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Rádio Observador. Começa agora o Jornal das 8 da noite da Rádio Observador, com a edição de Miguel Cordeiro. E, Miguel, em destaque: Trump e Zelensky estão reunidos a esta hora à margem da Assembleia Geral da ONU.
Antes desta reunião, o presidente ucraniano e Donald Trump sentaram-se lado a lado perante a imprensa e responderam a algumas perguntas. Zelensky agradeceu aos americanos e pediu ajuda para terminar com a guerra, de preferência antes do inverno, a altura mais difícil para os ucranianos. Já quanto a uma reunião entre Zelensky, Trump e Vladimir Putin, o presidente norte-americano disse que não sabe se o líder da Rússia está disponível para um encontro trilateral, mas referiu que ambas as partes querem, nesta fase, terminar a guerra.
"Well, I don't know. I know that he will meet, and we've had a meeting already in Alaska. I think he'd do another one. I don't know about Miami. We have a big thing happening in Miami very soon, but he'll meet, he's willing to meet. He'd like to see the war end. With both you and President Zelensky? I think they both want to see the war end, to be honest with you. It's time. A lot of people being killed, and they don't want that, but I think they both want to see the war ended".
Todos querem ver a guerra terminar. Tanto Zelensky como Vladimir Putin querem colocar um ponto final nessa guerra. Donald Trump aqui também a fazer referência ao encontro que já teve com Vladimir Putin no Alasca e a referir que há uma possibilidade de haver um encontro em Miami já em dezembro deste ano, na reunião do G20. Neste momento, decorre o encontro entre Volodymyr Zelensky e Donald Trump.
E na Assembleia Geral da ONU discursou na última hora Emmanuel Macron. O presidente francês avisa que o mundo não pode regressar à lei da selva.
Destacou Macron que todos os intervenientes que falaram antes dele na Assembleia Geral das Nações Unidas descreveram o regresso do imperialismo, da arrogância, da força irrestrita e apontou que o poder, nesta altura, está concentrado apenas nas mãos de alguns. Emmanuel Macron criticou aqueles que acham que podem mandar no mundo. Disse: "Queremos viver num mundo com o retorno da lei da selva ou queremos viver numa sociedade internacional civilizada?" Depois desta pergunta, o presidente francês referiu que a função das Nações Unidas é juntar os povos livres para discutirem as relações internacionais. França garantiu que vai continuar a colaborar com os países para reforçar o multilateralismo e pediu, Macron, que não se esqueçam as lições do século XX. Lamenta a nova era da barbaridade. O presidente francês defendeu também o direito legítimo do povo palestiniano a ter um Estado e diz que Gaza é um espetáculo que nos envergonha a todos.
E mais cedo discursou Donald Trump, que quis colocar os Estados Unidos da América como a maior superpotência do mundo.
É, foi um longo discurso com mensagens para o Irão. Disse que pode negociar, mas também está disponível para bombardear. Deixou avisos à Rússia e a Cuba. Quis falar para todo o mundo quando disse: "America is back". O presidente norte-americano posicionou o país como a maior superpotência do mundo e disse também que as eleições intercalares não vão influenciar o resto do mandato. Antes, falou Guterres. Foi o último discurso de Guterres como secretário-geral das Nações Unidas. Disse, no púlpito da ONU, que as superpotências não conseguem resolver todos os problemas do mundo e apelou à cooperação entre os diferentes países. Criticou também Israel, criticou a atuação de Israel nos territórios palestinianos e deixou também críticas à atuação da comunidade internacional perante o conflito em Gaza.
E em Portugal, há um grande incêndio em Santo Tirso que preocupa as autoridades.
Já foram retirados todos os moradores de uma urbanização, já foi cortada a Estrada Nacional 105 e as chamas estão a aproximar-se do Aeródromo da Maia. Ameaça também algumas habitações, mas a Proteção Civil garante que não há feridos. As pessoas da urbanização do Vale do Pisão foram retiradas de casa pouco depois das 16h30. De acordo com a Proteção Civil, estão no terreno 200 operacionais no combate a este incêndio, um incêndio que as autoridades tentam controlar ainda durante as próximas horas para evitar o avançar das chamas durante a noite. Neste momento, já não há meios aéreos no combate às chamas, até porque já se pôs o sol. São 276 operacionais no combate a este incêndio, apoiados por 86 viaturas.
E na política nacional, o Chega acusa o PS de apenas fazer recomendações e não tomar medidas concretas para responder ao aumento do custo de vida.
Eduardo Teixeira esteve esta tarde na Rádio Observador, no programa Sofá do Parlamento. É coordenador do Chega na Comissão de Orçamento. Eduardo Teixeira diz que o PS é que tem que escolher o caminho que quer fazer. O Chega vai levar a debate propostas para reduzir o IVA no cabaz alimentar e também nos impostos. O PS apresenta recomendações. Eduardo Teixeira critica o PS.
O PS é que tem que saber se quer com coragem aplicar medidas que sejam importantes para salvar os portugueses deste galopar da forma como se vive em Portugal ou se quer continuar a ser o partido fofinho das recomendações. Se o PS quiser continuar a ser o partido fofinho das recomendações, o PS deixa de ser um partido com capacidade para governar Portugal.
Palavras do coordenador do Chega no programa Sofá do Parlamento, que já está disponível em podcast.
E Paulo Raimundo atira novamente críticas às grandes empresas e ao governo e avisa os trabalhadores sobre as novas tentativas para aprovar um pacote laboral. Pede um murro na mesa por parte de quem trabalha.
O aumento do custo de vida é uma brutal injustiça que deve ser travada. Isto é o que diz Paulo Raimundo. Esteve esta tarde numa ação com trabalhadores no Centro de Trabalho de Vitória, em Lisboa. Deixou duras críticas ao governo e aos patrões.
Há uns que vão dentro do carrinho e há outros que empurram o carrinho que nunca mais acaba. E o que é incrível é que são estes que vão dentro do carrinho, não são os que empurram, são os que vão dentro do carrinho, são os que choram todos os dias. Veio aqui esta expressão: "Ai, não, que a loja vai fechar. Ai, não, que não se aguenta. Há onze anos que andamos nisto sempre preocupados que a loja fecha, não há dinheiro pra salários". É sempre a mesma choradeira.
Palavras de Paulo Raimundo esta tarde em Lisboa, a criticar o aumento do custo de vida e a pedir esse murro na mesa por parte de quem trabalha.
E é o ponto final no Jornal das 8, com a edição do jornalista Miguel Cordeiro. Está de saída, Miguel. Até amanhã.
Até amanhã.
A informação regressa atualizada às 20h30 e já a seguir temos convidado extra.