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As notícias. Começa agora o Jornal das 8, edição da jornalista Beatriz Félix e começamos pelo Primeiro-Ministro, que admite ter recorrido ao Tribunal Constitucional sobre as declarações relacionadas com a Spinoviva.
Mas nega que tenha apresentado novos recursos. O Primeiro-Ministro apresentou junto do Tribunal Constitucional os recursos que já tinha entregue na entidade para a transparência. A nota do gabinete do Primeiro-Ministro diz apenas que Luís Montenegro está a exercer um direito que tem. Esta nota vem também contrariar a resposta do Tribunal Constitucional ao Correio da Manhã, ao garantir que não foram apresentados novos recursos. Hoje, o Correio da Manhã deu conta de que Montenegro tinha apresentado duas novas iniciativas, uma para impedir o acesso aos serviços prestados pela Spinoviva e outra sobre o acesso aos saldos das contas bancárias da empresa. O gabinete do Primeiro-Ministro reforça ainda que todas as obrigações declarativas sobre a Spinoviva foram cumpridas.
E seguimos com o caso Efacec. O Tribunal da Relação de Lisboa concluiu que Isabel dos Santos agiu de boa-fé e sem abuso de direito no pedido de empréstimo para a participação na empresa.
A Relação de Lisboa diz que não existe qualquer conclusão judicial de que a aquisição da Efacec tenha sido financiada pelo Estado angolano. Pelo contrário, diz que os processos judiciais descrevem uma operação financiada através de crédito bancário privado. Ora Isabel dos Santos festeja esta decisão e diz que a verdade vem finalmente ao de cima. Em comunicado, a filha do ex-presidente angolano e também empresária, diz que fica claro que não utilizou fundos públicos nesta operação. E nessa nota divulgada às redações, Isabel dos Santos argumenta também que após anos de especulação e acusações, fica demonstrado que agiu com integridade, transparência e sentido de responsabilidade, mas, sobretudo, a colocar os interesses das empresas e também de Angola acima de interesses pessoais.
Mariana Leitão acusa o Chega de não ser um partido sério no que toca à urgência da revisão constitucional.
Foram palavras da líder da Iniciativa Liberal, à margem de uma visita à Feira do Livro de Lisboa. Comentou e diz que o Chega não pode ser considerado, neste momento, um partido sério, por agora já não considerar urgente fazer uma revisão à Constituição portuguesa.
O partido Chega não é um partido sério, nem pode ser considerado um partido sério, quando há um mês diz que a coisa mais urgente no país é fazer uma revisão constitucional. Sabendo que o projeto estava morto à partida, insiste para fazer o seu número e agora já não tem problema nenhum em adiar de uma forma que nem se percebe bem, adia o prazo, mete mais para frente, mas afinal não adia porque o projeto foi rejeitado pelo presidente da Assembleia da República. Ou seja, uma grande trapalhada para garantir que afinal só discute o projeto no fim do ano. Então e a urgência? Mas era urgente ou não era urgente? Portanto, parece que andamos aqui um bocadinho a brincar com os portugueses.
São declarações de Mariana Leitão, que comentou também os desacatos que ocorreram ontem à frente da Assembleia da República, já depois da manifestação contra a reforma laboral, em dia de greve. A líder da Iniciativa Liberal não responsabiliza diretamente a CGTP pela violência ocorrida nas manifestações de ontem, mas aponta a tónica agressiva do sindicato e também do PCP à greve geral, que pode ter influenciado estes protestos.
Não responsabilizo diretamente a CGTP no sentido em que a CGTP não pode ser responsável por todas as pessoas que ali estão e pelos desacatos. Agora, há uma coisa que a CGTP tem responsabilidade, e o PCP também, que foi na tónica que meteram nesta greve geral, uma tónica agressiva de completa inflexibilidade para o que quer que seja que se pretenda alterar. E aí, sim, de alguma forma contribuem para este acicatar da situação.
Foram declarações de Mariana Leitão esta tarde numa visita à Feira do Livro, em Lisboa.
E um dia depois da greve geral, fazem-se balanços aos impactos do protesto e, Beatriz, mais de 700 voos foram cancelados.
É então aquilo que fica da avaliação feita pela ANA Aeroportos. Os mais de 700 voos cancelados resultam da soma dos cancelamentos registados em todos os aeroportos desta rede. De acordo com o comunicado avançado pela própria empresa, a maioria dos cancelamentos foi feita de forma prévia. No aeroporto de Lisboa, foram cancelados mais de 400 dos 658 voos que estavam programados, o que é equivalente a mais de 60% da operação prevista. Já nos aeroportos do Porto e também de Faro, os cancelamentos rondaram um terço dos voos planeados. Falamos também das ilhas. Nos Açores, o impacto foi ainda mais expressivo. Em Ponta Delgada, perto de 80% dos voos foram cancelados. Já na Madeira, os voos cancelados ficaram apenas nos 30%.
E a Associação Nacional de Revendedores deixa um alerta: a próxima semana traz uma nova subida do preço dos combustíveis.
Mas apenas no gasóleo, que deverá aumentar cerca de € 0,04 ou € 0,05 por litro. Já a gasolina deverá ficar na mesma no preço das tabelas. Para já, são apenas previsões com base naquilo que é a média semanal e que ainda podem mudar, tendo em conta o habitual fecho dos mercados à sexta-feira, que acontece já amanhã.
Já no futebol, o Benfica confirmou que o Real Madrid quer contratar José Mourinho.
Depois do vídeo de apoio do treinador à candidatura de Florentino Pérez, o Benfica enviou um comunicado à CMVM, a Comissão de Mercados e Valores Mobiliários. A SAD encarnada diz que a candidatura de Florentino Pérez manifestou a firme intenção de contratar Mourinho, caso vença as eleições deste domingo. O Benfica informa que se tal cenário se verificar, a contratação será feita por um valor de € 15 milhões, o que corresponde à cláusula de rescisão do contrato. Marco Silva deverá ser o substituto de Mourinho no comando técnico dos encarnados. E antes de fecharmos, Rita, faz hoje 37 anos que aconteceu o Massacre de Tiananmen, um incidente que vitimou protestantes do governo chinês e que há décadas tenta apagar qualquer registro desta manifestação.
E fala um pouco desses protestos há 37 anos.
Sim, foi há 37 anos que ocorreram estes protestos liderados por estudantes e também trabalhadores, que ocorreram na Praça Tiananmen, em Pequim, de 15 de abril a 4 de junho de 1989, após a morte de um ex-secretário-geral do Partido Comunista Chinês. Estes protestos resultaram no decretar da lei marcial, o que quer dizer que as tropas chinesas acabaram por disparar sobre vários manifestantes e até hoje o governo chinês recusa-se a divulgar informações oficiais sobre os números de mortos, os feridos, e a China tem vindo a censurar também qualquer menção a este massacre no país.
Resta saber se essa censura consegue resistir aos novos meios de informação de hoje em dia na China e no mundo.
Na verdade, os jovens chineses estão a aprender aos poucos a verdade sobre este acontecimento. Aliás, em fevereiro, quando a patinadora artística americana Alysa Liu ganhou medalhas de ouro olímpicas em Milão, circularam rumores na China sobre o pai da atleta, Arthur Liu, que participou nestes protestos em Tiananmen e depois fugiu para os Estados Unidos, onde a Alysa acabou por nascer em 2005. Quando Alysa Liu venceu as Olimpíadas pelos Estados Unidos, os chineses abriram um debate na rede social Red Note sobre Arthur Liu, ou seja, falaram de Tiananmen, o que acabou por informar muitos chineses sobre o assunto pela primeira vez, algo que até aqui não acontecia, e é uma história que nos conta o Washington Post.
E quem diria que Olimpíadas de patinagem artística, que eu adoro, fosse capaz de abrir um debate sobre a censura na China? É impressionante.
É verdade.
E assim fechamos o jornal das 20h, edição da jornalista Beatriz Félix. Daqui a pouco temos nova edição do convidado Extra, Beatriz. Até já.
Até já.