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Jornal das 8 com Miguel Vítor Dias. Miguel, arranca a esta hora o Campeonato do Mundo de Futebol.

Apito inicial a segundos de ser dado no jogo entre o México e a África do Sul, no Estádio Azteca. É o primeiro de 104 jogos desta competição. Portugal só entra em campo a 17 de junho, frente à República Democrática do Congo. A seleção portuguesa viaja amanhã para os Estados Unidos da América. Para já, neste arranque, a acompanhar as incidências do jogo estará o Diogo Varela. Diogo, este é um jogo que se repete em Campeonatos do Mundo.

Voltamos a ter, passados 16 anos, um México-África do Sul a abrir o Campeonato do Mundo. Na altura, em 2010, foi a África do Sul a seleção anfitriã. Agora temos o México, que não é o único anfitrião, está junto também com os Estados Unidos da América e com o próprio Canadá. Mas dá-se aqui essa abertura, Miguel, e desde logo não só é uma repetição de 2010, como também é história para o Estádio Azteca, estádio mítico do futebol mundial e que torna-se também o primeiro da história a receber três diferentes edições de Campeonatos do Mundo. O árbitro vem do Brasil, Wilton Sampaio, neste que vai ser o jogo de abertura não só do Campeonato do Mundo, mas também de um grupo A que conta ainda com a Coreia do Sul e com a Chéquia, duas seleções que se vão defrontar apenas e só às 3h. Portanto, deste jogo que principia agora às 20h, já vai com algum atraso para esse jogo das 3h, ainda ficamos com um belo intervalo, mas já dá para ver, Miguel, olhando para as imagens televisivas, um Estádio Azteca totalmente cheio para este jogo inaugural. Destaque apenas no lado do México. Não começa o guarda-redes Guillermo Ochoa, que é um dos quatro que sobrevive a 2006. Há apenas quatro jogadores nesta condição: Cristiano Ronaldo, Lionel Messi, Guillermo Ochoa e também Luka Modrić. São os únicos quatro futebolistas neste Campeonato do Mundo de 2026, que ainda vêm de há 20 anos, de 2006, na altura foi na Alemanha.

O Diogo Varela que estará de regresso no Minuto 90 a acompanhar também os minutos finais deste jogo de abertura do Campeonato do Mundo, que se realiza no México, nos Estados Unidos e no Canadá.

E o presidente do Benfica elogia Marco Silva, mas vinca que José Mourinho era a prioridade para a próxima temporada.

Rui Costa explicou a gestão do clube durante o último ano, numa longa conferência de imprensa no Estádio da Luz. O presidente dos encarnados diz que José Mourinho era a prioridade para a próxima época, mas garante que não ficou nas mãos do Real Madrid.

Não ficámos na mão nem de Mourinho, nem do Real Madrid e, portanto, todos os cenários foram equacionados. E obviamente, depois de todo este tempo e todo este turbilhão à volta das eleições do Real Madrid e da continuidade ou não de José Mourinho, tivemos que nos fazer ao caminho e programar a próxima temporada e, de consequência, José Mourinho não seria o treinador do Benfica na próxima temporada. Havia um acordo de cavalheiros entre as partes, ao qual o Benfica não seria prejudicado, mas que já estaria a pensar num futuro treinador para o Benfica.

Rui Costa, que apesar dos elogios a Mourinho, diz que Marco Silva é o melhor treinador para o momento atual do Benfica.

Eu espero aquilo que todos os benfiquistas esperam quando se contrata um treinador para um clube desta dimensão: que consiga trazer os títulos que tanto ambicionamos. Acreditamos plenamente que Marco é o treinador ideal neste momento para o Benfica. A sua experiência em Inglaterra e aquilo que tem feito ao longo da sua carreira dá-nos esta esperança. Estou muito satisfeito com esta escolha e muito ambicioso para aquilo que é o futuro do Benfica com um treinador que acredito que nos traga aquilo que nós desejamos.

Marco Silva vai ser apresentado amanhã no Museu do Benfica, às 17h. Já sobre a temporada em que os encarnados terminaram em terceiro lugar, Rui Costa diz que o Benfica foi mais prejudicado do que nunca.

Não me lembro de um ano onde uma equipa tenha sido tão prejudicada como o Benfica. E se isso teve implicações na classificação final, claro que teve. Não podemos ficar indiferentes a isso. Portanto, repito aquilo que eu disse, não vou esconder e não vou dar desculpas de uma má época, que assumo e que até me responsabilizo e peço desculpa por ela, mas o facto daquilo que se passou em termos arbitrais não pode ser escondido, porque nós cometemos outros erros que nos condicionaram à classificação final. Foi um ano em que os casos são muito flagrantes.

Rui Costa, o presidente do Benfica, numa conferência de imprensa esta tarde no Estádio da Luz.

Noutros temas, há um incêndio a esta hora no distrito de Braga, em Terras de Bouro, que está a mobilizar sete meios aéreos e 200 operacionais no combate às chamas.

Um fogo que começou ontem ao início da noite. O comandante de operações de Terras de Bouro adianta que já não há habitações em perigo. Ainda assim, diz que o vento que se faz sentir a esta hora está a dificultar o combate às chamas.

Neste momento, a frente que está mais ativa está a progredir em terreno sem habitações. As habitações que estiveram mais na perigosidade, empinhámos lá meios, já retirámos de lá o incêndio e, portanto, neste momento não temos habitações em perigo. O vento está a aumentar de intensidade. Estamos a reforçar o teatro de operações, estão a chegar grupos de combate, vamos reposicionar e a partir daí, dentro de uma a duas horas podemos dar um ponto de situação.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Terras de Bouro, em declarações captadas pela RTP Notícias, diz que descarta para já a possibilidade de o incêndio ser extinto ainda durante o dia de hoje.

Na política nacional, o Presidente da República defende que deve haver uma revisão da Lei das Finanças Regionais.

O anúncio foi feito na cerimónia de apresentação do livro "50 Anos de Autonomia Regional", na Assembleia Legislativa da Madeira. António José Seguro alertou para os desafios da região autónoma e acrescentou, por isso, que concordava com uma alteração da Lei das Finanças Regionais.

Sei que há um forte desejo de alteração da Lei das Finanças Regionais

Que foi classificada pelo presidente do Governo Nacional da Madeira como iníqua e anacrônica. Concordo que é necessária uma revisão, para a qual apelo a um esforço comum, a uma atitude construtiva face aos novos desafios e também ao fato de termos de antecipar um futuro com eventualmente menos fundos comunitários.

O chefe de Estado acrescentou ainda que a Madeira não deve ser gerida a partir de Lisboa.

E o ministro da Presidência admite que o governo tenha de fazer cedências para conseguir aprovar a prestação social única.

Depois de questionado sobre as negociações com o Chega, que decorreram esta tarde, António Leitão Amaro lembra que, sem maioria no Parlamento, é preciso procurar entendimentos e que um dos interlocutores do PS não tem mostrado disponibilidade para confessar.

Este governo tem demonstrado sempre, permanentemente, a propósito de todos os diplomas, uma vontade efetiva de negociar com todos. Recorrentemente, o que nós vemos acontecer é os partidos ou partidos se autoexcluírem de negociações, seja porque nem sequer estão disponíveis ou, na maioria das vezes, dizer: "Eu não me revejo de todo nesta reforma, nesta mudança." Nós respeitamos todos os representantes e vamos construtivamente dialogando com todos. Isso implica, naturalmente, aproximações.

António Leitão Amaro responde também aos pedidos de moderação deixados pelo Presidente da República no discurso do 10 de junho, garante que o governo continua no meio. Também no Conselho de Ministros, o Executivo apresentou o nome do ex-deputado do PSD, Luís Leite Ramos, como novo coordenador da estrutura da missão do PTRR.

E André Ventura admite um acordo na prestação social única.

O líder do Chega esteve hoje reunido com o primeiro-ministro na residência oficial em São Bento, encontro que durou cerca de uma hora. No final, já no Parlamento, André Ventura adiantou que existem condições para chegar a acordo.

O que ficou parcialmente acordado é que, no sentido de trabalhar para se poder chegar ainda a esse entendimento de restrição, aceitando o PSD todos os outros pontos em relação ao que o Chega tinha proposto, que seja feita a baixa sem votação deste projeto da prestação social única em relação à votação de sexta-feira, para que no prazo de uma semana, que é o que ficou definido, se possa chegar à fórmula que pretende estabelecer este princípio, repito, do qual não abdicamos. Quem vem de fora de Portugal e quer receber subsídios em Portugal, tem que contribuir de alguma forma para Portugal.

Esta proposta vai ser discutida e votada amanhã na Assembleia da República. Já quanto à reforma laboral, o presidente do Chega continua sem chegar a entendimento com o governo. Já o PS avisa que se a prestação social única ficar como está, vota contra. É a garantia deixada pelo líder parlamentar socialista depois de uma reunião com o ministro dos assuntos parlamentares.

E a direita chumbou o recurso do PS sobre o adiamento do prazo para a revisão constitucional.

O PS discorda da decisão do presidente do Parlamento, Aguiar Branco, de permitir o adiamento da entrega de projetos para a revisão constitucional até o final do ano. Os socialistas recorreram desta decisão para o plenário da Assembleia da República e embora o presidente do Parlamento entenda que esta decisão não pode ser alvo de recurso, colocou o protesto à votação. O recurso do PS foi, assim, recusado, com os votos do PSD, do Chega e do CDS e com a abstenção da Iniciativa Liberal. Na sequência desta votação, o Livre pediu uma audiência ao presidente da República sobre o processo de revisão constitucional, por considerar que está em causa uma golpada constitucional.

Vamos ainda a outro tema em destaque a esta hora, Miguel.

O Pentágono esteve encerrado em confinamento devido a um falso alarme de matérias perigosas. Múltiplos andares foram encerrados e foi efetuada uma vistoria ao local depois de um alerta de antrax no local, mas acabou por se revelar um falso alarme. Ainda assim, gerou constrangimentos durante a tarde no Pentágono, a sede do poder militar norte-americano. O Chega e o CDS querem forçar a aprovação do projeto que proíbe hastear bandeiras consideradas ideológicas nas fachadas de edifícios públicos. No primeiro veto político como chefe de Estado, António José Seguro explica que não desconhece ou desvaloriza as preocupações que levaram à apresentação da proposta. No entanto, diz o presidente, que não se pode ignorar as causas humanitárias já reconhecidas, como a defesa dos direitos humanos ou a defesa do ambiente, que fazem parte do dia a dia de Portugal.

É assim que fechamos o jornal das 20h.