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Final do Mundial. Edição das 9 antecipada na Rádio Observador com o jornalista José Rafael Lopes e começamos, José, com André Ventura, que quer um debate de urgência sobre os problemas e atrasos que se têm registado nos exames nacionais.

Pedido feito hoje em conferência de imprensa, André Ventura fala em falhas brutais e critica o ministro da Educação e, como tal, o líder do Chega quer que o tema seja discutido no Parlamento o mais rapidamente possível.

É por isso um sucessivo rol de fracassos e de incompetências que nos leva hoje a dizer que aquilo que anunciámos na semana passada, aquilo que pedimos em nome dos portugueses, que a competência fosse posta em primeiro lugar, não foi levada a cabo. Dei, por isso, indicações ao grupo parlamentar do Chega para avançar com debate de urgência na próxima semana.

Anúncio do presidente do Chega que, para já, afasta uma comissão de inquérito a estes problemas e atrasos que se têm registado nos exames nacionais.

E também sobre o tema dos exames, precisamente, o Bloco de Esquerda diz que o sistema de avaliação digital dos exames nacionais, meu José, colapsou.

Acusação feita por Fabian Figueiredo, que diz que o ministro da Educação está a ignorar as conclusões do projeto-piloto feito no ano passado com o exame de Filosofia. Na Rádio Observador, o deputado único do Bloco de Esquerda diz que, neste momento, está posta em causa a confiança no modelo de avaliação digital das provas.

Para ninguém que tenha acompanhado o processo, o que está a acontecer é surpreendente. Até quarta-feira passada, o senhor ministro dizia que a comunidade escolar, os professores, os alunos, os diretores estavam a mentir, que não havia nenhum problema. E o sistema colapsou. E antes não tínhamos confiança, hoje temos dúvidas na fiabilidade do processo de avaliação, que pode culminar com um processo histórico de pedidos de reapreciação de prova.

Já Aida Carvalho, do Partido Socialista, espera que o governo assuma agora os erros.

O que pretendemos mesmo é que este problema se resolva, é que o senhor ministro encontre soluções, é que o governo assuma que falhou em toda a sua linha, tal como deu nota o deputado Fabian nesta reforma do ministério, e que a forma como foi feita, a forma apressada, de fato, tem este impacto na vida de milhares de alunos e suas famílias.

Já o deputado do PSD, Pedro Alves, defende que o modelo de classificação digital não está em causa.

O que de fato se está aqui a tentar misturar são situações relacionadas com a segurança, um problema técnico, as questões de segurança e a responsabilidade. A verdade é que, embora tenham existido dificuldades técnicas, que estão a ser corrigidas, na sua maioria, certamente já estão ultrapassadas depois deste warm up do sistema, no entanto, não põe em causa a credibilidade do modelo de classificação digital.

Pedro Alves no Explicador da tarde política da Rádio Observador. Escutámos também Aida Carvalho, do PS, e Fabian Figueiredo, do Bloco de Esquerda.

E seguimos agora com o líder do Executivo. O primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou hoje uma contribuição de cerca de €87 mil para apoiar as crianças da Venezuela.

Numa publicação na rede social CIS, o primeiro-ministro diz que Portugal vai doar 100 mil dólares para o fundo Global Citizen Education, da FIFA. A iniciativa, promovida pela cantora Shakira, visa financiar o regresso às aulas, apoiar professores e garantir o acesso à educação nas zonas mais atingidas na Venezuela após os sismos. Portugal junta-se assim a esse esforço internacional de apoio humanitário, numa altura em que o balanço oficial aponta para mais de 3 mil mortos depois dos dois sismos que afetaram a Venezuela, sendo que há 96 vítimas portuguesas ou lusocendentes.

E seguimos nesta edição das nove com um dado que nos diz que metade dos portugueses admite recorrer à inteligência artificial, em vez, José, de ir ao médico.

Os resultados do inquérito do estudo Stada Health Report mostram que 51% substitui uma consulta por uma aplicação de inteligência artificial. Desta porcentagem, 30% dos portugueses inquiridos admitem utilizar IA para entender diagnósticos. O cardiologista da ULS de Matosinhos, Fernando Sá, justifica o uso da IA devido à flexibilidade e do tempo das consultas. O médico diz também, na Rádio Observador, que as pessoas podem ter alguma vergonha em esclarecer dúvidas.

O principal revelador é que falta tempo na consulta. Ou seja, seja em cuidados primários, seja em cuidados hospitalares, seja em sistema nacional de saúde, seja no privado, o tempo que a pessoa tem com o clínico não é suficiente, pelo menos para esses 30%, mais ou menos, que procuram por esse motivo, não é suficiente para que compreendam completamente o diagnóstico. Ou então, sendo suficiente para os casos que poderão ser, há coisas que, e isto também acontece, as pessoas têm vergonha ou medo de perguntar, digamos assim, e perante o chat, que não faz qualquer tipo de julgamento, perguntam com mais facilidade.