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É o Jornal das 8, com edição do jornalista Luís Soares. E Luís, o governo propõe uma taxa de 33% sobre os lucros extraordinários das petrolíferas. A verba vai ser destinada a apoios a famílias, bombeiros, setor social e transportes.
A medida consta da proposta de lei que cria a contribuição de solidariedade temporária sobre o setor petrolífero. Foi entregue pelo Executivo na Assembleia da República e terá agora de ser apreciada pelos deputados. A parcela dos lucros das petrolíferas este ano, que exceda em mais de 20% a média de 2024 e 2025, vai ser taxada em 33%. O governo justifica a medida com a subida dos preços dos combustíveis fósseis e com o crescimento excepcional das margens de lucro no setor petrolífero, em particular na extração e na refinação. A receita arrecadada será afeta ao fundamental e ao Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas e deverá ser utilizada exclusivamente no financiamento de medidas adotadas depois de 28 de fevereiro deste ano. O diploma tem caráter extraordinário e temporário, aplica-se apenas ao período de tributação com início este ano, em 2026.
E o presidente da República insiste na necessidade de um pacto para a saúde.
Declaração feita pelo presidente da República no dia em que foi conhecido o Prêmio Champalimaud de Visão deste ano, que distinguiu dois investigadores responsáveis por devolver a visão a cegos. António José Seguro esteve presente nessa cerimônia, na Fundação Champalimaud, ao lado do primeiro-ministro, do presidente da Assembleia da República, assim como outras altas individualidades políticas. E uma delas, Vasco Maldonado Correia, agora em direto, veio criticar o ruído político e midiático do momento.
Sim, Aníbal Cavaco Silva foi uma dessas individualidades que aqui marcaram presença, um dos antigos chefes de Estado que aqui marcou presença em mais uma edição do Prêmio António Champalimaud. E se Marcelo Rebelo de Sousa, que também aqui esteve, tem feito por não falar à imprensa, no mínimo sobre a atualidade política, Cavaco Silva também não quis comentar, mas não se querendo atravessar, acabou por criticar o ruído que anda por aí.
Eu peço a vossa desculpa, mas compreendam que eu não quero acrescentar nada ao ruído midiático que existe neste momento no país, demasiado intensivo e se calhar, muito pouco justificativo.
Curtas palavras, sem mais comentários. Cavaco Silva garantiu que é um reformado político, não quer contribuir para o ruído. Ele esteve aqui na entrega do Prêmio António Champalimaud em Lisboa, ouviu sentado na plateia, ao lado de Marcelo Rebelo de Sousa, o atual presidente da República, António José Seguro, insistir que é preciso juntar mãos e fazer um pacto para a saúde.
A democracia não se mede apenas pelo direito de votar. Mete-se também pela capacidade de transformar liberdade e igualdade em condições concretas da vida das pessoas. O Serviço Nacional de Saúde continua, 47 anos depois, a cuidar de milhões de portugueses. É dever de todos melhorar uma das maiores conquistas da democracia portuguesa. É esse o sentido do pacto para a saúde que lancei no início do meu mandato e para o qual é necessário canalizar todas as nossas energias. Uma democracia forte precisa de um Serviço Nacional de Saúde que promova o acesso à saúde a tempo e horas.
António José Seguro, na entrega do Prêmio António Champalimaud, que este ano distinguiu os investigadores Botond Roska, húngaro, e José-Alain Sahel, francês, pelo trabalho que permitiu que deficientes visuais ou cegos, devido a doenças da retina, conseguissem recuperar a visão. Uma cerimônia muito participada, como aqui ouvimos, esteve presente António José Seguro, também o primeiro-ministro Luís Montenegro e o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar Branco. Pela plateia, estiveram outras figuras bem conhecidas, como o antigo primeiro-ministro Pedro Santana Lopes e já aqui ouvimos Aníbal Cavaco Silva e Marcelo Rebelo de Sousa.
Vasco Maldonado Correia, que acompanhou esta cerimônia do Prêmio Champalimaud de Visão, onde marcou presença, como escutamos, o antigo presidente da República, Cavaco Silva.
O CDS mudou a proposta sobre as bandeiras ideológicas, mas o PSD avançou com uma iniciativa autônoma para responder ao veto do presidente.
Os centristas eliminam o artigo que diz respeito às bandeiras proibidas e alteram o artigo sobre as permissões para delimitar as únicas bandeiras que podem ser utilizadas em edifícios públicos. Apesar da mudança, o PSD decidiu avançar com uma iniciativa autônoma, em que prevê a utilização de bandeiras internacionais, desde que não sejam de natureza política ou partidária. Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o líder parlamentar dos centristas, Paulo Núncio, diz que este é um tema em que cada partido afirma os seus valores.
Eu não vou substituir o PSD. O que lhe posso dizer é que o CDS e o PSD são partidos diferentes. Temos valores diferentes, causas diferentes, princípios diferentes. Estes são os princípios do CDS, estas são as convicções do CDS e por isso nós não abdicamos das nossas convicções e dos nossos princípios. Quer o programa de governo, quer o programa eleitoral não incluem esta matéria.
Paulo Núncio a desvalorizar a falta de entendimento entre CDS e PSD. Os centristas vincam que não recuaram perante o veto de António José Seguro e que as alterações são uma tentativa de ultrapassar as dúvidas jurídicas.
E Luís, na atualidade internacional, mais um drone de origem desconhecida foi encontrado na Alemanha, desta vez a cerca de um quilômetro de uma base militar em Hanover.
É o que avança o jornal Bild, que confirma a informação junto das Forças Armadas alemãs. O drone foi descoberto ontem pelas autoridades, tinham descoberto a presença dos destroços já ontem, mas não há neste momento indícios de perigo para o público. No local, está em andamento uma grande operação policial, depois de terem sido descobertos estes destroços numa área aberta e desabitada. O aeródromo militar de Wunstorf está localizado na região da capital da Baixa Saxônia e não se sabe ainda quem é o proprietário do drone, nem qual é a proveniência
E no desporto, o Benfica joga amanhã frente ao AC Milan. O treinador Marco Silva afirma que são duas equipas que tradicionalmente estão na Liga dos Campeões.
O técnico do Benfica considera que jogar no Estádio San Siro vai ser muito difícil para os encarnados, tal como seria se a equipa de Milão fosse ao Estádio da Luz. Marco Silva espera bastantes adversidades contra um adversário com nível de Liga dos Campeões.
Duas equipas que estão habituadas a estar noutra competição e não na Liga Europa, pelo seu historial, pelo que têm sido os últimos anos também em termos de competições europeias, mas a realidade é que estão ambas na Liga Europa. Nós tivemos que percorrer um caminho ainda mais difícil, que tivemos que jogar seis jogos para aqui estar, por circunstâncias diferentes. E é um jogo muito complicado, cada equipa que joga aqui, seja a nível interno como a nível europeu, de competições europeias, acaba por ter sempre grandes dificuldades, porque é um local difícil para jogar, pela qualidade da equipa, como se o Milan fosse jogar ao Estádio da Luz teria essas mesmas dificuldades também.
A divisão de Marco Silva para o jogo de amanhã frente ao AC Milan, o lateral direito Alexander Bah está recuperado da lesão, mas não viajou para Itália. A partida está marcada para amanhã às oito da noite e tem arbitragem do australiano Jarred Gillett.
O jogo claro que vai ter relato aqui na Rádio Observador, relato e comentários. Agora são 20h08, que outras notícias marcam a atualidade, Luís?
Grande câmara para o Orçamento de Estado, a Federação de Sindicatos da Administração Pública quer que o salário mínimo do Estado suba para os 1050 € já no próximo ano. A FESAP defende ainda o aumento do subsídio de refeição para os 10 € por dia. A portaria que define os tetos máximos das rendas do novo regime simplificado do rendimento acessível será publicada nos próximos dias. A garantia da Secretaria de Estado da Habitação, que adianta que a plataforma eletrónica onde os senhorios e os candidatos inquilinos se podem inscrever, já está também a ser desenhada.
E é o ponto final no Jornal das 8, edição do jornalista Luís Soares, que está de saída. Até amanhã, Luís. A informação regressa atualizada com Martinha Madeira às 20h30 e nesta hora, nova edição de Convidado Extra sobre inteligência artificial nos hospitais.