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Jornal das nove, com a edição da Diana Rosa. Diana, o ministro da Administração Interna admite ter havido um pacto de silêncio entre agentes da Esquadra do Rato envolvidos em casos de tortura.

Um processo que já levou à detenção de 24 polícias e um civil. Em declarações à CNN Portugal, Luís Neves acredita que houve facilitismo face a comportamentos inaceitáveis.

Tudo leva a crer que houve aqui um facilitismo e uma aceitação de comportamentos desviantes e que são comportamentos particularmente graves. A ofensa à dignidade da pessoa, o ser humano, é particularmente grave, que tem a ver com agressões bárbaras e com humilhações, e depois a aceitação e o silêncio, um pacto de silêncio na não divulgação desses mesmos factos.

Mas isso tem a ver com um sentimento de impunidade, tem a ver com uma cultura instalada nas polícias, tem a ver com o quê?

Não, não há esta cultura instalada nas polícias. Nós estamos a falar de casos isolados.

Casos isolados que não espelham a realidade geral, acredita Luís Neves. Nesta entrevista, o ministro da Administração Interna remete juízos sobre este caso para mais tarde.

Pode ter ocorrido essa falha no controle interno, mas o que eu quero dizer é que só quando tivermos acesso àquilo que é matéria de investigação criminal, portanto, quando o processo estiver aberto e quando houver decisões transitadas em julgado por parte dos tribunais, é que nós vamos poder, de facto, fazer a avaliação de como, quando, quem, em que circunstâncias os crimes foram cometidos.

Luís Neves, ministro da Administração Interna, em declarações à CNN.

André Ventura discorda das críticas que o ministro da Administração Interna tem feito no âmbito destes casos dos agentes da PSP, que alegadamente torturaram e sodomizaram pessoas em situação de sem-abrigo.

Além de estrangeiros. Hoje, mais de 15 agentes da PSP foram alvo de mandatos de detenção no âmbito dessa investigação. Nove deles estão em prisão preventiva. Relativamente à expulsão levada a cabo pelo ministro a elementos das forças de segurança por comportamentos desviantes, André Ventura diz que se trata de anúncios infelizes e desvaloriza o caso.

Esses casos acontecem com polícias e acontecem com todas as outras corporações. Há gente melhor e gente pior em todas as profissões, em todos os órgãos. O que não podemos ter é um governo e um ministro que falam mais em expulsar polícias, em perseguir polícias, em tirar-lhes a autoridade, do que propriamente em garantir que temos uma polícia eficaz, forte e capaz de combater a criminalidade. O que não podemos é ter um governo que ainda ontem se preocupou em dizer que tínhamos que ter cuidado com as percepções de insegurança, mas não é capaz de perceber que os polícias estão sem meios.

E por isso André Ventura anunciou hoje em conferência de imprensa que pretende ouvir o ministro da Administração Interna, Luís Neves, no Parlamento, na próxima quinta-feira, dia 14.

Opinião contrária tem o Partido Socialista, que considera intolerável o caso de violência que envolve os agentes da PSP do Largo do Rato, em Lisboa. Saúda, por isso, as ações das autoridades.

O PS considera motivo de repulsa o que aconteceu na esquadra da PSP. Alega que a confiança na instituição não pode ser colocada em causa. É o que se lê numa nota enviada à Lusa pela direção do PS, em que enaltece as ações que estão a ser levadas a cabo pelas autoridades competentes, a começar pela própria PSP, e que são um contributo para reforçar a confiança das pessoas nas instituições do Estado democrático, assim como nas polícias.

E, Diana, a UGT não vai levar novas propostas para a concertação social na reunião marcada para depois de amanhã.

As propostas que a Central Sindical tinha para apresentar, já apresentou. Agora é continuar a negociar com o governo. O Observador sabe que essa é a conclusão da reunião que o líder da UGT teve com o Secretariado Executivo. A Intersindical rejeita, assim, o repto da ministra do Trabalho para que seja apresentada uma nova versão do documento do lado dos trabalhadores. Já do lado dos patrões, o presidente da CIP, Armindo Monteiro, considera que há prejuízos para o país caso sejam desperdiçados estes meses de negociações em concertação social.

E o Irão decidiu criar um organismo responsável por gerir o tráfego de navios que circulam no Estreito de Ormuz.

De acordo com a imprensa iraniana, todas as embarcações que transitem por esta via recebem um e-mail de uma autoridade denominada Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico, descrevendo as regras de passagem. O Irão alerta a Marinha dos Estados Unidos para que se mantenha fora do estreito e divulga um novo mapa com uma área ampliada do controle iraniano.

E o bloqueio iraniano do Estreito de Ormuz foi hoje alvo de críticas de Luís Montenegro. O primeiro-ministro defende mais pressão diplomática sobre Teerão.

Montenegro diz numa visita à Alemanha que não é com fatores de divisão que se resolvem os conflitos.

Aquilo que o Irão está a fazer é inaceitável do ponto de vista da obtenção de potencial nuclear em termos militares e é absolutamente inaceitável nas consequências para o comércio internacional, relativamente às dificuldades de navegabilidade, sobretudo no estreito de Ormuz, e ao mesmo tempo, dos ataques que não obedecem a critério que se compreenda com todos os países da região.

Luís Montenegro, numa conferência de imprensa conjunta com o chanceler alemão em Berlim. Ambos defenderam uma resposta coordenada de pressão diplomática face ao Irão.

E o Futebol Clube do Porto vai ser castigado com a interdição dos setores destinados às claques por um jogo e ao pagamento de uma multa de quase €4 mil.

Em causa, os incidentes em Alvalade, em agosto do ano passado, em que os adeptos portistas partiram dois vidros da caixa de segurançaO que resultou em mais de 15 feridos. O Tribunal Arbitral do Desporto confirmou o castigo do Conselho de Disciplina da Federação, mas o jornal A Bola avança que a SAD sportista vai recorrer. Diana, vamos também atualizar as notícias no âmbito local. Esta sexta e sábado regressam a Sintra e a Queluz os concertos de primavera. Entre altares, música e património em concerto é o tema desta edição. Dia oito, na Igreja de São Martinho, em Sintra, o America Antiga Ensemble e o Nova Era Vocal Ensemble apresentam a corte de Dom João IV, de volta a Lisboa. Dia nove, em Queluz, Sofia Dinis traz The Spirit of Gambo. Os espetáculos estão marcados para as 21h30. Entrada livre. É uma iniciativa da Fundação CulturSintra, com a Câmara Municipal de Sintra. A programação reúne 15 ensembles nacionais e internacionais que envolvem cerca de 135 intérpretes e solistas especializados na música dos períodos barroco e clássico. Na Marinha Grande, o piquenique anual que celebra o feriado do Conselho vai realizar-se este ano no Parque da Cerca. O executivo municipal lembra que a depressão Christine danificou a Mata Nacional de Leiria. Na Quinta-feira da Ascensão, próxima semana, dia 14, o piquenique está marcado para o meio-dia. A Câmara Municipal de Almada assegura que enquanto os desalojados das intempéries do início do ano não tiverem casas para morar, o município continua a pagar a estadia em instalações hoteleiras. A garantia surgiu numa reunião de câmara depois dos moradores da Costa de Caparica e da Azenha dos Formosinhos lamentarem não poderem regressar a casa três meses depois das tempestades. A presidente da autarquia avança com as cauções, mas apela aos munícipes para que colaborem na procura de casa. Santarém quer colocar as casas vazias do Conselho no mercado para aliviar a crise da habitação. O Conselho tem cerca de 3000 casas desabitadas fora do mercado imobiliário, é o que avança a Carta Municipal de Habitação. De acordo com esta proposta preliminar, Santarém prevê alcançar 620 alojamentos no parque habitacional municipal até 2036. Para isso, Santarém vai construir, adquirir e reabilitar imóveis, bem como arrendar casas privadas para depois subarrendar. O futuro da habitação em Matosinhos vai ser debatido amanhã com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz. A Conferência Habitar Portugal vai contar também com membros do executivo de Matosinhos para discutir soluções concretas para uma habitação mais inclusiva e acessível. O evento arranca às 14h30, na antiga Fábrica Vasco da Gama. A Unidade Local de Saúde da Região de Aveiro reduziu o tempo de resposta das juntas médicas para 55 dias úteis. Em comunicado, a unidade explica que a capacidade de resposta permitiu recuperar os mais de 1600 processos pendentes desde março de 2024. O Hospital de Aveiro atribui esta evolução ao reforço efetivo na rapidez do sistema. Diana Rosa com o Jornal das Nove.