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Às notícias . E vamos ao jornal das 10 com a Diana Rosa, na Rádio Observador, e começamos com os desenvolvimentos sobre o caso dos ativistas maltratados às mãos de Israel. A Comissão Europeia pede proteção de Tel Aviv aos detidos.

O porta-voz da Comissão Europeia para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança pediu, através do X, que o governo israelita assegure a proteção e tratamento digno destes ativistas, incluindo vários cidadãos europeus. Lembra que cada pessoa detida deve ser tratada com segurança, dignidade e de acordo com a lei internacional. Pede também a libertação dos ativistas. Também a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, diz que a conduta de Ben-Gvir é imprópria de alguém com cargo público.

E Pedro Sánchez pede que Bruxelas proíba a entrada de Ben-Gvir na União Europeia.

É um dos líderes europeus a criticar de forma firme a ação israelita no tratamento destes ativistas da flotilha humanitária. O primeiro-ministro espanhol afirma que não devem ser tolerados maus-tratos aos cidadãos. Já o ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros exige um pedido de desculpas público por parte de Israel.

"Insisto, esse tratamento é monstruoso, é indigno, é inumano. Exijo desculpas públicas a Israel. Convoquei urgentemente ao Ministério de Assuntos Exteriores a encarregada de negócios de Israel para trasladar-lhe todo o nosso rechazo, toda a nossa repulsa e toda a nossa repugnância por esse trato absolutamente abominável e inaceitável".

José Manuel Álvarex, ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, num vídeo publicado na rede social X.

Há outras reações além de Espanha. Ben-Gvir já foi alvo de críticas de vários países da Europa e fora da Europa.

Depois de Canadá, Países Baixos, França e Itália, também a Alemanha repudia o vídeo publicado. Fala num tratamento totalmente inaceitável e incompatível com os valores básicos dos países europeus. Os embaixadores israelitas estão a ser chamados para prestar explicações.

E, Diana, Ben-Gvir levou também uma reprimenda de Benjamin Netanyahu.

Que assegura que a forma de atuação do ministro da Segurança Nacional israelita foge aos valores e normas do país, ainda que defenda a detenção dos ativistas.

E Luís Montenegro defende uma suspensão parcial do acordo com Israel.

Uma decisão a tomar no âmbito da União Europeia. Depois de Ben-Gvir ter colocado um vídeo com os ativistas da flotilha humanitária detidos a serem maltratados por Israel, o primeiro-ministro português fala numa situação intolerável.

A situação é uma situação absolutamente inaceitável. Relativamente às discussões que temos no âmbito da União Europeia, Portugal já tem manifestado a sua disponibilidade para uma suspensão parcial do acordo com Israel e veremos nos próximos encontros se há alguma evolução nesse domínio.

Luís Montenegro, em declarações captadas em Andorra pela RTP. Antes, também Paulo Rangel, ministro dos Negócios Estrangeiros, classificou como intolerável e humilhante o comportamento do ministro israelita Ben-Gvir, além de ser uma violação da dignidade humana. O vídeo em causa mostra os ativistas ajoelhados com as mãos amarradas depois de serem interceptados em águas internacionais.

E o secretário de Estado das Comunidades garante que o governo português está a fazer o possível para trazer os cidadãos portugueses de volta à casa.

Emídio de Sousa explica os próximos passos.

Estamos a tentar, mas neste momento só é permitido falar com eles os advogados da própria flotilha. Logo que seja possível, e nós estamos perfeitamente a acompanhar isso, iremos falar com eles e tentar trazê-los para Portugal.

Emídio de Sousa, secretário de Estado das Comunidades, num registo da RTP.

E o Irão está a examinar a proposta de paz dos Estados Unidos.

É o que afirma o Ministério Iraniano dos Negócios Estrangeiros, citado pela CBS. O responsável assegura que a presença do ministro paquistanês da Administração Interna no Irão serve para facilitar a troca de mensagens entre Teerão e Washington. Acrescenta que um dos pontos por parte do Irão inclui o descongelamento dos ativos iranianos e o fim do bloqueio norte-americano aos portos do país, proposta que já tinha sido apresentada.

E seguimos com a proposta da reforma laboral. O PS acusa o governo de utilizar a alteração ao regime da amamentação como uma tática negocial, depois de o Executivo ter reintroduzido novas exigências de comprovativos médicos e limites temporais.

O governo regressa à versão que defende novas regras para a licença de amamentação, depois da polémica da negociação falhada em sede de concertação social. O governo quer exigir atestado médico quando o acesso à licença é pedido pela primeira vez e depois uma nova declaração a cada seis meses que comprove que a mulher ainda está a amamentar. No explicador da tarde política, Miguel Cabrita, deputado do PS, diz que o governo voltou à estaca zero.

O governo mostra radicalismo e inflexibilidade, volta ao princípio, a uma questão em que sabe que todos os partidos se pronunciaram contra e faz aqui uma espécie de simulacro de negociação, no sentido em que o que o governo, no fundo, está a fazer é radicalizar, voltar ao princípio para ter mais moedas de troca, para poder, na Assembleia da República, fingir uma negociação e fingir cedências.

Já Carla Barros, deputada social-democrata, reitera que as alterações previstas no regime têm como objetivo torná-lo mais claro e mais rigoroso.

Durante este período de discussão pública destes nove meses e na concertação social, não foi nenhum tema que os representantes dos trabalhadores tivessem levantado. Nunca houve nenhuma questão sobre isso.

Mas não houve alguma abertura por parte da ministra sobre este tema para rever?

O tema esteve em cima da mesa, nunca foi questionado, nem contrariado por parte dos representantes dos trabalhadores, que estavam focados, certamente, noutros temas, e porque também reconhecem a necessidade que há de nós melhorarmos isto.

A deputada Carla Barros, do PSD, sublinha que não está em causa nenhum corte de direitos.

E o secretário-geral do Partido Comunista garante que o pacote laboral está rejeitado por quem trabalha e apela à mobilização de todos na greve do dia 3 de junho.

Paulo Raimundo falou esta noite para centenas de pessoas na Rua de Santa Catarina, no Porto, durante um desfile do PCP. Explica que o governo não esperava tanta resistência e que ainda é possível uma queda do pacote laboral.

O grande patronato e o governo pensavam que tinham uma passadeira vermelha. A greve geral do 11 de dezembro travou-lhes o passo e, portanto, dando-lhes um abano muito grande. Não o derrotou, mas rejeitou profundamente. Está rejeitado, o pacote laboral está rejeitado por quem trabalha, não há nenhuma dúvida sobre isso. E portanto, agora a greve geral dia 3 de junho, para a qual estão convocados todos os trabalhadores, os que fizeram greve ao 11 de dezembro, os que não fizeram, os sindicalizados, os não sindicalizados, os mais novos e os mais velhos, têm todos razões acrescidas para voltar à rua e para voltar à luta.

Paulo Raimundo lembra que uma eventual aprovação do pacote laboral não é um esforço único do governo, mas sim uma união entre PSD, CDS, Iniciativa Liberal e Chega.

Tiana, passam sete minutos das dez da noite, vamos a outro tema em destaque.

Um avião da TAP teve de aterrar por precaução em Roma esta terça-feira, depois de ter raspado com a cauda na pista do aeroporto de Fiumicino. Um incidente aconteceu quando o aparelho estava a descolar, tendo precisado depois de consumir centenas de litros de combustível para poder aterrar em segurança. Segundo o jornal italiano "Corriere della Sera", o avião Airbus A320, que se dirigia para Lisboa, atingiu a pista às 23h40 desta terça-feira, tendo voltado a pousar no aeroporto minutos depois. Filipa, tenho uma proposta para te fazer. Vamos terminar este noticiário com uma viagem até ao fundo do oceano.

Então, o que se passa nas profundezas do mar?

Uma equipa internacional de cientistas, Filipa, descobriu mais de 1100 novas espécies marinhas ao longo do último ano. Não encontraram o monstro, diz disto.

Já ia dizer que 1100 é muita espécie. Encontraram o quê?

Não encontraram monstros, mas descobriram esponjas carnívoras.

O que é isso?

Até um tubarão fantasma, que foi avistado na Austrália, uma espécie que se separou dos tubarões e das raias há 400 milhões de anos.

Entre esponjas carnívoras e tubarão fantasma, bem, não sei. Estava com um filme, parece que sim.

Sim, em Timor-Leste, encontraram um verme com riscas cor-de-laranja que vai dar uma ajuda preciosa à medicina. Os cientistas acreditam que as toxinas deste verme vão servir para criar tratamentos para doenças como, por exemplo, o Alzheimer. Vês quem diria que nas profundezas do mar encontrávamos estas coisas que fazem tanta falta, tão importantes para estudos, para tudo.

Mas que bem, afinal a história do tubarão fantasma e das esponjas carnívoras é um bom sinal.

Isto é um artigo que está no site do Observador, pode ler com mais detalhes sobre estas espécies que foram encontradas e a importância que podem ter no nosso futuro.

Muito bem. Uma história, uma notícia interessante a fechar este jornal das 10. Tiana, até já.

Até já.