, em Bruxelas. A ministra do Trabalho assegura que o diálogo com os sindicatos continua.

Não prevemos neste momento que haja requisição civil, não podemos prever. A priori, como sabe, isso não é possível no nosso ordenamento jurídico. Esperamos que o cumprimento dos serviços mínimos torne absolutamente desnecessária qualquer requisição civil. Estas matérias ganham em ser tratadas do ponto de vista técnico. Não voltámos a falar com a UGT desde essa reunião, até porque a própria UGT está naturalmente mais focada na preparação da greve, mas sentar-nos-emos outra vez com a UGT e com todos os parceiros sociais depois da greve. Foi isso que ficou combinado.

Declarações da ministra Maria do Rosário Palma Ramalho aos jornalistas em Bruxelas. Deixa este aviso: espera que os serviços mínimos sejam cumpridos de forma criteriosa para tornar desnecessária qualquer requisição civil.

E agora na atualidade internacional, depois de ser recebido por Emmanuel Macron, Volodymyr Zelensky assume que a guerra da Ucrânia deve terminar o mais rapidamente possível.

Uma declaração feita na conferência de imprensa conjunta com o presidente francês, no final do encontro que aconteceu hoje no Palácio do Eliseu, em Paris. Zelensky sublinha que os esforços de conversações de paz não podem recompensar a Rússia pela invasão da Ucrânia. O presidente ucraniano pede, por isso, um fim digno da guerra e garantias sólidas de segurança a longo prazo.

Precisamos garantir que a Rússia não saia a ganhar e que não recebe uma recompensa pela guerra. A guerra não deve ser uma questão de lucro para que os outros não repitam esses passos. O agressor deve pagar pela agressão.

Ao lado de Volodymyr Zelensky, Emmanuel Macron afirmou que a Europa tem um papel a desempenhar nas negociações que estão a ser mediadas pelos Estados Unidos.

Orlando Simões, especialista em relações internacionais, acredita que esta é uma semana absolutamente crucial no que respeita ao conflito na Ucrânia.

O encontro de hoje no Palácio do Eliseu esteve em análise no gabinete de guerra da Rádio Observador. O especialista acredita que a semana pode ser crucial para a resolução do conflito. Para amanhã está agendada uma reunião entre o enviado dos Estados Unidos, Steve Witkoff, e Vladimir Putin, em Moscovo. Mas ainda assim, Orlando Simões avisa: não é a primeira vez que se diz isso sobre a guerra na Ucrânia.

Estamos sempre também a notar que a Rússia mantém as suas exigências, o que torna todos estes esforços muito complexos. Ora, como disse, e bem, é a décima vez. E, portanto, a França foi tomando melhor conhecimento daquilo que se estava a passar, porque ao início também estava muito apaziguadora com a Rússia. Mas o que é facto é que desta vez está a demonstrar muito claramente o seu apoio e a vincá-lo.

Orlando Simões, especialista em relações internacionais, a sublinhar o papel de França no apoio à Ucrânia.

Num programa conduzido pela jornalista Laura Figueiredo e que já está disponível em podcast. Seguimos com as notícias. António Guterres atualizou hoje a proposta de orçamento das Nações Unidas para 2026. Prevê, João, um corte perto de €500 milhões.

E também uma redução de 2600 postos de trabalho. Guterres assume que as reduções propostas são substanciais, mas assegura que foram cuidadosamente calibradas para preservar o equilíbrio da organização entre a paz e a segurança, o desenvolvimento sustentável e os direitos humanos. Ainda assim, os cortes não chegam a instituições como a Agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos. Guterres acredita que quaisquer reduções poderiam ter consequências drásticas na espinha dorsal de toda a resposta humanitária a Gaza. Neste momento, a ONU atravessa uma grave crise de liquidez, foi severamente afetada pelos cortes de financiamento do maior doador, os Estados Unidos da América.

O Papa Leão XIV está de visita ao Líbano, uma visita ao Médio Oriente marcada por vários apelos à paz.

Este é o quinto dia da primeira viagem internacional do pontificado, uma viagem que começou na quinta-feira, na Turquia. Ontem o Papa chegou ao Líbano, a Beirute, onde vai ficar até amanhã. O Observador tem uma equipa de reportagem no terreno com Cátia Bruno, editora de internacional, e João Porfírio, editor de fotografia. O Papa Leão XIV teve hoje um encontro com milhares de jovens, aos quais pediu que se focassem em apenas uma coisa: na paz na região. É o que nos conta o relato do João Porfírio.

Todo o seu discurso foi à volta do apelo à paz e, sobretudo, que os jovens são o portador dessa paz possível, não só no Líbano, mas um bocadinho por todo o Médio Oriente. O Papa Leão, desde que chegou ao Líbano, a palavra paz não lhe sai da boca. Em todos os seus discursos, o Papa Leão refere que a paz é das coisas mais importantes que o Médio Oriente precisa neste momento, sem nunca referir em particular onde é que essa paz tem que ser exercida no pormenor, ou seja, sem referir Síria, Iraque, Líbano ou Israel.

As declarações de João Porfírio, um resumo feito pelo João Porfírio, um dos enviados especiais do Observador ao Líbano. O Papa regressa amanhã a Roma, depois desta viagem de sete dias marcada pelo diálogo inter-religioso com ortodoxos na Turquia e muçulmanos no Líbano. É uma viagem que já tinha sido definida pelo seu antecessor, o Papa Francisco.

E agora voltamos à atualidade nacional. João, há uma polémica a marcar a Direção-Geral da Saúde. A DGS publicou e apagou um cartaz sobre o Dia Mundial da Sida, que tinha fotografia só de pessoas negras.

Uma fotografia que gerou polémica nas redes sociais e mesmo o protesto de uma deputada do Partido Socialista, a deputada Eva Cruzeiro, que considerou a fotografia publicada pela DGS profundamente problemática. Ora, em causa está um pôster que foi primeiro promovido pelo programa das Nações Unidas para a prevenção do HIV e depois partilhado pela DGS. Numa resposta ao Observador, a Direção-Geral da Saúde sublinha que a mesma imagem foi partilhada por parceiros comunitários e que o objetivo é alertar para os efeitos da Sida um pouco por todo o mundo. Apesar de recusar qualquer cenário de discriminação, a DGS acabou, de facto, por retirar esta imagem das redes sociais.

E fica por aqui o Jornal das 8, edição do jornalista João Gama. Até já.

Até já.