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São agora 22h, Jornal das Dez, exatamente com a Diana Rosa e a começar com António José Seguro. Redime-se, afirma que pertence à esquerda moderna e moderada.

O candidato à presidência refere que sempre teve um posicionamento político claro. Reconhece que a resposta que deu em entrevista ao jornal Público, sobre não querer ser colocado numa gaveta, foi uma resposta infeliz.

Em relação a essa entrevista, nem sempre nós estamos nos nossos melhores momentos. E às vezes há infelicidade nas respostas e, portanto, eu pertenço àquela esquerda moderada, àquela esquerda moderna, que se afirma com soluções concretas para os problemas das pessoas. Mas mais importante, de onde eu venho, é para onde quero ir. Eu quero ser o presidente de todos os portugueses.

Em entrevista esta noite à RTP, o candidato à Presidência da República conta com o apoio do PS. Diz não ter mágoas com membros do partido que escolheram não apoiá-lo, como é o caso, por exemplo, de Manuel Pizarro, que decidiu manifestar apoio oficial ao almirante Henrique Gouveia e Melo.

Entretanto, Luís Marques Mendes diz que não. Não vale a pena acrescentar mais debates aos que já existem na corrida às eleições presidenciais.

É a resposta do candidato ao repto deixado por André Ventura. O também líder do Chega e candidato queria debater juntamente com Marques Mendes, mas ainda com Gouveia e Melo e António José Seguro, numa discussão exclusivamente sobre o tema da saúde. Mas para Marques Mendes, a prioridade no que toca esta matéria é outra.

Nós vamos ter dezenas de debates, portanto, não vale a pena acrescentar mais debates. Neste momento, temos é que resolver as questões. Não contem comigo para politiquices. Eu acho que neste momento temos um problema sério. Nós temos um problema de um ambiente crispado com os tarefeiros no âmbito do Serviço Nacional de Saúde. Isso pode criar um problema muito mais sério ainda, a acrescentar aos problemas que já existem no Serviço Nacional de Saúde. Não devemos desviar as atenções disto para a politiquice e por isso renovo o apelo, sim, a que o governo aceite negociar e que os tarefeiros aceitem sentar-se à mesa das negociações.

Marques Mendes, no final de um ciclo de debates presidenciais em Lisboa, foi organizado por jovens da SEDES. O candidato a Belém espera que a ameaça de greve por parte dos médicos tarefeiros, já vamos falar disso mais à frente, não chegue a ser cumprida. Apela, por isso, a que o governo se sente à mesa das negociações com estes profissionais em nome da estabilidade.

Também Henrique Gouveia e Melo já respondeu ao desafio lançado por André Ventura.

O almirante critica quem se aproveita da situação que se vive no setor da saúde para cavalgar um problema. Defende também que um chefe de Estado não deve estar permanentemente a intervir ou a interferir na governação. Numa ação de campanha em Viseu, Gouveia e Melo rejeitou responder a provocações, mostrou-se apenas disponível para falar dos problemas. Diz que foi o primeiro a levantar, de resto, esta questão da saúde.

Diana, médicos tarefeiros querem uma reunião com a Ministra da Saúde por causa do que descrevem como pânico generalizado e infundado em torno das condições destes profissionais.

O movimento, que critica a divulgação de uma ata pelo jornal Público. Era uma ata que falava de um encontro de alguns destes profissionais, que apontavam para uma paralisação geral das urgências por um período mínimo de três dias. Agora voltam atrás. Dizem que estas medidas decididas pela tutela vão ser avaliadas só depois de sair o diploma sobre o regime de trabalho à tarefa de médicos não vinculados. Querem, por isso, reunir-se com Ana Paula Martins. A direção dos médicos prestadores de serviços portugueses fala agora numa hipotética paralisação.

O Sindicato Independente dos Médicos considera errada a intenção dos tarefeiros de negociarem diretamente com o Ministério da Saúde.

Há uma petição lançada por esse movimento de médicos que querem ver legitimada a direção do grupo para sentar-se à mesa com a tutela. O secretário-geral do SIM, Nuno Rodrigues, deixa este alerta que vamos ouvir.

Nós achamos isto um precedente perigoso, assim como já o achamos na altura da criação do chamado grupo de médicos em luta. Ou seja, não há uma hierarquia, não há uma responsabilização, não há enquadramento legal para isto. Agora, o Ministério da Saúde e a senhora Ministra da Saúde ouvirá, naturalmente, quem quiser.

É a posição do secretário-geral do SIM, entrevistado pelo jornalista António José Soares. Já a Federação Nacional dos Médicos diz que não vê problemas na intenção dos tarefeiros de negociarem de forma direta com o Ministério da Saúde.

E no mesmo sentido vai também a posição do bastonário da Ordem dos Médicos.

Carlos Cortes apela à tutela que reúna precisamente com estes profissionais.

Há aqui um conjunto de reivindicação destes médicos que são entendíveis e o que eu peço neste momento ao Ministério da Saúde, é um pedido que a Ordem dos Médicos faz, é que reúna com esses médicos. Reunir para tentar perceber precisamente toda a dimensão do problema e depois que, obviamente, tome uma decisão no sentido de haver uma uniformização de relação contratual com os médicos.

É o posicionamento do bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, que alega que caso se concretize esta paralisação anunciada, o impacto nas urgências vai ser muito complicado.

Agora 10h06, mudando de tema, Diana. Promessa da Ministra da Administração Interna. Em 2026, um polícia em início de carreira vai ganhar pouco mais de €1.700. O governo fala de um aumento de 40% face a 2023.

Maria Lucía Amaral assegura que a intenção do Executivo é valorizar os recursos humanos, tanto os agentes da PSP como os militares da GNR.

Nessa altura, um agente da PSP, em início de funções, ganhava, juntando remuneração base e as diferentes componentes do suplemento de serviço e risco Um total de €1.190,52. Em 2026, o mesmo agente irá auferir um rendimento mensal de €1.704,51, um aumento de 43%.

O rendimento vai chegar a €1.700 brutos, diz a ministra, mas atenção que o governo soma à remuneração base o suplemento de risco. A ministra anunciou ainda que o executivo espera que as forças policiais tenham à disposição as bodycams a partir do próximo ano.

Noite europeia, noite de futebol, e a começar pelo Futebol Clube do Porto. Foi até aos Países Baixos, empatou exatamente com o Utrecht.

Os holandeses marcaram primeiro. E já na segunda parte, com o espanhol Miguel Rodríguez, aos 49 minutos, logo ali no início da segunda parte. Pouco depois, aos 66 minutos, foi a vez do Futebol Clube do Porto com Borja Sáenz. Os Dragões ficam com sete pontos na Liga Europa. Ainda faltam quatro jogos. No final da partida, o treinador do Futebol Clube do Porto diz que o empate deixa um gosto amargo.

No primeiro tempo, acho que tivemos três ou quatro chances claras de marcar gols. O jogo estava totalmente sob o nosso controle. Já os minutos finais foram um pouco caóticos demais. Não tivemos paciência para atacar da maneira correta. Então, sim, o gosto amargo é definitivamente o comentário certo sobre este jogo.

A avaliação desta partida para a Liga Europa feita por Francesco Farioli, aqui num registo da Sport TV.

Entretanto, também já acabou e derrota do Braga. Uma derrota em casa com o Genk, da Bélgica. Primeira derrota do Braga nesta competição da Liga Europa, uma derrota por quatro bolas a três. Vamos agora para a atualidade internacional. O tráfego aéreo em Gotemburgo, na Suécia, já foi retomado depois de ter estado interrompido na sequência de avistamentos de drones desconhecidos.

Foram vistos perto das 18h, junto ao aeroporto de Landvetter. Houve vários voos cancelados e outros a serem desviados para cidades como Copenhague, capital dinamarquesa. A polícia iniciou uma investigação preliminar sobre suspeitas de sabotagem aérea e as Forças Armadas foram acionadas para o local a pedido da polícia, que cooperou com a Administração de Aviação Civil e também a administração do aeroporto de Gotemburgo, entretanto reaberto.

Agora 10:19. Para fechar, Diana Rosa, outras notícias que vão marcando a atualidade.

O governo afirma que vai manter o valor do Imposto Único de Circulação, tanto para carros anteriores a 2007 como posteriores a essa data. Esclarece o executivo que a mudança proposta se refere apenas ao momento do pagamento do imposto e à possibilidade de prestações, em caso de valores acima de €100, uma vez que este IUC vai ter de começar a ser pago no mês de fevereiro. Há famílias com mais do que uma viatura, vai ser um grande encargo para algumas famílias, é o que salienta o esclarecimento divulgado pelo Ministério das Finanças. O primeiro-ministro pede ações concretas contra alterações climáticas. Montenegro esteve perante os líderes mundiais na Cimeira do Clima. Diz que os últimos anos ilustraram em muitos países os efeitos do aquecimento global. Dá os incêndios em Portugal como exemplo. Sublinha, por isso, Montenegro, que é necessária uma resposta coletiva coordenada e sustentada. Esclarecimento da E-Redes: os cortes programados de eletricidade que vão ocorrer no domingo nos municípios de Lisboa, Oeiras, Sintra, Tomar, Faro, Lagos e Olhão são situações regulares de manutenção. Acrescenta a empresa que todos os domingos acontecem este tipo de trabalhos. Acrescenta ainda a E-Redes que os locais onde ocorrem os cortes programados, devido a trabalhos de manutenção, são sempre comunicados previamente no site da empresa. Vão sofrer cortes de serviço algumas zonas destes concelhos que referi entre as 05h e as 11h. Pelo menos 24 familiares de Vladimir Putin foram nomeados para cargos ligados ao governo russo, é o que indica o Project, um projeto de jornalismo de investigação independente da Rússia. Falamos de namoradas e respectivas famílias, assim como primos, filhos e até o genro de Vladimir Putin. Todos têm cargos no Kremlin, incluindo pastas ministeriais ou até na gigante russa Gazprom. São atualizações sobre a guerra na Ucrânia, que vai poder continuar a aceder ao minuto no live blog do Observador.

A seguir vamos ter convidado extra, João Paulo Secador convida Liliana Vale Passos. O convite fica também pra ti, Liliana Rosa.

Eu tento ir atualizando a informação, mas quando chegar em casa vou ouvir o podcast.

Exatamente. Diana Rosa, daqui a pouco de volta, às 10h30. Até já.