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De Observador. Muito boa noite. Começa agora o Jornal das 8, edição do jornalista Miguel Videira. E Miguel, continua a subir de hora para hora o número de vítimas mortais na Colômbia. O último balanço do terremoto de 7.4 na escala de Richter aponta para 111 mortos.

E são esses os números mais recentes avançados pelo presidente colombiano. Há ainda a registrar quase 90 feridos e dezenas de edifícios destruídos. Foi decretada a situação de catástrofe. O presidente da Colômbia, recentemente empossado, Abelardo de La Espriella, anunciou que vai assumir a coordenação da resposta ao desastre.

"Determinei a suspensão de toda a agenda que tinha na capital da República, para me concentrar no desastre natural que hoje assola o nosso sofrido povo colombiano. Convoquei uma reunião de emergência, um posto de comando unificado. Estarei lá com toda a equipe, tomando as decisões e as medidas. Vou liderar pessoalmente essas ações para levar soluções à nossa gente no departamento de Chocó, na região cafeeira e em outras áreas do país que foram afetadas. O povo venezuelano não está sozinho".

É o que diz o presidente da Colômbia. O terremoto ocorreu por volta das 7h30 da manhã, hora de almoço em Lisboa, teve epicentro em San José del Palmar, no departamento de Chocó, a cerca de 300 km de Bogotá, a capital.

E não há indicação, Miguel, de portugueses afetados pelo sismo.

Disso mesmo dava conta, há uma hora, aqui na antena do Observador, o secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa.

Até o momento, os nossos serviços diplomáticos têm dado nota que não há, para já, nenhum registro de portugueses feridos ou mortos.

Sendo que há pouco li algumas notícias. Não há muitos portugueses a residir na Colômbia, pelo menos registrados na representação diplomática de Portugal em Bogotá.

Sim, nós temos um total de 2 mil registrados, alguns com nacionalidade adquirida. É um número muito pequeno comparativamente com outras comunidades noutros países. Não é muito significativo.

Sendo que não há registro de pedidos de ajuda de cidadãos nacionais. Era essa a informação avançada pelo secretário de Estado das Comunidades, Emídio Sousa, há uma hora.

E por cá, o Ministério da Educação decidiu avançar com um inquérito para perceber por que motivo algumas escolas não entregaram a tempo e horas provas e reapreciações dos exames nacionais.

É isso que indica o ministério tutelado por Fernando Alexandre, em resposta à Agência Lusa. O inquérito vai ser conduzido pela Inspeção-Geral de Educação e Ciência. Segundo o ministério, há escolas que enviaram para classificação remessas de provas já depois de terminado o prazo para a recolha e entrega dos exames pelas forças de segurança nas instalações da Imprensa Nacional da Casa da Moeda. A Inspeção-Geral de Educação e Ciência vai também averiguar os atrasos no envio de pedidos de reapreciação de exames realizados na primeira fase.

Ainda a este propósito, o Júri Nacional de Exames revela que os resultados de 212 pedidos de reapreciação e de correção de cotações de exames realizados na primeira fase só vão ser enviados às escolas amanhã.

E a culpa deste atraso, sublinha o Júri Nacional, é das próprias escolas. O Júri Nacional de Exames explica que alguns estabelecimentos de ensino só submeteram as classificações na sexta-feira, o dia previsto para a afixação das notas, e também no sábado.

E o PS pede que o governo envie toda a documentação sobre a planificação e implementação dos exames nacionais.

O deputado socialista Profírio Silva explica que no requerimento enviado através do Parlamento ao Ministério da Educação, o PS pede, por exemplo, os resultados do teste-piloto de Filosofia feito ano passado.

Nós fizemos um requerimento a pedir documentos, designadamente os documentos que dizem respeito à forma como os resultados do piloto do ano passado foram integrados na preparação deste ano e a informação sobre este ano que o ministro diz que vai dar ao Conselho Nacional de Educação. Portanto, é natural que o Parlamento também tenha essa informação para poder fazer o acompanhamento da atividade do governo. E, por outro lado, uma pergunta parlamentar, que na realidade é um conjunto alargado de perguntas, mas tem a ver com os factos concretos daquilo que se está a passar. Número de problemas, número de reapreciações por disciplina, comparação com os anos anteriores, quantos alunos é que ficaram com 9,5 valores, sem terem tido essa nota, tendo tido uma nota mais baixa.

Profírio Silva, o deputado socialista, sobre os esclarecimentos que o PS pede ao Ministério da Educação, deu entrada na Assembleia da República, um requerimento tendo em vista precisamente a obtenção dessas explicações.

E o IPMA prevê que não vai ser possível ver o eclipse solar total no litoral centro e norte de Portugal.

E por quê? Porque está previsto para esta zona, para esta faixa costeira, nuvens baixas e nevoeiro no fim da tarde, início da noite de quarta-feira. É isso que indica à Rádio Observador o meteorologista do IPMA, Jorge Pontes.

Se confirmar as previsões, claro que sim. Se houver nuvens baixas e nevoeiro, não se conseguirá observar o eclipse. Confirmo essas previsões do modelo do Centro Europeu, é o modelo do qual o IPMA também se baseia, além do nosso modelo de mesoescala, o Arome, que também está a dar nuvens baixas mais ou menos nas mesmas regiões para essas horas. Agora, o que também é importante ter noção é que a previsão da nebulosidade baixa e do nevoeiro é um parâmetro que não é muito fácil de calcular. Apresenta, às vezes, alguns erros.

É o alerta de Jorge Pontes a esta previsão. Não é certo que se venha a concretizar. Ora, se quiser ter mesmo a certeza que não há nada que se intrometa entre o seu olhar e o eclipse, fica aqui a sugestão de Jorge Pontes.

Aquilo que eu consideraria é que quem estiver junto ao mar, na região litoral, a norte, essencialmente do Cabo da Roca, diria Quem estiver nesse litoral a norte, quem quiser mesmo observar o fenômeno, é mais seguro encontrar uma alternativa e ir um pouco mais para o interior. Quanto mais para o interior, menos provável é que as nuvens baixas cheguem ao interior.

Fica a sugestão face a esta previsão de que no litoral norte e centro vão formar-se nuvens baixas. Também há a possibilidade de nevoeiro, o que, a concretizar-se, vai impedir a observação do eclipse.

E agora com sete minutos para lá das 20h, que outras notícias marcam a atualidade?

O governo reage mal ao escrutínio. É assim que André Ventura reage à informação conhecida esta tarde. O ministro da Defesa vai processar André Ventura, o deputado do CHEGA Pedro Frazão e o jornal 24 horas. Por quê? Por causa de uma notícia divulgada pelo jornal na passada sexta-feira, que suscita dúvidas sobre o negócio de aquisição de três fragatas a uma empresa italiana. A notícia do 24 horas dá conta que uma empresa portuguesa foi excluída da operação, avaliada em cerca de quase 4 mil milhões de euros. André Ventura, como disse, reagiu para dizer que o governo reage mal ao escrutínio. Fechamos com natação nos Europeus, que decorrem em Paris. Os portugueses Diogo Ribeiro e Camila Rebelo garantiram a presença nas finais agendadas para amanhã. O nadador português foi terceiro na meia-final dos 50 metros mariposa, bateu o recorde nacional. Já a atleta portuguesa Camila Rebelo também bateu o recorde nos 200 metros costas. Foi a segunda classificada na meia-final.

E assim fechamos o Jornal das 20h, edição do jornalista Miguel Videira, que está de saída. A informação regressa atualizada às 20h30.