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Está na hora de ir para o jornal das 18h, com Luís Soares. O Chega vai votar a favor de duas propostas para constituir duas comissões parlamentares de inquérito, uma sobre a atuação de Luís Neves na Judiciária, outra sobre a correção dos exames nacionais.
São dois requerimentos que vão ser votados amanhã. André Ventura anunciou que vai votar a favor do requerimento do JPP, a propor uma comissão de inquérito sobre a atuação do ministro Luís Neves, quando desempenhou funções de diretor nacional da Polícia Judiciária. O pedido do Chega, com o mesmo objetivo, ainda não foi admitido pelo presidente do Parlamento. Por isso mesmo, André Ventura pede equilíbrio a Aguiar Branco.
É a garantia que Aguiar Branco não vai obstaculizar. Só ele pode obstaculizar, porque o Chega tem, como disse, os votos, os mandatos, os deputados. Era importante que o presidente da Assembleia da República assumisse esse papel de equilíbrio e não do bloqueio. Se vai decidir amanhã, é um bom sinal. Espero que seja uma decisão positiva e que amanhã possamos começar a constituir a comissão de inquérito parlamentar. Senão, em breve, paramos isto para o Orçamento do Estado. Então para-se mais um mês e tal e continuamos nesta degradação.
Em declarações aos jornalistas em Loures, André Ventura assumiu ainda que o partido vai votar igualmente a favor de uma comissão parlamentar de inquérito, neste caso, proposta pelo Bloco de Esquerda, sobre o processo de classificação digital dos exames nacionais, mas pede que isso não sirva para desviar atenções do caso Luís Neves.
O Chega vai votar a favor da comissão de inquérito, evidentemente. Nós sempre dissemos isto, não obstante o Partido Socialista ter usado isto como forma de desviar as atenções do caso Luís Neves, claramente, e ficou evidente no pedido de demissão de um ministro e não do outro. O Chega sempre disse que, para ser coerente consigo próprio e com as posições que tem assumido, o Chega não iria inviabilizar a comissão de inquérito proposta. E, portanto, vai viabilizá-la e vai permitir que ela avance. Não sei se os outros partidos o farão também ou não. É importante que as famílias sintam que há um trabalho do Parlamento em relação àquilo que foi o caos na educação, nos exames, etc.
Quanto ao processo em torno do suposto assalto ao gabinete do Chega no Parlamento, André Ventura nega que o ato tenha sido encenado e acusa o PSD e o Livre de desvalorizarem o assunto, pedindo rapidez à Justiça. São declarações à margem de uma visita ao bairro do Taludo Militar, em Loures. Entretanto, a Comissão de Transparência e Estatuto dos Deputados já emitiu um parecer no sentido de autorizar André Ventura e outros dois deputados do Chega a testemunhar no processo da alegada invasão do gabinete. De acordo com o documento publicado no site do Parlamento, o depoimento ao tribunal vai ser feito por escrito, depois de André Ventura ter dito que estava disponível para ser ouvido, tanto presencialmente como por escrito sobre este caso.
O procurador-geral da República garante rapidez da Justiça, tanto nos inquéritos que envolvem o ministro da Administração Interna, como o inquérito no caso Chega.
Mas Amadeu Guerra recusa avançar com prazos para a conclusão dos inquéritos. Em declarações aos jornalistas, à margem da inauguração do novo Palácio da Justiça de Beja, Amadeu Guerra só prometeu uma coisa: rapidez.
Estamos a trabalhar para que seja rápido. A trabalhar para que seja rápido relativamente a estas questões do ministro da Administração Interna, poderá ser quando? Estamos à espera que sejam feitas e, portanto, não vale a pena adiantar. Querem que eu vos diga em concreto o que estamos a fazer? Já agora, exatamente. Mas não posso. São os processos que estão em segredo de justiça, eu não posso dizer o que acontece.
E mais não disse Amadeu Guerra, que recusou avançar com prazos para a conclusão dos inquéritos, tanto relacionados com o ministro da Administração Interna como ao suposto assalto ao gabinete do Chega no Parlamento. Amadeu Guerra diz que está à espera ainda de diligências que foram solicitadas quanto ao inquérito que foi conhecido ontem ao diretor nacional da Polícia Judiciária. Amadeu Guerra diz que é um inquérito como qualquer outro.
O deputado do PS, António Mendonça Mendes, acusa o governo de faltar à verdade na questão da descida do IRS.
António Mendonça Mendes acusa o governo de mentir ao Parlamento nesta descida de IRS e de estar preocupado com a popularidade nas urnas, ao contrário do que acontecia com Pedro Passos Coelho. Em entrevista ao sofá do Parlamento, o antigo secretário de Estado de Assuntos Fiscais diz que o governo teve duas posições diferentes no espaço de uma semana e critica o pensamento permanente nas eleições.
Eu acho que o governo, desde o início, desde há dois anos, e já teve umas eleições pelo meio, tem governado sempre a pensar nas eleições. Isso não tenho a mínima dúvida nenhuma.
Um bocadinho o oposto de Passos Coelho.
Totalmente o oposto. E repare, eu já tenho dito isto várias vezes, não tenho nenhuma simpatia pela política que Pedro Passos Coelho fez. Só que Pedro Passos Coelho não mentia aos portugueses. E este governo, para ser simpático, omite a verdade aos portugueses.
António Mendonça Mendes lamenta a falta de apoios direcionados para responder ao aumento do custo de vida. O antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais defende o IVA zero para o cabaz alimentar e também uma descida do ISP correspondente à taxa intermédia do IVA. António Mendonça Mendes, entrevistado no sofá do Parlamento, garante também que o PS não procura ir a eleições antes de 2029.
O PS duvida do bônus pago pelo Estado na compra da REN e quer regras para a compra de participações em empresas.
Os socialistas dizem que o bônus pago ao Estado, ao acionista ao qual o Estado recomprou uma participação na REN, não tem razão de ser. Uma declaração aos jornalistas no Parlamento, o deputado Marcos Perestrello questiona esta operação e quer saber se foi o Estado a ter a ideia de comprar a REN ou foi o acionista que procurou vender a participação.
Este preço que o Estado está a pagar inclui um bônus, do nosso ponto de vista, injustificado ao acionista, porque a esta participação não corresponde nenhum direito especial. O Partido Socialista vai solicitar ao governo o envio de toda a documentação relativa a este processo e que envie, igualmente, o rol de todas as personalidades que intervieram neste processo, para percebermos, designadamente
Se foi o governo que foi ter com o acionista ou se, pelo contrário, foi o acionista que veio ter com o governo para vender esta participação.
As dúvidas de Marcos Perestrello numa declaração esta tarde no Parlamento. Acentuou também que o PS quer aprovar, na Assembleia da República, um conjunto de regras e obrigações para o fundo soberano anunciado por Luís Montenegro.
A Associação de Médicos Prestadores de Serviços acusa o governo de empurrar para outubro a publicação da portaria que define os valores a pagar aos tarefeiros para fugir às férias de verão.
Um período tradicional de maior carência nas urgências. Ouvi no explicador da tarde política o presidente da associação, Nuno Figueiredo e Sousa, a fala de um ato inteligentemente pensado e pontua o dedo ao governo por não ter ouvido os médicos tarefeiros.
A publicação de uma portaria que está prevista para outubro, inteligentemente desenhada para ser feita nesta altura, uma vez que passou o verão e o período mais conhecido de carências nas urgências. E portanto, surge numa altura em que o governo, sem ouvir ninguém, apesar da nossa disponibilidade, e consideramos que devíamos ter sido nós ouvidos, para além dos representantes dos conselhos de administração, alguém que estivesse no terreno para conseguir chegar a medidas concretas sobre a realidade dos factos.
Nuno Figueiredo e Sousa sublinha que os médicos tarefeiros não aceitam a descida de um único cêntimo nos honorários. O presidente da associação diz que os médicos tarefeiros não são o problema, mas sim a desvalorização dos profissionais do Serviço Nacional de Saúde.
E há outras notícias a marcar a tarde desta terça-feira.
Em Proença-a-Nova, o incêndio na freguesia de Alvito da Beira sofreu dois reacendimentos durante a tarde. É o que adianta à Rádio Observador o presidente da autarquia, João Lopes, explica que as duas reativações aconteceram entre Alvito da Beira e Aldeia de Mó, dizendo que existe uma frente de incêndio em direção à povoação da Catraia, o que está a preocupar as autoridades e também os operacionais no terreno.
Nós, neste momento, temos duas reativações entre Alvito e a Mó, portanto circundou a povoação, chegou à povoação da Mó e temos um outro que vem em direção, ainda está longe, mas em direção à povoação da Catraia. Portanto, são essas três frentes agora que nos preocupam e sobre as quais os meios estão a incidir para ver se as controlamos.
O presidente da Câmara de Proença-a-Nova garante que não há habitações em perigo, mas alerta para a dificuldade no combate devido aos difíceis acessos. O incêndio deflagrou ontem pelas 16h. Notícia de há instantes, um drone caiu a menos de 1 km de uma base militar alemã. Há, nesta altura, uma grande operação policial no local. O drone caiu em Hanover, a cerca de 1 km da base militar de Wunstorf. É o que avança o jornal Bild, que confirmou a informação junto das Forças Armadas alemãs. No local, está em andamento uma grande operação policial para se perceber ao certo qual a proveniência deste drone. Ani Silva Pais, a filha do último diretor da PIDE, que abandonou tudo para se juntar à Revolução Cubana, está no centro do novo podcast Plus do Observador.
Que hoje estreou e é uma história que se passa em Portugal e em Cuba, que atravessa os anos 60 e 70, uma história fascinante e surpreendente.
E foi em outubro de 1965, depois de uma viagem à Cidade do México, que Ani Silva Pais decidiu desaparecer para se juntar à Revolução Cubana. Vamos já ouvir este deserto.
Ninguém com o apelido Silva Pais ou Candau deu entrada no hotel no dia 25 de outubro. Ou melhor, ninguém, a não ser que se trate de um convidado do governo. A informação dada pelo recepcionista é clara. Ani até pode ter passado a noite no hotel, mas se entrou acompanhada de uma alta entidade do governo cubano, é impossível descobrir-lhe o rasto. As estadias dos principais dirigentes do regime nunca são inscritas nos livros de registo. Mas Raymond Candau também não é um cidadão comum, é um diplomata. E como diplomata, também tem privilégios. Pode aceder a informações que não estão ao dispor de qualquer um.
Um excerto do primeiro episódio de "Os Escândalos de uma Revolucionária", que já está disponível.
É uma série narrada pela atriz Bárbara Branco, com música original de Frankie Chaves. A investigação e os guiões são da jornalista Inês André Figueiredo. O primeiro episódio já está disponível para todos no site do Observador, nas plataformas de podcast, no YouTube e todos os episódios já estão disponíveis para os assinantes Standard e Premium do Observador. O Luís Soares vai regressar às 18h30.