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Começa agora o Jornal das 10, edição da jornalista Diana Rosa. Diana, o PS está a ponderar pedir ao Tribunal Constitucional a fiscalização da perda da nacionalidade como pena acessória no âmbito da Lei da Nacionalidade.

Uma declaração do vice-presidente da bancada do PS depois de a direita ter aprovado um novo diploma de alteração ao Código Penal. O futuro do diploma está nas mãos do Presidente da República. No entanto, Pedro Delgado Alves afirma que o Partido Socialista vai analisar o resultado final do decreto, independentemente da decisão de António José Seguro.

O Parlamento aprovou hoje as alterações à Lei da Nacionalidade. O diploma passou com a luz verde da direita depois do acordo que o PSD fez com o Chega.

Proposta aprovada também com o voto a favor do CDS e Iniciativa Liberal. Depois do chumbo do Tribunal Constitucional à primeira versão do texto, a direita espera que desta vez o diploma vá mesmo por diante. Vasco Maldonado Correia.

O acordo chegou mesmo em cima da meta e foi anunciado pelo líder parlamentar do PSD.

Nós conseguimos um entendimento com o partido Chega para suprir as inconstitucionalidades da Lei da Nacionalidade e também no que diz respeito às alterações ao Código Penal.

Hugo Soares lamenta que o PS não faça parte do acordo, mas explica que os socialistas não se quiseram ficar pelas correções.

Nós dialogamos com todos, como sempre nos comprometemos, mas a verdade é que o Partido Socialista quis recuperar uma discussão que já tinha acontecido antes da primeira aprovação desta lei e nós dissemos sempre que só estaríamos disponíveis para fazer aquilo que nos competia.

Com o entendimento aprovado pelo Parlamento, a condenação por crimes com pena igual ou superior a três anos de prisão pode passar a impedir o acesso à nacionalidade e a sanção da perda de nacionalidade acontece para um leque variado de crimes com penas de cinco anos para cima. André Ventura, do Chega, grita vitória, mas assume que o acordo não era o ideal.

Naturalmente, queria ir mais longe nesta lei, mas entendemos que a democracia é mesmo assim. Entendemos que chegar a um consenso nesta matéria era melhor que não ter nenhuma lei da nacionalidade.

Já o socialista Pedro Delgado Alves avisa que o Tribunal Constitucional ainda pode levantar problemas em relação à sanção da perda de nacionalidade.

Parece que há passagens do acórdão que não leram ou que preferiram ignorar. O problema mantém-se e a solução que apresentam não é solução para parte dos problemas identificados.

Com maioria de dois terços, o Parlamento pode reconfirmar a lei, mesmo que volte a esbarrar no Tribunal Constitucional. André Ventura pede sensibilidade para que isso não tenha de acontecer.

Quis-se trabalhar para que as instituições possam colaborar melhor. Conseguimos fazer isso. Também que ninguém agora provoque mais esse conflito institucional.

Mais uma tarde tensa na Assembleia da República depois da votação ponto a ponto no Hemiciclo. As alterações à Lei da Nacionalidade foram aprovadas com votos a favor de toda a direita.

Na nova proposta, houve também acordo quanto ao decreto que altera o Código Penal, como ouvimos aqui o PS referir, para incluir a sanção da perda de nacionalidade.

O deputado constituinte do PCP, Avelino Gonçalves, garante que a reforma laboral do governo viola a Constituição.

Foi deputado à Assembleia Constituinte, mas foi também ministro do Trabalho no primeiro governo provisório depois do 25 de abril. Em entrevista ao Observador, Avelino Gonçalves, militante do PCP, assegura que a atual reforma laboral viola a lei.

Não respeita nada, é uma agressão brutal e incompreensível no quadro da vida moderna. Não vi em mais lado nenhum um caso destes, nem em Portugal, nem noutro país qualquer. Uma tentativa de subverter tudo o que são garantias dos trabalhadores.

Avelino Gonçalves, em entrevista ao Observador, no sofá do Parlamento. O antigo deputado considera que as várias revisões constitucionais acabaram até por piorar o texto fundamental.

E o presidente da FENPROF desmente o ministro da Educação, diz que é mentira que haja professores a mais em várias escolas do país.

O ministro Fernando Alexandre afirmou hoje que há exemplos de estabelecimentos com excesso de mais de 20 docentes, apesar de rejeitar apontar os nomes das escolas a que se refere. Entrevistado pela Rádio Observador, José Costa, da FENPROF, contraria esta informação e diz até que acha estranha a declaração do governante. Afirma que, pelo contrário, há milhares de alunos que continuam sem professor.

E os dados, de fato, provam que não corresponde à verdade, porque o número de alunos em falta vai aumentando e, aliás, são números avassaladores. Neste período, que acabou agora recentemente, tivemos semanas onde cerca de 40 mil miúdos, e isto é um número que se vai repetindo semana para semana, de alunos que não tiveram pelo menos um professor.

O presidente da FENPROF, em declarações à Rádio Observador, sobre as afirmações do ministro da Educação no Parlamento.

O presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas também reagiu a este tema.

Filinto Lima acredita na palavra do ministro, no entanto, pede esclarecimentos.

Se o senhor ministro diz que há escolas do país que têm professores a mais, é porque é verdade, não irá mentir, nós desconhecemos. Agora, terá que, se calhar, dizer que escolas é que são essas e por que motivo é que essas escolas têm professores a mais. E se isso na verdade acontecer, a culpa é do sistema. E de facto terá que haver uma redistribuição desses professores que estão a mais numas escolas e estão a faltar noutras escolas.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Escolas Públicas, à Rádio Observador.

E agora com seis minutos para lá das 10 da noite, que outras notícias marcam a atualidade, Diana?

O Presidente da República promulgou as alterações ao decreto que cria o regime de layoff simplificado a 100% para as zonas mais atingidas pela tempestade Christine. De acordo com a nota divulgada no site da Presidência, António José Seguro promulgou o decreto que foi aprovado no Parlamento no dia 6 de março. A maioria da Assembleia da República concordou em pagar na totalidade o salário dos trabalhadores abrangidos nestas regiões do país. Carlos Moedas rejeitou a proposta do PS para criar um programa municipal em Lisboa, para apoiar os cidadãos e as instituições a fazer face ao aumento do preço dos combustíveis. Em reunião privada do executivo municipal, a equipa liderada por Carlos Moedas diz que o governo já apresentou um programa de apoios para mitigar o aumento dos custos da energia, por isso, reprovou a iniciativa do PS. Todos os partidos de esquerda e também o Chega tinham votado a favor, mas a maioria de Carlos Moedas acabou por levar a melhor e rejeitou a proposta. Pedro Sánchez condenou hoje os cânticos islamofóbicos e xenófobos ocorridos ontem durante o jogo entre a seleção espanhola e a egípcia em Barcelona. O primeiro-ministro de Espanha diz que é uma situação inaceitável e que não se deve repetir, em causa vários momentos durante a partida, em que centenas de adeptos locais saltavam e gritavam: "Quem não salta é muçulmano". Entretanto, a polícia catalã anunciou já ter instaurado o inquérito por causa do incidente, que foi igualmente condenado por outros dirigentes políticos, assim como do futebol espanhol. Estamos em contagem decrescente, Rita, para o lançamento da missão Artemis 2 da NASA. A menos de três horas do lançamento, o módulo da tripulação da cápsula Orion já está a ser fechado, a tripulação está instalada, os engenheiros começam a fechar várias camadas de proteção. Quando terminarem o processo, vão testar as funcionalidades do sistema instalado para abortar a missão em caso de emergência. E é precisamente sobre isso que te vou falar, Rita. É que o centro de controle de missão da NASA detetou na última hora um problema técnico no foguetão, que se não for resolvido a tempo, poderá significar um atraso significativo no lançamento da Artemis 2.

Desde que vão em segurança é o que importa.

O problema é esse, é que de acordo com a CNN Internacional, este problema está ao nível de um sistema de segurança que prevê a destruição automática do foguetão, caso mude de direção subitamente ou represente uma ameaça de segurança de forma descontrolada. Ok. A NASA está a tentar resolver o problema. Calma, ainda não é certo que a missão vai ser abortada.

É que a mais pequena coisa, basta uma esponja, uma borracha e tudo pode dar para o torto.

Tem que ter segurança máxima, tem que ser tudo verificado várias vezes, até ao mais ínfimo pormenor.

Até porque já houve vários acidentes, precisamente por falhas que nos parecem pequenas. Vânia, eu estava aqui a pensar: o que comem os astronautas?

Se esta missão for para frente.

Sim, o que eles vão comer, o que levam na bagagem, o que leva na sua mala?

Deixa-me dizer desde já que todos estes detalhes estão a ser atualizados no live blog do Observador. E então, relativamente à tua pergunta, todos os alimentos têm de ser leves e com a capacidade de serem comprimidos, têm de ocupar o mínimo espaço possível, mas vão bem preparados. Têm o menu até bastante variado. Granola com mirtilos, salada de fruta, brócolis gratinados e wraps, muitos wraps. O menu é composto por mais de 180 porções para toda a equipa. Há também coisas boas, diria, bolachas, bolos, chocolates. O único membro da tripulação que não é americano, é do Canadá, leva cinco produtos alimentares canadenses, não estão discriminados no menu, são surpresa. Na Apollo 17, a última vez que um astronauta pisou a Lua, em 72, a refeição mais comum consistia num prato de frango com arroz.

Que engraçado, que é o que a minha filha também come muito, por acaso. Sim, está preparada. Não.

Olívia é astronauta.

Não. E agora até há brunch no espaço. Portanto, isto parece um brunch autêntico.

É verdade. Se formos a ver, é um menu bastante completo.

Sim, verdade.

E como dizia, está em destaque no artigo do Observador. Também este menu é um artigo assinado pelo jornalista Martim Andrade, que descreve todos os alimentos que a tripulação leva nesta nave.

Já vamos falar disso tudo na nossa emissão especial depois do jornal das 11h. Vamos acompanhar tudo aqui na Rádio Observador. E é assim mesmo que fechamos o jornal das 10h, edição da jornalista Diana Rosa. Até já, Diana.

Até já, Rita.

Já a seguir temos Nesta Hora e o resto é história.