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Observador. Jornal das 8, edição do jornalista João Lourenço, e João Luís Montenegro propõe o nome de Sebastião Bugalho para vice-presidente do PSD e também para porta-voz do partido.
É um anúncio feito pelo presidente social-democrata na última hora, no congresso do PSD, Vasco Maldonado Correia, agora em direto de Anadia. Esta não é a única alteração na direção social-democrata proposta por Montenegro.
Sim, além desse anúncio de Sebastião Bugalho para vice-presidente e porta-voz do partido, ficam também novos nomes para a direção. Carlos Moedas e Pedro Duarte passam a vice-presidentes, eles que já tinham sido nomeados pelo PSD e para o Conselho de Estado, ou seja, ambos os autarcas das duas maiores cidades do país, das duas maiores autarquias do país, ganham também este estatuto de vice-presidente. Mantém também o lugar Alexandra Poço, Inês Palma Ramalho, e como primeira vice-presidente do partido, fica mais uma vez Leonor Beleza. Lucinda Damaso, que era vice-presidente da UGT, deixa a direção do partido. A lógica destas escolhas, explica Luís Montenegro, é que os nomes que não fazem parte do governo os ajudem a olhar para o país com uma ótica mais de fora. Há, de resto, vários ministros, vários membros do governo a serem incluídos na lista apresentada por Luís Montenegro para os órgãos nacionais. Gonçalo Matias, ministro da Reforma do Estado, por exemplo, vai para o Conselho de Jurisdição, para a Comissão de Auditoria Financeira, vai Ana Paula Martins, que até agora era presidente do Conselho de Jurisdição. Outros nomes do governo para a comissão política, como vogais, ficam Paulo Rangel, Miguel Pinto Luz, Margarida Balseiro Lopes, António Leitão Amaro, Joaquim Miranda Sarmento, e também outras figuras fora do governo, que são Firmelinda Carvalho, Helena Teodósio, Rui Rocha, Germana Rocha e Filomena Cintra. Quem está de saída é Miguel Albuquerque, ele que anunciou que já não vai ser presidente do Congresso, ele que tem estado aqui a dirigir os trabalhos em Anadia com mão firme, sem grande tolerância para os congressistas que queiram extravasar os três minutos que lhes são atribuídos. Miguel Albuquerque vai ser substituído agora por José Manuel Bolieiro, o presidente do Governo Regional dos Açores. Dizer ainda que a lista ao Conselho Nacional é liderada por Maria Luís Albuquerque, e seguem-se nomes como Teresa Morais e Luís Campos Ferreira. Mas destaque para esse nome de Sebastião Bugalho para vice-presidente e porta-voz do partido, ele que já mereceu aqui uma reprimenda por parte do ainda presidente deste Congresso, Miguel Albuquerque, que quando Sebastião Bugalho tentou continuar a falar para lá do tempo que lhe tinha sido designado, Miguel Albuquerque disse que aqui não há estrelas, o que acabou também por deixar Sebastião Bugalho um pouco atrapalhado.
Os principais destaques das alterações, neste caso no Congresso do PSD, pela voz do jornalista Vasco Maldonado Correia. Destaque então para o eurodeputado de 30 anos, Sebastião Bugalho, que foi proposto para vice-presidente do PSD e também para porta-voz do partido. O jornalista Vasco Maldonado Correia a relembrar esse episódio entre Sebastião Bugalho e o presidente da mesa durante a condução dos trabalhos nesta tarde em Anadia.
O secretário-geral do PSD está convencido de que o Orçamento do Estado vai ser aprovado no final do ano e considera que o país estaria pior a viver em duodécimos.
É o que diz Hugo Soares em entrevista à Rádio Observador, depois do chumbo do pacote laboral, que deixou o PSD e Chega de costas voltadas. O também líder parlamentar dos sociais-democratas mantém a convicção de que o Orçamento de Estado vai acabar por ser viabilizado.
Nós vamos trabalhar e fazer tudo para que o Orçamento de Estado seja aprovado. Há vários países que têm há vários anos governos em duodécimos e eles vão persistindo. Eu acho que não é o melhor. Acho que para o país era fundamental que houvesse um novo Orçamento de Estado. E repito, eu estou convencido que isso pode acontecer.
Hugo Soares que garante que não clamou vitória no dia anterior à votação do pacote laboral e que se limitou a anunciar que havia acordo com o Chega.
E o ministro dos Negócios Estrangeiros critica a postura dos dois maiores partidos da oposição nas negociações da reforma laboral. Já o ministro da Presidência diz que José Luís Carneiro tem agido de forma mais radical que Pedro Nuno Santos.
E são críticas na mesma linha por parte de vários governantes diferentes, presentes em Anadia, no 43º Congresso do PSD, começando por Paulo Rangel, com críticas à esquerda e também à direita.
O PS pôs-se sempre à parte e forçou a UGT à parte, quis tratar a UGT como o PCP trata a CGTP e, portanto, está a retirar à UGT a sua legitimidade alargada e a ser uma espécie de corrente apenas do Partido Socialista. E depois, evidentemente, o Chega. O Chega aqui mostrou que não está à altura de governar e que, obviamente, queria fazer algo que, para além de ser populista, teria como consequência direta a baixa das pensões dos portugueses.
No mesmo sentido vão as críticas de António Leitão Amaro, o ministro da Presidência, diz que o secretário-geral socialista está irreconhecível.
Este comportamento
Não é provavelmente aquilo que os portugueses esperavam da pessoa que conheciam. Agora poderão estar a descobrir uma pessoa nova e, provavelmente, se estes comportamentos continuam, é isso mesmo que vão ver. Até Pedro Nuno Santos fez um acordo sobre o IRS Jovem e viabilizou o Orçamento.
José Luís Carneiro tem sido mais radical do que Pedro Nuno Santos. É isso?
Nestas semanas, com esta postura imobilista, é uma postura mais imobilista, mais oposicionista ao país, mais bloqueadora de reformas, até que o Partido Socialista de Pedro Nuno Santos em várias coisas.
António Leitão Amaro e Paulo Rangel, na entrevista à Rádio Observador, no Congresso do PSD, em Anadia.
E a ministra da Saúde afirmou ser a ministra menos popular do governo.
A titular da pasta da Saúde referiu mesmo que não pretende agradar a quem comenta no espaço público e que vai cumprir o programa de governo. No Congresso do PSD, Ana Paula Martins admitiu que não confunde popularidade com responsabilidade.
Enquanto governo, sabemos o que precisamos de fazer. E eu, pessoalmente, tenho a consciência que, segundo a comunicação social, sou a ministra menos popular deste governo. Mas sempre assumi que governar não implica ser popular, implica ser responsável. Não confundo popularidade com responsabilidade.
A ministra da Saúde afirmou que vai deixar o SNS em melhores condições do que quando entrou em funções. A responsável da Saúde reivindicou ter aumentado o número de médicos de família em Portugal.
E o líder do PS considera ridículas as alegadas insinuações do PSD sobre uma coligação entre socialistas e o Chega.
Na Póvoa de Varzim, José Luís Carneiro criticou as declarações de Luís Montenegro sobre o chumbo do pacote laboral. Na abertura do Congresso do PSD, o primeiro-ministro deixou, sim, críticas, quer ao PS, quer ao Chega. Ora, José Luís Carneiro inverteu a acusação do primeiro-ministro e enaltece que os socialistas nunca fizeram qualquer coligação com o Chega.
Todos entendem que isso é ridículo. Então alguém que andou dias e dias a encontrar-se, a reunir, a dialogar, a negociar, num autêntico jogo de máscaras, como eu pude dizer, agora sentir-se desfeiteado por parte desse partido e vem dizer que é o PS que está coligado com o Chega. O PS nunca teve qualquer coligação, pelo contrário. Agora, nós temos é liderado muitas propostas e há aqueles que votam essas propostas.
José Luís Carneiro considera que o país assistiu, nesta sexta-feira, a uma tentativa de entendimento formal à direita e que acabou por falhar no momento da votação da revisão laboral.
E agora no desporto, Diogo Dalot revela que os jogadores da Seleção Nacional reuniram antes do Mundial para discutirem e prepararem a possibilidade de serem alvo de críticas durante a competição.
E este encontro terá acontecido ainda na Cidade do Futebol, antes da partida da equipa das Quinas para solo norte-americano. Uma reunião já confirmada pela Observadora, e diz que este encontro foi promovido pelos jogadores e que todos os futebolistas estiveram presentes. Já nesta manhã, na conferência de imprensa, Diogo Dalot foi questionado sobre as críticas e polémicas que têm surgido nas redes sociais, e foi aí que o lateral-direito do Manchester United revelou que esta preparação dos jogadores da equipa portuguesa.
Obviamente, quando tens um plantel, ainda para mais, quando tens o Cristiano dentro do plantel, temos de estar preparados já para um alarido um cadinho diferente do normal. E como é lógico, não fugiu à regra, mais uma vez. E eu acho que o facto de termos tido essa conversa pré-Mundial para nos prepararmos também para estes momentos, fez com que quando essa altura chegasse, daí a mensagem, daí o facto de nós dizermos que o grupo estava blindado, porque sabíamos que isto ia acontecer.
O defesa dos Red Devils foi ainda questionado sobre o grau de favoritismo da equipa portuguesa neste Campeonato do Mundo. O defesa diz que a exibição com o Congo ajudou a resfriar as expectativas.
E no Campeonato do Mundo, os Países Baixos golearam a Suécia.
É um resultado que marca esta tarde de sábado, um grupo liderado pela Laranja Mecânica, que vence por 5-1 frente à seleção sueca, golos de Cody Gakpo, Summerville e também Brobbey. Há ainda de realçar esse único tento de Antonie Lang ao minuto 59, um golo, neste caso, do extremo-direito da Suécia. Dentro de uma hora, arranca do grupo E o Alemanha-Costa do Marfim, uma partida que será realizada em Toronto. Uma partida também que será aqui seguida ao minuto pelo jornalista Diogo Varela. Ainda esta noite, mas neste caso, partidas que vão ser seguidas pelo jornalista Martim Madeira, está ainda nesses dois jogos entre o Equador e o Curaçao, também referente ao grupo E. Ainda no grupo F, o grupo tanto dos Países Baixos como da Suécia, há ainda essa partida às 5h entre a Tunísia e o Japão.
E ainda na atualidade internacional, no Médio Oriente, o Irão reitera que voltou a fechar o estreito de Ormuz, mas os Estados Unidos garantem que Teerão não controla a passagem marítima.
Diz o porta-voz do Comando Central dos Estados Unidos, a negar essas alegações de Teerão de que a via marítima está encerrada. Diz mesmo que o tráfego continua a fluir e que as forças norte-americanas estão a monitorizar a situação para garantir que assim permaneça. Durante esta tarde, Teerão informou desse encerramento do estreito de Ormuz. Fala mesmo numa retaliação contra ataques de Israel no sul do Líbano. Diz que o tráfego marítimo está encerrado a todos os navios. Sublinha que caso a agressão israelita continue, outras medidas vão ser planeadas e implementadas para obrigar o inimigo a cumprir as suas medidas neste acordo de paz.
E é o ponto final no Jornal das 8, edição do jornalista João Lourenço. João, voltamos a atualizar toda a informação, principalmente no Jornal das 9, porque não temos síntese, temos entrevista a Sebastião Bugalho. Deixe-se ficar com a Rádio Observador.