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Observador. São as notícias das 8 horas, com edição do jornalista Luís Soares. Luís, quatro horas depois, terminou a primeira reunião do Conselho de Estado, convocada por António José Seguro. No encontro, foi sublinhada a importância do país se preparar de forma mais adequada para fenômenos atmosféricos extremos.

É o que se pode ler na nota final divulgada depois do encontro. E mais do que a situação internacional, os conselheiros debateram, sobretudo, a preparação do país para situações de crise ligadas ao mau tempo. Vasco Maldonado Correia.

Durou mais de quatro horas e acabou já com algumas cadeiras vazias. António José Seguro tinha prometido que a primeira reunião do Conselho de Estado, centrada nos temas da segurança e da defesa, seria focar também na Proteção Civil e na capacidade de resposta do país ao mau tempo. O comunicado lançado no final do encontro é mais longo do que as notas dos tempos de Marcelo Rebelo de Sousa. Em seis parágrafos, pode ler-se que o Conselho de Estado se reuniu para proceder a uma reflexão sobre matérias relativas à segurança interna, à Proteção Civil, à cibersegurança, à proteção de infraestruturas críticas e à defesa nacional. Foi sublinhada no encontro a importância de reforçar a preparação do país face a fenômenos atmosféricos severos, a ameaças híbridas e também a riscos emergentes, assim como a importância de assegurar a proteção eficaz de infraestruturas críticas e do regular funcionamento dos serviços essenciais. Para isso, frisam os conselheiros, é necessário promover a articulação entre os principais responsáveis dessas áreas para reforçar a capacidade de prevenção, resposta e recuperação em situações de crise. No plano internacional e com várias guerras a marcar a atualidade, foi também abordado o enquadramento geopolítico e sublinhada a relevância da cooperação internacional e do cumprimento dos compromissos assumidos por Portugal. Num dia que contou com cinco caras novas no órgão de consulta do Presidente da República, a nota termina com a garantia de que António José Seguro valorizou os contributos apresentados pelos conselheiros de Estado e de que o presidente reafirma a importância de garantir a estabilidade, a segurança e a confiança dos cidadãos.

Vasco Maldonado Correia, que acompanhou a reunião do Conselho de Estado no Palácio de Belém. As conclusões desta primeira reunião chefiada por António José Seguro, Miguel Bastos Araújo, que ainda não tomou posse, e o antigo presidente António Ramalho Eanes foram os únicos ausentes no Palácio de Belém. Já André Ventura e Miguel Albuquerque abandonaram mais cedo a reunião.

A ministra do Trabalho garante que a proposta do pacote laboral do governo está fechada. Falta agora a luz verde da UGT, que só decide depois de reunir o Secretariado Nacional.

Embora não seja a proposta que o executivo gostaria, Maria do Rosário Palma Ramalho diz que a versão atual continua a ser muito boa para as empresas e também para os trabalhadores. Se ainda assim, depois de 58 reuniões, a UGT não der o aval, a ministra do Trabalho já tem solução para a versão que vai seguir para o Parlamento.

Será, com certeza, uma coisa a meio entre o anteprojeto do verão e a versão que chegamos hoje, porque o governo, em qualquer caso, não dá este tempo como um tempo infrutífero, mesmo que não haja acordo. E o anteprojeto do verão foi, ao longo deste tempo, enriquecido por um conjunto de contributos muito relevantes das confederações sindicais, das confederações patronais.

Garantia da ministra do Trabalho. Também os patrões dão as negociações por terminadas. Admitem que, não sendo a versão que gostariam, é aquela que foi possível alcançar. O presidente da CIP, Armindo Monteiro, diz que a bola está agora do lado da UGT.

Que este processo, quanto a nós, terminou hoje, por parte das confederações. Nós, por unanimidade, subscrevemos este documento. O que a UGT deliberar, naturalmente, dirá respeito à própria UGT. Esperamos que, naturalmente, também a UGT corresponda a este esforço que fizemos de aceitar os ganhos e cedências que todos fizemos. O processo negocial é assim mesmo.

O apelo deixado por Armindo Monteiro à UGT. Já Francisco Calheiros, presidente da Confederação do Turismo, afirma que para a UGT claramente seria melhor seguir a versão atual para o Parlamento. Ora, precisamente quanto à UGT, o secretário-geral Mário Mourão garante que ainda não há acordo.

Há matérias que ainda não há consensualizadas, mas o governo e os patrões entendem que havia que haver já a versão final. Isso foi feito. Agora a UGT vai ouvir os seus órgãos. Na próxima semana, vai marcar uma reunião extraordinária para que o Secretariado possa se debruçar sobre a versão final, que não sei se ainda será hoje enviada ou segunda-feira logo de manhã, mas se calhar ainda hoje.

Mário Mourão da UGT. Quinta-feira é o dia apontado para a reunião do Secretariado Nacional. Só nessa altura, então, a UGT vai revelar se dá ou não luz verde à versão final da reforma laboral.

E o modelo de comercialização dos direitos audiovisuais foi aprovado com mais de 92% dos votos esta tarde na sede da Liga Portugal.

O documento, que vai guiar o processo de centralização dos direitos de transmissão dos jogos de primeira e segunda liga, contou com o voto contra do Benfica e a abstenção do Nacional da Madeira. Esta tarde, na Arena Liga Portugal, na cidade do Porto, marcaram presença todas as sociedades desportivas dos dois escalões profissionais. No final dos trabalhos, o presidente da Liga falou aos jornalistas. Reinaldo Teixeira vê o voto contra do Benfica como algo que já era de esperar.

O Benfica teve uma posição clara, uma posição transparente, uma posição pública e que, tal como disse antes dessa assembleia, reitero, o Benfica saiu no passado, como sabem, da centralização, mas mesmo tendo saído, nós contámos com o Benfica sempre como uma sociedade desportiva, enfim, é uma sociedade desportiva, mas também tem a dimensão que tem, como nós bem sabemos.

Após a Assembleia Geral Extraordinária de Clubes, o presidente da Liga, Reinaldo Teixeira, falou ainda sobre a venda de álcool nos estádios, dentro dos estádios. Explica que os adeptos têm dado provas de que merecem essa confiança para que seja possível vender álcool dentro dos estádios

E agora com seis minutos para lá das 20h, que outras notícias marcam a atualidade, Luís?

A Autoridade Tributária assume um erro pontual por constrangimentos informáticos que está a levar a que alguns reembolsos de IRS estejam a ser rejeitados por alguns bancos. A situação, garante o fisco observador, não é generalizada. Sublinha também que estas situações estão a ser devidamente corrigidas, de modo que os reembolsos em causa sejam pagos por transferência bancária. A Autoridade Tributária diz esperar que a situação fique totalmente regularizada no decorrer da próxima semana. O preço do gasóleo pode baixar entre 10 a 15 cêntimos na próxima semana. Já a gasolina deve baixar apenas um cêntimo, mas os preços mais elevados dos combustíveis ainda estão para ficar. É o aviso deixado pelo secretário-geral da Associação de Empresas de Combustíveis e Lubrificantes. O explicador da tarde política, António Comprido, felicita a reabertura temporária do Estreito de Ormuz, diz que este é um primeiro passo para um regresso à normalidade, mas explica também que os efeitos positivos dessa reabertura ainda vão demorar a chegar. Uma centena de personalidades assina uma carta aberta dirigida à comunicação social e também à Ordem dos Psicólogos Portugueses, em que transmite o seu repúdio em relação às controversas declarações da apresentadora Cristina Ferreira sobre um caso de violação, declarações feitas num programa de televisão. Psicólogos, atores ou políticos deixam uma série de reivindicações sobre a forma como estes temas devem ser tratados no espaço mediático.

E é o ponto final no Jornal das 18, edição do jornalista Luís Soares, que agora sim está de saída.

Agora sim, até amanhã.

A informação regressa atualizada às 20h30, já com Diana Rosa e já a seguir temos novo episódio de Convidado Extra.