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Boa noite, são nove horas. Jornal das Nove, edição de Inês Batista. Boa noite. A começar, os líderes do PSD, CDS e PPM já assinaram o acordo de coligação da nova Aliança Democrática. Luís Montenegro aponta ao PS e afirma que a AD não é um movimento político ressabiado.

O líder do PSD foi o último a discursar na cerimónia de oficialização da Aliança Democrática. Depois de Gonçalo da Câmara Pereira e Nuno Melo, subiu ao palco o líder dos sociais-democratas. Montenegro distancia-se do Partido Socialista, diz que, ao contrário do PS, não são ressabiados.

O projeto político da Aliança Democrática não se alimenta nem pela ameaça, nem pela hostilidade. Não se move, ao contrário do discurso dos nossos adversários, pelo passa-culpas, pelo ressentimento, pela instigação infantil do medo, do receio, do temor. Este movimento político não se define pela negativa. Ao contrário do Partido Socialista, nós não somos um movimento político ressabiado.

Palavras de Luís Montenegro no dia em que o PSD, CDS e PPM assinou o acordo da coligação que vai a votos nas próximas eleições. Focou-se também no Serviço Nacional de Saúde. O líder do PSD garante que a coligação não se vai conformar com a fatalidade de ver o SNS transformado num totoloto.

E Nuno Melo aponta as próximas eleições como a primeira oportunidade de mudança dos portugueses.

No discurso, o líder do CDS diz que vai ser aí que os portugueses vão poder dizer sim ou não ao rumo a que Portugal chegou.

As próximas eleições, eu quero que se tenha bem presente, não vão ser umas eleições apenas. Não teremos apenas a oportunidade de votar e escolher entre partidos ou coligações. Eu acredito que as eleições de 10 de março vão ser a primeira oportunidade dos portugueses responderem ao referendo possível, que lhes vai permitir dizer se sim, aceitam ou não o Estado a que Portugal chegou e se sim ou não estão disponíveis para fazer qualquer coisa que mude aquilo que hoje temos.

Para Nuno Melo, os portugueses vão ter de escolher no dia 10 de março se continuam a aceitar filas intermináveis nos centros de saúde. Mencionou também a falta de médicos de família e os doentes esquecidos nos corredores dos hospitais. O líder do CDS destaca que, para mudar de rumo, a Aliança Democrática é a única alternativa. Já o líder do PPM diz que o partido está na Aliança Democrática para ajudar a garantir a alternância política. Gonçalo da Câmara Pereira diz que se assim não for, o PS vai instalar no poder durante décadas.

Caros amigos, o PPM está na Aliança Democrática para ajudar a criar uma convergência de forças políticas e sociais, necessária para garantir a alternância política do nosso país. Se assim não for, o PS instalar-se-á no poder durante décadas. O PPM está nesta coligação para defender os seus velhos ideais ecológicos no âmbito da governação do país.

Gonçalo da Câmara Pereira, que fala no momento simbólico para o país. Luís Montenegro, Nuno Melo e Gonçalo da Câmara Pereira falavam a partir da Alfândega da Sé, no Porto. PSD, CDS e PPM vão juntos às legislativas de março e às europeias de junho.

E Miguel Guimarães deu início à ronda de discursos focado no Serviço Nacional de Saúde.

Miguel Guimarães, ex-bastonário da Ordem dos Médicos, foi apontado como cabeça de lista da coligação pelo distrito do Porto. Durante a sessão que reuniu o PSD, CDS e PPM, aproveitou para apontar as falhas na pasta da Saúde. Sublinha que falta estratégia, planeamento e orientação. Miguel Guimarães pede que o Serviço Nacional de Saúde não caia em esquecimento no próximo governo.

Estamos à frente de uma falência daquilo que são os responsáveis pela saúde em Portugal. Seja o ministro da Saúde, seja a direção executiva do SNS, seja a própria DGS, mais recentemente, no que diz respeito a esta crise que estamos a ter nos serviços de urgência. E por quê? Falta estratégia, planeamento e organização. Um ministro da Saúde, seja ele qual for, e um governo, seja ele qual for, tem que apresentar uma proposta aos portugueses, na prática, depois, já constituído como governo, a dizer o que é que nós vamos ter na saúde, como é que nós vamos funcionar na saúde, quais são as alternativas que temos.

Um pedido de transparência para as propostas na área da saúde, numa altura em que os partidos estão de olhos postos nas legislativas que estão marcadas para 10 de março.

E €1.000 de salário mínimo em 2028. É esta uma das medidas no bolso de Pedro Nuno Santos para atacar as legislativas de março.

O anúncio que rendeu um dos mais fortes aplausos no discurso que encerrou o 24º congresso do PS na FIL, em Lisboa. O secretário-geral socialista tinha prometido para este último dia a apresentação de medidas concretas para o país. Miguel Cordeiro.

Depois de assegurar a paz entre o partido e antes do pão, à hora de almoço, Pedro Nuno Santos fechou o congresso com medidas para a habitação, para a saúde e para a educação. Mas não só. A grande bandeira que fica do discurso de Pedro Nuno Santos é aumentar o salário mínimo até €1.000 nos próximos quatro anos.

O governo atual havia definido como meta o aumento do salário mínimo nacional dos atuais 820, em 2015 eram 505, dos atuais 820 para 900 até 2026. Nós propomos que no final da próxima legislatura, em 2028, o salário mínimo atinja pelo menos os €1.000.

O novo líder do PS não se preocupa apenas com o mínimo e promete aumentar também os salários médios. Quanto às pensões, garante manter a estratégia de subida mínima para as pensões mais baixas. Para tudo isto, Pedro Nuno Santos explica que Portugal precisa de uma economia a crescer. O líder socialista defende que o Estado tem que saber fazer escolhas com um plano bem definido.

Devemos assumir um desígnio nacional para a próxima década, selecionar um número mais limitado de áreas estratégicas onde concentrar os apoios durante uma década Concentrar a maior parte dos apoios nestas áreas, na investigação nestas áreas, nos centros de transferência de conhecimento destas áreas, no desenvolvimento de produtos e tecnologias destas áreas e nas empresas com projetos que se insiram nestas áreas estratégicas.

A pensar no futuro, entre as propostas de Pedro Nuno Santos, não ficou esquecida uma das pastas que liderou, a habitação. Neste renovado PS, há intenções de criar um novo indexante de atualização das rendas, com ligação à evolução dos salários. Sobre saúde, Pedro Nuno Santos promete investir na valorização da carreira médica e na modernização dos equipamentos utilizados no SNS. Mas a grande bandeira vai para a criação da carreira de medicina dentária no serviço público. Quanto à educação, falou de professores para prometer melhores salários.

Queremos aumentar os salários de entrada na carreira docente, tornando, desta forma, entre outras medidas, a profissão de professor mais atrativa.

Apesar dos aumentos prometidos, nenhuma referência ao tempo de carreira, um tema que marca a governação socialista dos últimos anos.

Journalista Miguel Cordeiro com as medidas bandeira anunciadas por Pedro Nuno Santos com vista às eleições legislativas.

E para a coordenadora do Bloco de Esquerda, o salário mínimo proposto por Pedro Nuno Santos para 2028 não chega.

Mariana Mortágua não quer um país de mil euros, pede propostas mais concretas ao PS, sobretudo na habitação.

Uma medida de salário mínimo de mil euros em 2028, na verdade, significa aumentos que são inferiores ao aumento do salário mínimo que foi feito este ano. Nós não queremos um país de mil euros. Ter um país de salários dignos, salários ao nível da Europa, não é um país de mil euros. É preciso muito mais do que isso. Não se combate a crise da habitação com uma medida que fala sobre como é que as rendas podem aumentar, mas aumentar menos.

A líder bloquista insiste que é necessário romper com a maioria absoluta do PS. Defende também que é necessário os partidos clarificarem que maiorias querem fazer após o ato eleitoral.

Inês e André Ventura já oficializou a recandidatura à liderança do Chega.

No encontro que decorreu esta tarde em Lisboa, anunciou que pretende manter-se líder do partido. Para André Ventura, abandonar o barco era uma decisão negligente, garante ter os objetivos da candidatura bem definidos.

Candidato-me a presidente do Chega com um objetivo ambicioso e difícil, mas claro: vencer as eleições legislativas de 2024. Vencer as eleições do dia 10, sabendo que é um caminho difícil, sabendo que quebrar a bipolarização que se instalou no panorama político português há 50 anos é uma tarefa hercúlea e de difícil concretização.

De olhos postos nas legislativas, André Ventura lança também as ambições para as restantes eleições, mostra-se confiante com a vitória nas europeias marcadas para junho e deixa a garantia de que, tal como o PS, também o Chega vai apresentar um candidato presidencial para suceder a Marcelo Rebelo de Sousa.

Jornal das Nove, agora tempo para as notícias em âmbito local.

A Maia é uma das 48 autarquias em que o IMI vai baixar. As informações avançadas pela Autoridade Tributária destaca que estas autarquias optaram por reduzir as taxas aplicadas aos imóveis urbanos entre 0,3% e 0,45%. Entre os distritos que se destacam pelas reduções, está Setúbal, mas também Santarém. No distrito do Porto, as descidas ocorrem na Maia, Gondomar, Santo Tirso, Trofa e Gaia. O Centro Social da Carregueira, em Santarém, está em risco de fechar por não conseguir pagar as dívidas à autarquia. A direção do Centro de Apoio Social afirma que as dificuldades financeiras estão a colocar em risco a atividade da instituição. Sublinha que se não haver entendimento com a Câmara da Chamusca e com a Segurança Social, vão ter de fechar portas. Trata-se de uma IPSS que dá resposta a cerca de 150 utentes. O Feirense voltou às vitórias, venceu por 3 x 1 ao Torriense. A formação orientada por Ricardo Sousa não vencia há três jornadas. Triunfo permite à equipa de Santa Maria da Feira ascender ao 11º lugar com 20 pontos. O Torriense mantém-se em quinto com 24. Já há data para o Festival Lisboa Mistura, depois de um adiamento forçado pela meteorologia. A 18ª edição decorre nos dias 20 e 21 de janeiro. O evento vai decorrer no Capitólio, no Parque Mayer. E a Câmara Municipal de Almada vai transmitir o filme "Terra" na próxima terça-feira. O filme de Russana Torres e Hiroatsu Suzuki venceu o prêmio Doc Lisboa, em 2018. Conta a história de um homem que fazia carvão no Alentejo.

Atualizamos toda a informação. Edição das nove foi com Inês Batista. Informação que estará de regresso às 9h30.