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Jornal das 9, com edição da Laura Figueiredo. E Laura, a Ministra da Saúde aguarda esclarecimentos do INEM sobre a morte de um homem na Vila das Taipas, em Guimarães.

O Instituto Nacional de Emergência Médica anunciou ontem que vai averiguar por que motivo foram enviados os bombeiros voluntários de Guimarães para socorrer um homem de 48 anos que estava em paragem cardiorrespiratória na Vila das Taipas. O caso aconteceu no sábado e, de acordo com o comandante da corporação local, os bombeiros da Vila das Taipas demorariam entre três a cinco minutos a chegar à vítima, enquanto os bombeiros de Guimarães estão a cerca de nove quilômetros e perto de 14 minutos do local da ocorrência. Questionada sobre este caso, a ministra Ana Paula Martins diz que está à espera das explicações do presidente do INEM.

O INEM está a avaliar essa situação, exatamente perceber por que não foram os bombeiros de Taipas e teve que ser acionado, quer a VMER, quer a outra unidade de uma corporação de bombeiros mais distante. Certamente que o presidente do INEM muito rapidamente virá explicar o que se passou. E eu acho que é importante ouvirmos aquilo que o presidente do INEM tem para dizer.

A Ministra da Saúde, em declarações aos jornalistas, à margem de uma cerimônia em Miranda do Corvo, num registro captado pela RTP. A propósito deste caso, a Associação Nacional de Bombeiros e Agentes de Proteção Civil exigiu hoje um esclarecimento imediato. Também a Associação Nacional dos Técnicos de Emergência Médica considerou no domingo que este episódio representa mais um sinal preocupante da capacidade do INEM para gerir a resposta pré-hospitalar.

O Chega vai pedir a demissão do ministro da Administração Interna no debate do Estado da Nação. Em causa, as alegadas ameaças feitas por Luís Neves ao partido.

Mas o Chega pede a demissão do ministro também por causa da polêmica em torno dos contratos adjudicados pela Polícia Judiciária à empresa de um empreiteiro próximo do governante. André Ventura entende que Luís Neves tem respostas a dar. Numa conferência de imprensa na sede do partido, o líder do Chega anunciou que vai pedir a demissão de Luís Neves ao primeiro-ministro durante o debate do Estado da Nação.

E na quinta-feira, o partido Chega terá a oportunidade, com a mesma frontalidade com que aqui exigiu estes esclarecimentos, dizer ao primeiro-ministro que este ministro da Administração Interna não deve continuar enquanto ameaçar jornalistas, mesmo que nós não gostemos desse jornalismo. Não deve continuar enquanto ameaçar líderes da oposição, mesmo que nós não gostemos desse estilo de fazer política. E que o ministro da Administração Interna não pode querer um regime para si, diferente de todos os que exige para os outros políticos em Portugal. É a nossa democracia que está em causa.

O líder do Chega diz mesmo que as suspeitas sobre o ministro da Administração Interna devem ser esclarecidas antes do debate do Estado da Nação e denuncia medo por parte dos partidos políticos. Já sobre as alegadas ameaças de Luís Neves ao Chega, André Ventura não tem dúvidas, diz que as imagens são incontornáveis.

Comecei por desvalorizar, por entender que tinha sido o calor do momento, até termos denúncias mais sérias da ameaça e do abuso de poder que tinha sido determinado pelo senhor ministro da Administração Interna e que conseguimos, através da recolha de imagens que são incontornáveis, ficar claro. O senhor ministro da Administração Interna diz mesmo: "Vais pegá-las todas, vais engoli-las todas, vais ver o que te vai acontecer." Isto é absolutamente inaceitável para um ministro da Administração Interna, sobre o líder da oposição e sobre o partido que lidera a oposição.

André Ventura, numa declaração sem direito a perguntas dos jornalistas. Ontem, Luís Neves recusou ter ameaçado André Ventura durante o debate quinzenal de 27 de maio. O ministro da Administração Interna considera muito estranho que a publicação tenha sido feita agora, quase um mês depois.

PS e PSD desvalorizam a polêmica em torno das obras em casa de Luís Neves.

No Explicador desta tarde, o deputado socialista Pedro Vaz considera que as explicações de Luís Neves foram plausíveis.

Acho que não devemos concentrar num caso relacionado com o ministro da Administração Interna. Eu confesso que, nesta matéria, as explicações que o senhor ministro deu parecem-me relativamente plausíveis, mas na realidade acho que houve aqui alguma imprudência da parte dele, na altura, ainda antes de ser ministro da Administração Interna.

O socialista Pedro Vaz desvaloriza a polêmica. O deputado do PSD, António Rodrigues, considera que o ministro esteve bastante disponível para dar todas as explicações.

O senhor ministro da Administração Interna, de imediato, esclareceu em todo o sítio que estava disponível o seu comportamento durante este processo. Portanto, nada me leva a crer que não corresponda à verdade e diria mesmo, em matéria de obras particulares, e eu também sou advogado, contam-se pelos dedos das mãos as pessoas que fazem contratos para obras pequenas.

António Rodrigues, do PSD, ouvido no Explicador da Rádio Observador.

Falamos agora dos exames nacionais. Os diretores escolares acreditam que os alunos vão ter acesso às classificações na sexta-feira, tal como está previsto.

Depois das reuniões desta tarde no Ministério da Educação, o presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas diz que sai com um sentimento de confiança. Filinto Lima revela que o ministro Fernando Alexandre deu garantias de qualidade relativamente à classificação das provas.

Nós estamos a dia do término dos professores acabarem o seu trabalho e por esse motivo, e também pela porcentagem que parece ser elevada, 95% dos itens neste momento estão corrigidos, levam a crer que, de fato, nós no dia 17 possamos afixar as pautas. Por esse motivo.

Portanto, é esse indicador que lhe dá essa esperança?

É só esse indicador que me dá essa esperança, com certeza. Uma esperança que eu acho que é reforçada, mas temos que esperar pelo dia 17. Na mesma também vê para crer, eu quero muito, quero ver as pautas afixadas nas escolas. Acho que é uma grande vitória das nossas escolas, se isso acontecer.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas afirma ainda que o ministro Fernando Alexandre deu garantias de qualidade relativas à classificação das provas nos últimos dias.

O ministro garantiu-nos total confiança, qualidade na classificação. Eu também não quero pôr em causa de forma alguma, e o ministro não põe, o trabalho de excelência, e eu queria dizer isto, dos professores classificadores, que nós ontem dizíamos e hoje reafirmamos, que são sofredores, estão a sofrer muito com esta situação. O ministro hoje até pediu desculpa da parte da manhã aos professores, sobretudo, penso eu, aos professores classificadores, e fez bem em fazê-lo.

Aos diretores escolares, o ministro da Educação indicou que perto de 95% dos exames estão corrigidos. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, discorda do anúncio de Donald Trump, o presidente norte-americano que anunciou hoje que os Estados Unidos vão restabelecer o bloqueio naval ao Irão e cobrar uma taxa de 20%. Em Paris, onde marcou presença na reunião da Coligação das Vontades, Paulo Rangel diz que é preciso garantir a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz, mas discorda desta estratégia de Washington.

Quando defendemos a liberdade de navegação, defendemos a liberdade de navegação pura e dura. E, portanto, naturalmente, que a nossa posição é de não concordar com uma medida dessas. Uma coisa é, obviamente, tomar as medidas necessárias para garantir a liberdade de navegação. Ela está em causa e aí os Estados Unidos têm tido um papel importante, especialmente nos últimos dias, porque foi o Irão que começou com a violação da liberdade de navegação que estava no acordo. E, portanto, para isso, naturalmente que há aqui um grande suporte e até para vir a acompanhar essas operações mais tarde, mas sempre no sentido de respeitar o direito do mar e a liberdade de navegação.

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, em declarações aos jornalistas em Paris. Esta tarde, a Organização Marítima Internacional das Nações Unidas disse que não há base legal para os Estados Unidos cobrarem tarifas a quem passar no Estreito de Ormuz. Também de recordar que ainda há algumas semanas Marco Rubio referiu que nenhum país pode cobrar tarifas para circular em águas internacionais.

Entretanto, os preços do petróleo aumentaram depois do anúncio do bloqueio contra os portos do Irão.

O anúncio feito por Donald Trump provocou um aumento dos preços do petróleo em mais de 7%. O petróleo Brent subiu 7,1% para 81,40 dólares o barril, enquanto o petróleo norte-americano subiu para 76,50 dólares o barril, os níveis mais altos desde 15 de junho.

Laura, vamos agora atualizar as notícias de âmbito local.

Em Oliveira de Azeméis, o governo autorizou o abate de 52 sobreiros para permitir a construção dos reservatórios de água na vila de Fajões. A decisão desbloqueia um processo que dura há mais de um ano e que mantinha a população sem acesso à nova rede de abastecimento público da freguesia. No despacho publicado em Diário da República, o governo justifica a decisão com o interesse público da infraestrutura e refere que não existem alternativas válidas para a localização prevista. A freguesia de Guifões inaugurou um conjunto habitacional com 45 novas casas. As chaves das habitações foram entregues às famílias este domingo, no âmbito do Programa de Apoio ao Acesso à Habitação. O empreendimento representou um investimento de cerca de seis milhões de euros. Estão previstas, até o final do ano, um total de 512 novas casas financiadas pelo PRR. Em Sesimbra, já está no terreno a obra para a requalificação da Estrada das Pedreiras. A intervenção destina-se à repavimentação da via e à instalação de novas condutas da rede de abastecimento de água. Os trabalhos vão obrigar a cortes e ao condicionamento do trânsito, com o desvio da circulação por percursos já devidamente assinalados. A obra tem prazo de execução de um ano e é o maior investimento de sempre numa via do município. A PSP desmantelou hoje uma rede de traficantes na zona de Loures. De acordo com o comunicado do Comando Metropolitano de Lisboa da PSP, a rede criminosa atuava nas regiões de Odivelas, Amadora, Sintra e Lisboa. A investigação teve início há cerca de um ano. Terminou hoje com a detenção de sete homens entre os 21 e os 42 anos. Foram também apreendidas algumas substâncias estupefacientes, várias armas e dinheiro. Em Leiria, um homem foi detido por extorsão no município da Nazaré. De acordo com a Polícia Judiciária, o suspeito exigia quantias monetárias às vítimas para não divulgar imagens e conversas de caráter íntimo. Os crimes aconteceram no final do ano passado. O suspeito acumulou com o esquema cerca de 16 mil euros. Na Azambuja, já abriram as inscrições para a sexta etapa da canoagem Mais Lazer e Mais Tejo. O percurso vai ser feito no rio Tejo e vai ligar a Vala Nova, no Conselho de Benavente, ao Palácio das Obras Novas, na Azambuja. A atividade acontece no próximo domingo, dia 19 de julho.

Laura Figueiredo com o Jornal das Nove.