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Muito boa noite. Começamos este noticiário com as consequências da tempestade Cristine. O Presidente da República foi à sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil para ter uma reunião acerca do ponto de situação. Foi acompanhado pela ministra da Administração Interna. Um ponto de agenda privado não foi divulgado à comunicação social. Foi numa nota do site da Presidência que Marcelo Rebelo de Sousa fez saber desta visita, lamentando as mortes provocadas pela tempestade e manifestando solidariedade com as famílias. De acordo com o comunicado, o presidente exprimiu a todas as autoridades o reconhecimento pelo trabalho de prevenção e de resposta às ocorrências. Entretanto, dar-lhe nota de que a A1 está cortada no sentido norte-sul, entre Pombal e Leiria. A informação adiantada pela Brisa há instantes, em comunicado, a concessionária indica que o trânsito está a ser desviado pela saída de Pombal através do IC8, sem acrescentar mais detalhes. No sentido inverso, entre Torres Novas e Leiria, o trânsito foi reaberto. Leiria foi a zona do país mais afetada. O autarca descreve a cidade como um cenário de guerra. Espera que seja declarado o estado de calamidade, um pedido que tem vindo a fazer ao longo do dia. Num briefing realizado ao fim da tarde, Gonçalo Lopes fala num cenário de destruição e que não há memória e prejuízos muito avultados.
Os prejuízos ainda não estão calculados, mas temos cenários dantescos de igrejas sem estilhados, pavilhões desportivos sem coberturas, muitas casas sem telha, casas e carros totalmente destruídos, gruas derrubadas. É um cenário próprio de pós-catástrofe, muito parecido com aquilo que costumamos ver na televisão, num ambiente de guerra.
A falta de energia é o principal constrangimento, faz com que os restantes serviços fiquem em causa, como o abastecimento de água ou as comunicações. A expectativa é que demore dois dias até que a energia seja restabelecida. Quanto às escolas, estão encerradas. Só na sexta-feira vai saber se estão prontas para reabrir na próxima semana.
Estamos num momento de pausa letiva. Para a semana, em princípio, há a expectativa de voltar às aulas. Nós não estamos em condições de garantir