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Notícias. Jornal das 9 com Laura Figueiredo e começamos pela situação de alerta em Almada. Daqui a uma hora, 15 localidades vão ficar sem água.
É um corte que vai durar até às 6h. Almada já decretou situação de alerta no município devido às falhas no abastecimento de água. A autarquia decidiu reforçar medidas já em curso para garantir o abastecimento à população e aos serviços essenciais. Estão previstos mais cortes noturnos e a proibição de usos não essenciais. Hugo Fortunato de Oliveira.
A partir das 22h e até às 6h, a água não corre em Almada. Ao todo, são 15 as localidades abrangidas pelo corte total programado. São elas: a Charneca da Caparica, a Aroeira, Marisol, Fonte da Telha, Palhais, Lazarim, Butequim, Vila Nova de Caparica, Capuchos, Pilotos, Funchalinho e ainda o Vale Rosário, Vale Cavala, Quintinhas e a Quinta de Santa Teresa. A água não vai chegar ao mesmo tempo a todas as torneiras do Conselho. A reposição do abastecimento vai ser feita de forma gradual. Além dos cortes, enquanto figurar a situação de alerta em Almada, vão ser também proibidas todas as utilizações de água da rede pública que não correspondam a usos domésticos ou essenciais. Desde logo, vão estar desligadas as fontes do Conselho e os chuveiros e lava-pés nas praias. Estão também proibidos a rega de jardins públicos ou privados e de campos de golfe, bem como a lavagem de viaturas, o enchimento de piscinas ou qualquer uso recreativo ou não indispensável de água. A autarquia vai também reforçar a monitorização da rede de abastecimento e as equipes de detecção de fugas e de fiscalização para combater consumos abusivos e desperdícios de água.
Jornalista Hugo Fortunato de Oliveira, a resumir aqui o comunicado conjunto da autarquia de Almada com os serviços municipalizados de água e saneamento. E a situação já se arrasta há vários dias, tem trazido problemas, especialmente no setor da restauração. Miguel Pina Andrade.
O cenário tem sido o mesmo para muitas pessoas no Conselho de Almada. Os cortes sem aviso do abastecimento de água têm afetado os restaurantes do paredão da Costa de Caparica, como é o caso do Café do Mar. Para o proprietário Miguel Paulino, esta tem sido a realidade na última semana e quando há água, é motivo de surpresa.
Na realidade, foi completamente sem aviso. Quinta, sexta, sábado, domingo, segunda, terça. Ontem foi igual. Hoje é um dia que temos água normalmente ou anormalmente.
Falta de água nas torneiras, mas há um problema ainda maior: as casas de banho.
É muito complicado. Temos que fechar normalmente ao fim de meia hora, uma hora, os serviços sanitários e, na realidade, isso também tem afastado as pessoas daqui, afastou as pessoas da praia. Como se pode ver hoje, temos uma praia, um dia de sol muito bom, um dia de praia espetacular e estamos com cerca de 20% de ocupação.
Menos pessoas na praia, menos clientes no estabelecimento de Miguel Paulino, que não tem resposta das autoridades competentes.
A tentativa já foi feita, mas ainda não temos qualquer resposta.
Os proprietários dos restaurantes vivem num cenário de incerteza. Não sabem quando é que os cortes vão acontecer, nem por quanto tempo, mas a falta de água não afeta apenas a restauração. No Monte de Caparica, a água vem e volta e quando volta, é a conta-gotas. Rosa Costa, proprietária de um cabeleireiro, tem de mudar rotinas para fazer face a estes cortes.
Combino com as minhas clientes para estarem cá logo às 15h e 16h ao mesmo tempo. Lavo as primeiras cabeças todas ao mesmo tempo e até mesmo as minhas clientes enchem os baldes que ficaram vazios do dia anterior.
Quanto a esclarecimentos da Câmara ou dos serviços municipalizados, Rosa Costa continua na mesma.
Pois, esse assunto ainda não ouvi falar. Espero bem que eles tenham alguma atenção.
Rosa Costa, proprietária de um cabeleireiro no Monte de Caparica, uma das muitas zonas do Conselho de Almada que, durante a última semana, tem sofrido cortes sucessivos no abastecimento de água.
Reportagem do jornalista Miguel Pina Andrade em Almada, onde o setor da restauração está a ser afetado pelas falhas no abastecimento de água.
E na política, o deputado do CHEGA, José Dias Fernandes, recuou, já não se quer desvincular da bancada do partido.
O deputado tinha avançado hoje com o requerimento para se desvincular da bancada do CHEGA e passar à condição de deputado não inscrito. Ora, ao que o Observador apurou, José Dias Fernandes voltou atrás na decisão depois de uma reunião com André Ventura. Ainda assim, continua a ponderar uma possível saída, que justifica com a falta de respostas do partido para as comunidades portuguesas no estrangeiro. Três horas depois do primeiro e-mail enviado ao presidente da Assembleia da República, o deputado enviou uma outra comunicação a pedir que a primeira fosse desconsiderada e anunciar que iria manter-se no partido.
E o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, diz que continua à espera do reforço de polícias municipais prometido pelo governo.
O autarca de Lisboa lembra que essa tem sido uma das prioridades do mandato e que o executivo lhe transmitiu que a capital iria contar com mais 100 polícias municipais, que até agora continuam sem chegar.
Tenho feito uma grande luta, já com o governo anterior e também com este, para ter mais polícia municipal. Foi-me transmitido e eu agradeço ao governo, teríamos mais 100 polícias municipais, mas deixo aqui a mensagem que ainda estou à espera deles. E tenho a melhor relação com o ministro. Ainda no outro dia lhe enviei, porque precisamos desses mais 100. Nós tínhamos, em 2018, 600 polícias municipais, neste momento são 400 e muitos a reformar-se.
Carlos Moedas, em resposta ao presidente do ACP, Carlos Barbosa, que aponta como principal problema da mobilidade em Lisboa esta falta de polícias municipais.
Não existe Polícia Municipal. E você vai às Amoreiras às 18h e está o trânsito todo empancado, vai às entradas de Lisboa. A Polícia Municipal é fundamental para o trânsito em Lisboa, para a mobilidade. E hoje estamos aqui a discutir mobilidade. A Polícia Municipal é talvez das armas mais importantes
Carlos Barbosa em debate com Carlos Moedas na apresentação de um estudo sobre mobilidade do Observatório ACP.
E Laura, a BLAT, empresa que desenvolveu a plataforma utilizada para classificar os exames nacionais, garante que seguiu as especificidades definidas pelo Instituto da Educação, Qualidade e Avaliação.
Assegura também que só intervém no sistema mediante solicitação. Desde o início do processo de classificação dos exames nacionais do ensino secundário, os sistemas informáticos têm apresentado problemas, sobretudo relacionados com a digitalização das provas. Para resolver essas falhas, foi já solicitado o apoio de uma consultora externa, a Deloitte, que, de acordo com o ministro da Educação, está também a acompanhar as restantes fases do processo.
E na atualidade internacional, a Rússia proibiu exportações de gasóleo devido à escassez de combustível.
Anúncio feito pelo vice-primeiro-ministro russo Alexander Novak, durante uma reunião com o presidente Vladimir Putin dedicada à crise no setor energético. A medida é tomada numa tentativa de aumentar a disponibilidade de combustível no mercado interno, face à escassez provocada pelos ataques ucranianos. Novak diz que a proibição das exportações de gasóleo entrou hoje em vigor para aumentar a oferta no mercado interno. É uma medida que surge depois da adoção por Moscovo, nos últimos meses, várias outras restrições para responder às perturbações no abastecimento de combustível, agravadas pelos ataques ucranianos a infraestruturas energéticas e refinarias russas.
E agora, Laura, vamos ao noticiário local.
A Câmara de Lisboa aprovou hoje um reforço de mais de 1 milhão e meio de euros para projetos de apoio a pessoas em situação de sem-abrigo. Iniciativa abrange habitação, empregabilidade e inclusão social. Investimento financia respostas da Associação Crescer e da Associação para o Estudo de Integração Psicossocial. Estão incluídas 100 habitações e programas de integração profissional e prevenção da exclusão social. No Porto, a travessia fluvial entre a Furada, em Vila Nova de Gaia, e o Cais do Ouro vai regressar este verão. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara, Pedro Duarte, que adianta que as viagens vão ser gratuitas para os residentes da cidade do Porto. O serviço volta depois de um projeto-piloto feito ano passado, que registou mais de 25 mil passageiros. Em Almada, arranca amanhã nova ligação fluvial entre Trafaria e Algés. O objetivo é reforçar a oferta de transportes públicos e assegurar as deslocações entre as duas margens do Tejo todos os dias da semana. O presidente da Transtejo Soflusa, a empresa responsável, garante que é uma solução de mobilidade sustentável. A fase experimental vai ter a duração de seis meses. O arranque coincide com o início do Festival Nós a Life, no Passeio Marítimo de Algés. Em Aveiro, a Unidade Local de Saúde garante que já estão em curso as obras de climatização do Hospital de Estarreja. A administração responde assim às críticas dos deputados do PS eleitos por Aveiro, que depois de visitar as instalações, fizeram uma denúncia a dar conta de que as altas temperaturas estavam a afetar doentes, bem como os profissionais de saúde. Em Rio Maior, está a ser construído um parque de estacionamento junto ao nó da A15 e ao parque de negócios. A infraestrutura é destinada ao estacionamento de caminhões para que não se concentrem na cidade. O parque construído pelo município vai funcionar 24 horas por dia, com vigilância permanente e também com balneários. Na Marinha Grande, estão abertas até domingo as inscrições para campos de férias solidários. Destinam-se a crianças e jovens da região, que foi afetada pela tempestade Christine. A iniciativa decorre entre 20 de julho e 14 de agosto. Tem atividades ligadas ao mar, em parceria com vários municípios da região centro.
E fica por aqui o Jornal das Nove, edição da jornalista Laura Figueiredo. Já a seguir fique com a Guerra Traduzida. Até já.
Até já.