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Actualizar toda a informação. Jornal das nove, com edição da jornalista Laura Figueiredo. André Ventura acusa o governo de eleitoralismo rasca por deixar para antes das eleições autárquicas o pagamento do suplemento extraordinário das pensões.
Em causa, o diploma do governo promulgado hoje pelo Presidente da República e que prevê a atribuição de um suplemento extraordinário para as pensões até €1.567,50, atribuído em setembro. Com eleições autárquicas em outubro, o líder do Chega considera que o Executivo está a dar migalhas aos pensionistas para ganhar votos. Ainda assim, apesar das críticas, André Ventura garante que o Chega não vai inviabilizar a medida.
O Chega não vai inviabilizar nenhum aumento de pensões em Portugal, nem nenhum suplemento. Não vamos inviabilizar. Agora, nós temos que dizer a verdade. Um: é muito estranho um governo que tem eleições em outubro atribuir um suplemento extraordinário em setembro. Francamente, dá um ar de eleitoralismo rasca. Honestamente, nem sequer é de bom eleitoralismo, é um eleitoralismo rasca. Há umas eleições em outubro, dá-se umas migalhas em setembro. Parece aqueles países à moda da América do Sul, em que se dá qualquer coisa para as pessoas votarem neles. Não é positivo, não é uma boa lógica de fazermos. Segundo: nós temos um problema sério com pensões em Portugal. Nós temos mais de um milhão de pensões abaixo de €500. Isto é um problema sério que não se resolve com aumentar €16 ou €12 por mês as pensões.
O Chega pediu hoje uma audiência urgente a Belém, com o intuito de sensibilizar o Presidente da República para a importância de alterar a Lei dos Estrangeiros. André Ventura quer impedir que Marcelo Rebelo de Sousa seja um obstáculo ao controle da imigração em Portugal.
Nós queremos é sensibilizar o Presidente da República, porque esta não foi a nossa lei, não seria a nossa lei, se calhar também não seria a do PSD, foi a negociação possível no Parlamento, que tem esta configuração de maioria. Era importante que o Presidente da República não fosse um obstáculo ao controle de imigração e à segurança do país.
André Ventura na Charneca da Caparica, em Almada, à margem da apresentação dos candidatos do Chega à Câmara Municipal de Setúbal. O Expresso avança que é provável que Marcelo Rebelo de Sousa envie as alterações à Lei dos Estrangeiros para o Tribunal Constitucional. O chefe de Estado vai receber uma comitiva do Chega no Palácio de Belém na próxima terça-feira, dia 22.
Laura, afinal houve acordo de princípio entre o governo e o Chega para alterar as leis da nacionalidade.
Uma confirmação que chega pelo ministro dos Assuntos Parlamentares no explicador da Rádio Observador. Apesar de confirmar o entendimento com o Chega, Carlos Abreu Amorim explica que o Executivo dialogou com todas as forças políticas.
Houve um acordo de princípio sobre o chamado pacote da imigração, mas falamos com todos os partidos, designadamente com o Partido Socialista, que é aquele que tem feito, se me permite, uma série mais sonora de lamentos e queixumes sobre o facto de ter sido posto de lado. Houve uma reação de princípio do Partido Socialista que foi desfavorável. O Partido Socialista não se decidiu.
O primeiro a falar sobre um princípio de acordo para alterar as leis da nacionalidade foi André Ventura. Ontem, Luís Montenegro garantiu, no debate do Estado da Nação, não saber ao que o líder do Chega se estava a referir. De qualquer maneira, Carlos Abreu Amorim rejeita que a AD esteja a ceder à agenda do partido de Ventura, mas avisa que já não se pode ignorar o Chega.
Temos que dialogar com o Chega. Não o fazer, isso sim, é que seria, eventualmente, não respeitar as regras do jogo democrático. Agora, uma coisa é existirem conversações, outra coisa é existirem concessões. E nós não vamos fazer concessões no que respeita ao Estado de Direito.
E a AD não está a fazer concessões ao Chega no que toca à imigração?
Não.
Carlos Abreu Amorim, em entrevista ao explicador da Rádio Observador, recusa que haja qualquer tipo de aliança no horizonte com André Ventura.
Alexandra Leitão, cabeça de lista da Coligação de Esquerda, candidata à Câmara Municipal de Lisboa, admite que a lista para a Assembleia Municipal pode vir a integrar elementos do movimento Cidadãos por Lisboa, criado em 2017 por Helena Roseta.
A antiga ministra explica que o movimento não integra a coligação pelo facto de não ser um partido, mas o acordo escrito que junta PS, Livre, Bloco de Esquerda e PAN abre a porta a independentes e a este movimento em particular.
Essa possibilidade está lá. Ainda não estão fechadas as conversações. Não estou a antecipar nada, estou apenas a dizer que essa nota está lá, como podem verificar, e que as conversações ainda não estão terminadas.
Alexandra Leitão elege como prioridades a questão da higiene urbana, segurança e habitação, teme que as barracas possam regressar em grande número à capital se não for disponibilizada mais habitação pública e, sem querer comentar diretamente o caso do bairro do Talude, em Loures, diz que há um princípio que tem de estar sempre presente nestes casos: o humanismo.
Significa que aplicaria a lei se tivesse uma situação dessas, e a lei que determina é que se deve repor a legalidade, ou seja, se as casas são ilegais, deve haver despejos depois de as pessoas terem outras soluções. E era o que eu faria, de acordo com a lei, nem mais nem menos.
Alexandra Leitão, convidada do Explicador da tarde política, no dia em que foi assinado o acordo de coligação que junta PS, Livre, Bloco de Esquerda e PAN na corrida à Câmara de Lisboa.
A Câmara Municipal de Loures esclarece que das 36 pessoas do bairro do Talude Militar que recorreram aos serviços sociais até quarta-feira, só 14 aceitaram ajudas.
De acordo com os dados divulgados pela autarquia, das 55 famílias que ocupavam as construções demolidas, 36 procuraram apoio social e destas, 14 estão a receber apoio direto da Câmara, outras 14 encontraram alternativa junto de familiares ou amigos, uma família recusou o apoio disponibilizado e sete não manifestaram interesse nas soluções apresentadas. Atualmente, três famílias com cinco menores continuam com apoio de pernoita, enquanto 10 famílias com 21 crianças recebem apoio alimentar. Cinco famílias já conseguiram autonomizar-se no mercado de arrendamento, com ajuda municipal para a caução e primeiro mês de renda. A Câmara mantém, para já, técnicos no terreno, através de unidades móveis e das instalações da associação local. Entre hoje e amanhã estão a decorrer ações de limpeza no Talude Militar para remover resíduos e melhorar a segurança do espaço. A autarquia garante que todas as pessoas foram previamente informadas e que o apoio social esteve sempre disponível antes, durante e depois da operação.
Nove horas, sete minutos, Laura Figueiredo. É tempo de olharmos para as notícias de âmbito local.
Em Lisboa, dois homens foram detidos no aeroporto Humberto Delgado por suspeita de tráfico de droga. Os suspeitos de 23 e 24 anos foram encontrados com cerca de 45 mil doses. Os detidos já foram presentes à autoridade judiciária para primeiro interrogatório judicial. Ficaram em prisão preventiva. No Seixal, um homem foi detido por furto qualificado depois de atropelar um polícia. Em comunicado, a PSP adianta que o homem já tinha sido detido e identificado várias vezes por conduzir viaturas furtadas. Quando o suspeito era abordado pelas autoridades, não cumpria as ordens e fugia. Agora ficou em prisão preventiva. O Politécnico de Leiria arrancou com a construção de uma residência de estudantes em Pombal. É a primeira residência deste gênero no município. O novo espaço vai ter capacidade para acolher mais de 40 estudantes. O Estádio Municipal de Rio Maior vai receber um novo relvado antes do arranque da Primeira Liga. A empresa municipal responsável pela gestão do recinto prevê a colocação do relvado para o fim de semana de 9 e 10 de agosto. A Liga Portuguesa de Futebol Profissional garante que o atual relvado não tinha condições. O Alvar recebe mais uma edição do Cruzeiro da Rieia este fim de semana. Trata-se de uma das provas de vela mais antigas da Península Ibérica, entre a Marina do Carregal e São Jacinto. Conta com experiências de stand up paddle, canoagem e também um espetáculo de comédia. O Maia Sinfônica 2025 está de volta ao município durante o fim de semana. Este evento tem como objetivo destacar e promover talento local com a Orquestra Clássica da Maia. Os concertos ao ar livre acontecem na Praça do Doutor José Vieira de Carvalho.
É esta a notícia de fecho do Jornal das Nove da Noite da Rádio Observador. Teve edição da jornalista Laura Figueiredo.