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Jornal das 9, edição com a Diana Rosa. Diana, vai iniciar funções amanhã. O novo presidente do INEM é Luís Mendes Cabral.
Substitui o militar Sérgio Dias Janeiro, que estava no cargo desde julho do ano passado, anúncio feito hoje pelo Ministério da Saúde. O novo presidente do INEM, o terceiro a ser nomeado por este governo, tem sido alvo de críticas dos técnicos de emergência pré-hospitalar pelos tempos em que foi secretário de Estado Regional de Saúde nos Açores. Ao longo da carreira, o médico chegou a fazer parte do serviço de helitransporte do INEM, foi regulador do Centro de Orientação de Doentes Urgentes do instituto. O jornalista António José Soares conta-nos mais detalhes sobre o percurso do novo presidente do INEM.
O novo presidente do INEM é médico especialista em urgência e emergência. Luís Mendes Cabral tem 46 anos, era até agora diretor clínico do Serviço Regional de Proteção Civil e Bombeiros dos Açores, onde também trabalhava como médico regulador e formador. Antes disso, integrou a equipe de evacuações aéreas do Hospital do Divino Espírito Santo, na Ilha Terceira, e foi anestesiologista em vários hospitais do continente e daquela região autônoma. O novo responsável também já foi secretário regional da Saúde no governo socialista, isto também nos Açores, entre 2012 e 2016, altura em que Luís Mendes Cabral implementou um modelo de socorro mais apoiado em enfermeiros. Anteriormente, tinha sido médico do serviço de helitransporte do INEM e médico regulador do Centro de Orientação de Doentes Urgentes do instituto. Luís Cabral assume a presidência do INEM numa altura em que o organismo atravessa uma transformação, com o governo a anunciar a revisão da sua lei orgânica.
O jornalista António José Soares, o médico Luís Mendes Cabral assume então funções amanhã.
O helicóptero do INEM de Loulé não está operacional desde sábado à tarde, é o que reconhece a instituição. E mesmo que estivesse, o INEM diz que não poderia ter assegurado o transporte de um bebê até Lisboa.
Por causa das condições meteorológicas adversas, o helicóptero do INEM, com base em Loulé, ficou inoperacional por volta das 15h de sábado, 1 de novembro, por motivos de manutenção. Precisamente este fim de semana, um bebê em estado crítico teve de ser transportado do Hospital de Faro ao Hospital Dona Estefânia, em Lisboa, por ambulância, uma vez que o helicóptero do INEM não tinha condições para a realização da viagem. Agora, o Instituto Nacional de Emergência Médica esclarece que, mesmo que estivesse operacional, não teria sido possível realizar a viagem por causa das condições climatéricas. O INEM espera que o helicóptero de Loulé volte a estar ativo a partir de amanhã, terça-feira.
Luís Montenegro dá até dezembro para avaliar se mantém ou não a ministra da Saúde.
Para já, vai manter em funções Ana Paula Martins, apesar das críticas do setor e também dos partidos da oposição, em causa os sucessivos casos de falhas de resposta nos cuidados médicos. Há, no entanto, fontes próximas da ministra que dizem a Observador que Ana Paula Martins está cansada e farta da situação em que se encontra. Ainda assim, o PSD descarta uma saída forçada, até porque não tem sido prática de Luís Montenegro. Em dezembro, com o Orçamento do Estado para o próximo ano debatido e votado na especialidade e também lançada a nova lei de bases, a ministra vai ter uma oportunidade para decidir se tem ou não condições para continuar no cargo.
Esta é uma notícia que está em destaque no site Observador, assinada pelo Miguel Santos Carrapatoso. O antigo ministro da Saúde, Correia de Campos, admite que a família da mulher que morreu na semana passada no Hospital Amadora-Sintra tem fundamentos suficientes para pedir uma indenização ao Estado.
É que, afinal, há três meses que a grávida que morreu na semana passada estava a ser seguida no Centro de Saúde de Agualva-Cacém, precisamente na mesma unidade local de saúde. Ora, apesar de reconhecer que a informação sobre este caso ainda seja escassa, o antigo ministro da Saúde admite que o que se sabe até agora dá razão à família para avançar com uma queixa contra o Estado português.
Mas a informação e as declarações oficiais, que funcionam como confissão também, são já o suficiente para os familiares requererem judicialmente a responsabilidade civil extracontratual e uma indenização ao Estado, naturalmente.
As informações erradas divulgadas inicialmente levaram hoje à demissão do presidente do Conselho de Administração do hospital. No entanto, apesar das críticas de que a ministra tem sido alvo, Correia de Campos considera que a demissão de Ana Paula Martins não vai resolver os problemas. Ainda assim, com as sucessivas falhas no setor da saúde, o antigo ministro socialista avisa que a confiança entre o governo e os cidadãos está a ser prejudicada.
O problema é basicamente saber se a relação de confiança entre o dirigente e o serviço e a população que é servida pelo Serviço Nacional de Saúde, se mantém ou se foi quebrada. Essa é que é a questão.
E mantém-se ou foi quebrada?
Tem vindo a ser abalada profundamente.
Entrevistado aqui na Rádio Observador, Correia de Campos não se mostra surpreendido pela falta de informações sobre a grávida no Hospital Amadora-Sintra. Diz que a informação entre centros de saúde e hospitais não está integrada.
Ainda assim, os serviços partilhados do Ministério da Saúde esclarecem que os médicos do SNS podem aceder ao processo clínico de todos os utentes.
De qualquer unidade local de saúde. Numa nota enviada à Agência Luz, os serviços do Ministério da Saúde explicam que essa informação é obtida através do registro de saúde eletrônico, na área do profissional. É lá que constam dados tanto dos centros de saúde como dos hospitais. São, no entanto, os profissionais de saúde que têm de ir à procura dessa informação, uma vez que não existe uma única base de dados.
Henrique Gouveia e Melo considera que não é só Ana Paula Martins a responsável pelos problemas na saúde, o primeiro-ministro também.
Uma vez que não é o Presidente da República que toma decisões no que toca à demissão de ministros, o candidato ao Belém lembra que, se Ana Paula Martins continuar em funções, Luís Montenegro é o último responsável.
Se a ministra da Saúde fica ou deixa de ficar, isso é uma responsabilidade do primeiro-ministro, e o primeiro-ministro é corresponsável, necessariamente, enquanto chefe de governo, pela forma como a saúde tem respondido ou não aos anseios dos portugueses.
Gouveia e Melo diz mesmo que a crise no setor da saúde vai além da atuação de Ana Paula Martins, considera que os casos que têm sido conhecidos no SNS têm causado alarme social. Avisa ainda que, se o governo não resolver este problema, vai acabar por ser julgado nas urnas.
Também António José Seguro falou sobre este caso para pedir um pacto de regime na saúde.
Diz que há problemas no setor que devem ser assumidos. O candidato presidencial alerta que apesar dos casos na saúde se multiplicarem, não devem ser normalizados. António José Seguro dá o exemplo do helicóptero do INEM, que ontem não pôde transportar um bebê do Algarve para Lisboa. Fala numa situação inaceitável.
Hoje vi uma notícia, que se a ser verdade, de um helicóptero que estava no Algarve e que mesmo que as condições meteorológicas fossem favoráveis, não podia levantar voo. Isto é uma coisa inaceitável. Isto é típico de um país de pés de barro, e nós não podemos transformar-nos num país de pés de barro.
Problemas de enorme gravidade é o diagnóstico traçado por António José Seguro, que pede que sejam resolvidos na origem, não depois de terem consequências. O candidato presidencial dedicou o dia de hoje à comunidade portuguesa em Bruxelas.
Já Mariana Mortágua questiona quantas mais administrações vão ter de se demitir até que a ministra da Saúde tome essa mesma decisão.
Pergunta feita pela líder do Bloco de Esquerda no X, a propósito do caso da grávida de que aqui falávamos e que levou à demissão do presidente do Conselho de Administração do Amadora-Sintra. A coordenadora do bloco acusa o governo de falhar duas vezes neste caso. Primeiro, na resposta insuficiente do SNS e depois, nas informações falsas prestadas pela ministra no Parlamento.
Temos agora as notícias de âmbito local.
E começamos com Almada. A Transtejo retomou hoje os horários dos barcos nos dias úteis em Cacilhas. Coincide com o dia em que chega uma frota de navios totalmente elétricos a esta ligação fluvial entre a margem sul e o Cais do Sodré. O regresso destes horários reflete-se em mais de 38 carreiras, ou seja, um terço do serviço que tinha sido suprimido há mais de dois anos por falta de barcos. No norte, a Maia vai ter mais radares de trânsito. A PSP vai reforçar a fiscalização em várias ruas na quinta-feira. O objetivo é alertar os condutores para o perigo do excesso de velocidade. Matosinhos, Póvoa de Varzim, Santo Tirso também estão incluídos na operação. Em Leiria, estão abertas as inscrições para o curso de árbitro de futebol e futsal. A Associação de Futebol e o Conselho de Arbitragem anunciaram a formação para o início de carreira da Federação Portuguesa de Futebol. Os cursos começam ainda este mês. São João da Madeira, na próxima quinta-feira, o Auditório Passos da Cultura vai transmitir o filme Sonhar com Leões, uma longa-metragem que foi filmada entre Portugal e Espanha. A sessão vai contar com a presença do cineasta espanhol Nani Matos. A entrada é gratuita. Seguimos até Oeiras. Estão de regresso as festas de São Martinho, um convívio que vai ter cerca de 12 toneladas de castanhas disponíveis no tradicional magusto. Vai acontecer em dois locais diferentes. Na quarta-feira, no Largo Dia 5 de Outubro, no centro histórico de Oeiras, e no domingo, é no Parque Anjos, em Algés. O horário é das 11h às 22h. As Câmaras Municipais do Cartaxo e da Azambuja estão a trabalhar na criação de um novo evento dedicado à tradição vinícola da região. O evento Vinho Novo, Saberes Antigos convida o público a descobrir três produtores locais e a provar o vinho diretamente da cuba. A iniciativa está marcada para o dia nove, próximo domingo, inclui visitas às adegas Quinta da Lapa e Casal da Fonte, no Conselho da Azambuja, e a Vinhos Franco, no Conselho do Cartaxo.